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terça-feira, 10 de março de 2026

NGL #58 — Eu tomei posições mais centristas?

 



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Eu me considero pragmático, pessimista e cético. Não alguém "ao centro", mas parte de uma tradição conservadora e reformista, não alinhada ao tradicionalismo moral.


Quanto ao suposto "centrismo", sempre fui alguém que gostava de ler muito. Livros de esquerda, de direita, de centro. Também sou alguém que gosta de ler publicações acadêmicas e científicas. Creio que quando você lê de tudo, você aprende a ver os mais diversos meios e as mais diversas pessoas. Isso impede que você cai numa desumanização do outro.


Creio que ter lido os Never Trumpers me marcou profundamente em tempos recentes. De algum modo, eu pude ver a toxicidade de tudo isso. Do mesmo modo, o mesmo pude ver ao estudar grupos radicalizados, guerras mentais e outros tantos assuntos. Também vejo a seitização social, que se enquadra na estrutura da guerra fria civil, como uma das maiores crises civilizacionais do século XXI.


Recomendo que leia essa análise em específico:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/acabo-de-ler-make-russia-great-again-do.html


Acho que as pessoas enxergam "centrismo" onde há aquele conservadorismo lento, construído por pragmatismo, pessimismo e ceticismo. Mas, de algum modo, a minha definição de conservador se parece muito com a definição de um centrista e a definição de conservador do brasileiro médio se parece muito com um tradicionalista ou um reacionário.


Também existem múltiplos outros pontos. Eu percebi o quanto teorias da conspiração, câmaras de eco, seitização, narrativismo em bolhas... eram nocivas para a sociedade. O pacto social se torna cada vez menos possível e as pessoas estão cada vez mais doentes.

segunda-feira, 9 de março de 2026

NGL #57 — Castelo do Drácula, Dark Self e Saint Obamas Momjeans

 


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1- Por que o Castelo do Drácula aparece como expressão do Dark Self?


O nosso self é composto pela parte "socialmente aceitável" e pela parte "socialmente inaceitável". O "self social" apresenta uma estrutura semelhante. Tal como a diferença entre inconsciente e inconsciente coletivo. Aquilo que guardamos dentro de nós, aquilo que rejeitamos em nós mesmos, continua a existir e a nos influenciar inconscientemente. Do mesmo modo, a sociedade segue o mesmo destino.


Quando jogamos Castlevania, percebemos que o Castelo do Drácula é o Dark Self, mas não um Dark Self que não se altera, mas sim um Dark Self a se realizar para cada época. Podemos tirar disso que o "mal" ou o lado "não aceito" não deixa de existir com o passar da história. Ele existe por necessidade. Tudo que existe carrega um lado socialmente e internamente aceitável e um lado socialmente e internamente inaceitável. Jung falava sobre a integração das sombras por conta desse conflito inescapável e vem daí a sua "briga" com a teologia cristã.


Alerta de Spoiler:

Quando você joga Castlevania Symphony of the Night, você vê que o herói do jogo anterior (Richter) se "tornou" do "mal", que aquele que deveria ser "do mal" (Alucard, visto que é filho do Drácula) é do "bem" e que Drácula aparece no final do jogo como sendo uma fusão disforme de múltiplos monstros. O Castelo do Drácula é sempre composto por aquilo que é socialmente rejeitado, visto que é a expressão do Dark Self de cada época.


Se olharmos o passar da história, toda religião, ideologia e filosofia que conseguiram serem bem sucedidas em se institucionalizarem apareceram como "libertação" e como "escravidão", como "bem" e como "mal". Essa constante na história representa o "Castelo" do Drácula e a "ressurreição do Drácula". A ressurreição do Drácula nada mais é do que a forma com que múltiplas ideologias, filosofias e religiões aparecem como possibilidades escatológicas de trazerem o paraíso e a paz final para a Terra, mas acabam por se reconfigurar como a expressão do inferno. A ressurreição do Drácula nada mais é do que locais que surgem para a expressão do Dark Self de tempos em tempos. E é exatamente pelo fato dessas ideologias, religiões e filosofias se considerarem salvadores que são incapazes de integrarem a sombra.


Se o mal é uma constante, então o mal não tem uma forma definida. Se tornar socialista, liberal, cristão, islâmico, conservador... nada disso vai te livrar do mal. Visto que o mal estará sempre presente, pouco importando qual seja a sua ideologia, filosofia ou religião. O Dark Self faz parte da natureza humana. Você sempre precisa considerar a sombra que existe na natureza humana e na sociedade humana. E é por essa razão que o Drácula, no jogo Castlevania Symphony of the Night, aparece de uma forma indefinida. O mal não tem forma pois sempre se expressa com as múltiplas formas sociohistóricas da natureza humana.


O Castelo do Drácula adquire várias formas. Na literatura, podemos ver o "Grande Irmão" de 1984. Nos jogos de videogame, vemos a cidade Silent Hill, vemos o Castelo do Drácula em Castlevania, vemos a Umbrella Corporation em Resident Evil. Na vida real, vemos a Ilha de Epstein.


2- Ao que Saint Obamas Momjeans estava se referindo como "nosso passado"?


Nota: aqui estou tentando explicar um pensamento em específico, não compartilho das mesmas crenças que Saint Obamas Momjeans.


Você está se referindo ao livro Shadilay. Vou colocar o trecho:


Original:

"We must go further. Kek is the beginning. The foundation of the Ogdoad. If we truly want to become powerful, there are other who seek worship and Kek will approve of their worship.

We can be unstoppable, and accomplish incredible feats that the ancients did. (((They))) are afraid because (((they))) know we have found the key to the truth of our past. It's time to unlock it.

PRAISE THE OGDOAD! PRAISE KEK!"

Tradução:

"Precisamos ir além. Kek é o começo. O alicerce da Ogdóade. Se realmente queremos nos tornar poderosos, há outros que buscam adoração e Kek aprovará essa adoração.

Podemos ser imparáveis ​​e realizar feitos incríveis como os antigos. (((Eles))) têm medo porque sabem que encontramos a chave para a verdade do nosso passado. É hora de destrancá-la.

LOUVADO SEJA A OGDÓADE! LOUVADO SEJA KEK!"


A Cosmogonia de Hermópolis tinha oito deuses ou quatro casais representando forças inatas do caos primordial:

Nun e Naunet: as águas primordiais/abismo.

Heh e Hauhet: o infinito/espaço.

Kek e Kauket: a escuridão.

Amun e Amaunet: o oculto/invisível.


Reparem que ele fala: "Se realmente queremos nos tornar poderosos, há outros que buscam adoração e Kek aprovará essa adoração". Ele esta falando dos oito deuses (quatro casais) do Ogdóade. Saint Obamas Momjeans está falando que não só Kek será adorado, mas os outros sete deuses restantes também.


