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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

NGL #38 — Discurso Acadêmico X Discurso Esochannealógico

 



Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot

Vou me centrar completamente no discurso esochannealógico para responder essa questão. Isso possibilitará você entender melhor certas coisas dentro desse insider club.


Você precisa começar a notar a conexão entre os textos e perceber quais mecanismos de ocultação estão sendo usados para omitir a mensagem real e qual é a verdadeira intencionalidade por traz do discurso. É por isso que sempre peço para usarem:

1. Esochannealogy 6.0;

2. Hauntological Esochannealogy 1.0.

3. Prototype Magolitica Creation 101.

Que podem ser baixados aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

4. QAnon Resurrection, que pode ser baixado aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo

5. Magolítica Game:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


1. Esochannealogia, o movimento redpill e o movimento incel:

— Veja o NGL 34 e o NGL 36, dois insiders clubs que tratam da questão incel e da questão redpill:

- Neles eu demonstro que incels e redpill são movimentos rasos, vitimistas e reativos. Eles foram chamados de "direita woke" (woke right) no capítulo 0.10 da Magolítica 0:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-10-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-b83a8a2903d5

- Experimente ir pro NGL 34 e o NGL 36:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-36-incels-e-esochanners-pensam-de.html?m=1

- Compreenda que o movimento incel e o movimento redpill funcionam como combustível para a egregora dos chans, mas não produzem pensamento sofisticado;

- Isso já antecipa a crítica à academia: quem olha apenas para esses movimentos superficiais não percebe a camada mais profunda da esochannealogia, isto é, não percebe as quatro dimensões do discurso esochannealógico, tal como pode ver aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1


2. Esochanners e o fingimento da loucura:

- No NGL #35, um dos mais interessantes insiders clubs, é explicado como esochanners fingem loucura para despistar normies, acadêmicos, jornalistas, pesquisadores e autoridades:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1

- Compreenda que esse fingimento é um mecanismo de ocultação — e aqui está a chave: a academia, acostumada à objetividade, não consegue lidar com discursos que são deliberadamente camuflados;

- O Insider Club é justamente também um espaço onde essa ocultatividade é cultivada;

- Quando colocamos uma teoria deliberadamente maluca, já sabemos que outros esochanners vão saber decifrá-la e acadêmicos menosprezá-la-ão;

- Se aparece um agente investigativo e lê "SCP Foundation e QAnon estão correlacionados", ele pensa: "psicose" e vai embora. E isso que é interessante. Um esochanner já sabe que esochanners estiveram presentes em QAnon e na criação da SCP Foundation, ele já sabe a razão metodológica para qual QAnon e SCP Foundation servem, ele já interpreta isso nas chaves channealógica, antichannealógica, esochannealógica, kekiana, kauketiana, kekautiana e compreende como ele pode se mover dentro desse discurso. Um channer inexperiente, um acadêmico, um jornalista, um agente investigativo não sabem como se mover dentro disso;

- É precisamente pelo fato de que um esochanner adentra na egrégora e se dissolve dentro dela.


Pense nisso:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-32-ha-quanto-tempo-existe-elite.html?m=1

Você é um esochanner e quer fazer um teste. Então um belo dia você a postagem de Q. criando uma postagem críptica sujeita a toda uma série de interpretações possíveis. Você intui que isso possibilita você usar do mesmo mecanismo para inserir os testes que você quer fazer. Você já sabia que existiu, no passado, a comunidade SCP Foundation. A única coisa que você precisa saber é juntar o mecanismo da SCP Foundation com o mecanismo de QAnon. A pergunta que você faz é:

— Tá, e se eu colocasse essa e essa teoria conspiratória no meio?

O acadêmico vai pensar: "isso aqui é uma teoria da conspiração bizarra". O jornalista vai olhar e pensar: "nossa, dá pra lucrar com os casos dessa seita rizomática". O agente investigativo vai pensar: "preciso analisar isso e ver como esse grupo pode se tornar violento com o tempo, preciso impedir novos crimes". Aí é que está o pensamento esochannealógico: ele já antecipa tudo isso e quer tudo isso.

