terça-feira, 21 de abril de 2026

Acabo de ler "Lament for a Nation" de George Grant (lido em Inglês/Parte 2)

 


Nome:
Lament for a Nation: The Defeat of Canadian Nationalism

Autor:
George Grant


No começo da sua nota introdutória, George Grant fala sobre o estado dos Estados Unidos:
- Conflitos raciais;
- A expansão e decadência das cidades;
- A crescente influência militar na vida constitucional;
- A diferença geracional;
- Os efeitos de um século de espoliação ambiental.

Grant falará de como o Canadá é como um irmão menor que se beneficia do irmão mais velho, sem ser um igual. Ou como o Canadá é como um filho pequeno que se regozija com os bens que o pai traz, mas sem saber de onde vem o dinheiro. De todo modo, alerta para a independência meramente formal e o nacionalismo que surge apenas formalmente. Nenhum desses processos, todavia, carrega a completude de uma verdadeira independência ou de um verdadeiro nacionalismo. Muito pelo contrário, o Canadá ainda era ameaçado pelo processo de homogeneização e universalização que o império americano propunha. Em meio a isso, corporações americanas impunham seus tentáculos por todo o Canadá e a linguagem e o continente compartilhado levavam a um processo de assimilação. 

Havia, contudo, uma diferença: o individualismo do sonho capitalista americano se contrapunha ao forte senso de bem comum e ordem pública canadense. Essa distinção entre bem comum e capitalismo individualista era o ponto de divergência central.

O nacionalismo conservador canadense era baseado na tradição inglesa, num sonho britânico de Canadá. Ele era um romanticismo de um sonho originalmente projetado na Inglaterra. Os Estados Unidos e também a Inglaterra já tinham passado por Locke e Adam Smith, estavam indo para Keynes, Moore e Forster. As elites canadenses, como de costume, queriam o mesmo. O que Grant via nisso era a fisionomia tecnológica de Moloch, seja na guerra, seja na paz. 

Nesse período, as elites eram tecnologicamente progressistas e tinham um senso de autoconfiança. Em meio a essa autoconfiança, a tecnocracia crescia em duas formas: a de destruição planetária e a de tirania planetária. Esse era o paradoxo ou os dois lados da mesma moeda da era da razão das massas. De qualquer modo, Grant alerta de que foi muito pessimista em seu livro.

Acabo de ler "Lament for a Nation" de George Grant (lido em Inglês/Parte 1)

 


Nome:
Lament for a Nation: The Defeat of Canadian Nationalism

Autor:
George Grant

Autor do prefácio:
Andrew Potter

George Grant alertava que as classes dominantes canadenses buscavam livros fora do país, geralmente nos Estados Unidos, como autoridade final na condução da política e da cultura. A elite canadense tem uma orientação continentalista, voltando-se a aquilo que acreditaram ser o império ocidental. Em um tempo, valiam-se do império inglês. Em outro, valiam-se do império americano. Em outras palavras, são uma elite alienada em relação ao próprio país. O leitor, conhecendo as elites brasileiras, pode chegar a uma conclusão razoavelmente semelhante acerca das elites brasileiras.

George Grant era cético para com a modernidade. Ele via a modernidade e a modernização por extensão lógica, como um processo de apagamento. Isto é, havia o modelo universal e homogêneo e as culturas locais que deveriam ser apagadas para que esse modelo fosse implementado. O Canadá, por sua vez, era uma cultura local situada ao lado do coração mais potente da modernidade: os Estados Unidos da América. Os canadenses acreditavam piamente na modernização e que o Canadá necessitava desse processo. A aceitação desse processo poderia levar ao apagamento da identidade canadense. 

O consenso das ciências sociais, nos anos 60 e nos anos 70, era que a tecnologia era uma força universalmente homogenizante. O que levava à conclusão de que todas as culturas particulares não deveriam existir ou deixariam de existir diante desse processo uniformizador. O império americano acreditava que a vontade humana é radicalmente livre para alterar o mundo e o pensamento liberal levava todos os valores para a esfera privada.