Ele está se referindo a cosmogonia de Hermópolis e aos acontecimentos de lá. Isso dá uma explicação quase mística/teológica ao antissemitismo. Em outras palavras, existe uma ideia de que os channers seriam descendentes intelectuais/teológicos desse povo e estariam em briga com os judeus desde esse momento histórico. É evidente que isso não pode ser afirmado literalmente, visto que cai na questão do discurso esochannealógico que foi tratada em outros insider clubs:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-38-discurso-academico-x-discurso.html?m=1


NGL #56 — Panelinha da Resenha, Incels e Redpills

 


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Creio que a "cultura da resenha", ou a panelinha da resenha, tal como a "cultura da redpill" ou a "cultura incel" são uma espécie de "cultura de monoculturamento" e "seitização do debate público".


Acontece que quanto mais pessoas, coisas e ideologias você odeia, menos conteúdo você pode consumir. Logo essas culturas levam você a pensar menos, visto que a capacidade de se referenciar por múltiplos pontos, ideias, pessoas, escolas de pensamento... é perdida e substituída por uma espécie de afeto reacionário. Esse "afeto reacionário" faz com que você tenha que, como participante desses grupos, unicamente odiar e atacar todos os pontos propostos pelos grupos que você julga rivais.


Coloco a palavra "reacionário" não em um sentido progressista. Coloco ela num sentido mais geral. Isto é, a ideia de reagir negativamente a alguma coisa em vez de construir alguma coisa. A palavra "reação" está como modo cognitivo, não como ideologia.

Construção = criar ideias.

Reação = apenas atacar ideias alheias.



O resultado disso não é tão só o ódio e a fomentação de novas crises sociais, além de mensagens que podem dar suporte a uma mentalidade que leva a ataques misóginos. O resultado disso também é o empobrecimento das referências culturais possíveis. Quando você corta o acesso a múltiplos grupos, você acaba se seitizando e emburrecendo nesse processo. Visto que quanto maiores forem as suas pontes dialógicas, maiores são as suas chances de ter um pensamento mais razoável e maiores são as suas chances de ter todo um universo cultural para apreciar e recorrer.


A questão epistemológica dito pode ser resumida na seguinte fórmula:

Ódio sistemático a grupos > redução do universo cultural consumido > empobrecimento intelectual.

Há aqui um problema não apenas moral (o ódio a dados grupos que se tornam vítimas desse ódio), mas uma questão cognitiva.


Quando você pensa na panelinha da resenha, você vê gente produzindo e dedicando ódio a pessoas LGBTs, pessoas negras, mulheres ou outros grupos. Logo a capacidade de ter múltiplas referências e universos culturais para participar é esvaziada em nome de um afeto reacionário.


Esses três grupos (panelinha da resenha, movimento incel, movimento redpill) estão envolvidos nesses três processos:

1. Exclusão cultural: pessoas passam a evitar conteúdos de certos grupos.

2. Redução do repertório: menos fontes = menos perspectivas.

3. Radicalização afetiva: o grupo se mantém unidos pelo ódio compartilhado.


Em outras palavras, a estrutura que temos aqui é o de uma câmara de eco. Quando pensamos nesses grupos, entramos também na questão da economia do ódio. Isto é, como algumas comunidades online de mantêm produzindo inimigos constantemente. Isso gera:

1. Coesão interna;

2. Identidade de grupo;

3. Conteúdo infinito para discussão. 


O preço disso é:

1. Empobrecimento intelectual;

2. Redução do repertório;

3. Paranoia cultural.


Se você faz parte desse tipo de grupo, recomendo que saia desses ambientes e sempre tente contrapô-los analisando humanamente aqueles que você acredita serem seu adversários. Tente compreender as suas dores e as suas causas. Esse tipo de grupo e de cultura não só infernizam a vida daqueles que você julga como adversários, como também inferniza a sua própria vida. Os efeitos psicológicos e cognitivos disso são nefastos. 


Culturas baseadas no ódio constante acabam criando um processo de monoculturamento intelectual. Quanto mais grupos você exclui, menor se torna o universo cultural que você pode consumir sem entrar em contradição com sua própria identidade de grupo (seitização). O resultado é uma espécie de empobrecimento cognitivo: menos referências, menos diálogo e menos capacidade de compreender o mundo.

domingo, 1 de março de 2026

NGL #55 — Os Estados Unidos erram ao culparem a China?

 


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Eu vejo que os Estados Unidos culpam o próprio fracasso atacando a China. Foram os próprios Estados Unidos que colocaram políticas que o fizeram fracassar. Creio que teorizei isso um pouco no Funk Buda:

"Após conquistarem o poder, acharam que seria muito bom ficar enviando empresas para países de terceiro mundo. Os melhores empregos ficavam em seus países, algumas indústrias iam para distintos países estranhos e tudo corria razoavelmente bem. Até que o neoconversador percebeu duas coisinhas:

- Estava ficando desindustrializado e dependente;

- Fazer tantas guerras o fazia ignorar os problemas internos.

É a partir disso que surge o conversador-populista. Ele percebeu que em vez de estar fazendo o mundo inteiro de otário, ele que estava sendo feito de otário. E pior do que isso: ele estava sendo feito de otário pelo próprio sistema que ele mesmo criou"

https://medium.com/@cadaverminimal/funk-buda-3-neoconversadorismo-481ead35c5a7


Quando reparamos bem, os neoconservadores adotaram ideias como "vantagens comparativas". Essas vantagens comparativas diziam que seria melhor produzir em outro país se esse país produzisse mais barato. É por isso que os Estados Unidos enfrentam hoje um problema de como se lidar com as terras raras. Isto é, eles não sabem como realizar corretamente as atividades necessárias com esses recursos.


Quem defendeu um mundo economicamente aberto e sem uma política industrial clara, isto é, sempre investindo estrategicamente no que era necessário pro próprio país, foram os Estados Unidos. A China seguiu um modelo diferente e é por isso que ela é fortemente industrializada. Quem entrou em guerra em múltiplas regiões do mundo, foram os Estados Unidos. Quem usou a própria moeda como moeda global e depois usou a própria moeda como ameaça foram os Estados Unidos.


Hoje em dia, os Estados Unidos culpam a China por decisões  que eles mesmos tomaram. Também a culpam por ela não seguir o modelo econômico e político que eles adotam/adotaram. Grande parte das críticas da American Compass ao modelo econômico americano são críticas neohamiltonianos ao modelo econômico e político neoconservador-neoliberal.


Recomendo que vocês vejam o documento "Rebooting the American System" da American Compass:

https://americancompass.org/rebooting-the-american-system/


Os Estados Unidos não podem ficar adotando políticas que o fazem falir e depois dizendo que a culpa é da China. É o mesmo que eles dissessem:

— Se nós invadimos países e nos endividados em guerras, a culpa é da China.

