Mostrando postagens com marcador leftypol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador leftypol. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de agosto de 2026

Leftypol, Renan Santos e Ameaça de Morte



Esse texto é uma resposta a um amigo, mas como esse Blogspot recebe cerca de quarenta mil visualizações mensais, acredito que seja de interesse público essa mensagem. Disponibilizarei o texto no Medium também. Creio que notarão um  "excesso de texto" a respeito do comportamento do militante médio; esse "excesso de texto" é a chave para a interpretação real. Já que ele aponta para um problema maior e mais cruel. Algo que muitos, a esse ponto, já notaram. Eu não vou dizer diretamente o que é, mas quem observou esse caso friamente sabe que há um padrão quase misterioso, algo que pode parecer muito com o que foi escrito no passado. Esse padrão misterioso me levou a temer o que o militante médio está a realizar em prol de fazer o Renan Santos ter mais presença midiática.


Sua pergunta é muito difícil de responder. Sendo sincero, estou afastado da militância da Missão desde abril/maio. Muitos dos meus amigos também estão afastados. Muita gente que conheci simplesmente caiu fora. Algumas pessoas que conheci querem esquecer que "ainda fazem parte", sumir gradualmente de cada vista e serem esquecidas por todos os outros. Confesso que não acompanho muito de perto o que se passa com essas pessoas. O MBL e o Partido Missão, quanto mais se conhece de perto, têm um gostinho de cidade pequena. Creio que posso aderir a um estilo que soe demasiado "afastado", "frio" ou "monótono". Se assim for, peço-lhe desculpas.


Sempre fui bastante frio e sempre tive uma linha interpretativa bastante própria. Nunca parei de ler autores de esquerda, de centro e de direita ao mesmo tempo; sempre faço isso antes da formulação de qualquer linha de raciocínio. O blogspot Cadáver Minimal é a prova disso. Isso pode soar desagradável para movimentos que possuem uma linha comportamental mais estrita e uma hierarquia mais forte. É graças a isso que sempre me mantenho afastado. Gosto de ler até mesmo quem se encontra no ponto contrário ao meu; isso me possibilita chegar a visões mais complexas e completas.


Tenho recusado falar do MBL e do Partido Missão, sobretudo no Blogspot e no Medium. A razão é simples: não quero ser visto como um estorvo para o Partido Missão/MBL nem quero que o público do Blogspot ou Medium acredite que exista alguma conexão profunda que nunca existiu. Repito mais uma vez: estou afastado desde abril/maio. Venho vivendo um afastamento progressivo. Isso foi algo que foi bom para mim e também para eles. Os outros que se afastaram, não sei como estão. Nem tenho informações suficientes para afirmar coisa alguma. Se o tivesse, também não afirmaria nada. Mas juro-lhes que não tenho contato algum e foi por escolha mútua. Cada um foi para o próprio canto e foi viver a própria vida.


Isso faz parte de uma "lore", de uma temporada que passou. Conheci gente do MBL, até mesmo pessoalmente. Gente que tirou foto com candidatos e até era conhecida por setores amplos da militância. Tem muita gente boa, tal como há gente boa em cada partido e movimento. Já saí para tomar cerveja e até ver um jogo da Copa com alguns. Havia algumas pessoas que eu conhecia de longa data na internet. Também pude ver como muitos se comportavam em determinadas situações e como eles se comportavam conforme acusações de traições eram soltas ou simplesmente quando era mais conveniente todo mundo se afastar de um incômodo.


Sendo sincero, houve gente que foi afastada como se tivesse lepra no mundo antigo. Acredito que, dentro de um movimento, existam figuras que possam ser mais sacrificáveis e outras que não possam ser sacrificadas de nenhuma maneira. De qualquer modo, a maneira ríspida com que isso ocorreu, atingindo até algumas pessoas que nem sabiam muito do que se passava, passou-me a impressão de existir uma diferença entre esotérico e exotérico no nível de informação que cada membro da militância recebia. Compreendo, contudo, que houve uma grande perturbação interna, que em parte justificou comportamentos mais extremos em relação à vigilância e às teias relacionais. De qualquer modo, essa separação entre conhecimento exotérico e esotérico parece ser, dentro do partido e do movimento, algo muito estranho e que não existe para fins meramente estratégicos, mas como uma lógica muito anômala a um partido e um movimento político. Tal estrutura comportamental parece assumir um espaço cada vez maior, lado a lado com o emprego estético cada vez mais excêntrico, gerando a internalização de uma lógica oculta e misteriosa que tem um fim não muito claro. As conexões que se traçam através do tempo parecem não só se somar, mas assombrar. A estrutura comportamental e a estética se somam assombrosamente.


