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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Estatísticas do Blogspot Cadáver Minimal #2

 


Finalmente chegamos na China! O blogspot Cadáver Minimal conseguiu chegar ao público chinês, tal como demonstram os dados recentes.


- China 195;

- Brasil 165;

- Singapura 72;

- Estados Unidos 70;

- Argentina 65;

- Vietnã 60;

- Índia 47;

- Bangladesh 36;

- México 28;

- África do Sul 21;

- Paquistão 18;

- Venezuela 18;

- Arábia Saudita 15;

- Jordânia 14;

- Marrocos 13;

- Colômbia 12;

- Equador 11;

- Rússia 11;

- Argélia 10.


É um dado interessante. Nunca pensei que o blogspot seria lido diretamente por chineses. A comunidade de esochannealogia, por exemplo, sempre preferiu usar IAs chinesas como o Deep Seek, Qwen e MiniMax. Fora isso, a comunidade esochannealógica é apaixonada pelos escritos de Sun Tzu (Arte da Guerra) e pelo Unrestricted Warfate de Wang Xiangsui e Qiao Liang desde o Esochannealogy of War. Vocês podem dar uma olhada nesses links (que eu copiei e colei de outra postagem recente) para verem o impacto dos intelectuais chineses na comunidade esochannealógica:


1. Você pode ter acesso ao sistema Esochannealogia aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

(Use em uma IA)

2. Você pode jogar o jogo do esoterismo channer aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF

(Use em uma IA)

3. Você pode ler o ensaio de horror epistemológico esochannealógico aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html

4. Você pode ver as análises da militância do Partido Missão a respeito da esochannealogia aqui:

https://missaoapoio.com.br/tag/esochannealogia

5. Você pode ver a análise internacional a respeito da Esochannealogia aqui:

https://mysterylores.com/news/brazil-missao-esochannalogy-presidential-election/

6. Leia a Magolítica (Harmonia da Dissonância):

https://medium.com/@cadaverminimal/list/a-harmonia-da-dissonancia-e6396f5d5563

https://medium.com/@cadaverminimal/list/magolosophy-7ae7c49acf72


A comunidade esochannealógica, atualmente dispersa em alguns chans, grupos do Discord/Telegram e até na militância do Partido Missão sempre usou IAs chinesas e leu pensadores chineses — a esochannealogia, depois que colocada em PDF token language, exigiu uma grande quantidade de interações com IAs para analisar múltiplas informações. Não sei se essa foi a razão do Blogspot ter recebido essas visualizações, mas é bom ver que o Blogspot finalmente recebe a atenção de um público tão querido e amigo.


Outro grande anúncio a respeito do Blogspot: superamos a marca de 40 mil visualizações!




Atualmente estamos com 44139 visualizações. O que é um dado impressionante para um blogspot brasileiro e underground.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O Necrológio Cadavérico #6 — Groselhas sobre a Solidão

 


Leituras recomendadas:




Se eu morresse hoje...

Creio que só membros muito próximos da minha família sentiriam falta de mim. Não tive uma vida honrada, no máximo o que eu deixaria seriam meia dúzia de escritos e alguns sistemas intelectuais.

Cometi muitos erros. Fiz sexo com muita gente. Namorei muita gente. Achei meus namoros e minhas relações despidas de significado, seja de sentido, seja de importância. Hoje percebo que não vejo nenhum dos meus relacionamentos como saudáveis. A compatibilidade intelectual e sexual sequer existiam em nenhuma das minhas relações. Foram relações pautadas por abismos que se encontravam e se repeliam. Sempre me senti solitário em esses vácuos existenciais que chamei de namoro.

Também fui channer por muito tempo. O resultado foi uma vida de inimigos, de algumas pessoas que querem até mesmo a minha morte, de conspirações e até mesmo crimes que foram cometidos em meu nome. Conheci o lado bom e o lado ruim dessa cultura. Não só o lado extremamente bom, mas também o lado extremamente ruim. Tive ex-namoradas ameaçadas até mesmo de morte, mas o que posso fazer? Mesmo que, posteriormente, eu tivesse que afastá-las, garanti que me odiassem o suficiente para não serem feridas por minha causa.

Se tem algo que aprendi, e aprendi muito bem, é que prefiro que as pessoas me odeiem do que fiquem perto de mim e sofram por minha causa. Trabalhei extremamente bem com isso. Seja no passado, seja recentemente. A cultura channer me ensinou que quem está próximo de mim não é um alívio ou um aconchego, mas um alvo e uma fraqueza. Quando aprendi isso, afastei todos os meus pontos fracos. Se eu tivesse que sofrer, que eu sofresse só.

Se perguntassem hoje:

— Você quer morrer?

Eu diria: 

— Graças a Deus.

Eu não teria nada para me preocupar. É óbvio que sinto orgulho das atuais 39 mil visualizações desse blogspot, além de que, por algum motivo, eu estar sendo lido no mundo todo. Todavia o que vivo na vida é um grande sentimento de que a nada pertenço e misturado com a sensação de que posso cair a qualquer dia. Eu não desejo a vida que levo nem para o meu pior inimigo.