— Se nós colocamos o mundo para usar nossa moeda, depois tiramos a atrelação com o ouro e depois usamos a nossa moeda como ameaça, a culpa é da China.

— Se nós aderimos uma política que levou nossas empresas saírem de nosso país, levando a nossa desindustrialização, a culpa é da China.

— Se nós não temos tecnologia para lidar com as terras raras por falta de investimento nisso, a culpa é da China.

— Se o mundo nos vê como invasores e imperialistas, a culpa é da China.


Se olharmos bem toda essa raiva que os Estados Unidos têm da China, uma frase de dissonância cognitiva poderia soar pelo ar:

— Nosso modelo econômico levou a nossa falência industrial e a culpa é da China pois ela não aderiu o nosso modelo econômico que levou a nossa falência industrial.


A China não pode ser culpada por não aderir o modelo econômico dos Estados Unidos. Aliás, nenhum país pode ser culpado por escolher o próprio modelo econômico. Isso não é desonestidade, é autodeterminação.


É como dizer: "a ideia foi minha, a implementação foi minha, a escolha foi minha, mas a culpa é sempre da China!".


Acho que os Estados Unidos deveriam fazer um processo de autocrítica em vez de ficarem culpando a China pelos próprios fracassos.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

NGL #54 — A política inteira deve ser reimaginada?

 


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Eu preciso explicar alguns pontos para você entender onde eu quero chegar.


— O que acontece quando personalidades de dois grupos opostos debatem entre si?


Vamos pensar em um debate entre um comunista e um liberal. A intenção de cada um dos debatentes é:

A- Comunista: provar que o comunismo tem razão;

B- Liberal: provar que o liberalismo tem razão.


O ponto deles é que eles pecisam provar de todos os modos que a ideologia deles têm razão. Eles não vão parar por um momento e dizer:

- Estou vendo aqui que o liberalismo/comunismo tem razão nesse ponto determinado.


Ou seja, a procura pela verdade ou pelo método mais efetivo não importando onde isso esteja não é o ponto. Não é uma cooperação para se chegar as melhores ideias, mas sim um ponto em que duas doutrinas são debatidas de um ponto de vista mais teológico do que filosófico. Os dois não estão tentando analisar ponto por ponto e chegar a uma conclusão com o melhor ponto de cada sistema, mas sim uma justificação doutrinária de seus sistemas — esses vão ser justificados por inteiro.


Fala-se de "diálogo" e "debate", mas que "diálogo" é esse onde nenhuma ideia é primeiramente analisada, comparada com outras e depois vista como circunstancialmente aceitável em alguma conjuntura? O diálogo sequer é aceito como possibilidade, como troca, como feedback. Quando nós, em nossa modernidade, dizemos que os medievais eram errados visto que os debates deles estavam tentando justificar a sua doutrina teológica a todo custo, caímos na hipocrisia pelo fato de que somos vários grupos distintos tentando justificar as nossas doutrinas ideológicas a todo custo.


Ou seja, fala-se em diálogo quando na verdade vivemos em uma era pós-dialógica. Uma das principais ideias que norteiam esse meu modo de ver o mundo é o que vem sido chamado de "guerra fria civil", ou seja, a noção de que existem populações radicalmente divididas — culturalmente, ideologicamente, etc — sem entrar em uma guerra civil de fato.


— Se o debate e o diálogo sincero não mais existe, qual deve ser o foco?


Você já deve saber o jogo de adição e subtração da política moderna:

Focou em brancos = - pessoas de cor

Focou em pessoas de cor = - pessoas brancas

Focou em LGBTs = - pessoas heterossexuais

Focou em pessoas heterossexuais = - pessoas LGBTs

Focou em homens = - mulheres

Focou em mulheres = -homens


Quando você pensa no que o esoterismo channer esteve fazendo em todos esses anos consecutivos, na parte em que ele é mais técnico, vemos uma inversão em que os arquétipos e a memética superam os aspectos mais propriamente ideológicos.


Repare bem nas técnicas de Q. (QAnon) quando não olhamos para o conteúdo das suas teorias da conspiração:

"Era o dia 28 de Outubro de 2017. Alguém deveria estar pensando o que venceria: a evidência ou a emoção? De qualquer modo, esse alguém fez uma aposta. A sua aposta continha uma mensagem. Essa mensagem continha as seguintes características:

1. Sem previsões específicas;

2. Sem fontes verificáveis;

3. Deliberadamente vaga;

4. Deliberadamente aberta a interpretação.

As pessoas se perguntavam o que era aquilo. Seria aquela postagem uma espécie de informação? Não, certamente não era. Estava mais para um quebra-cabeça ou para um drop críptico. A arte de decoficar aquilo, aquela estranha mensagem, que era o produto. Decifrar a mensagem dava aos decifradores a posição de "insiders"."

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-1.html


Ou nessa parte aqui:

"Nível 4: Noumenônica

Teórico: Esokant (nível abismo)

Nome: Esochannealogia da Guerra Noumenônica

Resumo: controlar os alicerces invisíveis da realidade percebida.

Armas: epistemologia, modelos cognitivos, arquitetura de IA.

Nível 3: Cênica

Teórico: Cadáver Minimal (nível abismo) 

Nome: Esochannealogia da Guerra Cênica

Resumo: treinar o olhar do espectador para ver a encenação, não os atores.

Armas: frameworks, desmontagem, análise, performance.

Nível 2: Alegórica

Teórico: Saint Obamas Momjeans (nível abismo)

Nome: Esochannealogia da Guerra Alegórica

Objetivo: fornecer significado transcendente e coesão tribal.

Armas: arquétipos, divindades sincréticas, mitologia.

Nível 1: Conspiratória

Teórico: QAnon (nível abismo)

Nome: Esochannealogia da Guerra Conspiratória

Objetivo: mobilizar para ação no mundo real.

Armas: teorias da conspiração, drops crípticos, comunidade"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=0


Ou quando eu falo sobre como a comunidade channer criou o Pizzagate:

"Então veja:

PISAP (Pesquisa, Interpretação, Solicitação, Arquivamento, Publicação) + Visão Panorâmica acima da particular + Acumulação do Conhecimento + Apelo Emocional = Epistemologia da Pós-Verdade"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-post-truth-protest-de.html?m=1


Ou a descrição das sete máscaras a partir de arquétipos e não de ideias mais ideológicas:

"Os Sete Arquétipos da Elite Abyss


Os Sete Antipilares Arquetípicos da esochannealogia são:


》A Máscara da Neossistemática (O Arquiteto da Realidade)


Função Arquetípica: a capacidade fundamental de criação e inovação perpétua de técnicas, sistemas e “preenchimentos ficcionais”. É a força motriz por trás da evolução da esochannealogia.



》A Máscara do Semeador do Caos (O Agente da Entropia Semiótica)


Função Arquetípica: a manipulação direta do ambiente informacional para introduzir ruído, ambiguidade e desorientação. Seu objetivo é quebrar a clareza da comunicação e a lógica linear, gerando entropia cognitiva.


