quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Palia #1
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Caveira Casual #5 — The Cure, Baladas, Cinemas e Videogames!
Começo a escrever ouvindo o álbum "Three Imaginary Boys" do The Cure. Estou na primeira música, uma das que mais gosto, aliás, a "10:15 Saturday Night". É um pouco estranha a minha história com The Cure. Ouvi The Cure mais por recomendação de um ex-namorado de uma amiga e por um amigo. Recentemente fui num bar de rock, o Mister Rock Bar, e lá estava tocando um cover do The Cure. E comecei a ver que gosto da banda.
Faz tempo que não pego um tempo para escrever um texto ouvindo um som. Escrever um texto enquanto ouço o lindo baixo de "Accuracy" é impressionante. Embora, nesse exato momento, esteja tocando "Grinding Halt". A razão de eu voltar a escrever ouvindo um som é por minha mãe ter comprado um fone de ouvido novo para mim, nesse mesmo dia ela me arrumou novos óculos.
Nesse exato momento, começa a tocar "Another Day". A sensação que o som me passa é de embriagamento. É como se o som passasse como uma alucinação produzida pelo excesso de calor. O que é uma sensação estranhamente gostosa de se ter? Por algum motivo que eu particularmente não saberia explicar. Estou percebendo que os sons do The Cure são altamente inventivos, não se parecendo com nada que eu tenha ouvido antes.
Falei do Mister Rock Bar no começo do texto. Nunca fui muito de frequentar bares de rock. Tanto que o lugar a que mais fui é o Nossacasa Confraria das Ideias, na Vila Madalena. Lembro-me de quando era pré-adolescente. Todo mundo falava sobre baladas. Eu mesmo, mais tardiamente, frequentei baladas. Hoje em dia me deparo com o estranho fato das baladas estarem acabando. É como se as baladas fossem lembranças mortas de uma outra era. Escrevo isso enquanto toca a música "Object", uma música mais dançante.
A estranheza de crescer é ver um mundo que acreditava imutável mudar. Por falar em mudança, começou a tocar "Subway Song". Essa música tem um baixo bastante audível e detalhado, controlando grande parte da música. Disse, no parágrafo anterior, que as baladas estão a morrer. Outra coisa que noto na geração mais nova é o fato de eles jogarem menos jogos single-player ou focados no modo história. É uma tristeza ver que muitas empresas estão abandonando o modo história e oferecendo coisas absurdas como "jogos como serviço".
Nesse momento, estou a ouvir "Foxy Lady". E lembrei-me de que os cinemas estão a ir para a falência. Ninguém quer mais ver filmes com telas grandes. Talvez seja o preço do cinema que aumentou no mundo todo. Talvez sejam os serviços de streaming que se tornam parte do dia a dia. Alguns argumentam que o streaming é menos elitista que o cinema. De qualquer modo, não investiguei o caso a fundo, visto que aceitei tal mudança paradigmática. Enquanto escrevia isso, saí de "Foxy Lady" e fui parar em "Meat Hook".
Como prometi a mim mesmo que ouviria o álbum inteiro, preciso colocar mais assuntos aqui. Enquanto toca "So What", lembrei-me das postagens constantes sobre um jovem com a sua namorada. E sempre que essa postagem aparece, vem a seguinte pergunta: "Qual a sua desculpa?" Eu não tenho desculpa, eu não tenho que me desculpar. Eu já namorei oito ou nove vezes. Não sou virgem. Não preciso ser obrigado a namorar. Me deixem em paz. Termino esse parágrafo enquanto toca "Fire in Cairo".
Meu tio veio falar comigo. Me disse que olhou a conta do telefone fixo. Ele notou que, em vários meses consecutivos, ninguém usou o telefone para absolutamente nada. Em outros, o telefone foi usado por um minuto ou três minutos. O que é, em si, mais um sinal de desgaste de uma antiga era que vai, aos poucos, deixando de existir para dar lugar a uma outra. Uma era de telefones celulares.
