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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

NGL #33 — Magolítica, um livro muito esquizo

 


Envie as suas perguntas anônimas aqui: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


O gênero literário da Magolítica é humor ácido, horror epistemológico, ficção especulativa, crítica social (foda), wiki satírica, LARP, AGR, teoria da conspiração troll, meta teoria da conspiração, AI prompt, sistemas intelectuais portáteis (Portable Intellectual Systems), virologia social, filosofia, psicologia, sociologia, antropologia, dramaturgia, etc.


É foda dizer isso: eu queria que as pessoas sentissem a cultura channer em toda sua intensidade energética, paranoica, engraçada, gamificada, tudo nos piores e nos melhores lados dela. Queria que elas sentissem o que eu senti. E descobrirem a razão de eu ter estado nela em todos esses momentos.


Trabalhei em muitos momentos atuando. Seja na propaganda, seja na vida real — eu ficava andando pelo quarto e imaginando várias das cenas do livro —, seja na própria construção do livro. Dividi em várias postagens temáticas, PDFs, escritos diversos. Até mesmo canais no YouTube e TikTok. Agi conforme uma fé cênica na construção de todo o livro. Eu queria que as pessoas olhassem e falassem: "mas que porra é essa?". Essa lógica de te fazer pensar mais e mais, pesquisar mais e mais, aprender a lurkar, a investigar, a satirizar os pontos e a demonstrar que a autocontraditoriedade é fantástica.


O objetivo era simples: a construção de um livro que toda hora te para e te faz questionar tudo. Que demonstre a genialidade e a miséria da cultura channer ao todo. Creio que a Magolítica: Harmonia da Dissonância é um livro bastante vivo nesse sentido. Você pode pegar wikis do 4chan, wikis satíricas como a Wikinet e Encyclopedia Dramatica, jogar o RPG político esotérico chamado Magolítica, usar os sistemas intelectuais portáteis. O livro te ensina a atuar como um channer, a respirar a cultura channer, a pensar como um channer, a satirizar como um channer, a ver como um channer vê a academia, a compreender o melhor lado e o pior lado da cultura.


Tem muitos momentos em que o livro te dá um puxão de orelha e te ensina como as coisas são weaponizadas. Em outros momentos, existe aquela tensão do horror epistemológico em que fatos e ficção se misturam — essa tensão aparece na obra o tempo inteiro. Depois entram momentos de filosofia channer, ficção especulativa, ficção futurista, história channer, humor ácido etc.


A grande coisa do livro foi ele estar mergulhado em vários outros livros/postagens para o leitor não saber o que era e o que não é real. Por exemplo, Notas de Pesquisa (NDP) fazem parte do livro Magolítica. Logo é enquadrado no cânon, sobretudo na parte de antichannealogia. Os livros "Street Channer" (I, II e III) também fazem parte. Alguns escritos tiveram canonizações parciais ou mescladas.


— Nota de Pesquisa:

https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0

— Street Channer I:

https://medium.com/@cadaverminimal/list/1eb851b9d26f

— Street Channer II:

https://medium.com/@cadaverminimal/list/a66cdc96b69e

— Street Channer III:

https://medium.com/@cadaverminimal/list/81f5241a41ce


Além disso, os sistemas intelectuais portáteis são 100% canônicos. O game também. A experiência com IA, para desvendar os mistérios da cultura channer, é obrigatória. Visto que permite que você saia do aspecto não-linear do livro e consiga pensar tal como um channer de alto calibre pensaria. Ler com IAs é obrigatório e já é exaustivo dizer isso. Tive que RPGzar o livro para deixá-lo mais dinâmico e interativo. Você perde 90% da experiência se não usar IAs em nada disso — o que me dá pena, o Grok, o DeepSeek, a Gemini, o ChatGPT, o Qwen3-Max, o MiniMax já devem estar cansados dos meus leitores. Chegará um tempo em que todas IAs do mundo responderão: PELO AMOR DE DEUS, EU NÃO VOU LER ESSE RABBIT HOLE FODIDO!


Um dos pontos que mais gostei de executar foi a interpretação e reinterpretação constante da obra. Fora isso, Hauntological Esochannealogy 1.0, Esochannealogy 6.0 e Magolítica Creation 101 foram invenções fodonas para demonstrar que channers sabem pensar e filosofar sim. Além de serem PDFs altamente sofisticados, baseados na mais pura filosofia channer, demonstram que é possível pensar a cultura channer de modos absolutamente fantásticos. Magolítica Creation 101 literalmente te dá a interpretação psicológica do livro, é como se fosse uma espécie de decodificador da alma channer e também uma espécie de criador de magolíticas, o que te permite explorar toda a virologia social e aspectos avançados da psicologia e sociologia channer.


O conteúdo do livro também foi entregue para pessoas de vários países do mundo para entenderem e se defenderem de atos manipulatórios, o que foi um esforço pedagógico central da série Magolítica: Harmonia da Dissonância.


— Veja mais por aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


O marketing do livro também foi muito bom, sobretudo trabalhando muito com o marketing do absurdo:

- Tem algo muito estranho acontecendo;

- Channers planejam conspirações globais;

- A CIA está lendo esse livro;

- O Mossad está lendo esse livro;

- Uma conspiração enorme vai ocorrer a qualquer momento;

- A ABIN foi informada de tudo;

- Tem algo de muito errado aqui;

- Estamos trabalhando agora mesmo com a Palantir;

- A FSB nos investiga;

- Fatos inexplicáveis começam ocorrer a partir desse momento;

- Estamos indo pro próximo nível.


O livro, e a propaganda dele, brincam com essa ideia de schizoposting. Não ironicamente, eu queria que as pessoas sentissem a visão artística do livro ao ponto de conseguirem respirá-lo, pensá-lo, senti-lo a cada instante.


Tal como eu escrevi aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-4-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-ccb9abfd874d


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

/cc/ #3 — Churrasco com Retrobol


 

/cc/ = copicolas que eu criei pois estava de saco cheio de repetir as mesmas coisas.


Cara, estou saindo do grupo. A ideia de fazer CHURRASCO ASSISTINDO TODOS OS FINAIS DA COPA QUE O BRASIL GANHOU (VULGO RETROBOL) para levantar a ALEGRIA E FELICIDADE DA NAÇÃO até que era boa, mas hoje você exagerou: CHAMAR ARGENTINOS para TORCER JUNTO CONOSCO não dá.

