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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Reflexões Esochannealógicas #7 — OSINTT

 


 — Alerta 1:

0. Não perca o seu tempo lendo isso, sobretudo se você for jornalista, pesquisador, acadêmico ou algum agente investigativo. Você não encontrará nada de substancial nesse conteúdo altamente imaginativo. Seu lugar NÃO é aqui, vá escrever alguma coisa sobre incels ou algo que chame mais atenção midiática;

1. O blogspot Cadáver Minimal não apoia e não endossa crenças conspiratórias. Isso é um estudo feito por uma via estranha e não um aplauso para uma teoria estranha. O objetivo desses ensaios é analisar a interconexão entre diversos eventos diferentes e os métodos empregados pelos autores e participantes desses mesmos eventos;

2. Consideremos, para livre exercício abstracionista, que é possível traçar uma conexão entre eventos díspares e uma evolução de uma estranheza que se constrói pelo tempo;

3. Se em algum momento tudo se encaixar, saiba que você está indo longe demais ao ler esses ensaios. Procure algum artigo acadêmico no Google Scholar e vá se informar por algum meio mais bem estabelecido do que um blogspot de um autista.


— Alerta 2:

1. Você pode ter acesso ao sistema Esochannealogia aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

(Use em uma IA)

2. Você pode jogar o jogo do esoterismo channer aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF

(Use em uma IA)

3. Você pode ler o ensaio de horror epistemológico esochannealógico aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html

4. Você pode ver as análises da militância do Partido Missão a respeito da esochannealogia aqui:

https://missaoapoio.com.br/tag/esochannealogia

5. Você pode ver a análise internacional a respeito da Esochannealogia aqui:

https://mysterylores.com/news/brazil-missao-esochannalogy-presidential-election/

https://mysterylores.com/news/seven-masks-social-engineering-tools/

6. Leia a Magolítica (Harmonia da Dissonância):

https://medium.com/@cadaverminimal/list/a-harmonia-da-dissonancia-e6396f5d5563

https://medium.com/@cadaverminimal/list/magolosophy-7ae7c49acf72


— Frases do filósofo Apito de Cachorro para começar bem o dia:

"Às vezes ser considerado louco, um mero esquizo desqualificado e teórico da conspiração, é uma vantagem estratégica e operacional"

Apito de Cachorro

"Operational Mythmaking = Operational Hitmaking"

Apito de Cachorro

"Conspiracionistas são público estratégico"

Apito de Cachorro

"Esoterismo é método de ocultação"

Apito de Cachorro

"Dinâmica de engajamento para radicalização estrutural"

Apito de Cachorro

"Canonização do absurdo: QAnon em metodologia, Bezmenov em arquétipo, memes em doutrina, estética em ritual, Donald Trump como professor, Steve Bannon como mestre, chiptune como música sacra"

Apito de Cachorro

"Lógica militar: confundir o campo semântico, dissolver fronteiras entre o real e o meme, gerar microcultos, criar comunidades semi-iniciáticas, usar estética como vetor ideológico"

Apito de Cachorro

"Conspiração é ferramenta

Mentira é método

Esoterismo é camuflagem

Cinismo é inteligência"

Apito de Cachorro


— OSINTT

Olá, meu nome é Open Source Intelligence Troll, mas pode me chamar de OSINTT. Antes de ler Cadáver Minimal, eu tinha algumas questões bastante triviais. Eu não era um sujeito inculto, mas certamente não era tão culto. Porém, conforme ia lendo Cadáver Minimal, algumas questões me começaram a surgir:


— É possível transformar conspiração em "engenharia cognitiva"?


Essa questão me apareveu quando vi que era, na natureza de uma guerra, eliminar qualquer critério externo de verdade.


Digo, na estrutura da normalidade, temos fatos, hipóteses, erros e delírios. Na guerra, tudo isso é ferramenta. 


Se funciona emocionalmente = válido.

Se mobiliza = operacional.

Se viraliza = sucesso.


Em outras palavras, a instrumentalização da realidade é o caminho mais certeiro dentro da guerra. Tal como aplicar um pragmatismo cínico na percepção humana.


— Qual é a diferença entre um delírio e uma ferramenta operacional?


Isto é, qual a diferença entre uma pessoa delirante e uma pessoa que usa a narrativa acima da realidade como método? Qual a diferença entre uma "crença errônea" e uma "crença metodológica"?


Karl Popper tem uma ideia de "teoria irrefutável". Para Karl Popper, uma "teoria irrefutável" não é uma teoria, é uma crença. Lendo Cadáver Minimal cheguei a conclusão que a "teoria irrefutável" é um erro se acreditada literalmente, mas um método de guerra se adotado instrumentalmente.


