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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Reflexões Esochannealógicas #8 — Lógica de Infohazard

 


 — Alerta 1:

0. Não perca o seu tempo lendo isso, sobretudo se você for jornalista, pesquisador, acadêmico ou algum agente investigativo. Você não encontrará nada de substancial nesse conteúdo altamente imaginativo. Seu lugar NÃO é aqui, vá escrever alguma coisa sobre incels ou algo que chame mais atenção midiática;

1. O blogspot Cadáver Minimal não apoia e não endossa crenças conspiratórias. Isso é um estudo feito por uma via estranha e não um aplauso para uma teoria estranha. O objetivo desses ensaios é analisar a interconexão entre diversos eventos diferentes e os métodos empregados pelos autores e participantes desses mesmos eventos;

2. Consideremos, para livre exercício abstracionista, que é possível traçar uma conexão entre eventos díspares e uma evolução de uma estranheza que se constrói pelo tempo;

3. Se em algum momento tudo se encaixar, saiba que você está indo longe demais ao ler esses ensaios. Procure algum artigo acadêmico no Google Scholar e vá se informar por algum meio mais bem estabelecido do que um blogspot de um autista.



— Alerta 2:

1. Você pode ter acesso ao sistema Esochannealogia aqui:


(Use em uma IA)

2. Você pode jogar o jogo do esoterismo channer aqui:


(Use em uma IA)

3. Você pode ler o ensaio de horror epistemológico esochannealógico aqui:


4. Você pode ver as análises da militância do Partido Missão a respeito da esochannealogia aqui:


5. Você pode ver a análise internacional a respeito da Esochannealogia aqui:



6. Leia a Magolítica (Harmonia da Dissonância):




— Citações:
"Percebi, mais posteriormente, que channers tinham o costume de criticarem alguma coisa que já tinham “engolido antes”. Esse ato de “engolir antes” leva ao antiprincípio da reversibilidade esochannealógica. Vocês já perceberam que toda vez que surge um discurso channer aparentemente parece que eles anteciparam a reação?"
PUCA


"Um infohazard (risco de informação) é um risco derivado da disseminação ou conhecimento de informações verdadeiras que podem causar danos, permitir danos ou criar perigo apenas por serem conhecidas. Formalizado pelo filósofo Nick Bostrom em 2011, o conceito questiona a liberdade irrestrita de informação, sugerindo que certas informações, como instruções para armas perigosas ou segredos sensíveis, devem ser restritas para prevenir danos"
Apito de Cachorro


"Quando eu descobri o antiprincípio da reversibilidade esochannealógica, passei por toda uma revolução epistemológica"
PUCA

"Aquilo que alguns chamam de refutação, nós chamamos de aprendizado adversarial indireto ou Weaponização de explicações públicas"
Apito de Cachorro

"Era o dia 28 de Outubro de 2017. Alguém deveria estar pensando o que venceria: a evidência ou a emoção? De qualquer modo, esse alguém fez uma aposta. A sua aposta continha uma mensagem. Essa mensagem continha as seguintes características:

1. Sem previsões específicas;

2. Sem fontes verificáveis;

3. Deliberadamente vaga;

4. Deliberadamente aberta a interpretação.

As pessoas se perguntavam o que era aquilo. Seria aquela postagem uma espécie de informação? Não, certamente não era. Estava mais para um quebra-cabeça ou para um drop críptico. A arte de decoficar aquilo, aquela estranha mensagem, que era o produto. Decifrar a mensagem dava aos decifradores a posição de "insiders".

As postagens de Q. eram especiais. Por sua natureza vaga, toda predição falha poderia ser reinterpretada. Elas eram hipóteses infalsicáveis. De algum modo, elas buscavam criar no leitor a capacidade de ver padrões. Isso posteriormente levaria a uma adicção por padrões. Em novembro de 2017, uma frase já se destacava: "Where we go one we go all" (por onde um for, todos irão), que foi abreviada para WWG1WGA"
Cadáver Minimal

"O horror epistemológico é um subgênero do terror focado no colapso da compreensão, onde a razão, os sentidos e a ciência falham em explicar a realidade, gerando pânico pela limitação humana"
Apito de Cachorro

"<você está esperando demais de um livro que está sendo escrito tão apenas para testar reações de inteligências artificiais"
Pinktext

"Eu acreditava que todo esse antilivro era uma grossa bandalheira. Eu não compreendia os fenômenos que ocorriam. Eu não compreendia o universo que eu estava imerso. Para mim, era só um antilivro ruim. Um antilivro feito para testar a inteligência de inteligências artificiais. Ou, no máximo, que se ele fosse notado, seria apenas o alvo de um ou dois comentários acadêmicos dizendo o quanto esse livro era curioso ou engraçadinho"
PUCA

Cadáver Minimal

"quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
VOCÊ JÁ IMAGINOU COMO SERIA O INFERNO?