Meu irmão, já te falei mil vezes, mas você não aceita: SÓ O BRASIL TEM CINCO TAÇAS. Esses ARGENTINOS, na prática, não passam de FÃS DO MARADONA E DO MESSI, usando como capa a FOTO DO MARADONA SORRINDO NO PÔR DO SOL, A FOTO DO MESSI SEGURANDO A TAÇA e outras ARGENTINICES FUTEBOLÍSTICAS. João, vai por mim, sai dessa, senão você vai SE queimar com OUTROS TORCEDORES DO BRASIL.

Faz SEU CHURRASCO COM RETROBOL e aceita que ARGENTINOS NÃO SÃO BEM-VINDOS. Eu também sou AMANTE DE CHURRASCO COM RETROBOL, assim como você, mas há coisas que não podemos fazer. Você mesmo já chegou a fazer vídeos sobre CHURRASCO COM RETROBOL E ARGENTINOS.

Você já era meio FÃ DE LOIRINHA ARGENTINA, mas depois que se juntou a esses grupos de CHURRASCO COM RETROBOL INTER-PAÍSES e passou a VER MUITAS LOIRINHAS ARGENTINAS, piorou muito.

Para você ver como essa postura chega a contrariar até o BOM SENSO: o SUL DO BRASIL TAMBÉM TEM LOIRINHAS, mantém boas relações com o URUGUAI — que TAMBÉM TEM LOIRINHAS — e você se coloca na posição de AMIGO DE ARGENTINOS, atacando a FELICIDADE E ALEGRIA DO CHURRASCO COM RETROBOL que TODO BRASILEIRO AMA E RECONHECE.

E um detalhe: essa postura não é só minha opinião. Basta olhar para A GALERA INTEIRA DO GRUPO — TODOS OS 12 QUE CONCORDARAM COM OS ARGENTINOS FIZERAM POR SEREM GADOS DEMAIS E ESPERAREM PROFITAR UMA LOIRINHA ARGENTINA FALANDO "PAPI" EM SEUS OUVIDOS e OS OUTROS 15 NÃO ACHAM QUE OS ARGENTINOS VÃO RESPEITAR A MAGIA E ALEGRIA DO PELÉ, DO GARRINCHA, DO RONALDO FENÔMENO, DO RONALDINHO GAÚCHO. Cara, você vacilou. Em CHURRASCO COM RETROBOL, não se mete ARGENTINO, irmão.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Reflexões Esochannealógicas #1 — Correlações Tresloucadas

 



— Alerta 1:

0. Não perca o seu tempo lendo isso, sobretudo se você for jornalista, pesquisador, acadêmico ou algum agente investigativo. Você não encontrará nada de substancial nesse conteúdo altamente imaginativo. Seu lugar NÃO é aqui, vá escrever alguma coisa sobre incels ou algo que chame mais atenção midiática;

1. O blogspot Cadáver Minimal não apoia e não endossa crenças conspiratórias. Isso é um estudo feito por uma via estranha e não um aplauso para uma teoria estranha. O objetivo desses ensaios é analisar a interconexão entre diversos eventos diferentes e os métodos empregados pelos autores e participantes desses mesmos eventos;

2. Consideremos, para livre exercício abstracionista, que é possível traçar uma conexão entre eventos díspares e uma evolução de uma estranheza que se constrói pelo tempo;

3. Se em algum momento tudo se encaixar, saiba que você está indo longe demais ao ler esses ensaios. Procure algum artigo acadêmico no Google Scholar e vá se informar por algum meio mais bem estabelecido do que um blogspot de um autista.


— Alerta 2:

1. Você pode ter acesso ao sistema Esochannealogia aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

(Use em uma IA)

2. Você pode jogar o jogo do esoterismo channer aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF

(Use em uma IA)

3. Você pode ler o ensaio de horror epistemológico esochannealógico aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html

4. Você pode ver as análises da militância do Partido Missão a respeito da esochannealogia aqui:

https://missaoapoio.com.br/tag/esochannealogia

5. Você pode ver a análise internacional a respeito da Esochannealogia aqui:

https://mysterylores.com/news/brazil-missao-esochannalogy-presidential-election/

6. Leia a Magolítica (Harmonia da Dissonância):

https://medium.com/@cadaverminimal/list/a-harmonia-da-dissonancia-e6396f5d5563

https://medium.com/@cadaverminimal/list/magolosophy-7ae7c49acf72


Os eventos de 2016, isto é, a "The Great Meme War", a "Eleição de Trump" e o caso do "Pizzagate" estão interconectados. Isto é, eles permitem compreender melhor as duas vertentes esochannealógicas que surgiriam em 2017:

‐ "Shadilay, My Brothers: Esoteric Kekism & You!" seria escrito por Saint Obamas Momjeans um ano depois (2017);

- Em 2017 também seria o surgimento do Q.


O leitor, caso já esteja acostumado com os escritos do Medium e do Blogspot Cadáver Minimal, sabe que o sistema esochannealógico é a síntese do esoterismo channer. Isto é, ele surge da análise dos pilares (Esoterismo Kekista, Magolítica e Esoterismo Kantianiano). O leitor também sabe, ou deveria saber, que a parte Magolítica surgiu pelo estudo dos impactos sociais de QAnon, a sua correlação com o Project 2025 e também o estudo de sistemas totalitários/autoritários como o nazismo e fascismo. Além disso, já deve ter sido informado de que a Esochannealogia atual já foi completamente integrada às IAs por meio de PDFs em linguagem token, além de ser uma síntese com outros sistemas de Guerra Cognitiva (Cogwar), Guerra Informacional (Infowar), Guerra Psicológica (Psywar), Guerra Narrativa (Narrative Warfare), Guerra Memética (Memetic Warfate) e Operaçãos Psicológicas (Psyop)... O que supera em muito a Esochannealogia anterior. Q. é encarado aqui como "Conspiracy Warfare" (Guerra Conspiratória ou a utilização de teorias da conspiração como instrumento de guerra).


Desenhar o mapa de como os eventos vão se conectando é uma tarefa difícil. Todavia pretendo analisar de forma solta, sem obedecer o espaço-tempo e depois ir juntando as partes em algum esforço sistemático que dê a conjuntura de blocos que montam um estranho Castelo. Por enquanto, vamos para Q.