Comecei a ouvir a música "It's Not You". Procurei alguma razão para esse parágrafo existir, já que preciso continuar escrevendo até o parágrafo acabar. Então vou falar da nova onda política: proibir cigarros para gerações mais novas. Essa onda de leis diz que pessoas nascidas em determinada data não poderão comprar mais cigarros. Eu sou fumante desde o ensino fundamental. Nenhuma lei me impediu de fumar, mesmo quando eu era menor. Ah, começou a tocar "Three Imaginary Boys". Adoro quando o nome de uma música é o mesmo nome do álbum. Voltando ao assunto, creio que isso vai ter o mesmo efeito que a lei seca. Todo mundo sabe que proibir apenas leva ao surgimento de um mercado negro. E acho bem possível de isso acontecer novamente. Embora muitos digam que a lei é muito bem construída, posso alegar que a volatilidade humana ainda é indomável.
Ah, o álbum chega ao fim com "The Weedy Burton". Um som instrumental de cinquenta e três segundos. Creio que esse texto ficou desconexo. Não era minha pretensão. De qualquer forma, escrevo essa série apenas para continuar escrevendo em vez de ficar enferrujado.
domingo, 12 de abril de 2026
Caveira Casual #1 — Filmes, Séries, 4chan e Direita Woke
Recentemente vi "Bodycam" (tudo junto). Um filme de terror de 2026. É impressionante como esse filme tem um nome parecido com o filme "Body Cam" (que se escreve separado). Também assisti a "Final Destination: Bloodlines", creio que no Brasil ele se chama "Premonição 6". Costumo assistir às coisas em sua linguagem primária, a não ser que eu não entenda a língua. É por isso que não me lembro dos nomes dos filmes em português.
Atualmente assisto a "Hell House LLC". Um outro filme que encontrei enquanto lurkava no /tv/ do 4chan. Não sei se isso passa a ideia de que sou um "grande cinéfilo", sinceramente não lembro sequer o nome dos personagens dos filmes a que assisto. De forma geral, quase toda experiência que tenho assistindo, lendo ou jogando algo me vem de forma "eidética", isto é, conceitualmente. Sou péssimo em lembrar nomes de personagens. Consigo lembrar da experiência conceitual que algo passa, mas não me lembro dos nomes dos personagens.
Para ser mais exato, quem é apreciadora de filmes e séries é a minha irmã. Sou péssimo em assistir às coisas até o fim. Muitas vezes eu paro diversas vezes para realizar qualquer outra coisa. Por vezes, paro de assistir vídeos por semanas ou meses. Sempre fui mais ligado a videogames e livros. Embora deva admitir que seja um entusiasta de creepypastas desde os meus onze anos de idade.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Nota de Pesquisa (NDP): videogames portáteis recomendados pelo /vr/
Notas:
1. Diante do sucesso que as listas de livros indicados pelo 4chan/leftypol/wizchan trazem pro blogspot, dessa vez resolvi fazer algo diferente e ir no /vr/ do 4chan e trazer uma lista de handhelds (videogames portáteis). Caso tenham interesse, leiam meu ensaio de horror epistemológico de esoterismo channer (https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html) que tem mais de 4.500 visualizações;
2. Essa lista teve o mesmo método que usei nas anteriores: https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-micro-guerra-pol-x.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-estudo-do-marxismo.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-uma-lista.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/nota-de-pesquisa-ndp-o-que-usuarios-do.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/nota-de-pesquisa-ndp-cristianismo.html
3. Isto é, transformei o fio em PDF e pedi para uma IA extrair os nomes e comentários sobre os respectivos videogames.
— Handhelds Recomendados para Emulação até PS1 / GBA (entry-level, <$100):
1. Anbernic RG35XX H / Plus / SP
- Muito elogiado por custo-benefício.
- Roda bem SNES, GBA, PS1 (emuladores como RetroArch).