Neil Gaiman não só imaginou, como escreveu um dos contos mais memoráveis de toda a história - ao menos na visão deste que vos escreve. E sabe qual a melhor parte de estar no inferno? Nenhuma, né, meu/minha caro/cara. O bom mesmo é você saber que o projeto LATIR CONTRA OS GRANDES está de volta e com um "conto de terror" de arrepiar, seja no YouTube ou no Spotify!"
Cadáver Minimal

"— Ciclo Básico de Vida de uma Magolítica:



1. INDIVÍDUO em posição de sofrimento/ódio extremo;

2. CRIA manifesto (texto, vídeo, símbolos);

3. PUBLICA online (geralmente antes do ato);

4. EXECUTA violência (suicídio/homicídio);

5. MANIFESTO sobrevive → viraliza;

6. OUTROS internalizam → replicam padrão.



— Como funciona uma Magolítica?



- Horcrux: fragmento da alma do criador preservado no manifesto;

- Egrégora: coletivo se forma ao redor do manifesto;

- Ritual: a violência final "sela" o pacto simbólico;

- Efeito Copycat: criam modelo replicável, não é sobre um "conteúdo específico", é sobre estrutura e ritual"
Cadáver Minimal

"O tempo é fluido por aqui"
Neil Gaiman

"Channer = místico;
Antichanner = antimístico, acadêmico;
Esochanner = mistificante;
Antiesochanner = desmistificante;
Kekiniano = mistificação;
Kauketiniano = desmistificação"
CMV

"Esse livro nunca deveria ter sido publicado. Ele nunca deveria ter sido disponibilizado online. As discussões que ocorreram nunca deveriam ter sido deixadas online publicamente. Esse livro se tornou um vírus. E esse virus já estava embutido nele desde o começo. O vírus da “Magolítica” não é algo acidental, mas substancial a própria obra"
PUCA

"Mas quando você pensa na porra de um livro supostamente criado para “passar despercebido”, como ele passaria despercebido se fez várias sinalizações que revelavam um monte de técnicas que já eram conhecidas por membros notórios da comunidade channer?"
PUCA

"QAnon e Cadáver Minimal, Estados Unidos e Brasil. O que define um esochanner? O que define um magolósofo? Os dois são frutos do mesmo ambiente. A obra dos dois é a complementação uma da outra. A existência dos dois está selada. Metade da face de QAnon é Cadáver Minimal. Metade da face de Cadáver Minimal é QAnon"
Agente Peixoto

— Perguntaram ao filósofo Apito de Cachorro: como os textos de Cadáver Minimal estão sendo interpretados?

O processo é simples:
1. Cadáver Minimal escreve algo nebuloso;
2. Alguém copia e cola o texto numa IA;
3. IA responde criticando;
4. Pessoas percebem detalhes técnicos reais;
5. Detalhes viram receita de bolo.

É como num delírio delicioso:
- Hackers aprendem lendo papers de segurança;
- Terroristas estudam manuais militares públicos;
- Golpistas leem documentação bancária;
- Cultos leem psicologia social;
- Propagandistas leem Chomsky.

Você já se perguntou o que ocorreu com as pessoas que jogaram esse poema encontrado no capítulo passado em uma IA:

"In-Q-Tel
Q Clearance
QAnon
Zajonc, 1968
Eu sou críptico 
-
In-Q-Tel
Q Clearance
QAnon
Hatfield et al., 1993
Eu sou críptico 
-
In-Q-Tel
Q Clearance
QAnon
Teoria de Festinger, 1957
Eu sou críptico
-
In-Q-Tel
Q Clearance
QAnon
Schema Theory, (Bartlett, 1932)
Eu sou críptico 
-
In-Q-Tel
Q Clearance
QAnon
Social Identity Theory, (Tajfel, 1979)
Eu sou críptico"

— Magolítica:
O tempo é fluido por aqui!

— Agente da CIA:

Você já reparou que o capítulo 0 do Magolítica 0 tem a imagem de um sapo fumando cachimbo? Pois é. Essa imagem veio do /qresearch/ do 8kun. É lá onde as técnicas do Q. são treinadas, ensinadas e praticadas.