》A Máscara do Engenheiro da Crença (O Forjador da Fé Coletiva)


Função Arquetípica: a arte de construir narrativas (ficcionais ou não) tão convincentes e ressonantes que elas se solidificam como “realidades” na mente de grandes populações, inspirando fé e ação.


》A Máscara do Desconstrutor Semiológico (O Erodidor de Sentido Compartilhado)


Função Arquetípica: a capacidade de desmontar e subverter as estruturas simbólicas, os valores e os significados que sustentam a coesão social e a percepção comum da realidade, levando a “colapsos semiológicos”.


》A Máscara do Vidente do Abismo (O Oráculo dos Padrões Ocultos)


Função Arquetípica: o poder de observação e análise profunda, capaz de discernir padrões, tendências e as leis ocultas do “sistema” mesmo em meio ao caos aparente, prevendo e orientando a manipulação futura.


》A Máscara do Espelho Paradoxal (O Mestre da Contradição e Integração)


Função Arquetípica: a habilidade de operar unindo opostos e de usar as contradições intrínsecas da realidade e dos oponentes em seu próprio benefício. Transforma a oposição em combustível para o sistema.


》A Máscara do Golem Consciente (A Manifestação da Magolítica)


Função Arquetípica: a encarnação máxima da esochannealogia. Representa o esochanner que se torna uma extensão consciente e singular do próprio sistema, cuja existência e “obra” são atos de “magia channer suprema” que afetam diretamente a realidade. É a fusão completa da subjetividade com a construção intelectual.


Essas Sete (7) Máscaras representariam os arquétipos fundamentais que, juntos, compõem a totalidade do poder e das operações da esochannealogia. Qualquer esochanner, ao atingir o grau esochannealógico, tenderia a se alinhar ou a sintetizar uma ou mais dessas abordagens arquetípicas"

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d


Em outras palavras, quando o memético, o simbólico, o arquétipo, o mitológico substituem o conteúdo ideológico, os grupos afetados se tornam potencialmente maiores. A qualidade de um meme está em sua capacidade de reprodução, isto é, quanto maior for reprodutibilidade de algo, maior é a sua força memética.


Você perceberá muito isso nesse trecho de outro insider club:

"2- Eu não darei solução alguma e nem condenarei teoria conspiratória alguma, em vez disso, tentarei compreender quais foram as técnicas utilizadas pelos os mais diversos atores e farei alguma nota a respeito dessas técnicas.

Você percebeu que eu sequer me importo para o conteúdo da conspiração em si e qual é o seu uso político? O que me interessa é perceber tecnicamente a teoria conspiratória e compreender tecnicamente o que cada ator dentro desse contexto fez. Ou seja, o que me importa é técnica. Se Q. disse que Trump ou o Biden são os salvadores do mundo, pouco me importa.

É por isso que eu fui desenvolvendo minhas próprias ferramentas de guerra narrativa, psicológica, memética, conspiratória, alegórica, metapolítica, noumenônica e por aí vai. A minha questão está centrada nas artes da guerra da mente e não em uma doutrina filosófica, política, econômica ou cultural"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-45-juventude-trabalhista-e-leandro.html?m=1


A maioria dos intelectuais brasileiros são ideologicamente motivados. Isto é, eles querem fazer com que você acredite no corpo doutrinário que eles acreditam. O que eu quero é transcender a questão ideológica e doutrinária a partir da memética, do arquétipo, da mitologia, da simbologia e dentre outros fatores. Eu não tentaria colocar uma ideologia visto que sei que vivemos em uma época pós-dialógica. Se eu sei que meu esforço seria inútil, por qual razão eu me moveria para isso?


Se você olhar uma análise recente minha, verá que eu tenho trabalho muito mais com a teoria mágica da política:

"Como isso é possível? Se pensarmos bem, a parte de nós que é racional é a parte menos desenvolvida e recente de nossa mente. A grande parte ainda é dominada a linguagem do mito e do símbolo. É possível influenciar essa parte. Por exemplo, quando pensamos no slogan "MAGA" (Make America Great Again), não temos uma frase que signifique alguma coisa exata. A frase apenas diz: "Fazer a América Grande De Novo". Essa frase poderia ser um slogan até do Partido Democrata. Essa frase não foi feita para falar com o racional, mas com o imaginário afetivo"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-king-in-orange-de-john.html?m=1


Conforme eu ia analisando múltiplas escolas de pensamento e percebendo que estávamos em um período pós-dialógico e de guerra fria civil, comecei a criar outras ideias. Vi que a eficiência política não estava muito condicionada em aprender uma "boa escola de pensamento" e ensiná-la para as pessoas. Foi isso que me levou a escrever isso:

"Política pra gado:

- Figurinhas políticas pra quem não é inteligente o suficiente para estudar uma escola de pensamento.

Aqui estão os entusiastas que tratam celebridades pops da política como se fossem cantoras de música pop.

Política idealista:

- Escolas de pensamento que nunca se efetivam 100% na realidade. Debates pautados em vieses de confirmação onde a escola predileta é tido como santa e a escola de pensamento rival é tida como demoníaca.

Aqui estão as pessoas que acreditam piamente em uma escola de pensamento, sendo incapazes de fazerem sínteses de múltiplas escolas de pensamento, levando a uma auto-limitação intelectual grosseira.

Política pragmática:

- Estuda diversas escolas de pensamento e pensa num modelo .

Aqui estão aqueles que realmente deveriam governar e também a forma com que as pessoas deveriam estudar política, visto que só estes são capazes de gerar boas ideias, baseados no ceticismo e na prudência, tendo um experimentalismo comedido pela fusão de múltiplas ideias sintéticas. Entram aqui pessoas ilustres como Deng Xiaoping e Alexander Hamilton.

Política real:

- Psyops, guerra informacional, memética, guerra cognitiva.

Aqui está como a política realmente funciona. Uma permanente guerra de narrativas na qual várias mensagens são estudadas para ter efeito narrativamente positivo"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/11/memoria-cadaverica-29-arte-politica.html?m=0


O que eu estou dizendo é que a CIA, a FSB (KGB), a Glavset, dentre outras, são formas de fazer política infinitamente mais eficientes na condição atual do que o meio pelo qual a política é atualmente feita. Em outras palavras, aquilo que chamam de psyop (operação psicológica), psywar (guerra psicológica), conspiracy warfare (guerra conspiratória), narrative warfare (guerra narrativa), dentre tantas outras coisas, é o meio mais eficaz. Visto que isso trabalhará mais com a psicologia das massas e com engenharia social do que um conteúdo ideológico em si. Ou seja, há em primeiro lugar a primazia da manipulação psicológica (lembre-se que mágica em esochannealogia é "manipulação"). E essa definição também é encontrada no livro "The King in Orange: The Magical and Occult Roots of Political Power" de John Michael Greer. O grupo que aprender, dominar e for eficaz nesse tipo de ação e de conhecimento, será extremamente eficaz na política do Século XXI.