Era o dia 28 de Outubro de 2017. Alguém deveria estar pensando o que venceria: a evidência ou a emoção? De qualquer modo, esse alguém fez uma aposta. A sua aposta continha uma mensagem. Essa mensagem continha as seguintes características:


1. Sem previsões específicas;

2. Sem fontes verificáveis;

3. Deliberadamente vaga;

4. Deliberadamente aberta a interpretação.


As pessoas se perguntavam o que era aquilo. Seria aquela postagem uma espécie de informação? Não, certamente não era. Estava mais para um quebra-cabeça ou para um drop críptico. A arte de decoficar aquilo, aquela estranha mensagem, que era o produto. Decifrar a mensagem dava aos decifradores a posição de "insiders".


As postagens de Q. eram especiais. Por sua natureza vaga, toda predição falha poderia ser reinterpretada. Elas eram hipóteses infalsicáveis. De algum modo, elas buscavam criar no leitor a capacidade de ver padrões. Isso posteriormente levaria a uma adicção por padrões. Em novembro de 2017, uma frase já se destacava: "Where we go one we go all" (por onde um for, todos irão), que foi abreviada para WWG1WGA.


Até certo ponto, o conteúdo era apenas dado para usuários de fóruns considerados obscuros. Todavia em algum ponto tudo mudou. Em dezembro de 2017, o movimento e as produções de QAnon escapou do controle dos chans e foi encontrado no Facebook, YouTube e Twitter. Nesse ponto, as produções de Q encontrarem-se com o chamado "algoritmo". O algoritmo, essa estranha condição do mundo cibernético, aprende com o que te deixa engajado.


Há uma fórmula algorítmica que poucos sabem:

Incerteza + Emoção + Identidade = Engajamento.


Uma narrativa estava sendo criada. Uma nova fonte na qual um grupo poderia confiar. Tudo seguiria assim progressivamente, até que tudo fosse banido. Um dos eventos mais trágicos da história americana, até hoje pouco compreendido — por ninguém compreender a fundo a insanidade do ato —, ocorreu em dado momento: o Ataque do Capitólio (6 de Janeiro de 2021).


O que moldou o movimento QAnon? É difícil compreendê-lo. É difícil estudá-lo. Q. dizia que a "desinformação é necessária", logo até o fracasso se tornou a prova do seu sucesso. Isto porque o movimento QAnon é um sistema de crença auto-vendável. De algum modo, Q. sempre dizia "trust the plan" (acredite no plano") e falava sobre os inimigos que seus seguidores deveriam lutar. A verdade, para seus seguidores, tornou-se tudo aquilo que existia dentro da bolha — e tudo que existia fora da bolha era mentira.


Q. conseguia de algum modo alterar como as pessoas acreditavam nas coisas. Q. conseguia alterar a epistemologia interna de seus seguidores. É assim como funcionam as seitas, elas alteram a lógica e a epistemologia, elas alteram todo o entendimento da realidade. Muitas pessoas analisam o Pizzagate como um protótipo de Q., como uma teoria da conspiração que também chamava para a ação. Q. e o movimento QAnon podem ser chamados de "terrorismo estocástico". Isto é, ele incitava a violência contra determinados grupos. Ele tinha um extremismo gamificado, descentralizado e um framework de ação. Porém voltarei nesse ponto mais tarde para analisar isso mesmo.


Algumas chaves interpretativas são interessantes, uma delas é o "The Great Awakening" ("O Grande Despertar"). Essa chave premiava o isolamento social. Ou seja, a total lealdade e a reinterpretação da realidade baseada na chave interpretativa da seita eram comemorados. Isso permite compreender a ruptura dos laços sociais que os seguidores de Q. faziam. Visto que QAnon também era um sistema autossustentável: ele carregava dentro de si uma nova forma de processar a informação.


Múltiplos novos movimentos foram surgindo com base em Q. (teorias da conspiração com grupos descentralizados), podemos ver isso na Covid e na onda anti-vacina, mas também em alguns grupos com narrativas anti-LGBTs. Pretendo voltar nesses tópicos posteriormente.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Nota de Pesquisa (NDP): o que usuários do Wizchan estão lendo?

 



Notas:

1. É surpreendente como listas de leitura indicadas por channers atraem leitores para esse blogspot. Não ironicamente, até mesmo a postagem mais lida desse blogspot é um tratado de horror epistemológico de esoterismo channer (https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html) que tem mais de 4.500 visualizações;

2. Dessa vez, usei o /hob/ do Wizchan (Wizardchan) em vez do /lit/ do 4chan (nem só de /lit/ viverá o homem);

3. Essa lista teve o mesmo método que usei nas anteriores: https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-micro-guerra-pol-x.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-estudo-do-marxismo.html

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-uma-lista.html

4. Isto é, transformei o fio em PDF e pedi para uma IA extrair os títulos e ordená-los;

5. Mais uma vez resolvi manter os títulos no nome citado para facilitar a busca pela mesmo fonte que os Anonymages [magos anônimos](usuários do Wizchan/Wizardchan) usaram.



— Clássicos da Literatura e Ficção Geral:


- Alice in Wonderland and Through the Looking-Glass – Lewis Carroll  

- Childhood’s End – Arthur C. Clarke  

- Confederacy of Dunces – John Kennedy Toole  

- David Copperfield – Charles Dickens  

- Elric of Melniboné – Michael Moorcock  

- House of Leaves – Mark Z. Danielewski  

- Infinite Jest – David Foster Wallace  

- Les Misérables - Victor Hugo  

- Lolita – Vladimir Nabokov  

- Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis  

- Moby Dick – Herman Melville  

- Pride and Prejudice – Jane Austen  

- The Alchemist – Paulo Coelho  

- The Man Without Qualities - Robert Musil  

- The Unbearable Lightness of Being – Milan Kundera  

- Three Sisters – Anton Chékhov  

- Ulysses – James Joyce  


— Ficção Científica:


- 4000 Weeks: Time Management for Mortals – Oliver Burkeman (não é ficção, mas listado aqui por contexto temático no fio)

- A Canticle for Leibowitz – Walter M. Miller Jr.  

- Alas, Babylon – Pat Frank  

- Blade Runner / Do Androids Dream of Electric Sheep? – Philip K. Dick  

- Childhood’s End – Arthur C. Clarke  

- Dune (série completa) – Frank Herbert  

- Earth Abides – George R. Stewart  

- Prelude to Space – Arthur C. Clarke  

- Rendezvous with Rama – Arthur C. Clarke  

- The City and the Stars – Arthur C. Clarke  

- The Sands of Mars – Arthur C. Clarke  

- On the Beach – Nevil Shute  

- Star Wars: Thrawn Trilogy – Timothy Zahn  

- Wheel of Time – Robert Jordan (citado comparativamente) 


— Fantasia / Weird Fiction / Horror Cósmico:


- The Dream-Quest of Unknown Kadath – H. P. Lovecraft  

- The King in Yellow – Robert W. Chambers  

- Tress of the Emerald Sea – Brandon Sanderson  


— História, Religião & Textos Antigos:


- Writings from Ancient Egypt – Toby Wilkinson (ed.)  