Para Grant, uma sociedade conservadora era baseada na hierarquia, deferência, tradição e moralidade pública. O conservadorismo canadense era pré-lockeano. Era um conservadorismo baseado em Richard Hooker (1554-1600). Hooker foi um teólogo, um humanista cristão e estudioso das obras de São Tomás de Aquino. Ele acreditava na conexão íntima entre o Estado e a Igreja. Esse tipo de visão marcou Grant em sua forma de ver o mundo.

O conservadorismo canadense, naquela época, poderia ser descrito como portador das seguintes características:
- Senso de comunidade;
- Ordem pública;
- Autorrestrição;
- Lealdade ao Estado.

O lema era: "paz, ordem e bom governo". Havia a crença de um Estado centralizado para promover o desenvolvimento político e econômico. Adicionando-se que a liberdade individual deveria ser restrita em nome do bem comum. A sociedade era encarada como um organismo em que cada parte era responsável pelo bem-estar do conjunto. A tradição conservadora canadense, naquele ponto, defendia um Estado intervencionista e rejeitava o continentalismo econômico. O continentalismo econômico era a integração com os Estados Unidos da América.

Podemos colocar as seguintes características:
- Comunidade acima do indivíduo;
- Hierarquia;
- Lei e ordem;
- Tradição;
- Mudanças orgânicas.

Se pensarmos bem nessa estrutura, esse conservadorismo é bastante diferente do neoconservadorismo que seria aplicado por Ronald Reagan, Margaret Thatcher e Brian Mulroney. Aqui, é preciso estabelecer ao leitor brasileiro quem é Brian Mulroney. Brian Mulroney foi o décimo oitavo primeiro-ministro do Canadá, durante o período de 1984 a 1993, liderando o Partido Conservador Progressista e aplicou uma agenda econômica neoliberal, algo muito semelhante ao neoconservadorismo de Ronald Reagan nos EUA e de Margaret Thatcher no Reino Unido.

Durante muito tempo, a divisão política no Canadá era mais ou menos essa:
1. Partido Conservador: era mais tradicionalista, era mais nacionalista, tendia a usar mais o poder do Estado para promover o bem coletivo;
2. Partido Liberal: era mais favorável ao livre mercado e tinha uma orientação mais continentalista, isto é, mais alinhada à integração econômica com os Estados Unidos da América.

Atualmente o conservadorismo canadense é mais semelhante ao modelo americano. Os conservadores são religiosos que visam o tradicionalismo moral e são a favor de mais livre mercado.

Uma das maiores críticas de George Grant ao liberalismo é o fato de ele ter trocado o bem aristotélico pelo bem lockeano. O bem aristotélico era baseado numa hierarquia, isto é, com subordinação e superordinação. O bem lockeano é criado pela escolha subjetiva dos agentes. Ou seja, o bem liberal é algo que perseguimos de acordo com os nossos valores privados. É a liberdade de escolher o que quiser.

Grant faz uma leitura política de Nietzsche, no sentido de ver no liberalismo uma espécie de niilismo. O contratualismo surge como algumas leis e instituições coercitivas que servem para preservar as liberdades das múltiplas partes. O projeto liberal inteiro pode ser descrito a partir de seu subjetivismo niilista que não adentra um projeto maior. O projeto liberal tem como fundamento a maximização da liberdade humana como bem central. Os valores últimos são criados pela conveniência do momento ou uma noção vaga sobre o que consiste a qualidade da vida. Tudo se torna instrumental e o indivíduo calcula por si mesmo qual valor escolherá no momento. Todavia, nunca é questionado o que é substancialmente verdade.

A sanha liberal pela liberação humana será completada pela tecnologia. Se a tecnologia serve para a liberação humana, ela cumpre a sua função dentro de uma sociedade liberal. Isso criará o liberalismo tecnocrata.

George Grant trabalhará em suas obras a interconexão entre liberalismo, tecnologia e império. A base da interpretação dessa interconexão será bastante semelhante à ideia marxista de superestrutura. Na análise marxista, é a base econômica que determina as condições da superestrutura. Para quem não está acostumado à análise marxista, a superestrutura é o conjunto de instituições do Estado, do direito, de ideologias, de crenças, cultura e de práticas sociais que emergem e se sustentam sobre a infraestrutura econômica. E dentro da análise marxista, a infraestrutura é quem dita como será a superestrutura. A infraestrutura corresponde a um dado nível de desenvolvimento das forças produtivas e a relações de produção específicas.