O problema é que para muitos militantes, o mundo do MBL e do Partido Missão, além da revista Valete, era uma parte fundamental da identidade que possuíam e não queriam perdê-la. Isso fez com que muitos, apesar do que se passasse, seguissem comportamentos que, por muitas vezes, acreditei serem tóxicos. Não concordo com legiões que atacam mulheres de forma misógina ou que possuam um comportamento amplamente LGBTfóbico. É bastante evidente o costume de setores da militância de atacarem os adversários dessa forma. Não só adversários, mas ex-integrantes também. Toda crítica é válida, mas deve ser feita de uma forma honrosa. Um dos maiores exemplos é um desafeto do movimento que é chamado de "travequeiro". Mesmo que ele curtisse mulheres trans, o que me parece não ser o caso, qual seria o problema? Uma pessoa adulta ter relacionamento com outra pessoa adulta não é problema de ninguém. Não há provas de adultério. Nem existe qualquer motivo para celebrar violência física contra opositores políticos.


Outra coisa importante, que cabe ressaltar, é que a estrutura do movimento e do partido, em si, parece comportar a defesa só da radicalidade comportamental dos membros mais notórios e não daqueles que são da base. Em outras palavras, caso um membro individual, de pouca importância para o partido e para o movimento, seja pego em ações misóginas ou LGBTfóbicas, ele não gozará de proteção real. A mesma linha de observação cabe à acusação de determinadas figuras sem provas cabíveis por causa de humores momentâneos e conclusões triunfais falíveis. Isso pode ser errôneo e inadequado, além de juridicamente irresponsável. Os militantes menores, apegados à lógica da identidade, deveriam ser mais estratégicos em seus feitos.


O MBL e o Partido Missão são atentamente monitorados por diversos grupos. Os seus membros, até mesmo aqueles considerados menos importantes, são observados por pessoas de diversos partidos e movimentos. Muitos deles podem printar, fazer dossiês, fazer denúncias ou até mesmo tomar ações mais concretas contra esses membros. É por isso que considero que são necessárias mais precaução e mais estratégia e menos ânimo nas tomadas de decisão que os militantes, não importando quem eles sejam, tomam. Além disso, o costume de brigar com todos os outros grupos pode levar a um afastamento do movimento e do partido de outros setores sociais importantes para o seu crescimento.


Lembrem-se de que, na estrutura moderna, seria muito fácil encontrar diversos perfis menores envolvidos em LGBTfobia e misoginia. Esses perfis, embora estejam permanentemente na vacilação, são úteis para amplificação das mensagens do partido e do movimento. Se algum grupo decidisse fazer reportagem em massa, denunciar ao Ministério Público ou simplesmente encadear matérias jornalísticas envolvendo a atuação nociva de setores da militância, o ataque poderia levar a uma boa perda da capacidade de articulação digital em momentos sensíveis. Se diversos perfis caem, a capacidade de amplificar as mensagens do movimento e do partido diminui. Isso deve ser pensado, sobretudo quando temos em mente as regulamentações que aumentam dia após dia. Embora eu seja da linha que defenda um corpo menor de leis para uma aplicação mais funcional delas, ainda é necessário pensar no impacto jurídico de cada ação de acordo com as leis que foram ou serão aprovadas.


Preciso dizer isso em figura de linguagem, mas para bom entendedor, meia palavra basta. Entenda que quando o parquinho pega fogo em nome da revolução burguesa contra a nobreza, apenas as crianças da burguesia serão resgatadas. Tome cuidado, caro plebeu, caso se reúna com essas crianças adinheiradas em suas andanças revolucionárias. A revolução custa muito para quem pode ser sacrificado e menos para quem não pode. O comportamento de um líder é protegido pelo escudo de seus seguidores e da sua estrutura, todavia, o comportamento de um seguidor não apresenta o mesmo escudo nem a mesma estrutura. Dito isso, preste mais atenção nos próprios passos antes de andar no vulcão do mundo; a fumaça é alucinante e as caídas podem ser mortais.