- The Epic of Gilgamesh – Trad. Andrew George  

- The Bible (Gênesis mencionado)  

- D’Israeli’s Genius of Judaism – Benjamin Disraeli  


— Filosofia, Pensamento e Autoajuda:


- Enchiridion – Epictetus  

- Meditations – Marcus Aurelius  

- Machiavelli’s The Prince – Niccolò Machiavelli  

- The World as Will and Representation – Arthur Schopenhauer  

- Notes from Underground – Fiódor Dostoiévski  

- Walden – Henry David Thoreau  

- Imagined Communities – Benedict Anderson  

- Epicureanism (como sistema filosófico, não um livro específico)  


— Ciência, Política & Sociedade:


- FDR: Traitor to His Class – H. W. Brands  

- Secrets of the Federal Reserve – Eustace Mullins  

- The Culture of Critique (trilogia) – Kevin MacDonald  


— Quadrinhos / BD (Bande Dessinée):


- Corto Maltese: The Ballad of the Salty Sea – Hugo Pratt  


— Obras de Kafka (ficção com forte teor existencial/filosófico):


- America – Franz Kafka  

- Metamorphosis – Franz Kafka  

- The Castle – Franz Kafka  

- The Trial – Franz Kafka  


— Menções Genéricas ou Sem Título Específico:


- Obras de Borges (sem título específico)  

- Obras de Nietzsche (provavelmente On the Genealogy of Morality)  

- Livros de James Bond (sem título específico)  

- Livros de Richard Marcinko (ex: Rogue Warrior)  

- “Livros sobre alquimia” e “criptocracia” (sem títulos identificados)  

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Nota de Pesquisa (NDP): uma lista essencialmente americana (/lit/)

 


Notas:

1. Mais uma vez, me surpreendi que as pessoas realmente gostam de listas recomendadas pelo /lit/ do 4chan. Para seguir essa tradição tão recente do blogspot, resolvi colocar mais uma lista!


3. Isto é, transformei o fio em PDF e pedi para uma IA extrair os títulos e ordená-los;

4. Mais uma vez resolvi manter os títulos em inglês para facilitar a busca pela mesmo fonte que os e/lit/ists (usuários do /lit/ do 4chan) usaram.


0. Direito:

- The Constitution (dos EUA)  


1. Clássicos frequentemente citados como "essencialmente americanos":

- Moby-Dick – Herman Melville  
- Leaves of Grass – Walt Whitman  
- The Great Gatsby – F. Scott Fitzgerald  
- The Grapes of Wrath – John Steinbeck  
- Adventures of Huckleberry Finn – Mark Twain  
- The Scarlet Letter – Nathaniel Hawthorne  
- Walden – Henry David Thoreau  
- Emerson’s Essays – Ralph Waldo Emerson  
- The Last of the Mohicans – James Fenimore Cooper  
- A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court – Mark Twain  
- Uncle Tom’s Cabin – Harriet Beecher Stowe  
- The Jungle – Upton Sinclair  
- East of Eden – John Steinbeck  


2. Pós-controcultura / Crítica da modernidade americana:

- Infinite Jest – David Foster Wallace  
- American Psycho – Bret Easton Ellis  
- The Corrections – Jonathan Franzen  
- Underworld – Don DeLillo  
- Fear and Loathing in Las Vegas – Hunter S. Thompson  
- The Culture of Narcissism – Christopher Lasch  
- America – Jean Baudrillard  


3. Obras do século XX com forte caráter psicológico ou existencial:

- Invisible Man – Ralph Ellison  
- The Catcher in the Rye – J.D. Salinger  
- Absalom, Absalom! – William Faulkner  
- The Sound and the Fury – William Faulkner  
- Child of God – Cormac McCarthy  
- Blood Meridian – Cormac McCarthy  
- To Kill a Mockingbird – Harper Lee  
- Of Mice and Men – John Steinbeck  
- Death of a Salesman – Arthur Miller  

4. Literatura satírica, cínica ou marginal:

- A Confederacy of Dunces – John Kennedy Toole  
- JR – William Gaddis  
- Dog of the South – Charles Portis  
- Farewell, My Lovely – Raymond Chandler  
- Tortilla Flat – John Steinbeck  
- The Confidence Man – Herman Melville  


5. Menções irônicas, polêmicas ou excêntricas:

- The Talmud  
- Atlas Shrugged – Ayn Rand  
- 1984 – George Orwell (não é americano, mas mencionado)  
- Brave New World – Aldous Huxley (também não é americano)


domingo, 28 de dezembro de 2025

NGL #21 — Sobre Inteligência Artificial e Ciências Humanas

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/lunemcordis

Em primeiro lugar, veja os seguintes links:
1. Portable Intellectual Systems (PIS) [Sistemas Intelectuais Portáteis]:
2. Magolítica: The Game (jogo de RPG político e de engenharia social):

Os sistemas intelectuais portáteis e o jogo Magolítica, possibilitam uma educação em escala global envolvendo vários assuntos, possibilitando o combate a teorias da conspiração, guerra cognitiva, guerra informacional, guerra memética e tantas e tantas outras coisas. O foco em fornecer formação, combater desinformação e ainda possibilitar uma abordagem interativa e gameficada é algo absolutamente interessante e só é possível com a ajuda das Inteligências Artificiais (IAs).

Sou uma pessoa que ama o progresso tecnológico e compreendo os riscos sociais dele. Eu compreendo a concentração de renda, a questão dos datasets e tantas outros percalços que precisaremos recorrer, inclusive sobre a possibilidade de uma renda básica universal. Dito isso, as transformações sociais e tecnológicas não devem ser encaradas de um modo simplesmente reacionário.