Andrew Potter termina a sua introdução alertando que George Grant não conseguiu estabelecer uma resposta positiva para criar uma conexão entre a tecnologia do século XX e a justiça do século XX. Isto é, seria necessário um programa positivo que integrasse de forma justa diagnóstico e solução. Grant focou mais no diagnóstico. Além disso, os canadenses não conseguem estruturar uma identidade nacional. O Canadá é visto como yin e os Estados Unidos como yang. Torna-se uma espécie de antinação, um país marcado pela impermanência, mutabilidade, plasticidade e fragilidade. Fala-se de nacionalismo pós-moderno, mas chega-se à conclusão de que o Canadá se tornou algo. Tal como se fosse um Estado comunicacional em que as pessoas continuassem se comunicando sem chegar a alguma conclusão. O Canadá é atualmente um "Estado em progresso" sem identidade estável. Enquanto os americanos se tornam uma sociedade hobbesiana, marcada pela paranoia e pelo isolamento, a sociedade canadense experimenta valores cosmopolitas.

Vale lembrar que, hoje em dia, muitos dos aspectos hobbesianos vêm sido transferidos para a sociedade canadense. Já surgem grupos ao estilo MAGA no Canadá.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Acabo de ler "The Governance of China" de Xi Jinping (Lido em Inglês/Parte 4)

 


Nome:
The Governance of China

Autor:
Xi Jinping


Xi Jinping falará sobre o pensamento de Mao Tsé-Tung. Estabelecendo três princípios maoístas:
1. Procurar a verdade através dos fatos;
2. A linha de massa;
3. Independência.

Segundo Xi Jinping, o socialismo chinês e o socialismo no geral deveriam promover inovações teóricas baseadas na prática. O coração da matéria é a conformância com a realidade, mas a realidade deve ser compreendida contextualmente. Isto é, algo que é verdadeiro para um certo local e para um certo período não será verdadeiro para outro local e outro período. Deve-se compreender as condições da realidade para se procurar a verdade através dos fatos.

A linha de massa é a compreensão de que o povo é o criador da história. O Partido deve servir aos interesses do povo, o Partido deve estar de acordo com as aspirações do próprio povo. O supremo critério de validação é o quanto há de melhoramento na vida do povo. O Partido e o povo devem estar interconectados, visto que é o suporte popular que valida o Partido.

A independência é algo que foi construído pela revolução, pelo desenvolvimento e pela reforma. Ou seja, o caminho que o próprio povo e o próprio Partido percorreram. Compreender o próprio caminho é a independência. A diversidade de condições históricas determina os caminhos de desenvolvimento que os países podem percorrer. É evidente que se pode pegar as conquistas de outros povos para aperfeiçoar o próprio país, mas é preciso compreender a origem e o caminho do país em que se está.

Xi Jinping termina dizendo que as teorias e os sistemas devem ser aperfeiçoados em resposta às condições mutáveis e aos desafios que aparecem. Além de dizer que o Partido deve continuar a promover uma política externa independente baseada na paz. É preciso que o banner da paz, do desenvolvimento, da cooperação e do benefício para todos dê forma à política externa. Além disso, outros povos têm caminhos de desenvolvimento diferentes. Todos devem ter direito a manter seus interesses centrais sem se alienar dos seus princípios.

Memória Cadavérica #44 — Um Conservador Diferente

 


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: uma resposta breve e razoável.


Eu considero que o marxismo de Deng Xiaoping é o socialismo chinês que se conecta com o pensador Confúcio, uma espécie de conservadorismo confuciano que se mescla com marxismo. Isto é, mantêm-se certos aspectos do planejamento central, mas adicionam-se aspectos de mercado e de mentalidade confuciana. Christopher Lasch provou que é possível um conservadorismo que bebe das fontes do marxismo e da teoria crítica. Já George Grant traz um conservadorismo que bebe de Nietzsche, Hegel e Heidegger. Eu seria uma espécie de Red Tory moderno, conectado com os Never Trumpers e conservatário (conservador libertário, tal como Nelson Rodrigues e Christopher Buckley) nos costumes. Adquirindo aspectos rurbanistas de Gilberto Freyre e distributistas de G. K. Chesterton.