- Formato "Game Boy clássico", tela 4:3.
- Alguns usuários relatam problemas com o cartão SD original ou boot lento (resolvido com Knulli ou MuOS).
2. Miyoo Mini / Miyoo Mini Flip
- Compacto, ideal para viagens.
- Flip tem dobradiça e ergonomia ligeiramente melhorada.
- Limitado a GBA/SNES, mas estável e confiável.
3. TrimUI Smart Pro / Smart Pro S
- Linux-based, tela 4:3, suporte a PS1.
- CPU RK3566 (8 núcleos Cortex-A55) – eficiente para PS1, mas fraco para PSP sem *frameskip*.
- Design simples, mas ergonomia elogiada por alguns.
4. Mangmi Air X
- Android, mas com bom desempenho em PSP (melhor que o TrimUI Smart Pro S segundo alguns).
- Tela de 4.7”, design moderno.
- Recomendado por quem quer PSP com 60fps.
5. Anbernic RG34XX (especialmente na cor Glacier)
- Similar ao RG35XX, mas com foco estético retrô (cópia do Game Boy Advance).
- Bom para até GBA/SNES.
6. Powkiddy R36S / X36S (ou “Brick Hammer”)
- Baratos, mas com desempenho modesto (até PS1 com cuidado).
- Alguns relatam problemas de qualidade (ex.: bateria defeituosa, ergonomia apertada).
- Melhor substituído pelo RG350 se estiver no mesmo preço.
— Handhelds Recomendados para Emulação até Dreamcast / PSP / N64 (~$100–$180):
7. Ayaneo Pocket Air Mini
- Android, tela LCD de 4.7", 120Hz.
- Roda Dreamcast, Saturn, PSP, e até PS2 leve (ex: FF7).
- Alguns anons preocupados com ghosting de tela, mas unidades iniciais consideradas boas.
- Peso (~269g) e preço (~$85–$100) considerados justos pelo desempenho.
8. Anbernic RG476H / RG477V
- Linux (RG477V) ou Android (RG476H?).
- Tela maior (5–6"), desempenho acima do RG35XX.
- RG477V: formato vertical, mas elogiado por jogos retrô.
- RG476H: tela de vidro (criticada por ser frágil/reflexiva).
9. Retroid Pocket 5 / G2
- Android, mas com boa otimização.
- Excelente desempenho até PSP/Switch leve.
- Ergonomia confortável para mãos adultas.
- Vidro frontal criticado, mas desempenho elogiado.
10. Retroid Pocket Classic (SG version)
- Focado em Sega (Genesis, Saturn).
- Layout de 6 botões, ótimo para jogos arcade/2D.
- Alguns acham melhor que dispositivos com sticks para formato vertical.
— Handhelds de Alto Desempenho (PC Handhelds – Android ou Windows, >$200)
11. AYN Thor / Thor Pro / Thor Max
- Android com chip Dimensity 9300 (alta performance).
- Roda Switch, PS2, GameCube (embora emuladores Android ainda sejam limitados).
- Problemas relatados: superaquecimento (~90°C em jogos pesados), crashes em NetherSX2/PPSSPP.
- Thor Max (16GB RAM + 1TB) recomendado se for usar como Steam Deck alternativo.
12. Steam Deck (original ou Steam Deck+)
- Windows/Linux, excelente compatibilidade com PC e emuladores x86.
- Bateria frequentemente criticada ("dura pouco", precisa de substituição).
- Muito usado na cama ou dockado; menos "portátil" por tamanho/peso.
13. ROG Ally (especialmente Z1E)
- Windows, desempenho superior ao Steam Deck.
- Ideal para jogos modernos e emulação pesada.
- Menos focado em "retrô", mas o mais poderoso da lista.
14. Odin 2 Portal / Odin 3
- Odin 2 Portal: tela de 7", 120Hz, baixa latência (melhor que Steam Deck em alguns testes).
