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domingo, 28 de junho de 2026

Estudos Lunáticos #1 — Por qual razão existem seitas?

 


Nota: esse texto é produzido com base no conteúdo de Chris Shelton.


A sedução do pertencimento é uma das armas mais poderosas das seitas. Isso é um problema; todo ser humano tem a necessidade social de conexão e de pertencimento. É por isso que buscamos famílias, amigos e comunidades. Isso é um instinto de sobrevivência. Esse instinto nos garante proteção, recursos e um senso de segurança. Não só isso, as conexões nos oferecem sentido, propósito e identidade. O isolamento social pode levar a uma necessidade de conexão e essa necessidade pode levar a uma seita.


Uma seita apresenta as características que muitos humanos procuram: senso de pertencimento, comunidade, família e identidade. É por isso que seitas apresentam também linguagens próprias e costumes estranhos. É comum que seitas tenham uma forma de pensar, de agir e de acreditar. Para um membro de seita isso não é apenas uma possibilidade; é igualmente um dever. A harmonia e a conformidade são impostas devido ao fechamento e à necessidade de unidade do grupo.


Em uma seita, a conformidade é demandada, a repetição do reforço comportamental é constante, o isolamento de perspectivas exteriores é comum e a aplicação de manipulação é regra. O líder é usualmente carismático e tem uma presença magnética. Ele também sabe criar uma intensa conexão emocional. Ele aparece prometendo conhecimento, salvação ou uma verdade superior. Suas palavras passam a ser seguidas sem questionamentos.


Em uma seita, as necessidades humanas mais básicas, como pertencimento, propósito e orientação, são trabalhadas com psicologia social para manipular, controlar e até mesmo ameaçar. 


O vídeo termina com o Chris Shelton pedindo para separar relações saudáveis de relações autoritárias. A diferença principal é que as relações saudáveis levam ao crescimento, pensamento crítico e individualidade.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Acabo de ler "Queering Queer Theory" de Laura e Jennifer (lido em inglês/Parte 3)

 




Nome completo do artigo: Queering Queer Theory, or Why Bisexuality Matters

Autoras: Laura Erickson-Schroth e Jennifer Mitchell


A primeira utilização do termo bissexual era no sentido morfológico e não a uma prática sexual. Naquele período, em 1866, o termo "bissexual" era o que hoje seria chamado de hermafrodita. Só posteriormente o termo bissexual se referiria a uma prática.

O desenvolvimento da "bissexualidade moderna", conceitualmente falando, passa por alguns entraves. Anteriormente se especulava que o desenvolvimento do homem era superior ao da mulher e que homens passavam por uma fase feminizada antes de adentrarem na fase masculina. O desenvolvimento insuficiente causaria um aspecto feminizado, isto é, causaria uma vida sexual com pessoas do mesmo sexo (homossexualidade). Um feto imaturo produziria um adulto bissexual.

Avançando mais pelo tempo, chegou-se a conclusão de que homens e mulheres são gêneros opostos e que bissexuais não saberiam vislumbrar a diferença – o antagonismo – entre esses dois gêneros. O que levaria a percepção de que bissexuais estão internamente em conflito, emocional ou psicologicamente imaturos, além de qualquer outra forma de instabilidade. O desenvolvimento teórico diria aos bissexuais que eles deveriam "se decidir". Alcançar a "maturidade", seja pela via heterossexual, seja pelo via homossexual, mas preferencialmente pela vida heterossexual. Bissexuais deveriam receber suporte para "compreender" as distinções entre os "dois sexos" e "seus antagonismos".

A ideia era levar bissexuais a compreenderem as distinções entre "os dois sexos" para que eles se tornassem adultos saudáveis. A ideia de que a preferência pelos dois sexos era contraditória, levando a cisão interna, era o norte da antibissexualidade: o bissexual está eternamente dividido, incapaz de ter relacionamentos e estabilidade mental, até que se cure da bissexualidade. Um pouco dessa mensagem ainda ressoa em tempos modernos.