Christopher Lasch é, para mim, um caso paradigmático. Ele constrói o que chama de "populismo radical", uma crítica do progressismo liberal e do capitalismo de mercado que mantém a sensibilidade antimoderna do conservadorismo, mas herda a preocupação marxista com as consequências humanas do capitalismo desenfreado. Essa é uma tradição real que é dialogante com a tradição Red Tory. Lasch é influenciado pelo marxismo de E. P. Thompson e é crítico tanto do capitalismo de consumo quanto do progressismo liberal das elites. Apresenta noções como os limites humanos contra o progresso ilimitado, o valor do trabalho produtivo das classes médias e baixas, as comunidades locais e tradições contra a meritocracia globalizada e a nova classe de profissionais-gerentes.


George Grant, por sua vez, é representante de um conservadorismo que não teme Hegel ou Heidegger, isto é, que aceita a modernidade em seus termos filosóficos mais radicais, não como negação, mas como confronto. O socialismo chinês me aparece como um conservadorismo confuciano mesclado com marxismo. Há algo de extremamente conservador nessa leitura do marxismo pelo PCC (Partido Comunista Chinês): o confucionismo sempre priorizou a ordem hierárquica, a harmonia social, o papel do Estado como tutor moral. O PCC herdou essa estrutura de pensamento, apenas substituiu o Imperador pelo Partido. O que dialoga quase que perfeitamente com noções desenvolvidas pela tradição Red Tory do conservadorismo. Se o socialismo com características chinesas procura a harmonia social e apresenta o bem comum como objetivo, o Red Tory traz uma sensibilidade social que também atua na defesa da ordem, hierarquia e comunidade orgânica. O Estado não é inimigo da tradição, mas instrumento do bem comum contra o individualismo liberal-capitalista puro. George Grant será a integração da dialética e historicidade hegelianas, com a crítica da modernidade niilista de Nietzsche e a tecnologia como destino metafísico de Heidegger. Para Grant, o conservadorismo autêntico não negará a modernidade, mas enfrentará em seus termos mais profundos. Ele questiona a "vontade de vontade" tecnológica, visto que essa dissolve particularidades nacionais, tradições e limites morais.


Gilberto Freyre e G.K. Chesterton convergem em um ponto: ambos desconfiam da concentração, seja de terra, capital ou poder. O distributismo de Chesterton e o rurbanismo de Freyre compartilham uma intuição pré-capitalista: que a comunidade local, a propriedade difusa e a economia moral são superiores à lógica industrial abstrata. A síntese rurbanista-distributista é uma forma de conectar o Brasil rural e urbano, desconfiando da histórica concentração latifundiária no campo e da concentração oligopolista no meio urbano.


Nelson Rodrigues, por meio da sua dramaturgia, e Christopher Buckley, por meio de suas novelas, apresentam um conservadorismo que não é moralista, mas socialmente crítico do moralismo chauvinista de setores da direita. Eles representam o conservadorismo antimoralista, crítica do moralismo burguês, seja de esquerda ou de direita. Opõem-se ao falso pudor, enquanto defendem uma visão trágica e realista da natureza humana. Quando juntos, vemos um conservadorismo espirituoso, literário, cético quanto ao moralismo chauvinista. Isso evita um conservadorismo puritano que se afasta das realidades humanas mais complexas.


A minha conexão com os Never Trumpers se da pela conexão estética e estilista, isto é, a rejeição de um populismo grosseiro e a defesa de costumes ligados a academicidade e institucionalidade como norte político.


Acabo de ler "The Governance of China" de Xi Jinping (Lido em Inglês/Parte 3)

 


Nome:
The Governance of China

Autor:
Xi Jinping

Nesse artigo, Xi Jinping traz luz a uma questão fundamental: o que é o socialismo com características chinesas?