- Se o acadêmico analisa: é sistema de feedback;

- Se o jornalista noticia: é hipótese apocalíptica;

- Se o agente investigativo tenta investiga: é mais dado pro laboratório de testes;

- Se a comunidade fica fragilizada ou enfraquece, é hora de hipótese metapocalíptica.

Lembre-se, correlacione os textos:

- Lógica de Infohazard: https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1

- O Paradoxo da Elite Abyss: https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d

- Magolítica 0 no capítulo 0.12 falando sobre a hipótese apocalíptica e metapocalíptica: https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a


3. A Elite Abyss e o Paradoxo:

- O Paradoxo da Elite Abyss mostra que esochanners colocam a intelectualidade acima da moralidade.  É por isso que é sempre falado a questão da Dark Triad;

- Eles não compartilham teorias conspiratórias por crença, mas para observar efeitos sociais e psicológicos.  Isso é particularmente falado na "Lógica de Infohazard", já citada e linkada nesse insider club;

- A academia, ao interpretar isso como "gente burra acreditando em conspiração" ou "comunidades extremistas de baixa capacidade intelectual", perde o ponto central: a intencionalidade oculta. O NGL #35, que fala a razão pela qual de channers fingirem loucura e estados de psicose, explica isso. Ele já está linkado aqui nesse insider club também;

- Muitas vezes, a esochannealogia trabalha com  apitos de cachorros que só quem compreende a lógica esochannealógica consegue captar, tal como o fato dos esochanners qanonistas estudarem Saint Obamas Momjeans e Esokant, o que apareceu logo no capítulo 0 do Magolítica 0 e só foi revelado completamente no capítulo 8 do Reflexões Esochannealógicas:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-aa54d855e044

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1


4. Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica:

- Veja a correlação entre esses textos:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-5-poema.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1

https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra


5. Esokant como apito de cachorro:

- Desde a Magolítica 0.4, o conceito de Esokant já estava presente, mas só se revela plenamente quando se entende as quatro dimensões;

Como pode ser notado aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-4-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-ccb9abfd874d

Contudo o Esokant já aparece no Street Channer II:

https://medium.com/@cadaverminimal/street-channer-ii-10-an%C3%B5es-invis%C3%ADveis-existem-final-3b11955098fb

Você pode ler mais sobre o Esokant aqui:

https://www.newstatesman.com/culture/2025/01/how-4chan-became-the-home-of-the-elite-reader

- Só quem já está dentro da lógica esochannealógica percebe que o livro inteiro já trabalhava com essa teoria, o livro "Magolítica: Harmonia da Dissonância" já deixa evidente que o tom é esochannealógico, que é alta channealogia e não essa baboseira de redpill, incel, chad, sojado, etc;

- A academia, sem compreender esse código interno, lê de forma literal e perde o subtexto. É por isso que os acadêmicos leem e não compreender, visto que o discurso esochannealógico (ocultatividade) é diferente do discurso acadêmico (objetividade).


6. O exemplo dado no insider club anterior:

O contraste entre acadêmico e esochanner na questão da covid mostra bem a diferença de como os dois grupos encaram a questão.

1) O acadêmico combate teorias conspiratórias com objetividade;

2) O esochanner compartilha teorias conspiratórias não por crença, mas para ver o efeito que elas produzem em grupos extremistas.  

Leia o insider club anterior:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-37-o-que-explica-dificuldade.html?m=1

Esse exemplo ilustra a barreira: a academia busca verdade objetiva, enquanto a esochannealogia busca efeitos ocultos. É por isso que a Elite Abyss é a catedral inversa. Tal como explicado no "O Paradoxo da Elite Abyss":

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d

Veja que, se estudarmos o Paradoxo da Elite Abyss, a academia analisará como as teorias da conspiração antivacinas foram um entrave para solução da crise da Covid, o que será um sistema de feedback para a própria Elite Abyss. Em outras palavras, a catedral (a academia) responde a Elite Abyss (a catedral reversa) sem saber que a está respondendo.