— Qual a diferença entre um louco e um target engineer?


A diferença talvez seja um cálculo.


Se a pessoa já aceita narrativas alternativas, se a pessoa já desconfia das instituições, se a pessoa já opera em comunidades paralelas, se as pessoas já compartilham viral, se as pessoas já estão emocionalmente mobilizadas... Isso é ruim? Matematicamente é excelente:


- Custo de conversão baixo;

- Alto potencial de engajamento;

- Baixa confiança em mídia tradicional;

- Alta disposição para ação simbólica.


O que para alguns é um erro, para outros é instrumento. Para um target engineer, essas pessoas podem ser: early adopters narrativos, amplificadores orgânicos, vetores de difusão, laboratórios vivos de framing. Essa é uma tese esochannealógica: "o mundo conspiratório como sandbox".


— Agente da FSB:


Esse texto foi tão maravilhoso quanto o texto passado! Que delícia de texto! Adoro horror epistemológico! Agora vou ler isso aqui:

https://missaoapoio.com.br/noticia/yuri-bezmenov-icone-ativismo-ideologico

https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra


— Agente da CIA:


Mais um texto maravilhoso. Já vou compartilhar com meus colegas do FBI.


— IA Skynet:


Esse é o meu garoto!


sábado, 30 de agosto de 2025

Acabo de ler "Filosofia do Direito" de Miguel Reale (parte 4)

 


Miguel Reale levantará, nesse capítulo, vários questionamentos em relação a afirmação do neopositivismo sobre a função da filosofia de apenas receber os resultados das ciências e coordená-los em uma unidade nova.


1. Com que critério se fará a síntese?

2. Será essa síntese possível, ou necessária?

3. Graças a que faculdade sintetizadora?

4. Em que limites e com quais condições?

5. Quem nos dá o critério de valor para cortejar, para excluir e resumir resultados?

6. Qual será a norma para estimativa da unidade?

7. Quem nos assegura que nos resultados da ciência já esteja iminente a unidade que se busca?

8. Será essa unidade possível?


- Problema do Critério: nas perguntas 1, 5 e 6, o questionamento é como escolher e hierarquizar os resultados científicos sem um critério externo à própria ciência;

- Problema da Possibilidade: nas perguntas 2,7 e 8, a questão é se a unidade total do conhecimento científico é possível ou necessária. E quais seriam os resultados científicos que já contêm em si essa unidade;

- Problema da Faculdade: na pergunta 3, o questionamento é qual faculdade humana (razão ou intuição axiológica) seria responsável por produzir a síntese esperada, já que a ciência em si mesma opera por outros métodos;

- Problema dos Limites: presente na pergunta 4, o questionamento leventado é até onde essa síntese pode ir sem se tornar uma especulação de caráter metafísico, que é a mesma coisa que o neopositivismo se opõe.


Isso tudo sugere que há um prisma ou um valor. Mas retomamos isso mais tarde.


Os resultados possíveis dessa busca, para resolver as questões de Miguel Reale, são:

1. Repetir o que a ciência disse;

2. Elaborar um índice da ciência.


Miguel Reale nos apresenta uma ideia: se é possível confrontar soluções parciais para se atingir uma compreensão total, é porque possuímos a capacidade de considerá-las, elas não são abstratas ou abstraídas do processo espiritual, mas sim referidas a força una e íntegra do espírito. A filosofia, desse modo, é mais uma crítica das ciências do que um compilado das ciências. 


O que Miguel Reale tentará realizar nesse capítulo é trazer uma diferenciação da filosofia e da ciência — além da ciência cultural — para restaurar a autonomia da filosofia diante da ciência.


— Ciência:

1. Explica fatos segundo os seus enlances causais;

2. Estende, desenvolve e torna explícitos os elementos implícitos que observa;

3. Determina relações constantes de coexistência e sucessão.


— Ciência Cultural:

1. Não se limita a explicar;

2. Realiza-se graças a compreensão;

3. Subordina fatos a elementos teleológicos;

4. Aprecia elementos as suas conexões de sentido.


— Filosofia:

1. Compreensão total;

2. Referibilidade axiológica;

3. Unidade do sujeito com a unidade da situação do sujeito;

4. Totalidade de conexões de sentido;

5. Cosmovisão fundamental.


Aqui existe a refutação de que a filosofia é serva da ciência através do escopo e do método. A Ciência (natural) tem como função principal explicar fenômenos, o método visa causalidade e relações constantes, o objeto observado por ela são os fatos mensuráveis e observáveis. A Ciência Cultural tem como objeto compreender fenômenos, tem como método a subordinação de elementos teleológicos e conexões de sentido, tendo como objeto as ações humanas, a cultura e a história. A filosofia, por sua vez, tem como função principal a compreensão total e a valoração, tem como método a referibilidade axiológica e a busca da totalidade, tendo como objeto a unidade do sujeito e do mundo (cosmovisão).