- Odin 3: mais potente, horizontal, com melhor refrigeração.
- Recomendado para quem quer equilíbrio entre portabilidade e desempenho.
— Mencionados Negativamente ou como “armadilhas”:
- SF3000 (Simply Fantastic 2K)
→ Muito limitado (nem GBA roda bem), vendido como "console retrô", mas performance é péssima.
- R40S Pro
→ Problemas com cartões SD, instabilidade; necessita de firmware alternativo (Rocknix).
- RG Cube XX (não o original RG Cube)
→ Considerado obsoleto ou mal otimizado.
- TrimUI Brick
→ Versão anterior do Smart Pro; CPU fraca (RK3326 vs RK3566).
— Recomendação Geral dos Anons (resumo):
- Até PS1/GBA: `RG35XX H` ou `Miyoo Mini Flip`
- Até PSP/N64: `Pocket Air Mini` ou `Retroid Pocket G2`
- Até Switch/GameCube: `AYN Thor Max` ou `Odin 3`
- Melhor custo-benefício (2026): `Retroid Pocket 5`, `Pocket Air Mini`, `RG35XX SP`
Handhelds Retrô Recomendados (Janeiro de 2026)
Baseado nas discussões do fórum /vr/ do 4chan. Ideal para fãs de emulação clássica!
| Modelo | Preço (USD) | Sistema | Desempenho | Tela | Destaque |
|---|---|---|---|---|---|
| Anbernic RG35XX H / SP | ~$60–75 | Linux (Knulli / MuOS) | Até PS1 / GBA com folga | 3.5", 4:3 | Melhor custo-benefício para retrô fiel |
| Miyoo Mini Flip | ~$55 | Linux | Até SNES / GBA | 2.8", 4:3 | Portátil, dobrável, ideal para viagens |
| TrimUI Smart Pro S | ~$90 | Linux (RK3566) | PS1, Saturn, PSP (com frameskip) | 4", 4:3 | Tela 4:3 moderna com bom desempenho |
| Mangmi Air X | ~$90 | Android | PSP a 60fps, Saturn, Dreamcast | 4.7", 16:9 | PSP fluído, construção sólida |
| Ayaneo Pocket Air Mini | ~$85–100 | Android | PSP, N64, Dreamcast, PS2 leve | 4.7", 120Hz LCD | Desempenho surpreendente para o preço |
| Retroid Pocket G2 / 5 | ~$120–150 | Android | Até Switch (leve) / PS2 completo | 5", 16:9 | Ergonomia confortável, ótimo para adultos |
| AYN Thor / Thor Pro | ~$160–250 | Android (Dimensity 9300) | GameCube, PS2, Switch (limitado) | 5.5", 120Hz | Mais potente Android handheld atual |
| Odin 3 | ~$250+ | Windows / Android | Switch, PS2, GameCube, x86 leve | 6", 120Hz | Refrigeração ativa, tela grande, tudo em um |
Observação: Preços são estimativas baseadas em envio internacional (AliExpress, site do fabricante, etc.). Desempenho pode variar com firmware alternativo (ex: GammaOS, MuOS, Knulli).
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Recomendações Cadavéricas #1 — Colônia Contra-Ataca
Recomendações Cadavéricas: uma série de postagens de recomendações do escritor do blogspot Cadáver Minimal.
Clique: https://youtube.com/@coloniacontraataca?si=zRHqk3WHcbeF89r7
Colônia Contra-Ataca... Acompanho por mais de dez anos esse ilustre canal de games. Se eu pudesse dizer algo, diria que esse canal é um dos mais icônicos do underground dos games. Creio que a Colônia Contra-Ataca, do Senhor Senhor Wilson (você entenderá essa piada do "Senhor Senhor" quando passar a acompanhar o canal), é um dos melhores canais de games do Brasil. O Senhor Senhor Wilson é um dos únicos que dispõe de um fantástico roteiro acompanhado por uma série de comentários técnicos impecáveis. A substancialidade informativa do canal é inesgotável, mesmo com o transcorrer dos anos.
