Notas Marginalistas:
Como o blog estava "meio abandonado" por causa de uma série de ocupações, resolvi estudar e escrever sobre um curso que estou fazendo na Marginal Revolution University. Esse curso é o "Economic History of the Soviet Union" da professora Guinevere Liberty Nell. Espero que com essas pequenas notas eu possa preencher o Blogspot com algo proveitoso.
A estrutura não será a de "uma aula = uma nota", mas sim as anotações que fiz no caderno independentemente da quantidade de aulas que realizei.
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No âmbito econômico, existem diferentes sistemas. O sistema econômico planejado, o sistema econômico misto, os países mais dados à livre iniciativa do mercado, o socialismo de mercado, os diferentes tipos de anarquismos.
A professora trata mais especificamente do regime econômico soviético. Esse regime econômico, baseado nas teorias marxistas, apresenta um domínio pleno da propriedade pública e um domínio pleno do planejamento econômico.
Em uma das aulas, a professora diz que pretende seguir o modelo de investigação proposto por Elinor Ostrom. Esse modelo advoga que é melhor analisar um organismo simples; isto é, para o processo investigativo, faz-se necessário o mais simples modelo de organismo para a observação.
Em uma aula, ela cita algumas linhas históricas que percorrerá:
1. Estudo de Marx;
2. Estudo de Lênin;
3. Teoria e Prática Marxistas.
A professora também fala sobre a importância de se estudar a teoria do valor-trabalho (TVT). Essa teoria, que é base da justificação do socialismo, trabalha com a ideia de que todo valor provém do trabalho (do esforço e da habilidade). Essa teoria, segundo críticos, se contrapõe a ideias de preferências subjetivas e escassez.
A professora nota que parte dos direitos de propriedade, no raciocínio de muitos intelectuais, também se baseia na teoria do valor-trabalho. Essa construção teórica se dá pela noção de que quanto mais misturamos nosso trabalho com algo, mais ele é nosso. Isto é, nosso trabalho é a nossa extensão no mundo.
Há também uma explicação entre o valor subjetivo, o trabalho socialmente necessário e o trabalho útil (aos fins da sociedade). Existe também um mecanismo de cálculo que é apresentado como explicação do modelo marxista:
O nível médio da tecnologia + o nível médio de habilidade = o tempo necessário de trabalho.
Existirá o argumento, que é bastante central, de que os trabalhadores não recebem inteiramente pelo seu trabalho. Parte do valor produzido pelos trabalhadores é retida pelos capitalistas. Essa teoria leva à ideia da mais-valia. Além disso, adiciona-se que múltiplos valores subjetivos, com infinitas gradações e dimensões de valores, são ignoradas pelos teóricos marxistas (teoria do valor subjetivo).