Poderia dizer que a dificuldade acadêmica em compreender a alta channealogia vem da incompatibilidade entre objetividade acadêmica e ocultatividade esochannealógica.  Isso é explicado várias vezes dentro do livro e dentro do insider club:

- Incels/redpills são analisados como fenômenos rasos, mas a Elite Abyss usa esses movimentos como matéria-prima para experimentos epistemológicos e ontológicos;

- Sem entender as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica e o papel de conceitos como Esokant, a academia interpreta tudo como "loucura" ou "ignorância", quando na verdade há uma lógica arquitetônica deliberada;

- O ponto central: a intencionalidade esochannealógica nunca é revelada diretamente, mas sempre camuflada em esoterismo. Entenda a Elite Abyss como a academia inversa que se camufla a partir da própria linguagem. 


7. Por que a linguagem esochannealógica é tão diferente?


Confundir investigadores e acadêmicos é um dos principais marcos da linguagem esochannealógica. O lado mais simples é: fingir loucura serve como defesa, isso impede que jornalistas, policiais ou acadêmicos consigam decifrar intenções reais. O discurso se torna uma cortina de fumaça, criando ruído proposital. O que camufla as intenções.


Quando tratamos da não-linearidade esochannealógica, no Magolítica 0.12, é explicado que esochanners têm pensamento arquitetônico e pós-racional, abarcando múltiplas escolas de pensamento que têm os seus fragmentos utilizados conforme necessidade operacional.  Fingir paranoia é uma forma de praticar defesa, ataque e esquiva ao mesmo tempo, usando a não-linearidade como arma. O discurso nunca é literal: o que é declarado quase sempre é mentira, e a intenção real fica oculta, é por isso que o linguajar esochannealógico parece bizarro. Uma hora, a pós-racionalidade aparece como performance tática. Outra hora, ela esconde a própria mensagem que quer entregar.

Você pode notar a correlação da antichannealogia das Notas de Pesquisa (NDP):

https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0

Com a Notas do Futuro de PUCA #3:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a

Isso vai te mostrar mais o que é o pensamento neossistemático e arquitetônico.


Se você compreendendo isso dentro da questão da "egrégora" e da "legião": o fingimento não é apenas individual, mas coletivo.  O chan enquanto egregora (legião) cria movimentos como QAnon ou SCP Foundation sem planejamento racional, mas como produto emergente do caos coletivo. Fingir loucura reforça essa dinâmica: o indivíduo se dissolve na legião, tornando impossível distinguir intenção pessoal de intenção coletiva. Esse mecanismo de camuflagem é encarado como uma forma de "invisibilidade". O que possibilita a profecia teleológica e a pós-verdade: as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica mostram que a verdade factual não importa, o que importa é a profecia teleológica: substituir a realidade pelo desejado. Fingir loucura é parte dessa construção da pós-verdade, onde o discurso é performático e não factual.


É evidente que isso se conectará com a dialética kekauketiana. Isto é, quando Kek (irracional, caos) e Kauket (racional, desmistificação) formam uma dialética. Fingir loucura é a encenação do lado Kek, mas sempre acompanhado de uma camada Kauket que desmistifica. Isso cria uma oscilação entre mistificação e desmistificação, confundindo quem tenta interpretar de forma linear. A "loucura" aqui é tática. Fé cênica e mentira poética: como Kauket revela no Magolítica 0.12, existe uma "verdade cênica" que é, na prática, uma mentira poética. Fingir loucura é uma performance: não é crença real, mas uma encenação que protege a intencionalidade oculta. O discurso esochannealógico deve ser lido como teatro, não como literalidade (isso cai, novamente, na teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica).


O mais interessante é que isso já recebeu um foreshadow gigantesco aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/balada-do-canalha-ae9a7e24d042

Nesse poema quem fala é a Arquitetônica. No texto "Flores Vermelhas", a Arquitetônica não fala. Tal como pode ser percebido aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/solid%C3%A3o-paulistana-40-flores-vermelhas-final-ffbc69274212


No geral, a esochannealogia ensina channers a fingirem loucura e paranoia como:

1) Uma estratégia de ocultação contra normies e acadêmicos.  