Quando a política do YouTube priorizou mais a produção de conteúdo do que a qualidade do conteúdo — o que prejudicou vários pequenos canais —, ele não seguiu (ou se rendeu) a fórmula de transformar todos os vídeos em react — tal como muitos o fizeram —, em vez disso, seguiu a tradição de produzir vídeos roteirizados.
É evidente que continuar a seguir a velha linha de conteúdo de qualidade e roteirizado levou a perda potencial de mais monetização, todavia isso manteve uma userbase fiel e que aprecia a alta qualidade técnica que o canal possui.
domingo, 30 de junho de 2024
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 11 Final)
Nome completo do artigo: Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania: Symphony of the Night
É muito bom chegar até aqui. Castlevania foi um dos jogos que mais marcou a minha vida de jogador e eu sempre quis trazer algo de mais profundo acerca das reflexões que o jogo em si mesmo me causava. Escrever esse texto foi uma forma de me recordar de quando tinha onze anos de idade e jogava aquele glorioso clássico em meu PlayStation 1. Desde que o joguei, o gênero metroidvania se tornou um dos que eu particularmente mais gosto.
Escrever essa pequena saga de análises foi uma das formas de demonstrar o quão impactante, interessante e curiosa foi a minha experiência com o jogo. E também quis abri-los a uma percepção mais elevada das questões morais, psicológicas, literárias, filosóficas, sociológicas, mitológicas e até mesmo religiosas que rondam o jogo. Não sei se isso será de "grande utilização" para vocês, mas uma coisa é certa: Castlevania Symphony of the Night é um marco e será para sempre lembrado como um dos melhores jogos da história, mesmo que poucos deem o devido valor – inclusive valor intelectual – que ele merece.
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 10)
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 9)
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 8)
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 7)
sábado, 29 de junho de 2024
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 6)
sexta-feira, 28 de junho de 2024
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 5)
quinta-feira, 27 de junho de 2024
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 4)
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 3)
Qual seria a ambientação que o Castlevania tem? Em suas mecânicas, temos um excelente jogo de plataforma que lembra bastante o Mario, mas não é só isso. Se falarmos de sua estética, a produção lembra bastante a literatura e a cultura geral horror. A sua música, por sua vez, apresenta algo mais agitado, se furtando a típica ambientação sonora do horror. Por outro lado, o desenvolvimento do personagem que se dá gradualmente lembram as mecânicas de um jogo RPG. A forma em que o mapa se altera e depende de elementos predecessores lembra as mecânicas de Metroid.
Castlevania representa um universo que se furta a interpretação e inteligibilidade imediata. Ele é uma mescla de conjuntos que escapa ao simples controle e adentra a um território bastante indefinido. Visto que a mesclagem de elementos não é algo sintético, visto que encontra uma harmonia. Pode-se dizer que a síntese está acima do sintético pois a síntese é a perfeita união harmônica entre as partes. Logo, sendo uma síntese, Castlevania só poderia – no período em que foi lançado – ser pensando por si mesmo. Hoje em dia, temos a definição "metroidvania" – gênero criado sobretudo por Super Metroid e Castlevania Symphony of the Night.
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 2)
Acabo de ler "Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania" de Clara Fernandez-Vara (lido em inglês/Parte 1)
Nome completo do artigo: Dracula Defanged: Empowering the Player in Castlevania: Symphony of the Night
O que há de tão interessante em Castlevania? Talvez seja o fato de você lutar contra criaturas malignas e salvar a Terra. Talvez seja porquê é legal chicotear monstros num Castelo Metamorfo. Talvez seja simplesmente porquê violência simulada em um ambiente virtual fantasioso seja divertido. Talvez seja a própria ambientação louca do Castlevania, o fato do Castelo ser a imanentização dos medos da humanidade, do inconsciente de todos que passam e vivem lá, de como ele se altera e adapta conforme o psiquismo humano coletivo e pessoal. De qualquer modo, Castlevania fornece múltiplas possibilidades, não só narrativas, como estéticas, como de gameplay.