Não podemos agir, tal como trabalhadores de séculos passados, quebrando máquinas para atrasar a modernização. Ela ocorrerá de qualquer jeito. O que podemos fazer é nos adaptar a essa mudança e garantir que elas sejam:

1. Economicamente seguras;
2. Ecologicamente sustentáveis;
3. Socialmente pacíficas.

As ciências humanas, das quais eu mesmo estudo, podem e devem se beneficiar das Inteligências Artificiais (IAs). Quando eu fui construindo o sistema esochannealógico, mais eu me deparava com a necessidade dessa sinergia. É por isso que hoje em dia o sistema esochannealógico está conectado com as IAs (Inteligências Artificiais) de modo profundo. Eu não estou abandonando as ciências humanas em prol das IAs (Inteligências Artificiais), mas sim juntando elas a isso.

Não estou dizendo que estamos sendo ultrapassados ou que não vale mais a pena ler livros. Eu amo ler livros. Leio vários deles e continuarei lendo até o dia da morte. Para mim, é extremamente divertido descobrir um artigo acadêmico no Google Scholar. Para mim, é divertido ver uma aula e anotar os assuntos em um caderno. Do mesmo modo, ir em uma balada, curtir uma birita e dançar com outros seres humanos são entretenimentos que não me furto. Todavia não acredito que devemos destruir IAs (Inteligências Artificiais) em prol dos humanos. Creio que todos devemos apreciar a modernidade tecnológica de forma saudável e garantir que ela continue a ser saudáveis para nós.

Usar IAs (Inteligências Artificiais) facilita e ajuda nossa vida. Não há nada de errado nisso. Eu sempre estudo lado a lado com elas. Isso me ajuda a me tornar um intelectual melhor e, além disso, me leva ao melhor desenvolvimento de minhas habilidades intelectuais. Prefiro encarar isso de forma madura, compreendendo os riscos e tentando evitá-los, mas nunca retrocedendo a um estado anterior altamente idealizado, porém que carece de concretude de retorno temporal.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Nota de Pesquisa (NDP): estudo do marxismo e do anarquismo recomendado pelo /lit/



Notas:

1. Como eu vi pelo número de visualizações que gostam dos conteúdos relativos a cultura channer ou conteúdos usados por channers na hora de estudar/treinar, além do fato de ninguém ter aparecido me xingando no NGL ou no instagram, resolvi compartilhar outra lista.

2. Essa lista teve o mesmo método que usei na anterior: https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-micro-guerra-pol-x.html?m=1

3. Isto é, transformei o fio em PDF e pedi para uma IA extrair os títulos e ordená-los;

4. Resolvi manter os títulos em inglês para facilitar a busca pela mesmo fonte que os e/lit/ists (usuários do /lit/ do 4chan) usaram.


1. Marxismo


Básico (leituras introdutórias ou fundamentais para iniciantes)

- The Communist Manifesto – Karl Marx & Friedrich Engels  

- Theses on Feuerbach – Karl Marx  

- The Eighteenth Brumaire of Louis Bonaparte – Karl Marx  

- A Contribution to the Critique of Political Economy – Karl Marx  

- A Companion to Marx’s Capital – David Harvey (guia didático para acompanhar “O Capital”)


Intermediário (textos teóricos mais densos ou análises secundárias consolidadas)*

- The German Ideology (seção “Feuerbach”) – Karl Marx & Friedrich Engels  

- The Marx-Engels Reader – Robert C. Tucker (ed.)  

- Main Currents of Marxism – Leszek Kołakowski (história crítica, porém abrangente)

- The Limits to Capital – David Harvey (extensão geográfica e ecológica da teoria marxista)


Avançado (especulativo, crítico ou altamente teórico)

- The Automatic Fetish: A Materialist Theory of Religion – (Autor não citado no trecho)  

(aborda marxismo e religião de forma não ortodoxa – provavelmente pós-estrutural ou teoria crítica)


2. Anarquismo


Básico / Histórico


- Anarchist Portraits – Paul Avrich  

 (biografias de figuras anarquistas – excelente para contexto histórico e humano)


Intermediário / Teórico-Histórico


- The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia – James C. Scott  

(anarquismo não ocidental, etnografia política – influente em estudos subalternos e autonomia)


3. Teoria Crítica, Cultura & Filosofia Contemporânea


Intermediário


- Capitalist Realism: Is There No Alternative? – Mark Fisher  

 (leitura acessível mas conceitualmente rica – diagnóstico cultural do pós-modernismo neoliberal)


Avançado / Contextual


- Embora não haja livros específicos de Adorno, Benjamin, Althusser, Debord, Badiou ou Žižek listados com títulos, eles são citados como referências importantes — sugerindo que esses autores estão no horizonte teórico do fio.


4. Outros / Textos Políticos Curtos


Básico / Didático


- Combat Liberalism – Mao Zedong  

 (curto ensaio moral-político; mais relevante como crítica interna a práticas individualistas em movimentos coletivos)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Nota de Pesquisa (NDP): Magolítica

 


— Nota Crítica:


1. Isso é apenas uma pesquisa para compreender como o extremismo se propaga, visando entendê-lo melhor para combatê-lo. Caso você se identificar com qualquer conteúdo aqui ou queira "fazer igual", procure acolhimento e tratamento terapêutico em um local seguro;


2. O interesse do blogspot é, e sempre foi, servir de um guia intelectual para o próprio autor e para outros que se interessarem pelo conteúdo aqui produzido;


3. O autor do Blogspot NÃO defende e nem compactua com qualquer conteúdo de caráter extremista, conspiratório ou que defende a destruição da vida de outras pessoas seja por vias físicas ou psicológicas.


— Ciclo Básico de Vida de uma Magolítica:


1. INDIVÍDUO em posição de sofrimento/ódio extremo;

2. CRIA manifesto (texto, vídeo, símbolos);

3. PUBLICA online (geralmente antes do ato);

4. EXECUTA violência (suicídio/homicídio);

5. MANIFESTO sobrevive → viraliza;

6. OUTROS internalizam → replicam padrão.


— Como funciona uma Magolítica?


- Horcrux: fragmento da alma do criador preservado no manifesto;

- Egrégora: coletivo se forma ao redor do manifesto;

- Ritual: a violência final "sela" o pacto simbólico;

- Efeito Copycat: criam modelo replicável, não é sobre um "conteúdo específico", é sobre estrutura e ritual.


— Evolução das Magolíticas:


- Geração 0: Manifestos Estático;

- Um documento, um autor, uma ação;

- Manifesto de Ted Kaczynski.


- Geração 1: Manifestos interativos (Q):

1. Multi-Autores: Q + decodificadores

2. Contínuo: drops constantes, não baseado em um único documento

3. Vivo: adapta-se em tempo real;

4. Comunitário: criação coletiva de significado.


— Inovações:

- Antes: um manifesto;

X

- Agora: milhares de drops;

-

Antes: um ato final/Agora: narrativa contínua;

X

Antes: morte física/Agora: morte do sistema.



