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domingo, 4 de janeiro de 2026

Memória Cadavérica #33 — Bleach X Naruto

 


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: um comentário solto deixado no Threads. Deixei um pouco mais expandido.


Uma prova cabal que Bleach é infinitamente melhor do que Naruto é o simples fato dele não ter heróis, apenas gente moralmente ambígua. E essa zona mais acizentada é mais interessante.


Tal como na vida real, para quem está acostumado a estudar múltiplos sistemas de pensamento, toda humanidade (e as ideias e ideais dessa mesma humanidade) é um recorte de falhas grosseiras. Leiam as críticas aos múltiplos sistemas e verificará que todos erram em múltiplos pontos. Isso torna Bleach assustadoramente mais realista que o Naruto.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Acabo de ler "Harry Potter e a criança amaldiçoada" de J. K. Rowling, Jack Thorne & John Tiffany

 



"HARRY: Esses nomes que você tem não deveriam ser um fardo. Alvo Dumbledoree Severo Snape teve seus momentos também. ALVO: Eram bons homens. 
HARRY: Eram grandes homens, com grandes falhas. E elas, quase os fizeram ainda maiores."

Esse livro é como uma pack de extensão. Apresenta um universo já rico e trabalha com esse universo. Embora o formato de texto teatral não seja o mais adequado em minha visão. Mesmo sendo uma adição, quiçá interessante, faltou o mesmo gosto dos livros anteriores. Dá-se então o estranho gosto de fan service. Só que a curiosidade para com essa adição é muito bem respondida em alguns pontos.

Quando Snape descobre que há um futuro em que o filho do Harry  Potter tem o nome dele, por exemplo, é fantástico. E até mesmo ele sentir orgulho disso é também fascinante, porém a forma com que isso se apresenta é mal colocada. O filho do Harry não fez nada de bom, até aquele momento, para ser merecedor de tal orgulho do Snape. Se fossem por outras ações - e isso exigiria mais tempo de desenvolvimento - teria sido algo mais interessante e até melhor.

O livro trabalha com um problema que é fixo em quase toda obra que segue esse estilo - tipo Boruto ou o filho do Batman - um conflito geracional que quase sempre surge por alguma idiotice cometida pela geração posterior. Só que sempre que algo assim ocorre, é sempre com um tom excessivamente dramático e fatalista. Você sempre se pergunta: "como é possível que ele tenha errado tanto?". Não é como se jovens não errassem, mas o ponto do erro é quase sempre excessivo e qualquer um que tenha consumido o suficiente disso, já está cansado disso.

Alvo Severo Potter lembra bem o Harry da Ordem da Fênix, comete erros altos. E nisso o livro decepciona: é como se toda a escala evolutiva acentuada voltasse para um estado anterior tão somente para agradar gerações mais novas e por elas ser compreendida. O que não é uma ideia ruim, porém quase sempre mal-executada (seja em Boruto, com o filho do Batman e até com o do Harry). De todo modo, o livro é uma leitura interessante.