Cadáver Minimal
domingo, 5 de julho de 2026
Acabo de ler "The Storm is Upon Us" de Mike Rothschild (lido em inglês/Parte 7)
sábado, 4 de julho de 2026
Weirdposting #9 — FEMDOM PEGGING = SALVATION
>think about it
>global climate change is caused by human activity
>if we reduce human activity we can reduce climate change
>how can we do it?
>it's simple
>people just need to reproduce less
>I have two conditions
>if your straight sex isn't for reproduction
>your sex is completely free... but only if it's FEMDOM PEGGING
>but if it isn't FEMDOM PEGGING
>you don't have approval to do it
>every straight sex session intended for reproduction requires government approval
>and the government will control all births
>now we will have fewer humans and less climate change
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Estudos Lunáticos #4 — Por que as pessoas acreditam em teorias da conspiração?
terça-feira, 30 de junho de 2026
Estudos Lunáticos #3 — Mentalidade de Seita
Nota: esse texto é produzido com base no conteúdo de Jim Brillon.
A mentalidade de seita é vista em múltiplos locais. Essa mentalidade pode estar em um movimento religioso, político, de autoajuda ou até mesmo no marketing multinível.
Usualmente as seitas tendem a utilizar medos e fobias para empurrar suas crenças. Essas crenças tendem a ser embaladas em teorias da conspiração. Medos irracionais são os mais comumente usados: racismo, sexismo, antissemitismo e classismo são lugares-comuns em discursos permeados por teorias conspiratórias.
Outra questão atual é a do algoritmo. O algoritmo das redes sociais é um reforço dos vieses de confirmação e também coloca pessoas de mentalidade semelhante no mesmo local ou para serem mais visualizadas. Isso leva a uma facilitação da radicalização.
Outras características comuns na mentalidade das seitas são:
- Figuras autoritárias;
- Network de crentes;
- Treinamento para crer em coisas sem sentido.
A ideologia de uma seita é permeada por uma interiorização: só produções dentro do próprio grupo são consideradas boas. Isso gera o fenômeno do: dentro do grupo X fora do grupo. As pessoas dentro do grupo são especiais, detentoras de um conhecimento muito superior. As pessoas fora do grupo são todas como ignorantes. Existe também a criação de maniqueísmo (bem x mal) em que a seita aparece como a única coisa boa, o que leva ao aumento da polarização.
Outro fenômeno das seitas é o "pensamento terminantemente clichê". Esse tipo de pensamento é caracterizado por frases destituídas de sentido que servem mais para terminar a discussão sem que as pessoas questionem ou possam questionar o que está sendo proposto. Exemplos disso são:
- Make America Great Again (Fazer a América Grande de Novo);
- Trust de plan (confie no plano);
- O tempo cura tudo.
Alguns desses "pensamentos terminantemente clichês" apresentam uma positividade tóxica que visa terminar a conversa e invalidar a emoção das pessoas.
Outra característica apresentada "gaslighting", uma técnica que faz a pessoa não acreditar no que vê para que ela possa ser apresentada aos conhecimentos ocultos e secretos que a própria seita tem a dizer.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Estudos Lunáticos #2 — Como seitas recrutam?
Nota: esse texto é produzido com base no conteúdo de Chris Shelton.
Seitas utilizam meios psicológicos e físicos para obter controle e isolamento. As três características centrais são:
1. Love Bombing (bomba de amor/afeto);
2. Isolamento;
3. Exploração de vulnerabilidades (desejos e medos).
Em uma seita, a primeira coisa que te transmitirão é a sensação de que você é amado, especial e importante. Isso é uma estratégia calculada para reduzir a sua defesa e criar dependência. Para tal, a estratégia de love bombing (bomba de amor/afeto) é utilizada constantemente. Esse love bombing é usualmente excessivo, intenso e falso. Ele ocorre verbalmente ou fisicamente.
O que as seitas querem te transmitir é a noção de que finalmente alguém te entende. Alguém finalmente compreende o quanto você é inteligente, o quanto você possui potencial e quais são as suas qualidades únicas. Isso cria, dentro de ti, que o seu lugar é ali.