A autora estabelece que fará uma distinção: existem dois vampiros centrais dentro do jogo. Um é um semivampiro, o Alucard. O outro é um vampiro muito específico, visto que é o vampiro central e "pai" de todos os outros vampiros, o Drácula. A linha narrativa de cada um desses vampiros segue em linhas opostas. O que demonstra que não há um "modelo universal de vampiridade". Essa contradição já se observa no nome: Alucard é Drácula de trás pra frente. O que significa não só uma coincidência, como uma contradição entre visões de mundo e até mesmo um conflito existencial que se projeta em cada momento do jogo.
O mais interessante disso tudo é o fato de que Alucard tem os mesmos poderes básicos do Drácula. Até porquê ele é filho do próprio Drácula. A questão familiar é bastante interessante, visto que o mais natural seria que o Alucard fosse do "mal" e se aliasse ao próprio pai em sua luta contra a humanidade. Tal não é o caso observado. O que se observa é o conflito entre o rei dos vampiros e o princípe dos vampiros. O jogador encarna e aprende a ser um vampiro pouco a pouco. E essa linha contraditória leva ao próprio Alucard entrar num questionamento existencial: ele é o legado direto do rei dos vampiros e são os poderes vampíricos que ele usa para derrotar o rei dos vampiros. Isso fornece uma tensão que não escapa ao senso de observadores atentos.
domingo, 21 de maio de 2023
Acabo de zerar "Mario Kart 8" no Wii U
Creio que a maioria das pessoas tenha jogado essa pérola no Nintendo Switch e não no Wii U. A razão de eu ter jogado no Wii U? Minha mãe já dizia: "você não é todo mundo", então joguei no esquecido, odiado e subestimado Wii U. (Na verdade, nem tenho Switch).
Recomendo que joguem este jogo com o modo controle de movimento ativado. A jogabilidade flui bem e é impressionante assertiva, não falha em nenhum momento. Fora que controlar esse jogo como se estivesse controlando um carro de verdade é uma das melhores experiências que você terá.
As pistas são imensamente divertidas. Tive a oportunidade de jogar online e também apreciei bastante a experiência. Infelizmente o servidor de Mario Kart (e do Splatoon) do Wii U se encontra(m) em manutenção no momento em que escrevo essa análise (a manutenção começou dia 2 de março e estamos no dia 21 de maio).
Se você tiver um Wii U, parado ou ativo, e mesmo não goste de jogos de corrida, eu recomendo fortemente zerar o jogo. Pegue até mesmo o modo mais fácil (50cc), porém jogar esse jogo é obrigatório.
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
Acabo de ler "150 Videojuegos" de Alejandro Crespo (lido em espanhol)
Uma lista honrável e certamente bem feita, uma verdadeira história, em ordem sistemática e cronológica, dos videogames que todo fã apaixonado deveria ler.
O livro é bem simples, as informações bem pequenas, só que conta com o caráter notoriamente sistemático e historiográfico que denotam uma capacidade singular de pesquisa e dedicação. Pode ser, também, uma forma de introduzir novos jogadores ao mundo dos jogos de forma mais didática ou, simplesmente, servir material de referência para todos aqueles velhos jogadores, como eu, que buscam uma boa dose de informação organizada.
A leitura dessa obra é fluída, bem descontraída e, ao mesmo tempo, consegue ser divertida e intelectualmente valiosa. Além do ganho na parte do entretenimento, adentramos profundamente num longo passeio histórico ao qual nos conduz um autor apaixonado e que busca, com rigorosa dedicação, conquanto que também com bom humor, apresentar-nos de forma metódica o seu amor.