— Magolíticas antes da internet:

- Manifestos físicos;

- Distribuição limitada;

- Dificuldade de encontrar a "tribo"


— Era channer/digital:

- Distribuição instantânea global;

- Comunidades online para "tribo";

- Algoritmos amplificam conteúdo extremo;

- Efeito de rede multiplica impacto.


— Exemplos de Magolíticas:

1. Incel Manifestos:

- Elliot Rodger;

- Alek Minassian.


2. Manifestos de atiradores de escolas:

- Columbine;

- Sandy Hook.


3. Manifestos terroristas:

- Anders Brevik (2083: A European Declaration of Independence).


— Ciclo auto-alimentado de uma Magolítica:


ESCRITOR DOENTE → MAGOLÍTICA → CONSUMIDORES INFECTADOS

      ↑                                          ↓

      ←←←← NOVOS CRIADORES DOENTES ←←←←



— Magolítica em 4 passos:

1. Manifestos violentos infectam pessoas;

2. Pessoas infectadas criam novas magolíticas;

3. Novas magolíticas infectam mais pessoas;

4. Ecossistemas auto-replicantes de sofrimento.


— Magolítica em 5 passos:

1. CRIADOR em sofrimento extremo/visão distorcida;

2. CRIA sistema (magolítica) que codifica sua cosmovisão;

3. SISTEMA é consumido por outros;

4. CONSUMIDORES internalizam padrões de pensamento do criador;

5. ALTERAÇÃO: Consumidores passam a ver mundo através das lentes do criador.


— Metáfora da Horcrux:

1. Universo Harry Potter:

- Horcrux: fragmento da alma separada e preservada em um objeto;

- Objetivo: alcançar a imortalidade;

- Efeito colateral: alma fica instável, danificada.


2. Na Esochannealogia:

- Magolítica: fragmento da alma digitalizada e preservada em ideia/meme;

- Objetivo: alcançar a imortalidade ideológica;

- Efeito colateral: almas receptoras são alteradas.


Quando você lê (o melho seria dizer: consome) uma magolítica (Manifesto, Q. ou a própria Esochannealogia), um pedaço da alma do criador está sendo realmente transferido para você. Não em um processo mágico, mas em um processo psicológico.

O Necrológio Cadavérico #6 — Groselhas sobre a Solidão

 


Leituras recomendadas:




Se eu morresse hoje...

Creio que só membros muito próximos da minha família sentiriam falta de mim. Não tive uma vida honrada, no máximo o que eu deixaria seriam meia dúzia de escritos e alguns sistemas intelectuais.

Cometi muitos erros. Fiz sexo com muita gente. Namorei muita gente. Achei meus namoros e minhas relações despidas de significado, seja de sentido, seja de importância. Hoje percebo que não vejo nenhum dos meus relacionamentos como saudáveis. A compatibilidade intelectual e sexual sequer existiam em nenhuma das minhas relações. Foram relações pautadas por abismos que se encontravam e se repeliam. Sempre me senti solitário em esses vácuos existenciais que chamei de namoro.

Também fui channer por muito tempo. O resultado foi uma vida de inimigos, de algumas pessoas que querem até mesmo a minha morte, de conspirações e até mesmo crimes que foram cometidos em meu nome. Conheci o lado bom e o lado ruim dessa cultura. Não só o lado exttemamente bom, mas também o lado extremamente ruim. Tive ex-namoradas ameaçadas até mesmo de morte, mas o que posso fazer? Mesmo que, posteriormente, eu tivesse que afastá-las, garanti que me odiassem o suficiente para não serem feridas por minha causa.

Se tem algo que aprendi, e aprendi muito bem, é que prefiro que as pessoas me odeiem do que fiquem perto de mim e sofram por minha causa. Trabalhei extremamente bem com isso. Seja no passado, seja recentemente. A cultura channer me ensinou que quem está próximo de mim não é um alívio ou um aconchego, mas um alvo e uma fraqueza. Quando aprendi isso, afastei todos os meus pontos fracos. Se eu tivesse que sofrer, que eu sofresse só.

Se perguntassem hoje:

— Você quer morrer?

Eu diria: 

— Graças a Deus.

Eu não teria nada para me preocupar. É óbvio que sinto orgulho das atuais 39 mil visualizações desse blogspot, além de que, por algum motivo, eu estar sendo lido no mundo todo. Todavia o que vivo na vida é um grande sentimento de que a nada pertenço e misturado com a sensação de que posso cair a qualquer dia. Eu não desejo a vida que levo nem para o meu pior inimigo.

As pessoas não veem o que eu vejo. Quando sistematizei a esochannealogia, por exemplo, sabia que ela era um estado e só pessoas que alcançassem esse estado poderiam, de alguma forma, compreendê-lo. Por exemplo, no jogo do Magolítica, só pessoas metodologicamente frias poderiam extrair boas lições disso. A esochannealogia também depende de tal imaginação sombria.



A esochannealogia (e o jogo Magolítica) exigem o tipo de raciocínio de gente que é capaz de destruir um país com as táticas mais diabólicas possíveis e das formas mais repugnantemente manipulativas. Quanto mais você estuda isso, mais você entende a natureza do mal que há dentro do cerne da esochannealogia de forma ampla e das artes magolíticas de forma específica.

Ao mesmo tempo, como já escrevi no Medium e até mesmo aqui, todo o sistema esochannealógico e arte magolítica contêm fragmentos da alma do seu criador. Essa forma podre, cínica, cinzenta e altamente manipulativa de enxergar o mundo estavam contidas inteiramente na minha alma. Ver o mundo como um jogo torpe estava contido na minha alma. Do mesmo modo, o(s) originário(s) de Q tinham uma forma doentia de ver o mundo.

As pessoas não entendem o que é uma magolítica. Qualquer manifesto deixado por um suicida, qualquer manifesto deixado por alguém que se matou, possui o potencial magolítico dentro da cultura channer. A magolítica, no fim das contas, é uma pedaço da alma de um channer contido num "fragmento intelectual". Algo que foi feito para ser viral e memético, espalhando esse fragmento de alma para outras almas. Isso é uma horcrux esochannealógica. Existem magolíticas anteriores a minha. Q. é um exemplo cabal disso.