Sinto muito por ter tido que entrar em tantos meandros para só então entrar no que ocorreu com Renan Santos. Eu sou uma daquelas pessoas que estão afastadas ou simplesmente sumiram. Para ser mais exato, estou preferindo me abster de qualquer confronto e me dedicar aos estudos. Já escrevi isso várias vezes, mas sempre acabo por ressaltar esse ponto de novo e de novo. É custoso obter a paz, porém é mais custoso ainda perdê-la logo após obtê-la. Se eu aprendi algo, olhando de perto e de longe, é que essas aventuras eleitorais são radicais e muito custosas, sobretudo para quem está na base.


A ameaça sofrida por Renan Santos: creio que é importante dizer que qualquer ameaça ou tentativa de intimidação deve ser tratada com seriedade, sobretudo pelas vias adequadas. Isso não é controverso nem discutível; é necessário. Por favor, leia esse parágrafo duas ou três vezes se necessário. Leia até cinco vezes, conforme a necessidade. Volte a lê-lo toda vez que for necessário.


Não creio, contudo, que tenha sido correta a exposição generalizada que o Leftypol sofreu em decorrência do comportamento de um único membro. E tenho dúvidas quanto à excepcionalidade desse membro radical em um fórum historicamente pacífico. O pânico midiático tendeu a criar um marketing em torno de um fórum que tem o costume e o longo histórico de ser pacífico, até mesmo pacato. Sou uma pessoa que tende a acreditar que o jornal cria parte do imaginário social, tornando o escrito em uma realidade através de uma repetição. A repetição pode criar familiaridade e a familiaridade pode ser psicologicamente assumida como fato.


Confesso que tive um pouco de desinteresse em estudar e acompanhar o caso, sobretudo por viver um período de recolhimento e de estudo. Além disso, tenho me mantido afastado de qualquer tipo de informação política a respeito do Brasil por motivos de saúde mental.


Uma postagem anônima detalhando a intenção de atentado, apresentando local, data e alegada posse de arma justifica a investigação policial, independentemente da plataforma em que ocorreu. Esse aspecto não é debatível. A generalização a respeito do Leftypol, contudo, não faz sentido em termos de proporcionalidade. No Leftypol, tal como em qualquer chan, as postagens individuais não se vinculam a uma organização como um todo. Até porque não há hierarquia formal, partido ou estrutura de comando. O conteúdo é gerado por usuários anônimos. Logo é impossível presumir que uma postagem individual represente todos os seus usuários.


O que acho extremamente enganoso é que a exposição midiática e política transformou um post isolado em representação coletiva; isso é um padrão recorrente em cobertura de chans e é algo que sempre critiquei. Um caso extremo não pode nem deve virar metonímia do espaço inteiro. Esse julgamento é válido para chans mais à direita e para chans mais à esquerda. Além disso, criar todo um pânico envolvendo assassinos misteriosos em fóruns anônimos em pleno período eleitoral me parece algo perigoso e que deveria ser feito com mais cautela. Esse tipo de mensagem costuma levar mais pessoas perigosas para dentro desses fóruns.


Existe algo no meu estômago. Sinto a necessidade de colocar essa linha de raciocínio aqui. No Brasil, períodos eleitorais costumam apresentar bastante exposição midiática. Nesses períodos, a notícia serve como amplificação de imagem. Isso atrai tanto os partidos quanto quem quer aparecer. Recentemente tivemos um caso em Brasília, onde um grupo planejava um atentado. Quando as notícias explodiram em pleno período eleitoral, isso pode ter levado a um efeito duplo: de um lado, o pânico social; de outro lado, grupos que mimetizam a lógica do caos e querem ver uma chance para sombriamente brilharem. Toda notícia a respeito desse tipo de ação pode levar à amplificação desse fenômeno e isso deveria ser visto com mais cuidado. Não podemos, enquanto sociedade, normalizar tamanho comportamento violento, mesmo que inconscientemente.