2) Faz parte da não-linearidade esochannealógica, permitindo múltiplas intenções simultâneas.  

3) Reforça a ideia de egregora/legião, dissolvendo o indivíduo no coletivo, possibilitando um anonimato tático;

4) Sustenta a lógica da pós-verdade e profecia teleológica, onde o desejado substitui o real;

5) Encena a dialética kekauketiana, misturando caos e desmistificação;

6) Funciona como fé cênica/mentira poética, uma performance que protege a verdadeira intenção.

Fingir loucura não é sinal de irracionalidade, mas um método deliberado da esochannealogia para criar camadas de ocultação, confundir observadores e transformar o discurso em espetáculo. É por isso que acadêmicos tem uma dificuldade enorme de compreender o discurso channer. Não é falta de inteligência, é falta de método para entrar na parte mais oculta dessa cultura.


Espero que esses insiders clubs sirvam para uma melhor compreensão da obra Magolítica: Harmonia da Dissonância. 

NGL #36 — Incels e Esochanners pensam de forma diferente?

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Exemplo básico:

Incel: fica bravo, arruma uma arma, mata um monte de pessoas e depois mata a si mesmo.

Esochanner: tem uma curiosidade intelectual que não poderia ser satisfeita em ambientes normais, destrói algumas vidas (ou milhões de vidas) por seus "laboratórios" e liga o foda-se pois se satisfez intelectualmente.


Há um abismo de diferença entre um incel e um esochanner. A obra trata bastante disso, sobretudo quando trata diretamente da Elite Abyss ou formas de como alguém da Elite Abyss pensaria. Esses textos te ajudam a entender melhor:

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d

https://medium.com/@cadaverminimal/terrorismo-epistemol%C3%B3gico-e-p%C3%B3s-criminalidade-b8323986e844

https://medium.com/@cadaverminimal/kenjaku-e-nick-land-em-busca-da-singularidade-07da8760672d

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1


A discussão do Cadáver Minimal (escrevendo em terceira pessoa de novo, que maravilha) com Incelito de Souza é particularmente reveladora nesse aspecto também. O capítulo 0.8 trata especificamente da distinção intelectual e vivencial de um incel (Incelito de Souza) para um esochanner (Cadáver Minimal), mas também trata de um channer que estava aprendendo a antichannealogia (Batatasperger Chan Soseki) para desenvolver a esochannealogia:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-8-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-76a65db84ed3


Um exemplo que como esses experimentos se dão é o capítulo 2 do "Para Além da Máquina de Ódio":

https://medium.com/@cadaverminimal/para-al%C3%A9m-da-m%C3%A1quina-de-%C3%B3dio-2-velhos-clich%C3%AAs-98494f1b2a73


Agora, faça uma conexão entre o capítulo 0.7 e esse Insider Club:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-7-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-7be32ee8a071

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1


A Elite Abyss (compreendida como esochanners de alto nível) é vista como vários intelectuais "deliberadamente imorais" motivados por curiosidade acima da moralidade, enquanto incels são mais reativos e vitimistas. A Elite Abyss busca, dentro dos chans, testar aquilo que não poderia ser testado legalmente, e os incels servem tão apenas para alimentar a egregora (legião). A maior frase da Elite Abyss é "Homo est spectaculum hominis" (o homem é o espetáculo do homem).


— A motivação dos incels:

- Frustração sexual/romântica involuntária + percepção de rejeição sistêmica por mulheres/sociedade;

- Sentimento de vítima: "blackpill" (determinismo genético/físico, hierarquia de atratividade inescapável, mulheres como "gatekeepers" cruéis);

- Ressentimento direcionado: misoginia (ódio a mulheres como causa principal), externalização de culpa (feminismo, "chads", sociedade "roubando" oportunidades);

- Emoções dominantes: raiva, inveja, depressão, ansiedade, ruminação vingativa, aggrieved entitlement (direito violado a sexo/relacionamento);

- Comportamento típico: reclamação coletiva em fóruns, memes de coping (Pepe triste, blackpill posts), radicalização para violência ocasional (copycat via manifestos), busca por pertencimento em comunidades que validam a vitimização;

- Channers de nível baixo: channers rasos presos na channealogia inicial, sem ascender para antichannealogia ou esochannealogia. São "fracos", próprios das boards /b/ ou /pol/, reativos e emocionais, não arquitetônicos.