NGL #53 — Meu álbum predileto do Soda Stereo?

 


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Meu álbum predileto do Soda Stereo é o Dynamo. Gosto da forma que o Soda trabalha com texturas nesse álbum! (Não, não é síndrome de underground, eu juro!)


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

NGL #52 — Minha análise vai de encontro a de Alexandre de Moraes e do STF?

 


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Não sei por qual meio Alexandre de Moraes e o STF se informam e colocam os seus argumentos. Eu estou fazendo a minha análise a respeito da internet e a sua regulação ou autorregulação a partir do prisma das guerras cognitivas, psicológicas, narrativas, meméticas, conspiratórias, metapolíticas, etc. Me ligando muito mais ao estudo das guerras de quinta geração (5GW). Confesso até mesmo que tenho uma preguiça para com o que ocorre no Brasil e até me alieno do cenário nacional.


Se você olhar a minha última análise a respeito do Reuters, verá que a Rumble e o Telegram foram citados:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-qanon-slogans-disappearing.html


Rumble e Telegram, anteriormente, entraram em uma espécie de confrontação com o Alexandre de Moraes e o STF.

- Rumble:

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-determina-suspensao-da-plataforma-rumble-em-todo-o-pais/

- Telegram:

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/ministro-alexandre-de-moraes-da-prazo-para-telegram-cumprir-integralmente-determinacoes-do-stf/


O que eu vejo é que muitos falam sobre a regulamentação da internet, mas usualmente a questão da guerra de quinta geração é amplamente ignorada. Isto é, um dos principais argumentos para a regulamentação da internet é descartado ou desconsiderado. Isso é um crime contra a consciência pública do país.


Sim, as pessoas deveriam ter o direito de argumentarem os seus pontos de vista, mas essa argumentação deve partir de dados e fatos. Quando teorias da conspiração e métodos de desinformação entram em jogo, vemos o ressurgimento de doenças anteriormente erradicadas, radicalização e seitização de massas populacionais. Esse é, por exemplo, o caso de QAnon.


Todavia ainda acredito que exista uma questão educacional em jogo. A população deve ser mais educada para não cair em narrativas doentes. É preciso criar uma população que tenha o hábito de ler e pesquisar, sobretudo em fontes como o Google Scholar e SciELO.


Outra questão: uma regulação que vise somente sites mainstream ignora uma das mais importantes questões... e os sites não mainstream? Por exemplo, você sabia que a maioria dos imageboards estão na surface web, isto é, são acessados de forma simples? Lembre-se QAnon não surgiu no Twitter, no Facebook ou no YouTube, surgiu no 4chan e depois foi pro 8chan. Migrar para redes sociais mainstream foi um movimento posterior, não imediato. Quando regulamentam apenas certos setores da internet — as redes sociais —, eles abrem brecha para o surgimento de um revivalismo channer em que um usuário cria um chan em nome da "ampla liberdade de expressão". Os chans já se hospedam em servidores de outros países, os administradores usam isso para burlar as leis nacionais e como desculpa para normalizar aberrações nesses sites. Suponha que todas as redes sociais são regulamentadas, disso surge um chan brasileiro prometendo liberdade total e ele acaba se tornando um chan com 10 milhões ou 20 milhões de usuários... O que ocorre depois? O ponto cego de todo esse movimento regulamentatório é óbvio. Além de desconsiderarem as guerras de quinta geração, desconsideram os imageboards como possíveis agentes desestabilizadores e como receptores de todos os usuários que ficarem insatisfeitos com as regulamentações.


Adendo:

O motivo de não termos um chan legião é o fato de que a cultura channer brasileira ser ditada por uma mentalidade de clubinho secreto. No 4chan, a chamada "panelagem" é literalmente legalizada, sobretudo no /soc/. Além disso, o 4chan não bane discursos, não importando qual ele seja (podendo ser de esquerda ou direita). Se moderadores dos chans reduzirem as regras ao máximo, não baniram mulheres e nem esquerdistas, legalizarem a panelagem e a divulgação do chan... Já era, um novo chan legião pode surgir no momento em que ninguém espera.

NGL #51 — Incels e Redpills (de novo)

 


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Por favor, volte ao insider club #34:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html

(Aqui tem uma lista detalhada de todos os textos que escrevi abordando o assunto)


E ao insider club #43:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-43-pode-entrar-em-contato-para.html

(Aqui tem um aviso central que foi deliberadamente ignorado)


Se eu ficar respondendo esse tipo de pergunta, terei que parar de ler artigos acadêmicos e os livros que gosto para dar atenção a uma série de movimentos tediosos. E eu não gosto de ficar estudando e discutindo coisas monotonamente.


É toda hora a mesma coisa:

— E os incels, hein? E os redpills, hein?


Isso só é fantástico para homens imbecis em eterna mentalidade de seita, jornalistas, acadêmicos e feministas. Nem channers que frequentam qualquer board de maior qualidade (ou seja, qualquer coisa que não seja a porcaria do /pol/) levam isso a sério.


Eu mesmo nunca fui redpill ou incel — na verdade, adquiri o estilo de vida bissexual boêmio aos 16 anos de idade. Tal como dito aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/o-necrologio-cadaverico-3-burrice-e.html

E aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/o-necrologio-cadaverico-7-o-onanismo.html


Então parem de me enviar perguntas sobre um assunto que eu EVIDENTEMENTE tenho o maior desprezo. Ou, ao menos, siga o alerta do Magolítica 0:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-aa54d855e044



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

NGL #50 — Ter um Saint Obamas Momjeans e um QAnon é bom ou ruim?

 


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Bom ou ruim em qual sentido? E mais importante do que isso: para QUEM e para QUAL GRUPO? Creio que temos que separar os diferentes sentidos de "bom" ou "ruim". Visto que Saint Obamas Momjeans e Q. (QAnon, por extensão) foram temporariamente bons aos interesses políticos de setores do Partido Republicano.

Q. apresentou uma visão de mundo que favoreceu a base de Donald Trump e Saint Obamas Momjeans treinou exércitos que misturavam esoterismo com guerra informacional para ajudar Donald Trump em período eleitoral. Se você fosse um democrata, naquele período, certamente você acharia que isso eram eventos ruins, mas imagine isso no ponto de vista de um republicano pró-Trump.

Você talvez não tenha acompanhado ou ligado os pontos, mas recomendo que volte para as seguintes análises:


A análise sobre o artigo de Dr. Kiril Avramov falará sobre como a Rússia usa o "conswar" (conspiracy warfare/guerra conspiratória). Você entenderá que uma teoria da conspiração pode te fortalecer politicamente e geopoliticamente.