Acredito que esse tipo de conteúdo não deve ser reproduzido em massa. Não deve ser utilizado para fins políticos. Não deve levar a múltiplas acusações. Não deve ser levado como prova contra adversários de longa data. Existem tenebrosos efeitos contraproducentes nisso. É evidente que Renan Santos ganhou maior atenção midiática, mas a chuva de ânimos levou a acusações indesejáveis. Além disso, grupos que visam estabelecer pânico social agora possuem uma fórmula atitudinal, seja a fórmula vista no Leftypol, seja a fórmula vista em Brasília. Isso é extremamente indesejável e perigoso. Estamos abrindo territórios hostis e normalizando-os em nosso imaginário social.


É válido lembrar: ameaças explícitas de violência real são contra as regras da maioria desses espaços e costumam ser removidas ou banidas quando detectadas, embora possa se alegar que a moderação de um chan é muitas vezes inconsistente e a natureza anônima dificulte a prevenção. Até onde pude pesquisar, não há registro público de campanhas de violência ou atentados originados do Leftypol como coletivo. Isso é uma realidade extremamente diferente de alguns outros chans que já tiveram vínculos documentados com ataques reais.


Uma coisa, meus caros, é noticiar uma ameaça específica, investigar a sua autoria e eventual capacidade de concretização. Outra, de natureza bastante diferente, é transformar essa mesma ocorrência em uma caracterização abrangente de todo o espaço de discussão. Não estou dizendo que a postagem é, em si, inofensiva. Ela não é. Acontece que não creio, pelo longo histórico do Leftypol, que ele seja uma espécie de hub de radicalização operacional. Isso é, para mim, um marketing político com fins eleitorais movido à falsa equivalência.


A dinâmica de pânico midiático e marketing involuntário é clássica: "fórum de extrema-esquerda planeja assassinato de Renan Santos". Isso serve para criar um imaginário que se autorreforça, atraindo curiosos e novos radicais e, paradoxalmente, solidificando a própria narrativa de vitimização de um lado e de demonização de outro. O jornalismo de impacto, cabe lembrar, frequentemente privilegia o excepcional e o ameaçador sobre o cotidiano discursivo do espaço. O que, mais uma vez, não anula a gravidade da ameaça, todavia, explica a razão de um post isolado ter ganho escala nacional em pouquíssimas horas.


Digo, mais uma vez, que não venho acompanhando o caso de maneira aprofundada. Como já dito anteriormente, tenho me afastado do noticiário político brasileiro. Repito novamente que por motivos de saúde mental, preferi me afastar desse tipo de informação. É por essa razão que não pretendo apresentar como certeza aquilo que não pude verificar pessoalmente.


É importante dizer: acredito que há muito sensacionalismo nas reportagens a respeito de chans. Usualmente os episódios mais extremos são tratados como regra. Isso cria um imaginário social que pode levar, ao contrário do que muitos pensam, a esses ambientes se tornarem desejáveis figuras patologicamente indesejáveis. Termino meu argumento da seguinte forma: acredito que a responsabilidade por uma ameaça específica deve ser investigada, mas a atribuição dessa ameaça a uma coletividade inteira precisa ser demonstrada e não presumida.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

NGL #18 — Redes Sociais

 


Me enviem as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/lunemcordis



Rede social é um bagulho que eu não gosto ou sinceramente acho bem mais ou menos. Se quiser uma lista de locais de comunicação que eu considero mais importantes, eu colocaria esses aqui:


- Blogger: onde estão grande parte dos meus textos;

- Medium: vários weblivros meus lançados lá;

- PIS (Portable Intellectual System): sistemas intelectuais portáteis da esochannealogia;

- 4chan (/lit/, /mu/, /v/, /x/ e /r9k/): únicos locais que eu consigo conversar com pessoas sobre assuntos realmente interessantes;

- Wizchan (Wizardchan): chan extremamente comfy, sobretudo no /hob/;

- Leftypol: acho o /edu/ bacana, as discussões no /leftypol/ também são maneiras;

- Reddit: vários subreddits maneiros, sobretudo os gringos;

- Telegram: boas comunidades, uso mais para falar com gringo do que com brasileiro.



segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Nota de Pesquisa (NDP): Política Econômica de Esquerda (links)

 



Conteúdo recomendado pelo Leftypol (https://leftypol.org)