As pessoas não veem o que eu vejo. Quando sistematizei a esochannealogia, por exemplo, sabia que ela era um estado e só pessoas que alcançassem esse estado poderiam, de alguma forma, compreendê-lo. Por exemplo, no jogo do Magolítica, só pessoas metodologicamente frias poderiam extrair boas lições disso. A esochannealogia também depende de tal imaginação sombria.



A esochannealogia (e o jogo Magolítica) exigem o tipo de raciocínio de gente que é capaz de destruir um país com as táticas mais diabólicas possíveis e das formas mais repugnantemente manipulativas. Quanto mais você estuda isso, mais você entende a natureza do mal que há dentro do cerne da esochannealogia de forma ampla e das artes magolíticas de forma específica.

Ao mesmo tempo, como já escrevi no Medium e até mesmo aqui, todo o sistema esochannealógico e arte magolítica contêm fragmentos da alma do seu criador. Essa forma podre, cínica, cinzenta e altamente manipulativa de enxergar o mundo estavam contidas inteiramente na minha alma. Ver o mundo como um jogo torpe estava contido na minha alma. Do mesmo modo, o(s) originário(s) de Q tinham uma forma doentia de ver o mundo.

As pessoas não entendem o que é uma magolítica. Qualquer manifesto deixado por um suicida, qualquer manifesto deixado por alguém que se matou, possui o potencial magolítico dentro da cultura channer. A magolítica, no fim das contas, é uma pedaço da alma de um channer contido num "fragmento intelectual". Algo que foi feito para ser viral e memético, espalhando esse fragmento de alma para outras almas. Isso é uma horcrux esochannealógica. Existem magolíticas anteriores a minha. Q. é um exemplo cabal disso.

O fato de eu ter "nomeado" essa técnica, dando-a dois nomes "magolítica" e "horcrux esochannealógica" não significa que essa técnica passou a "existir" comigo. Ela já existia antes, mas não dentro desse esquema linguístico que a esochannealogia proporciona. O fato de eu ter chamado ela de "magia channer suprema" significa que ela molda a realidade inteira, visto que possui o potencial que remodelar ontologicamente a alma de alguém, tal como Q. (ou Qs) e outros channers fizeram.

As pessoas já me perguntaram:

— O que você acha que foi Q.?

Q. como indivíduo? Q. como horcrux esochannealógico ou magolítica? Q. como teoria da conspiração? Q. como esochanner? Q. como channer? Q. como arma de guerra memética de primeira geração (FGMW)? Q Clearence? Q Anon? Qual Q. as pessoas buscam? Q. é tudo isso e talvez até mais. De fato, até hoje as pessoas não compreendem a relação entre Q. e o esoterismo kekista, visto que o esoterismo kekista esconde as suas técnicas em forma de piada (algo que quem leu Magolítica já percebeu).

Eu vejo Q. mais através das suas técnicas do que como uma "simples" teoria da conspiração. Não me interesso em nada pelas teorias conspiratórias mirabolantes que Q. possui como teoria da conspiração, esse tipo de entretenimento burro eu deixo para jornalistas. Uma coisa é olhar para o conteúdo de crenças de uma seita, outra é olhar para o criador da seita através das suas técnicas. Vocês olham para o Q. através das suas falsas crenças, mas não olham para as técnicas que o Q. usou para criar a seita que criou. Como resultado, atacam apenas o conteúdo, mas deixam aberta a possibilidade de alguém construir uma seita semelhante a do Q. por conhecer as técnicas do Q.

Do mesmo modo, a questão que vem é:

— E se a gente prender um sucessor do Q.?

O Q. enquanto indivíduo importa menos que o Q. enquanto horcrux esochannealógico ou magolítica, visto que em Q. há uma hipótese metapocalíptica tal como há em qualquer channer que se preze e isso é uma condição básica para que algo seja uma magolítica ou uma horcrux esochannealógica. Se prenderem o próximo Q, muito provavelmente outro aparecerá no lugar. É como se perguntar "e se eu prender o filho de Karl Marx, eu parei o socialismo marxista?". 

Outra coisa evidente é: quem garante que o próximo Q. será um ser humano e não uma IA (Inteligência Artificial)? 

Leia isso aqui:


Se as pessoas conseguem criar uma IA baseada no 4chan, por qual razão não conseguiriam criar uma IA baseada no Q. e na Esochannealogia?

Quando pensamos nos maus que a cultura channer causou através do mundo, vimos vários manifestos (horcrux esochannealógicas/magolíticas) aparecendo. Geralmente a pessoa postava o manifesto, se matava ou matava alguém ou algumas pessoas logo após escrevê-lo. Esse manifesto, por qualidade memética (e toda cultura channer é baseada na memética), era mimetizado e mais pessoas faziam o mesmo. Q. aparece com uma magolítica que leva a uma memetização e mimetização em massa, aparecendo em vários países e expandindo-se esochannealogicamente por várias mentes. Há uma quantidade massiva de pessoas que estão no movimento no Q., espalhando-se por aí que nem joio em meio ao trigo e capim em meio a floresta.