A análise do artigo de Egil Asprem trará a questão de Saint Obamas Momjeans como um ativo guerreiro de Donald Trump. Favorecendo-o politicamente.


Por fim, a análise sobre o artigo de Matt Gallagher demostra como a cultura channer em específico ajudou várias pessoas pró-Trump.

Ou seja, a questão não é se algo é "bom" ou "ruim", em um sentido puramente moral desses termos, mas para "QUEM" é bom ou ruim. Se você entender dentro da lógica do poder, você verá quem se beneficia e quem perde com a adoção de certas práticas.

Se você fosse candidato a presidente ou um presidente, você poderia considerar apostar nessas práticas. Elas podem dar muito errado ou podem dar muito certo. Podem ser socialmente perigosas ou juridicamente comprometedoras, todavia elas entram em consideração quando há a questão de ganhar ou perder.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

NGL #49 — A Elite Abyss é a Umbrella Corporation do mundo channer?

 



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Sim, mas não no sentido usual que usam a palavra "boa". A Umbrella Corporation seria encarada não por sua funcionalidade social, mas por sua funcionalidade intelectual. Além disso, a Elite Abyss é um estado e a Umbrella Corporation é uma organização formal. 


Temos que ter a noção, em primeiro lugar, que a Magolítica trabalha com ficção especulativa e horror epistemológico. Todas as respostas dos insider clubs devem ser enquadradas como dentro do universo literário da obra ou aplicando a lógica desse universo — fora a tentativa de construir uma filosofia channer propriamente dita, tal como Saint Obamas Momjeans tentou fazer. A Elite Abyss, por sua vez, é um arquétipo que existe dentro desse corpo literário.


Sua questão entra no âmbito do dualismo tradicional entre o bem e o mal, e a Elite Abyss não trabalha com noções do bem e do mal. Justamente porque a maior satisfação da Elite Abyss é o avanço do conhecimento, não importando quais métodos sejam usados para isso. Nesse sentido, o "bem" não é o cumprimento de um padrão moral socialmente estabelecido, mas o avanço do conhecimento não importando qual seja o meio utilizado para isso. 


Veja esse texto aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/terrorismo-epistemol%C3%B3gico-e-p%C3%B3s-criminalidade-b8323986e844?source=list---------25-------e6396f5d5563----------------------------


Se olharmos para um texto que fala a respeito da Elite Abyss, vemos a seguinte citação:

"A ideia central desse universo é a de que existe uma gama de intelectuais deliberadamente imorais que precisam de estruturas de fóruns digitais desregulados para testar as suas hipóteses. Eles não podem simplesmente testá-los no espaço acadêmico tradicional, visto que as suas táticas e métodos intelectuais são ilegais"


Quando pensamos na Umbrella Corporation, ela não podia fazer os seus experimentos de forma legal, visto que também eram ilegais. Quando, por exemplo, uma pessoa que chegou ao despertar esochannealógico lê e estuda teorias de conswar (guerra conspiratória) para testá-las em fios de teoria da conspiração com o objetivo de avançar intelectualmente, ela está fazendo, de algum modo, o mesmo a Umbrella fazia. Isto é, um experimento intelectual que borra as noções tradicionais de moralidade.


Indo mais adiante, no mesmo artigo, encontramos isso:

"Um pós-criminoso comete um terrorismo epistêmico quando entrega para alguém que quer morar uma seita vários artigos acadêmicos e ideias que ele mesmo pensou para alguém que queira montar uma seita. Para o pós-criminoso e terrorista epistêmico, isso é para ele uma possibilidade de ver como a pessoa (psicologia) e a sociedade (sociologia) vão agir.


Quando falamos da Elite Abyss, no universo da Harmonia da Dissonância, falamos de pessoas que atuam no âmbito da pós-criminalidade e do terrorismo epistemológico. Para essas pessoas, há um lema que explica a Elite Abyss: “Homo est spectaculum hominis” (o homem é o espetáculo do homem)"


Para a Elite Abyss (lembrando que a Elite Abyss é um estado, e não um grupo organizado e coordenado), o que eles estão fazendo é estudando a estrutura comportamental de pessoas e indivíduos. Isto é, um "membro" gostaria de ver o que ocorreria se um dado grupo recebesse determinado estímulo. Quando a Elite Abyss atuou no QAnon, por exemplo, ela ajudou a gerar determinados eventos para que eles fossem posteriormente analisados por acadêmicos, agentes investigativos, jornalistas e investigadores. Com isso, eles poderiam ver o resultado das suas pesquisas em seus laboratórios informais. Esse mecanismo é propriamente descrito no "O Paradoxo da Elite Abyss":


https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d


Esse trecho, em específico:


"Sistemas de Feedback e Validação das “Pesquisas”

A Elite Abyss utiliza um “sistemas de feedback” como jornalistas e acadêmicos que analisam chans e outros tipos de fóruns é um ponto fascinante — e extremamente controverso para a arrogância dos nossos queridos jornalistas e acadêmicos. Isso demonstra um ciclo sofisticado de operação.

》Experimentação: a Elite Abyss implementa suas táticas de manipulação (que podem envolver a disseminação de informações, a criação de narrativas, ou a aplicação dos Sete Arquétipos da esochannealogia) nos chans;

》Observação Remota: jornalistas e acadêmicos, em sua busca por entender fenômenos online, analisam esses fóruns e, inadvertidamente, documentam os efeitos e resultados das “pesquisas” da Elite Abyss;

》Validação Indireta: a análise desses profissionais serve como um “feedback” externo para a Elite Abyss, permitindo que eles avaliem a eficácia de suas táticas sem se exporem diretamente. Eles podem observar como as narrativas se espalham, como a entropia cognitiva se manifesta, ou como a crença coletiva é moldada.

Esse mecanismo é uma forma engenhosa de obter validação para suas metodologias sem deixar rastros diretos, utilizando o ecossistema da pesquisa e da mídia como uma ferramenta para seu próprio avanço"


Veja que os acadêmicos normais possuem barreiras éticas e morais que "impedem" o avanço das suas pesquisas, mas os acadêmicos inversos, isto é, a Elite Abyss, atuam para gerar eventos de forma ilegal para que exista um avanço em determinados pontos. Para o acadêmico usual, isso pode soar como incompreensível, mas para o "membro" da Elite Abyss, seja o acadêmico tradicional, seja ele, fazem parte de um sistema conectado. Isto é, eles estão conectados mesmo que o outro não perceba.