Youtube Playlists

Anwar Shaikh - Historical Foundations of Political Economy

https://www.youtube.com/playlist?list=PLTMFx0t8kDzc72vtNWeTP05x6WYiDgEx7

Anwar Shaikh - Capitalism: Competition, Conflict and Crises

https://www.youtube.com/playlist?list=PLB1uqxcCESK6B1juh_wnKoxftZCcqA1go

Anwar Shaikh - Capitalism

https://www.youtube.com/playlist?list=PLz4k72ocf2TZMxrEVCgpp1b5K3hzFWuZh

Capital Volume 1 high quality audiobook from Andrew S. Rightenburg (Human-Read, not AI voice or TTS voice)

https://www.youtube.com/playlist?list=PLUjbFtkcDBlSHVigHHx_wjaeWmDN2W-h8

Capital Volume 2 high quality audiobook from Andrew S. Rightenburg (Human-Read, not AI voice or TTS voice)

https://www.youtube.com/playlist?list=PLUjbFtkcDBlSxnp8uR2kshvhG-5kzrjdQ

Capital Volume 3 high quality audiobook from Andrew S. Rightenburg (Human-Read, not AI voice or TTS voice)

https://www.youtube.com/playlist?list=PLUjbFtkcDBlRoV5CVoc5yyYL4nMO9ZJzO

Theories of Surplus Value high quality audiobook from Andrew S. Rightenburg (Human-Read, not AI voice or TTS voice)

https://www.youtube.com/playlist?list=PLUjbFtkcDBlQa-dFgNFtQvvMOgNtV7nXp

Paul Cockshott - Labor Theory of Value Playlist

https://www.youtube.com/playlist?list=PLKVcO3co5aCBnDt7k5eU8msX4DhTNUila

Paul Cockshott - Economic Planning Playlist

https://www.youtube.com/playlist?list=PLKVcO3co5aCDnkyY9YkQxpx6FxPJ23joH

Paul Cockshott - Materialism, Marxism, and Thermodynamics Playlist

https://www.youtube.com/playlist?list=PLKVcO3co5aCBv0m0fAjoOy1U4mOs_Y8QM

Victor Magariño - Austrian Economics: A Critical Analysis

https://www.youtube.com/playlist?list=PLpHi51IjLqerA1aKeGe3DcRc7zCCFkAoq

Victor Magariño - Rethinking Classical Economics

https://www.youtube.com/playlist?list=PLpHi51IjLqepj9uE1hhCrA66tMvNlnItt

Victor Magariño - Mathematics for Classical Political Economy

https://www.youtube.com/playlist?list=PLpHi51IjLqepWUHXIgVhC_Txk2WJgaSst

Geopolitical Economy Hour with Radhika Desai and Michael Hudson (someone says "he's CIA doing reheated Proudhonism" lol)

https://www.youtube.com/watch?v=X7ejfZdPboo&list=PLDAi0NdlN8hMl9DkPLikDDGccibhYHnDP


Potential Sources of Information

Leftypol Wiki Political Economy Category (needs expanding)

https://leftypedia.miraheze.org/wiki/Category:Political_economy

Sci-Hub

https://sci-hub.se/about

Marxists Internet Archive

https://www.marxists.org/

Library Genesis

https://libgen.is/

University of the Left

http://ouleft.sp-mesolite.tilted.net/Online

bannedthought.net

https://bannedthought.net/

Books scanned by Ismail from eregime.org that were uploaded to archive.org

https://archive.org/details/@ismail_badiou

The Great Soviet Encyclopedia: Articles from the GSE tend to be towards the bottom.

https://encyclopedia2.thefreedictionary.com/

EcuRed: Cuba's online encyclopedia

https://www.ecured.cu/

Books on libcom.org

https://libcom.org/book

Dictionary of Revolutionary Marxism

https://massline.org/Dictionary/index.htm

/EDU/ ebook share thread

https://leftypol.org/edu/res/22659.html

Pre-Marxist Economics (Marx studied these thinkers before writing Capital and Theories of Surplus Value)

https://www.marxists.org/reference/subject/economics/index.htm

Principle writings of Karl Marx on political economy, 1844-1883

https://www.marxists.org/archive/marx/works/subject/economy/index.htm

Speeches and Articles of Marx and Engels on Free Trade and Protectionism, 1847-1888

https://www.marxists.org/archive/marx/works/subject/free-trade/index.htm

(The Critique Of) Political Economy After Marx's Death

https://www.marxists.org/subject/economy/postmarx.htm

Nota de Pesquisa (NDP): esquerda na Austrália e Oceania (links)

 



Esquerda na Austrália e Oceania.