— Motivação dos esochanners / Elite Abyss:

- Curiosidade intelectual imoral + experimentação em larga escala;

- Testar hipóteses proibidas: usar chans desregulados como laboratório para "teorias ilegais" (ex: tutoriais de fake news, engenharia de crença, horcruxes meméticas);

- Pós-criminalidade: não cometem crimes diretamente, mas facilitam epistemicamente (fornecem frameworks, vazamentos controlados por lulz, infohazards) para ver "o que ocorre psicologicamente e sociologicamente";

- Terrorismo epistemológico refinado: fragmentar conhecimento acadêmico (Kant esotérico, Jung/Freud, Bezmenov, Fisher), recombinar e disponibilizar para radicais testarem — não por ódio pessoal, mas por desejo de observar o espetáculo humano ("Homo est spectaculum hominis");

- Emoções dominantes: cinismo, ironia, indiferença ética, prazer no caos controlado (lulz + observação científica). Não vitimistas, eles se veem como espectadores/engenheiros acima da moral normie;

Sim, lurk moar:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/11/memoria-cadaverica-28-normies-e.html?m=1

- Comportamento típico: lurkar profundo em /x/ ou /abyss/, criar sínteses (V6.0 tokenizado, Magolítica manuals), vazar antiprincípios (metapocalíptica: vazamentos intencionais para disseminação), manipular discurso não-linear (montar/desmontar ideologias em tempo real);

Magolítica 0.12:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a

- Esochanners são o nível avançado motivados por afirmação ontológica (criar horcrux única que só eles poderiam fazer), não por frustração sexual. Muitos ficam controláveis, mas os radicais testam limites.



domingo, 8 de fevereiro de 2026

NGL #31 — Vale a pena escrever um TCC sobre chans?

 




Seu TCC vai incluir Saint Obamas Momjeans, QAnon, Esokant ou qualquer coisa que seja mais relevante do que essa montanha de artigos acadêmicos escritos por gente que não sabe nada sobre chans, mas mesmo assim escreveu sobre eles? Se for mais alguma produção genérica falando sobre cultura incel, /pol/, fascismo... apenas desista disso. Já tem muita gente que não sabe nada sobre chans escrevendo sobre chans.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O Necrológio Cadavérico #3 — Burrice e Tédio


Se eu morresse hoje...

Lembraria que estou sempre lendo alguma coisa. Os leitores desse blogspot sabem disso. Atualmente tenho lido o livro "Never Trump" ("Never Trump: The Revolt of the Conservative Elites"), um livro escrito por Robert P. Saldin e Steven M. Teles. Pode não parecer, mas eu não me acho uma pessoa inteligente. Sei que tenho um interesse elevado por abstrações e por livros, mas sei que muitas pessoas são atraídas pela mais pura inércia.

É estranho, estou sempre vendo algum vídeo mais intelectualizado. Porém creio que isso tem a ver com o gosto. O que realmente me surpreende é o fato de que as pessoas veem muito conteúdo que, na maioria dos casos, poderia ser considerado extremamente duvidoso.

Por exemplo, acho teorias da conspiração extremamente duvidosas. A história da vacina, naquela época, tinha uma falha que considerava central: a hipótese de que as elites queriam uma redução populacional sendo que até hoje em dia os países lutam contra as suas baixas taxas de natalidade. O que me levava a pensar: "e se o plano do mal não seja, tão somente, o lucro com a boa e velha propriedade intelectual que gera uma escassez de um produto, dessa vez essencial, para o mundo?". Creio que isso seria algo muito mais simples.