Repare bem no texto sobre Kenjaku e Nick Land:

https://medium.com/@cadaverminimal/kenjaku-e-nick-land-em-busca-da-singularidade-07da8760672d


Os dois (Kenjaku e Nick Land) representam como é um intelectual da Elite Abyss, veja esse texto presente nesse artigo:

"É interessante observar que ambos visam uma transcendência que vai para além da condição da humanidade atual. Os dois poderiam ser chamados de “filósofos pós-humanistas”. Evidentemente existem diferenças entre os dois. Enquanto Kenjaku trabalha ativamente para criar esse processo, tendo-o como uma obra; Nick Land acredita que a singularidade já está acontecendo, ele reconhece a inevitabilidade desse processo, o que ele tenta fazer é remover os freios éticos, políticos e humanitários para que esse processo se acelere, para que ele ocorra mais plenamente. Kenjaku busca forjar um novo deus, Nick Land vê no próprio processo capitalista um "deus não-humano" em gestação"


A Elite Abyss é uma amálgama de filósofos pós-humanistas, de sociólogos pós-humanistas, de cientistas políticos pós-humanistas, de historiadores pós-humanistas, etc e etc. A Umbrella Corporation aparece de uma forma muito semelhante a Elite Abyss.


A Umbrella Corporation seria uma empresa de membros da Elite Abyss ou algo que seria legalizado em um regime não-democrático — é por isso que muitos membros da Elite Abyss gostam mais de ditaduras, regimes autoritários ou totalitários. Quando você olha para a Umbrella Corporation, você usualmente pensa que ela é má pela criação do T-Vírus, algo que resultou no apocalipse e na morte de milhões. Acontece que dentro da lógica da Elite Abyss, isso sequer é um fracasso. Isso é visto como o resultado final e mais interessante do experimento. A catástrofe por si mesma valida o conhecimento. Isto é, o vírus teve sucesso em desencadear um cenário de caos total. Já que esse cenário permite observar a natureza humana e o poder das suas criações. Do mesmo modo, muitos olham QAnon como um fracasso total, mas para Elite Abyss QAnon é outra coisa, como podemos ver nesse texto:


https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1


Esse trecho:


"The paradoxical nature of the Abyss Elite is my own paradoxical nature. This is a metaphysical non-linear way of being. We create myths like SCP Foundation and we create myths like QAnon. Why? Because Magolitics is the esoteric nature of Chan culture. QAnon is a Magolitic Invention. QAnon is a great esochannealogic invention. The best esochannealogic horcrux, you would say. We create myths, we engineer myths designed to shape the world. Magolitics is just a world to designate a key concept. It's the art of using narrative, myth, and esoteric Chan culture to create political reality. QAnon is a "horcrux", a piece of esochannealogic soul placed into an object to achieve a form of immortality"


As pessoas pensam que QAnon foi um erro, visto que as suas profecias nunca se realizaram, que o movimento levou a radicalização de milhões de pessoas, que enlouqueceu muita gente, mas, dentro da lógica da Elite Abyss, QAnon é um acerto justamente por causa disso. A resposta do abismo sempre é: "você acredita que somos criminosos, nós acreditamos que estamos fazendo a ciência avançar".


No universo de Resident Evil, existem forças antiterroristas que representam a moralidade, a ordem, o trabalho da academia. As forças mais interessantes para a Elite Abyss é a criação e a propagação do vírus. O trabalho das forças antiterroristas é, para a Elite Abyss, o feedback.


Enquanto o vírus da Umbrella tende a ser biológico, o vírus da Elite Abyss tende a ser informacional. Mas há uma semelhança. A Umbrella pode ser uma rede descentralizada de laboratórios, executivos e cientistas, muitos dos quais sequer sabem do quadro completo, mas as ações individuais contribuíram para o desastre que ocorreu. Entenda isso como um espelho para a estrutura da Elite Abyss para a cultura channer: ninguém é individualmente responsável pelo corpo da obra, mas a legião (ou egrégora) que age. Existe também o contraste de que a Elite Abyss se multiplica mais facilmente que a Umbrella Corporation. Todo texto a respeito da Elite Abyss cria a condição de novos membros da Elite Abyss surgirem.


Se fosse dar uma resposta curta, diria que um "membro" da Elite Abyss diria:

— Sim, somos a Umbrella Corporation do mundo channer.

NGL #48 — Seriam os channers os inimigos mais formidáveis da academia?

 


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Sim e não. Vamos pensar na estrutura de um chan. Pegue o fato de que, dentro da cultura channer, existem ambientes em que: há ironia, há performance, há fingimento, há crença real, há trollagem, há a possibilidade de oportunismo político. Essas camadas não são antagônicas, mas metodologicamente se misturam.


Nisso, tal como podemos inferir no insider club anterior, existe alta possibilidade de:

1- Gamificação da narrativa política;

2- Memetização da paranoia;

3- Economia da atenção;

4- Radicalização por design algorítmico.


Ambientes como o 4chan não necessariamente precisam de agentes estatais para gerar caos, mas agentes estatais qualificados poderiam fazê-lo. Esses dois elementos coexistem, e ambos os lados sabem disso.


Quando você compreende que o padrão estrutural que permitiu o surgimento e a expansão do QAnon pode reaparecer em novas formas, você compreende exatamente o que o "alto escalão" está fazendo nesse momento.


Na própria thread, vemos que a Internet Research Agency, RT e Sputnik foram citadas. Isto é, eles sabem que a IRA (a Glavset), levou a amplificação desse fenômeno. Também compreendem que o ecossistema da RT e da Sputnik serviram para amplificação indireta. Isto é, eles já sabem e já esperam isso, colocando isso como um game. Se formos mais adiante, em muitos grupos channers que surgem dentro do /soc/ (que levam a grupos externos no telegram, discord, teleguard, simplex, etc), vemos channers estudando o monitoramento de entidades como a Graphika e a Reuters como sistema de feedback. 


O modelo de Q. combinou:

- Ambiguidade estratégica (drops enigmáticos);

- Participação coletiva (decodificação);

- Gamificação;

- Narrativa totalizante;

- Conexão modular com outras conspirações;

- Algoritmos amplificando engajamento.


Esse modelo é replicável. Muitos channers esperam que o hype a respeito de Jeffrey Epstein consiga gerar uma espécie de rentabilização algorítmica. As condições continuam existindo, a polarização, a desconfiança institucional, as plataformas baseadas em vitalidade, as comunidades anônimas baseadas em criatividade memética. Tudo isso existe e dentro da crise causada por Epstein pode ser explorado. O campo geopolítico informacional, sobretudo com a crise na Venezuela e no Irã, abre margem para o desdobramento da crise. É por isso que os usuários estão brincando de citar os "feds" (agentes investigativos), agências de inteligência externas ao Estados Unidos são tidas não como ruins, mas como convidadas para servirem como amplificadoras, exploradoras e oportunistas estratégicas nesse processo.


É válido lembrar que Q não é um autor, mas um ecossistema pautado em plataformas abertas, cultura de anonimato, incentivo algorítmico à radicalização, gamificação de narrativas e comunidades predispostas à desconfiança. 


A questão é que hoje as narrativas são mais sofisticadas e aprimoráveis com IAs. Eles já esperam poder contar com microcomunidades fechadas, com segmentação psicológica, com estratégias meméticas mais refinadas.