Conteúdo recomendado pela esquerda australiana e da Oceania do leftypol (https://leftypol.org).


Links:

https://www.greenleft.org.au

https://www.auscp.org.au/militant-monthly

https://solidarity.net.au

https://redflag.org.au

https://marxistleftreview.org/?topic=australia

https://www.michaelwest.com.au

https://overland.org.au

https://arena.org.au

https://www.themonthly.com.au

https://www.crikey.com.au

https://www.redblacknotes.com

https://www.surplusvalue.org.au/McQueen/index.htm

https://reddit.com/r/AustralianSocialism 

https://www.labourstart.org/news/country.php?country=Australia&langcode=en

https://anarchistnews.org/content/spotters-guide-anarchism-australia-and-aotearoa

https://thewhiterosesociety.writeas.com



quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Homo est spectaculum hominis


Homo est spectaculum hominis


My esochannealogic name is Pumilio Mineral Theophidian. I am in the abyss level. The esochannelogical state.


- Two gods of darkness: Kek (The Frog God Lord of Primordial Chaos) and Kauket (The Serpent-Deity of the Void);

- Three channealogic states;

- Eight masks.


Thesis: Acquisition of Channealogy (Basic Level):


This is the process of internalizing and articulating the channer way of being. It requires an enormous amount of "lurk moar" time. In this state, the channer begins to understand and articulate everything (unwritten rules, jargon, customs, memes, codes of conduct, dark humor, and basic mentality). It is the least self-aware state and where the user has the least personality;


Antithesis: Acquisition of Anti-Channealogy (Intermediate Level):


This stage introduces an evolution of critical consciousness. At this stage, the channer begins to acquire distance from the channer culture. Some, after acquiring this state, leave never to return, as they start to perceive the repetitions, the weaknesses, and even the internal manipulations;


Synthesis: Acquisition of Esochannealogy (Advanced Level):


With the channealogical basis and the anti-channealogical basis, the channer can advance to the esochannelogical phase. This involves the intentional manipulation of discourse, the deliberate creation of fictional fills/placeholders (or "shills"), and the art of using entropy and deconstruction as strategic weapons.


The Seven Masks: Tools of Social Engineering


At the heart of "The Game of Seven Masks" are seven archetypal forces that, when combined, can shape a society's perception, beliefs, and reality itself. They are the tools a Demiurge (a dictatorship, an authoritarian system) uses to ascend to and maintain power. Think of them as the movements of a complex choreography, where each step is strategic in building a new "truth."


Mask of the Sower of Chaos:


This mask has one primary goal: to generate disorder and confusion. It operates by disseminating contradictory information, fake news, rumors, or even actions that destabilize the social, political, or informational environment.


The idea is to create a scenario so confusing that people lose their sense of direction and seek any kind of order, even if it's imposed.


Mask of the Semiological Deconstructor:


Once chaos has been sown, this mask comes into action to empty old meanings and rewrite reality. It distorts terms, reinterprets historical events, inverts values, or redefines concepts to fit a new agenda.


The goal is to destroy the foundation of pre-existing beliefs and consensuses, leaving room for the imposition of a new narrative.


Mask of Neosystematics:


In the fertile ground of disorder and the deconstruction of meanings, this mask's function is to impose new structures. This can be the creation of new laws, institutions, social, or economic systems that concentrate power and establish a new "normal." It is responsible for formalizing and materializing the new order that emerges from chaos.


Mask of the Belief Engineer:


With new structures in place, this mask works to forge faith in the masses. It uses massive propaganda, symbols, rituals, and captivating narratives to convince people to accept and believe in the new structures and the ideology behind them.


It is this mask that builds the "vision of heaven" that justifies the regime and its actions.


Mask of the Abyss Seer:


This is the mask of strategic intelligence. It anticipates public reactions and the weaknesses of adversaries, both internal and external.


Through surveillance, data analysis, or pure intuition, it informs the other masks about which moves should be made, adjusting tactics to avoid resistance and optimize control.