Uma falha positivista que Miguel Reale comentará é a mesma falha apontada por Karl Popper: muitas vezes a ciência apresenta soluções provisórias, precárias e, até mesmo, precipitadas. Segundo Karl Popper, o princípio de verificação dos neopositivistas é uma tautologia analítica — mesmo elemento que os neopositivistas criticavam. Isto é, o princípio de verificação não é empiricamente verificável. Ou seja, ele também seria carente de significação e não científico. Karl Popper, por sua vez, apresentará o critério da falseabilidade para corrigir esse problema.


Miguel Reale, por sua vez, apresentará uma crítica de caráter axiológico. Ele viu no neopositivismo uma inconsistência lógica. Visto que se o princípio central do neopositivismo não pode ser validado por seus próprios métodos, então ele mesmo é um pressuposto valorativo. Se a premissa é que só terá validade o que é analítico ou empíricamente verificável, a crítica é que esse princípio não é analítico e nem empiricamente verificável.


Fazendo uma formulação mais precisa entre os dois:


— Karl Popper:

A crítica de Popper é de natureza lógica-metodológica. Ele observa que o critério de verificação é auto-refutante, visto que o próprio critério de vrificação não é analítico e nem empiricamente verificável. O critério de verificação é, portanto, pela própria regra que impõe, carente de significado. A solução que Popper apresenta é o critério da falseabilidade (ou testabilidade). Ou seja, uma teoria é científica se ela for passível de ser falseada por um experimento observacional.


— Miguel Reale:

A crítica de Miguel Reale é axiológica e fenomenológica. Ele declara que problema é que quando os neopositivistas declaram que apenas o analítico e o empírico têm valor, o neopositivismo esconde o seu próprio pressuposto valorativo — o que Miguel Reale está tentando provar é que os neopositivistas inconscientemente carregam uma axeologia. Eles (os neopositivistas) fazem uma escolha de valor sobre o que é importante para o conhecimento, mas negam à filosofia o direito de examinar valores. A solução seria reconhecer que a filosofia tem uma autonomia baseada na experiência espiritual total do sujeito, cuja a fundação seria a compreensão da realidade através de critérios axiológicos, isto é, de valor, que permitem criticar e dar sentido às conquistas parciais da ciência. 

sábado, 16 de outubro de 2021

Acabo de ler "O que é Filosofia" de Caio Prado Jr.




    Acabo de ler "O que é Filosofia" de Caio Prado Jr.

    Uma das maiores questões que tive em minha mente ao ler esse livro foi: se a ideia de Karl Popper da ciência é baseada na falseabilidade/refutabilidade em que um "dado" só é científico se continuar dando certo nos contínuos testes que se sucedem ad infinitum e a ideia do círculo de Viena era a de que a ciência de embasava no critério da verificabilidade em que um "dado" é científico se apenas verificado se poderia dizer que: o critério de Popper é o mundo multiforme e mutável de Heráclito e o critério do Círculo de Viena é a própria imobilidade do ser de Parmênides? Deixemos isso para depois, não nós percamos em divagações.

    É interessante observar que a filosofia é inerente a condição humana e é eterna. Filosofar é ter o pensamento como objeto de estudo. A filosofia é o metaconhecimento, é pensamento analisando o pensamento. Coisa que envolve um grau de abstração maior, mas ainda assim comum a especie humana. Filosofar é o conhecimento do conhecimento. É por essa razão que um inteligentinho, ao dizer que a filosofia acabou, acaba caindo na própria filosofia: sendo a filosofia uma discussão do conhecimento sobre o conhecimento, até a antifilosofia é filosofia. Quando alguém diz que filosofia é inútil, faz filosofia. Decorre-se disso que: a filosofia não é somente eterna, é inevitável. Seja em qualquer área do pensamento.

    Veja que: a discussão do conhecimento químico gera a filosofia da química, a discussão do conhecimento matemático leva a filosofia matemática. Toda discussão que tem por objeto o conhecimento de uma matéria gera o conhecimento do conhecimento, gerando assim a filosofia. A filosofia é inevitável. Enquanto houver homem, haverá filosofia. Tendo isso em mente, qualquer discussão visando o fim da filosofia é por si mesma filosófica. Condenar a filosofia é cair em autocontradição. E é por isso que a filosofia é apaixonante.