O socialismo com características chinesas, nos informa Xi Jinping, é baseado na conexão ou na integração entre a teoria do socialismo científico e as teorias do desenvolvimento social da história chinesa.

Novamente Xi Jinping trará a importância de Deng Xiaoping e a importância de um ponto de vista marxista a respeito do desenvolvimento. Sempre olhando para o que está mudando e para o que permanece no cenário internacional, nacional e dentro da situação do partido.

Em relação a Deng Xiaoping, Xi Jinping estabelece que Deng foi importante para ensinar como construir, consolidar e desenvolver o socialismo na China, país que era economicamente e culturalmente subdesenvolvido. Com isso, Deng Xiaoping elevou a compreensão do socialismo a um novo nível científico.

Quanto à pergunta sobre o socialismo com características chinesas ser ou não ser socialista, Xi Jinping confirma que é socialismo. O socialismo deve ser pautado na seguinte questão: "Como resolver um problema histórico dentro de um país?"

O socialismo, segundo o pensamento de Xi Jinping, deve ser uma resposta à história e à realidade em que está situado. É por tal razão que a China desenvolveu o seu socialismo com características chinesas. E isso explica as fases pré-reforma e abertura e pós-reforma e abertura. Elas não são antagônicas, mas lições históricas sobre como desenvolver o socialismo chinês.

Xi Jinping termina o seu artigo afirmando que o socialismo avança pela prática, sempre sendo questionado a respeito do que se sabe e do que não se sabe. É por isso que ele compreende que o marxismo e o socialismo devem ser pensados a partir de condições de desenvolvimento, isto é, adaptados às condições sociohistóricas.

Acabo de ler "The Governance of China" de Xi Jinping (Lido em Inglês/Parte 2)

 


Nome:
The Governance of China

Autor:
Xi Jinping

O programa de Xi Jinping é o programa da modernização socialista. Uma modernização que entra no acúmulo de conhecimento histórico do socialismo com características chinesas por mais de 90 anos. Esse acúmulo de conhecimento é chamado de leis do socialismo com características chinesas.

Nesse artigo, Xi Jinping fala das gerações do socialismo chinês:
- Primeira Geração: Mao Tsé-Tung;
- Segunda Geração: Deng Xiaoping;
- Terceira Geração: Jiang Zemin.
- Quarta Geração: Hu Jintao;
- Quinta Geração: Xi Jinping.

O propósito segue o de tornar a China um país próspero, democrático, culturalmente avançado, harmônico e com um socialismo moderno até 2049.

A forma de como fazer isso é dividida em três partes complementares: 

1. Caminho: o jeito de chegar ao objetivo;
2. Teoria: o guia para a ação;
3. Sistema: a garantia fundamental.

O progresso é visto holisticamente, conectando economia, política, cultura, sociedade, ecologia e outras formas de progresso. O foco central está nas forças produtivas. O objetivo é adaptar o marxismo às condições chinesas.

Os componentes intelectuais do marxismo chinês são:
- Marxismo;
- A Teoria de Deng Xiaoping;
- Marxismo-leninismo;
- O pensamento de Mao Tsé-Tung. 

Xi Jinping alerta sobre a necessidade de construir sistemas que demonstrem a superioridade socialista do sistema político socialista chinês. Ele também fala que a China está no estágio primário do socialismo. Estabelecendo que o Partido Marxista deve ter:
1. O ideal comum de construir o socialismo chinês;
2. O objetivo fundamental de realizar o comunismo.

Além disso, adiciona que é preciso ter harmonia entre diferentes componentes. As relações de produção devem ser harmônicas com as forças produtivas. A superestrutura deve ser harmônica com a base econômica. O desenvolvimento deve ser harmônico com a estabilidade. A defesa nacional deve ser harmônica com a política doméstica e as relações internacionais.

No final, Xi Jinping fala novamente sobre o problema da corrupção. Diz que a natureza avançada do partido é o marxismo e que os membros do partido devem acreditar no marxismo e ter fé no socialismo e no comunismo.


Retrowave #9

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.