Após o estabelecimento da conexão, você será mais apto para ouvir, confiar e se juntar à seita. Essa estratégia não é, por assim dizer, exclusiva das seitas. Movimentos políticos e grupos de marketing multinível também fazem isso. Elas criam floods de suporte para dizer o quanto você é especial e como não está mais só. Isso cria um sistema tóxico de pertencimento e identidade que segue o seguinte fluxo:
1. Love Bombing;
2. Aceitação de uma ideia;
3. Criação de uma conexão para o estabelecimento de uma dependência emocional;
4. Sensação de valoração profunda dentro do grupo;
5. Confiança;
6. Investimento temporal e atitudinal;
7. Seguir as regras;
8. Controle;
9. Isolamento.
Quando chega o isolamento, vemos o desencorajamento de qualquer relação exterior ao grupo. Isso fará com que o membro passe mais tempo dentro do grupo do que fora dele. Nesse período, a ideia de que aqueles que não acreditam são perigosos começa a subir. É também onde começa a mentalidade de "nós x eles". No meio disso, constrói-se a ideia de que você está certo (por pertencer ao grupo) e que as outras pessoas são estúpidas. Além disso, sobem questionamentos sobre traições.
Aqui a exploração de vulnerabilidades cresce. A seita fornece tudo:
- Sentido;
- Propósito;
- Solução.
A seita aparecerá como a portadora da solução. A sociedade aparecerá como corrupta. A mídia aparecerá como mentirosa. O único caminho seguro é a lealdade total. Nisso se encorajam o ativismo extremo, as teorias conspiratórias e as ideologias radicais. Quem for contra é um inimigo.
Seitas não começam com controle; elas começam com amor, com pertencimento e com solução. Se você ver alguém querendo insistentemente a sua atenção, desencorajando relações exteriores ou clamando ter respostas para tudo... questione-se se você está sendo recrutado.
Acabo de ler "The Storm is Upon Us" de Mike Rothschild (lido em inglês/Parte 6)
domingo, 28 de junho de 2026
Estudos Lunáticos #1 — Por qual razão existem seitas?
Nota: esse texto é produzido com base no conteúdo de Chris Shelton.
A sedução do pertencimento é uma das armas mais poderosas das seitas. Isso é um problema; todo ser humano tem a necessidade social de conexão e de pertencimento. É por isso que buscamos famílias, amigos e comunidades. Isso é um instinto de sobrevivência. Esse instinto nos garante proteção, recursos e um senso de segurança. Não só isso, as conexões nos oferecem sentido, propósito e identidade. O isolamento social pode levar a uma necessidade de conexão e essa necessidade pode levar a uma seita.
Uma seita apresenta as características que muitos humanos procuram: senso de pertencimento, comunidade, família e identidade. É por isso que seitas apresentam também linguagens próprias e costumes estranhos. É comum que seitas tenham uma forma de pensar, de agir e de acreditar. Para um membro de seita isso não é apenas uma possibilidade; é igualmente um dever. A harmonia e a conformidade são impostas devido ao fechamento e à necessidade de unidade do grupo.
Em uma seita, a conformidade é demandada, a repetição do reforço comportamental é constante, o isolamento de perspectivas exteriores é comum e a aplicação de manipulação é regra. O líder é usualmente carismático e tem uma presença magnética. Ele também sabe criar uma intensa conexão emocional. Ele aparece prometendo conhecimento, salvação ou uma verdade superior. Suas palavras passam a ser seguidas sem questionamentos.
Em uma seita, as necessidades humanas mais básicas, como pertencimento, propósito e orientação, são trabalhadas com psicologia social para manipular, controlar e até mesmo ameaçar.
O vídeo termina com o Chris Shelton pedindo para separar relações saudáveis de relações autoritárias. A diferença principal é que as relações saudáveis levam ao crescimento, pensamento crítico e individualidade.