O fato de eu ter "nomeado" essa técnica, dando-a dois nomes "magolítica" e "horcrux esochannealógica" não significa que essa técnica passou a "existir" comigo. Ela já existia antes, mas não dentro desse esquema linguístico que a esochannealogia proporciona. O fato de eu ter chamado ela de "magia channer suprema" significa que ela molda a realidade inteira, visto que possui o potencial que remodelar ontologicamente a alma de alguém, tal como Q. (ou Qs) e outros channers fizeram.

As pessoas já me perguntaram:

— O que você acha que foi Q.?

Q. como indivíduo? Q. como horcrux esochannealógico ou magolítica? Q. como teoria da conspiração? Q. como esochanner? Q. como channer? Q. como arma de guerra memética de primeira geração (FGMW)? Q Clearence? Q Anon? Qual Q. as pessoas buscam? Q. é tudo isso e talvez até mais. De fato, até hoje as pessoas não compreendem a relação entre Q. e o esoterismo kekista, visto que o esoterismo kekista esconde as suas técnicas em forma de piada (algo que quem leu Magolítica já percebeu).

Eu vejo Q. mais através das suas técnicas do que como uma "simples" teoria da conspiração. Não me interesso em nada pelas teorias conspiratórias mirabolantes que Q. possui como teoria da conspiração, esse tipo de entretenimento burro eu deixo para jornalistas. Uma coisa é olhar para o conteúdo de crenças de uma seita, outra é olhar para o criador da seita através das suas técnicas. Vocês olham para o Q. através das suas falsas crenças, mas não olham para as técnicas que o Q. usou para criar a seita que criou. Como resultado, atacam apenas o conteúdo, mas deixam aberta a possibilidade de alguém construir uma seita semelhante a do Q. por conhecer as técnicas do Q.

Do mesmo modo, a questão que vem é:

— E se a gente prender um sucessor do Q.?

O Q. enquanto indivíduo importa menos que o Q. enquanto horcrux esochannealógico ou magolítica, visto que em Q. há uma hipótese metapocalíptica tal como há em qualquer channer que se preze e isso é uma condição básica para que algo seja uma magolítica ou uma horcrux esochannealógica. Se prenderem o próximo Q, muito provavelmente outro aparecerá no lugar. É como se perguntar "e se eu prender o filho de Karl Marx, eu parei o socialismo marxista?". 

Outra coisa evidente é: quem garante que o próximo Q. será um ser humano e não uma IA (Inteligência Artificial)? 

Leia isso aqui:


Se as pessoas conseguem criar uma IA baseada no 4chan, por qual razão não conseguiriam criar uma IA baseada no Q. e na Esochannealogia?

Quando pensamos nos maus que a cultura channer causou através do mundo, vimos vários manifestos (horcrux esochannealógicas/magolíticas) aparecendo. Geralmente a pessoa postava o manifesto, se matava ou matava alguém ou algumas pessoas logo após escrevê-lo. Esse manifesto, por qualidade memética (e toda cultura channer é baseada na memética), era mimetizado e mais pessoas faziam o mesmo. Q. aparece com uma magolítica que leva a uma memetização e mimetização em massa, aparecendo em vários países e expandindo-se esochannealogicamente por várias mentes. Há uma quantidade massiva de pessoas que estão no movimento no Q., espalhando-se por aí que nem joio em meio ao trigo e capim em meio a floresta.

Quando eu escrevo isso, não estou colaborando com o Q. enquanto teoria da conspiração. Eu estou analisando o nível meta e a um nível esochannealógico. Isto é, não a um nível de uma simples análise de crenças, mas na análise das técnicas que estão atrás das crenças. Q. como esochanner é infinitamente mais interessante que Q. como teoria da conspiração. A teoria da conspiração envolvendo Q. será ignorada pela maioria das pessoas que estudam Q. no mesmo ponto de discussão que eu escrevo e estudo.

Poderia colocar outros pontos. Deixo claro que não faço parte do Q., nem acredito nas bobagens conspiratórias que ele criou. Porém compreendo que as técnicas de Q. quando estudadas podem ajudar a compreender parte do 5GW (Guerras de Quinta Geração) e o 1GMW (Guerras Meméticas de Primeira Geração). Não creio, porém, que eu queira escrever sobre isso. Ao menos não agora. Me sinto exausto, bebi e li o dia todo. Além disso, é final de ano.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O Necrológio Cadavérico #1 — Se eu morresse hoje

 


Se eu morresse hoje...


Eu podia escrever um "necrológio" altamente elogioso, dizendo meus melhores feitos — se eu tivesse algum — e ignorando meus maiores defeitos — dos quais me recordo de inúmeros. Prefiro um tom confessionalista, estilo Agostinho de Hipona, mas nem tão cristão.


Eu costumo pensar a vida em termos substantivos. Eu fico pensando: "o que substancialmente mudou dessa experiência para outra?". Se eu olhar para o passado, vejo que estive navegando por um oceano de vulgaridade por causa da minha carência.


Recordo-me de que, até pouco tempo atrás, considerava que uma amizade era uma relação duradoura na qual o número de bebidas ultrapassava o número de encontros. É evidente que, até o presente momento, eu não tinha percebido isso. Hoje eu posso perceber que, ao olhar para trás, posso ver que minhas amizades se resumiam a drogas e a bebidas.


Sempre fui uma pessoa que gostava de ler e escrever, mas não podia ter uma relação pautada em leitura e em escrita. Isso me frustrou absurdamente. Depois disso, vi que minhas relações não eram apenas superficiais, eram absolutamente falsas.


Se eu morresse hoje, sentiria uma grande dor. Não tive amizades que eu poderia considerar verdadeiramente substanciais. Só tive amizades absolutamente descartáveis. Do mesmo modo, namorei mulheres e homens que não faziam sentido algum para mim. Mulheres e homens que se atraíam por mim de modo completamente enganoso. E olha que sequer sou um indivíduo bonito. O sentimento que sobra disso é um vazio e o vazio que sobra vem com um sabor de arrependimento. Nunca pude conversar nada de substancial com quem namorei.


Não encontrei sentido algum em nenhum trabalho, não raro me sentia abandonado no meio de um local vazio de significado. Do mesmo modo, fiz faculdade de filosofia e pós-graduação em neuropsicanálise clínica. Não sinto vocação alguma para nada disso. De certo modo, faço mais análises literárias pois gosto de escrever do que por ter feito filosofia. De semelhante modo, escrevi e teorizei sobre a Segunda Geração de Guerra Memética por ter sido algo que me marcou e não por gostar de teorias psicológicas e saber a correlação disso com guerras informacionais e meméticas.