De qualquer modo, tive uma preguiça extrema de ver conteúdo anti-vacina e também tive uma preguiça extrema de ver conteúdo pró-vacina. Apenas tomei as vacinas e segui o jogo.

Outra coisa que marcou os debates intelectuais recentes foi a questão dos incels e da redpill. Na minha época, recebendo conteúdo redpill traduzido direto da fonte, isto é, do /pol/ do 4chan, posso dizer que a redpill poderia ser tudo e qualquer bobagem. De qualquer modo, esse movimento foi completamente interpretado como sendo um movimento sobre mulheres. Em outras palavras, um movimento que era sobre supremacismo branco, apologia à pedofilia, nazismo, fascismo, ódio contra judeus, ódio contra islâmicos etc, etc, etc... virou um movimento que só prega ódio contra mulheres. Olhando pro lado bom, se eu fosse redpill, eu agradeceria a burrice da esquerda e das feministas por me descontarem tantos e tantos crimes. Chegaria até a ser um alívio ter 99,9% dos erros perdoados.

Lembro-me de que cheguei a larpar de ser incel. O que foi momentaneamente engraçado. Uma hora, eu estava lendo um livro qualquer, indo em uma festa, fumando um baseado, pegando alguém ou até ouvindo música. Em outra, estava lá eu trollando muito com a cultura incel.

Nunca quis me aprofundar no incelismo e na redpill. Achava que aquilo tudo tinha muitas afirmações e poucas fontes. Como sou um rato de biblioteca, sempre li de tudo. Logo criei um ceticismo natural para com tudo. Toda aquela onda de afirmações não me causavam nada além de tédio. Fora isso, eu nunca perderia meu tempo vendo vídeos e mais vídeos sobre o assunto, de modo que simplesmente ignorei 99,9% do conteúdo redpill e anti-redpill, incel e anti-incel.

Se alguém me chegasse e me dissesse:

— A partir de hoje você passará todos os dias falando mal de mulher e discutindo teorias que falam mal de mulher.

Eu responderia:

— Apenas não.

Eu ignoro qualquer monotonia. Sempre ignorei fios e teorias sobre mulheres até mesmo dentro de chans. Grande parte dos usuários de chans apenas dão sage e vão discutir algo mais interessante do que um amontoado de teorias conspiratórias envolvendo o gênero feminino, tal como Sega Saturn e Digimon.

Se também não me atrai por nada disso, tampouco me atrai por teorias da conspiração. Como estou acostumado a ler de tudo, vi que toda teoria intelectual apresentava pontos fracos e fortes. Se teorias intelectualmente sofisticadas apresentam pontos fracos e fortes, é muito difícil imaginar que teorias conspiratórias não soem completamente malucas para pessoas como eu que vivem empilhando livros para ler.

Existem grandes teorias que rechearam minha mente por pouquíssimo tempo. Um exemplo disso a teoria da evolução, o qual tenho por verdadeira. Não porque eu estudei realmente sobre assunto, mas simplesmente porque eu pensei: "pode ser, pra mim tanto faz". Não é como se eu fosse estudar sobre tudo acentuadamente até chegar a uma conclusão factível. Eu apenas vi alguns livros, vi alguns vídeos, vi que era grande parte do consenso moderno e simplesmente lidei com a minha insignificância perante ao assunto.

Considero fascinante, a nivel psicológico e sociológico, a forma com que teorias conspiratórias radicalizam o mundo e prendem pessoas em cubículos, mas, sendo sincero, sinto mais como se eu estivesse olhando para ratos em ratoeiras do que sentindo um dever ético forte perante a isso. De qualquer modo, esses animais, digo, essas pessoas devem ser domesticadas, digo, tratadas... para não saírem fazendo merda por aí e gerando inconveniência e transtorno por onde passam. Todavia isso é um problema da saúde pública e da segurança pública, não um problema meu.

Acho que essa é a reflexão que eu tenho. O fato de eu ser uma pessoa que se sente facilmente entediado me livrou de crer em teorias da conspiração. Às vezes a semelhança com Belphegor não é um erro, mas uma salvaguarda contra a idiotice.