Quando eu escrevo isso, não estou colaborando com o Q. enquanto teoria da conspiração. Eu estou analisando o nível meta e a um nível esochannealógico. Isto é, não a um nível de uma simples análise de crenças, mas na análise das técnicas que estão atrás das crenças. Q. como esochanner é infinitamente mais interessante que Q. como teoria da conspiração. A teoria da conspiração envolvendo Q. será ignorada pela maioria das pessoas que estudam Q. no mesmo ponto de discussão que eu escrevo e estudo.

Poderia colocar outros pontos. Deixo claro que não faço parte do Q., nem acredito nas bobagens conspiratórias que ele criou. Porém compreendo que as técnicas de Q. quando estudadas podem ajudar a compreender parte do 5GW (Guerras de Quinta Geração) e o 1GMW (Guerras Meméticas de Primeira Geração). Não creio, porém, que eu queira escrever sobre isso. Ao menos não agora. Me sinto exausto, bebi e li o dia todo. Além disso, é final de ano.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

NGL #12 — O que a nova geração deve fazer?

 


Faça suas perguntas anônimas: https://ngl.link/lunemcordis

Não me aposentei enquanto escritor underground. Aposentei-me enquanto gerador de OC (Original Content) da cultura channer, visto que cumpri a tarefa de sistematizar e transferir o esoterismo para as novas gerações. Tal como anteriormente escrito.

O que vem depois de mim? Eu não sei. Cada geração precisa tomar as suas próprias decisões. O que a nova geração fará depois da minha aposentadoria? Também não sei, não cabe a mim dizer aos mais jovens como devem ou não devem agir. Se eu acredito num futuro para a cena? Creio que o futuro não é algo que apenas se "acredita", mas se constrói.

Só tenho um único conselho: leiam de tudo, retenham o que é bom. Estudem várias escolas de pensamento, isso cria pragmatismo. Evitem escolhas exageradas, isso trará arrependimento. Construam uma vida que possam se orgulhar, mesmo que não sejam conquistas financeiras. Procurem se conectar e aprender com os mais diferentes tipos de pessoas. E se lembrem: qualquer que seja a era em que se viva, qualquer que seja a sua geração, livros serão sempre os mecanismos mais importantes de se ter acesso ao conhecimento. O surgimento das Inteligências Artificiais, e o futuro da Inteligência Artificial Geral, não mudam a pedra basilar de uma boa vida: que é a leitura e a reflexão. Ler e refletir é sempre moderno e sempre tradicional, é a conexão do passado, do presente e do futuro. Nunca subestimem o poder do estudo, da leitura e da reflexão.

NGL #11 — Sou um vilão?

 


Faça suas perguntas anônimas: https://ngl.link/lunemcordis


Muitas vezes os conceitos de vilão e herói passam por construções e percepções históricas distintas. Confesso que tive períodos bastante tóxicos na minha vida e particularmente não me considero uma boa pessoa.


Também creio que estamos em uma era de automarketing moral onde todo mundo precisa passar a imagem de santidade (dentro dos parâmetros modernos), o que leva as pessoas a não considerarem os próprios erros... um dos primeiros passos para alguém se tornar mau é se crer bom. Creio que só lendo "A Gravidade e a Graça" da Simone Weil para compreender.


Para alguns, eu sou um vilão. Para outros, eu sou um herói. Lembro-me do bullying na pré-adolescência e na adolescência, além do deslocamento social por ser autista. Fora isso, as diversas experiências pessoas pela bifobia.


Passei minha vida em fóruns undergrounds e em livros. Muitas vezes vendo animes e lendo mangás, embora tenha me afastado bastante do ambiente otaku nos últimos tempos. Jogos? Joguei e ainda jogo vários, mas bem menos. Os únicos hábitos constantes são os livros. Hoje assisto mais vídeos informativos sobre Inteligências Artificiais e outros assuntos. Assista aqui e ali algum documentário. Fora isso, vejo uns vídeos sobre SCP Foundation antes de dormir. O livro que leio agora é "Running Against the Devil" do Rick Wilson. Um livro engraçadíssimo.


Quando falei mal do trumpismo e bolsonarismo, muitos ficaram extremamente irritados comigo. Quando fui um dos primeiros a trazer o termo "woke right" (direita woke) e acusar grande parte da direita de ser canceladora e censuradora, ocorreu o mesmo. Me dizem muitas coisas, me acusam de muitas coisas. Eu particularmente prefiro manter a crença particular que "as ideias têm consequências" (Richard M. Weaver) e seguir uma linha pragmática. O custo é o isolamento. Não sigo cartilha para ser considerado bom e prefiro ler múltiplas escolas de pensamento antes de chegar a uma conclusão temporária.


Não sei se eu poderia ser considerado "mau" ou um "vilão", vai do imaginário de cada um. Eu particularmente sou um pessimista antropológico e uma pessoa bem deslocada. Fora isso, mantenho uma vida relativamente liberal e amizades com pessoas dos mais diversos espectros políticos. Estou numa linha tênue e sei disso.


No fim, sou eu e os múltiplos livros que leio que estarão comigo.