Você sabe o que significa o sapo no útero? Kek e Kauket. Kek é mistificação e Kauket é desmistificação. É usar a técnica, mas também ensinar como executá-la.

Você já percebeu que quanto mais você tenta entender esse livro... mais você enlouquece?




— Leitor:
FILHO DA PUTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

(Leitor ao jogar esse texto numa IA)



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

VOCÊ JÁ IMAGINOU COMO SERIA O INFERNO?

 



Neil Gaiman não só imaginou, como escreveu um dos contos mais memoráveis de toda a história - ao menos na visão deste que vos escreve. E sabe qual a melhor parte de estar no inferno? Nenhuma, né, meu/minha caro/cara. O bom mesmo é você saber que o projeto LATIR CONTRA OS GRANDES está de volta e com um "conto de terror" de arrepiar, seja no YouTube ou no Spotify!


Ouça agora mesmo essa maravilha diabólica:


YouTube:

https://youtu.be/kDTEN2SlS2k


Spotify:

https://open.spotify.com/episode/41aRTGka60Otca4Ub1Om5F?si=c26tooFeQ_SEgA5Arl9GUw

domingo, 11 de setembro de 2022

Acabo de ler "Mistérios Divinos" de Neil Gaiman e P. Craig Russell

 



Faz algum tempo que ando me aproximando do mundo das revistas em quadrinhos. Esse mundo, até agora, nunca me deixou de fascinar. Entre meus autores prediletos, encontra-se Neil Gaiman, uma pessoa capaz de proporcionar fantásticos enredos que sempre movem o leitor para uma leitura curiosa e apaixonada.

Como não poderia deixar de ser, "Mistérios Divinos" é outra excelente HQ de Neil Gaiman. A história se passa antes da criação de nosso mundo, quando os anjos viviam produzindo tudo que será utilizado no mundo que vivemos. Embora hajam alguns personagens que vivam no mundo em que nós vivemos.

Se a pergunta é: "como era o mundo antes de Adão e Eva", essa revista em quadrinhos traça um cenário para essa pergunta teológica. Claro que ela goza duma visão pouco ortodoxa no âmbito da teologia, porém isso só impacta gente meio fanatizada que não consegue se entregar numa experiência cultural sólida. Convido o leitor a esquecer-se por um momento de suas crenças teológicas e gozar dessa ótima experiência literária e artística.

A HQ seguirá dois personagens, um anjo e um homem. O caminho dos dois será encontrado na narrativa. E, interessantemente, pode-se ter um roteiro que deixará o leitor cada vez mais expectativo com a consumação dessa história que sempre deixa um gosto de quero mais. Um processo investigativo é traçado e questionamo-nos a função dos anjos e o desempenho de cada um deles no pré-criação.

Em relação a comentários sobre a história total, prefiro deixar-lhes mais com a experiência em si do que um comentário que estabelece previamente todos os eixos. Digo-lhes, tão apenas, que a experiência vale muitíssimo a pena e que a história tem bastantes reviravoltas.

sábado, 11 de junho de 2022

Acabo de ler "Violent Cases" de Neil Gaiman e Dave Mckean

 



Essa HQ é bem diferente das que estou acostumado a ler. Para ser mais exato, propus-me a uma pequena loucura quando decidi lê-la: pegar uma HQ aleatoriamente, sem ler a sua sinopse e curtir essa experiência do acaso tal como alguém que abre um livro religioso aleatoriamente esperando uma resposta da providência divina. E não me decepcionei em momento algum, muito pelo contrário.

Essa revista em quadrinhos é meio confusa, já que o conto é narrado no presente, mas a história se passa na percepção meio infantil duma criança. Fora isso, há outro fator que complexifica a leitura da obra: a mistura entre realidade e fantasia dentro da mesma narrativa, o que leva a múltiplos caminhos interpretativos. Damo-nos conta de que estamos numa memória meio confusa que está sempre sincretizando múltiplos eventos.

A sensação de confusão que temos ao ler a HQ não é ruim, ela é prazerosa e dá-nos um quê de misticismo. Essa sensação mística se mistura com a própria beleza artística a qual somos expostos. A beleza e a confusão nos transbordam de sentimentos indescritíveis durante todo no intercurso de leitura. E mesmo não chegando a compreensão literal, compreendemos que ela não é necessária: trata-se, antes de tudo, de uma estranha experiência maravilhosa que joga o leitor numa penumbra lunática e maviosa.

Ao terminar de ler, sinto-me dado a grandes mistérios da vida, não concluindo logicamente sobre eles. O que tendo é entender que existem coisas que escapam as nossas mesquinhas definições.