Leitura recomendadíssima, seja para quem quer adquirir mais constância com a língua espanhola, seja para quem quer aprender mais sobre videogames, seja para quem busca apenas se divertir ou passar o tempo.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
Acabo de zerar "Splatoon" no Wii U
Quando esse jogo apareceu, ninguém sabia o que dizer. Era um novo exclusivo da Nintendo, dessa vez um jogo de tiro. O fato é que ninguém, naquela época, juntava "jogo de tiro" e "Nintendo" na mesma frase com a maior naturalidade do mundo. Splatoon é uma revolução paradigmática.
Um TFS (third person shooter [jogo de tiro em terceira pessoa]) próprio da Nintendo, com tinta em vez de tiro e uma jogabilidade com bastante toque de plataforma. O que poderíamos esperar? Um jogo fantástico que só a Nintendo poderia ter feito. Splatoon é, para mim e para tantas milhares de pessoas do mundo, um jogo absolutamente dinâmico e divertido. Certamente uma das melhores franquias da Nintendo e um neoclássico.
O efeito que Splatoon deixa na mente é um fator replay frenético devido a sua capacidade de gerar no jogador uma sensação gostosa e eletrizante. Fora que, quando jogamos, sentimos que não há nada de tão singular e de excelente no mercado que possa competir com Splatoon. Este jogo é uma criação única.
As fases são marcantes e, para jogadores mais experimentados, valerá a pena pegar os colecionáveis do jogo para ter uma dose maior de dificuldade e descobrir mais sobre a história do jogo. Logo é optativo entender a história ou não - jogabilidade primeiro, essa é a filosofia da Nintendo. O que não é algo ruim.
Termino esse jogo com a certeza de que me diverti muito e de que quero, algum dia, zerar o Splatoon 2 e 3. Vejo que essa é uma das franquias com maior potencial da história da Nintendo e do mundo dos games.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
Acabo de zerar Mario 3D World no Wii U
Usando o mesmo motor gráfico que o Mario 3D Land do 3DS, Mario 3D World chegou para aperfeiçoar o legado de seu antecessor e se saiu muito bem em espelhar e aprimorar o fantástico level design que já era primoroso no Mario 3D Land.
Deve-se dizer que, comparado ao jogo do 3DS, esse jogo se sobressai como mais elegante e mais completo. Quem tiver jogado o 3D Land, terá fácil adaptação ao 3D World. Infelizmente, creio que o jogo já não se saia tão bem se comparado ao Mario Galaxy - que era uma obra prima em todos os aspectos possíveis e até hoje o primeiro e o segundo jogo se encontram no top 10 melhores jogos de todos os tempos.
É importante observar que o jogo será melhor em bons pontos: a jogabilidade cooperativa, por exemplo, terá um aspecto muito superior ao do Mario Galaxy - que era bem pobre. O jogo, porém, peca na trilha sonora - pouco memorável -, nos chefes - pouco variados e/ou interessantes - e, igualmente, na incapacidade geral de bater na obra prima que foi o Mario Galaxy.
De qualquer modo, é um jogo excelente e se encontra no pódio dos melhores jogos de plataforma da oitava geração. O aspecto mais impressionante é você pode jogar com duas telas simultâneas e o fato de que a função de toque na tela touchscreen do gamepad foi muito bem utilizada. Não cheguei a usar muito o modo cooperativo, porém ele comporta até quatro jogadores simultâneos. O que é bem interessante e, igualmente, singular. Talvez um dos pontos mais marcantes do jogo.
Mario 3D World é o primeiro jogo que zero em meu Wii U. Ele dá um gosto do que será o desempenho do console e do que gamepad - controle fantástico e de funções complexas - é capaz de fazer. É tentador desligar a televisão de vez em quando e jogar no "modo portátil". Certamente um jogo memorável, mesmo que não cumpra o padrão de qualidade posto no Nintendo Wii - console anterior - pelo Mario Galaxy.




