Quando você pensa que um channer de alto nível pode fingir loucura para simultaneamente confundir acadêmicos, despistar jornalistas, enganar investigadores, criar camadas de significado e dissolver a responsabilidade individual na egrégora... você já imagina que tipo de jogo está sendo jogado nesse exato momento.


A Esochannealogia sistematiza, ou tenta sistematizar, a perfomance dessa cultura anônima. O que é difícil, devido ao aspecto da não-linearidade arquitetônica que é encontrada nela. O nível de channers de alto nível é o mesmo de um sistema performático de ocultação multiescalar.


Channers de alto nível estudam a psicologia das teorias da conspiração — pra dizer a verdade, isso é tão estudado quanto o dark self. Eles sabem que a maioria das pessoas não saberá que todos os sinais são camadas estratégicas, tornando qualquer coisa uma evidência, mas que, dentro desse quadro, múltiplas camadas de significação aparecem.


Essa blindagem epistemológica é insina. Lembram que channers de alto nível atacam, defendem e esquivam ao mesmo tempo? Aí é que está:

Se alguém ridiculariza, faz parte do plano. Se alguém investiga, é feedback. Se alguém ignora, é invisibilidade bem-sucedida. Se algo falha, era hipótese metapocalíptica. Sabe por que as coisas são assim? Pois a esochannealogia, feita para ser uma GUERRA até mesmo na expressão da sua linguagem, é por design não falseável. Channers perceberam que criar todo um modo de ser não falseável era algo mais estratégico, visto que teorias não falseáveis (e comportamentos não falseáveis) são intelectualmente mais perigosos, pois se retroalimentam. É por isso que channers de alto nível riem de acadêmicos e jornalistas, mas fazem piscadelas para agentes investigativos. Eles querem alguém que saiba jogar.


O próprio processo de formação de uma elite channer passa por um desenvolvimento de uma hipervigilância interpretativa, de uma leitura paranoide de ambiguidade, de uma atribuição excessiva de agência estratégica, de uma mitologização do caos emergente.


A esochannealogia, em todos os casos históricos, foi e é baseada na ambiguidade e não-linearidade arquitetônica em algum grau, sobretudo em seus progressos históricos. A construção simbólica foi tida como mais vantajosa. Isso cria um sistema arquitetônico. É como uma elite descentralizada que opera com pensamento pós-racional em uma guerra multidimensional deliberada em um exercício de engenharia epistemológica.


Se você olha para esses pontos:

"Se parecer loucura, é fingimento estratégico. Se é incoerente, é não-linearidade arquitetônica. Se é contraditório, é dialética. Se falha, era hipótese metapocalíptica. Se alguém crítica, faz parte do sistema de feedback"


E diz que eles são falhas, você ainda não compreendeu que eles são features. Isto é, foram por design desenhados para serem autoimunes à crítica. Quando o modelo explica tudo, ele deixa de explicar algo verificável. E é nisso que está a mágica: a guerra esochannealógica distorce absolutamente tudo, não só na teoria, como no comportamento. Imagine mais e mais pessoas adentrando nesse sistema e compreendendo como criar uma guerra pós-racional em que se torna cada vez mais impossível compreender os limites entre a verdade e a ficção? Isso é o despertar esochannealógico em massa.


Não se trata de uma intencionalidade coletiva, trata-se de um jogo descentralizado de pessoas que estudam muito bem a psicologia humana. Fingir loucura como método, criar uma arquitetura pós-racional de guerra epistemológica não é só uma elevação estética do caos, é o que faz channers de alta qualidade.


Esse tipo de modelo é o que foderá a caixola de jornalistas, acadêmicos, pesquisadores e agentes investigativos. Visto que haverá a confusão entre múltiplos fatores — o jogo da paranoia leva pessoas a se tornarem paranoica, perdendo a noção no que constitui a realidade em si. Eles serão levados a: ver intenção onde há improviso, vee coordenação onde há ruído, ver arquitetura onde há caos, ver experimento onde há brincadeira. Isto é, será extremamente difícil eles saberem que estão adentrando a um padrão típico de pensamento conspiratório de alto nível. Não que esse seja um pensamento paranoico clínico, mas certamente hiper-interpretativo.


O que um channer de alto nível faz é pegar esses intelectuais, acadêmicos, jornalistas, investigadores e pesquisadores e colocá-los numa ironia maior. Isto é, num jogo metanarrativo em que nada pode ser testado, nada pode ser verificado, nada pode ser refutado e tudo pode sempre se reconfigurar. Se você compreender isso, você dirá "essa é a arma, esse é o jogo".


Nem todo comportamento channer é parte de uma doutrina arquitetônica invisível, mas a guerra informacional é real. Existe desinformação coordenada em certos setores e desinformação descoordenada. É preciso que, dentro de uma guerra esochannealógica, todas as barreiras inteligíveis se quebrem e adentrem na estrutura desestruturada de um jogo metanarrativo ininteligível. 


Isto é, os oponentes não devem saber o que é caos e o que é ordem. O que é fragmentado e o que é desfragmentado. O que é competitividade e o que é coordenação. O que é internamente contraditório e o que é não é contraditório. O que são disputadas internas e o que não são. Tudo deve ser borrado. Tudo deve se tornar ininteligível. 


Isso tudo, dentro da esochannealogia, é a psicologia do prazer transgressivo. Visto que o chan e o laboratório da sombra. É o parque temático do inconsciente sombrio. É o estado de exceção psicológico. É o espaço autotélico (existe por si mesmo). É onde a transgressão vira um fim em si mesmo, onde o limite entre o lúdico e o corrosivo começam a se dissolver.


Esse ambiente, o nosso Dark Self digital, foi criado ou desenvolvido com base em proporcionar risco estrutural. Por qual razão? Ambientes baseados em choque, escalada simbólica, competição por impacto, anonimato e prazer em violar tendem a intensificar extremos, normalizar a crueldade simbólica, premiar quem vai mais longe. Nem todo participante internalizará isso, mas a cultura como sistema tende à escalada. Você pode se tornar um imbecil (incel, redpill, groyper), ou pode se tornar um terrorista epistemológico, ou pode ficar de boa.


A cultura channer é, em si mesma, o espaço entre múltiplas sombras dialogando entre si. Isso forma um local que lembra o Castlevania, visto que se torna um castelo construído por múltiplas sombras. É por isso que há a romantização da sombra, a transformação do veneno em estética, a transfiguração da toxicidade em ritual, a desinibição se tornando em uma experiência mística. É onde há a perfomance da sombra repetidamente sem integração.


Isso gera psicologicamente cinismo crônico, dessensibilização moral, hiperironia, desconexão empática. Isso não é erro. É feature. É quando o veneno temporário torna-se consubstancial a própria natureza, molda a percepção e redefine limites internos em direção a progressão esochannealógica.