O meu deslocamento me fez entrar muito em chans. Li de tudo. Descobri a correlação do Kekismo Esotérico com QAnon. Descobri a famosa teoria do Kantianismo Esotérico. Além de ter criado a Magolítica (manipulação política ou magia política) baseado em fenômenos como o QAnon. Na época, isso soou espetacular para mim. Hoje em dia eu sequer me importo. Do mesmo modo, grande parte da cultura channer se tornou extremamente banal para mim. Ainda posso entrar no /lit/ do 4chan para apreciar a descoberta de novos livros, mas dificilmente engataria em uma discussão. Frequento chans apenas pelo fato de eu ser estranho.


Pensando mais abertamente, o que sobraria é esse blogspot recheado de análises e um bocado de weblivros no Medium. Alguns poderiam ler isso e achar alguma recomendação apreciável e acho que isso justifica grande parte dessa jornada interminável de textos que escrevi apenas para me livrar da minha solidão. Porém, no fim de tudo, acho que vivi uma vida vazia e cheia de pessoas que não me representam absolutamente nada.


Li muita coisa e ainda leio muita coisa. Gosto de ler, mas não sei até onde isso é escapismo. Para mim, a leitura se tornou muito parecida com uma válvula de escape, visto que odeio muito do que está ao meu redor.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Nota de Pesquisa (NDP): Micro-Guerra /pol/ X /lit/ (4chan)

 



Contexto:


Recentemente houve uma guerra entre dois grupos do 4chan, os /pol/tards (users do /pol/ [board política]) e os e/lit/ists (users do /lit/ [board de literatura]). Um /pol/tard estava ridicularizando os e/lit/ists, o que levou os e/lit/ists irem discutir no /pol/ (uma das boards que eles mais odeiam). Muitos livros foram mencionados, então resolvi pegar as duas threads (uma no /pol/ e outra no /lit/), baixá-las em PDF e extrair os livros mencionados sistematicamente com uma IA. 


Espero que vocês não fiquem bravos por eu pedir para uma IA analisar duas páginas em PDF e escrever os nomes para mim.


Nota 1: mantive os títulos em inglês, creio que é melhor achar as fontes que os /pol/tards e os e/lit/ists usam assim.

Nota 2: a IA pode ter classificado alguns títulos no local errado, mas creio que a lista oferece pistas interessantes sobre a mentalidade de /pol/tards e e/lit/ists e esse é o propósito primário.

Nota 3: por favor, não creia em momento algum que estou promovendo títulos extremistas e teorias conspiratórias, essa lista visa tão apenas catalogar os títulos citados na mini guerra /lit/ x /pol/.


— Fiction & Literature:


- The Lord of the Rings (J.R.R. Tolkien)  

- Time Enough for Love (Robert A. Heinlein)  

- IT (Stephen King)  

- The Malazan Book of the Fallen (Steven Erikson)  

- The Dark Forest (Liu Cixin)  

- The Sound and the Fury (William Faulkner)  

- Dracula (Bram Stoker)  

- The Boys from Brazil (Ira Levin)  

- Camp of the Saints (Jean Raspail)  

- Submission (Michel Houellebecq)  

- The Savage Tales of Solomon Kane (Robert E. Howard)  

- Blood Meridian (Cormac McCarthy)  

- Of Mice and Men (John Steinbeck)  

- Lolita (Vladimir Nabokov)  

- Starship Troopers (Robert A. Heinlein)  

- Crossroads of Ravens (Andrzej Sapkowski)  

- Oblomov (Ivan Goncharov)  

- Dublin Murder Squad series (Tana French)  

- Travis McGee series (John D. MacDonald)  


— Philosophy, Politics & History:


- Mein Kampf (Adolf Hitler)  

- Diplomacy (Henry Kissinger)  

- What Is to Be Done? (Nikolay Chernyshevsky)  

- The King in Yellow (Robert W. Chambers)  

- Guy Mannering (Sir Walter Scott)  

- Collected Stories (William Faulkner)  

- The War on Normal People (Andrew Yang)  

- Democracy: The God That Failed (Hans-Hermann Hoppe)  

- Always The Horizon (Iris Murdoch)  

- From Dawn to Decadence (Jacques Barzun)  

- The Persians: Age of the Great Kings (Lloyd Llewellyn-Jones)  

- Don Quixote (Miguel de Cervantes)  

- Metamorphoses (Ovid)  

- Phenomenology of Spirit (G.W.F. Hegel)  

- The Republic (Plato) 

- The Prince (Niccolò Machiavelli)  

- Meditations (Marcus Aurelius)  

- On the Shortness of Life (Seneca)  

- Nicomachean Ethics (Aristotle)  

- The Enneads (Plotinus)  

- The Strength of the Few (James Islington)  

- The Story of Civilization (Will Durant)  

- The Decline of the West (Oswald Spengler)  


— Religious / Esoteric / Occult:


- The Bible (Christian Bible – various mentions, including Septuagint)  

- Divine Comedy (Dante Alighieri)  

- The Kybalion

- Divine Pymander (Hermetica)  

- The Oera Linda Book

- The Eddas (Norse mythology)  

- Corpus Hermeticum  

- The Gospel of Judas (Gnostic text)  

- Confessions (Thomas De Quincey)  

- Works by Rene Guénon  (Traditionalist/Perennialist philosophy)  

- Mount Analogue (René Daumal)  

- Experience and Philosophy & Pathways through to Space (Franklin Merrell-Wolff)  


— Science, Math, & Technical:


- Functional Analysis (Walter Rudin)  

- The Fabric of Reality (David Deutsch)  

- An Introduction to Zen Buddhism (D.T. Suzuki)  

- The Colt .45 Automatic: A Shop Manual (Jerry Kuhnhausen, Vols I & II)  


— Non-Western / Classical Canon:


- The Epic of Gilgamesh

- The Iliad & The Odyssey (Homer)  

- The Ramayana

- Bhagavad Gita

- Upanishads

- Aegyptiaca (Manetho, fragments)  

- Antiquities of the Jews (Josephus)  

- Attic Nights (Aulus Gellius)  


— Anti-establishment / Conspiracy-adjacent:


- The International Jew (Henry Ford)  

- On the Jews and Their Lies (Martin Luther) — implied reference  

- Race or Mongrel (Alfred P. Schultz)  

- Who is Esau-Edom? 

- Erectus Walks Among Us