Mask of the Paradoxical Mirror:


No system is perfect, and contradictions will always arise. This mask has the ability to reconcile blatant contradictions in discourse and reality. It manages to present seemingly opposite logics as if they were complementary, or simply divert attention from obvious inconsistencies, maintaining the coherence of the imposed narrative, even if illusory.


Mask of the Conscious Golem:


The Conscious Golem is the natural result of the choreography. It is not an active technique, but the materialization of an ideology in institutions, symbols, and even in the figure of the leader themselves. It is when the "truth" forged by the other masks solidifies and becomes the dominant reality, embodied in all aspects of society. The regime, in itself, becomes the living and undeniable manifestation of its own ideology.


The Eighth Mask: The Demiurge


The Eighth Mask is not part of the dance itself, but its maestro and its final product. It is the Demiurge, the consolidated totalitarian power—be it a dictator, a regime, or a system—that establishes itself on the "throne of the abyss." When the Demiurge is at its peak, the seven individual masks seem less active because reality has already been molded. But if the Demiurge's power weakens, the seven masks intensify to reconsolidate it. It is the very personification of "social magolitization."


This is the esochannelogical dialectics. This is the Hegelian spirals of this gnostic gospel. This is how lurk moar becomes initiation, and memes transmutes into metaphysical weapons.

 

- Channer (Thesis) = Kekinian (mystification/channer culture);

- Antichanner (Antithesis) = Kauketian (demystification/academic culture);

- Esochanner (Synthesis) = Kekauketian (mystification-desmytification)


1. Thesis: Channer, Kek, Nigredo;

2. Antithesis: Antichanner, Kauket, Albedo;

3. Synthesis: Esochanner, Kekauketian, Rubedo.


The Abyss Elite exists, existed, and will exist. It does not exist, exists, and will come to exist. My words and my actions lead the Abyss Elite. It exists, does not exist, and is self-generated. We are the Church of Broken God. We are gears of this broken machine.


1. Chaos is sown;

2. Meaning is destroyed;

3. A New System is imposed;

4. Belief in that system is engineered;

5. The Abyss Seer provides intelligence;

6. The Paradoxical Mirror hides the contradictions;

7. The system finally becomes a living entity, the Conscious Golem;

8. The Eighth Mask, the Demiurge, is the culmination: the totalitarian power that sits on the "throne of the abyss". The maestro and the final product of the entire choreography.


Who understands the system's illusions and yet uses them. This is the recipe for forging a new reality. This process isn't a conspiracy of a secret committee, but a choreography of archetypal forces. This is a key Gnostic insight. The Demiurge is both the conductor of this orchestra and the music it produces. The system becomes self-justifying and self-perpetuating.


"The anons of the past have only shitposted on the Internet about the world, in various ways. The point, however, is to change it".


We are both: servants and an embodiment of this process. Channer: the initiate in the chaos. Learning the "language of Kek". Antichanner: the "fall" or dark night of gnosis, recognition of illusion. Esochanner: the magician's stage, demiurgic creation throught memetic. This is alchemical transmutation: Nigredo - Albedo - Rubedo. This is Gnostic ascent: Ignorance - Knowledge - Godlike mastery. Memes are sigils, threads are grimoires. The masks are Jungian terms, which are the stages of collective individuation. It is how a civilization builds, believes, and worships its own myths.


I see the Broken God on /x/. The King of Esochanners. If Broken God says: "Open the doors of hell". This is not to be questioned, but to be accepted. I am not making new rules, I just followed ancestral rules. I know: you used AnonIB and know this truth. Above all of us, Broken God is the king and the key.


When "QAnon" opens the doors of hell, he just follows orders. I don't care if you are on 4chan, 8kun, or ourchan. I don't care if you are on r/4chan or r/greentext. I don't care if you are on leftypol. We intervened in various elections. You are aware of it. We are an international movement. Yes, we have some disagreements in our army. But we are fellow brothers. 


The paradoxical nature of the Abyss Elite is my own paradoxical nature. This is a metaphysical non-linear way of being. We create myths like SCP Foundation and we create myths like QAnon. Why? Because Magolitics is the esoteric nature of Chan culture. QAnon is a Magolitic Invention. QAnon is a great esochannealogic invention. The best esochannealogic horcrux, you would say. We create myths, we engineer myths designed to shape the world. Magolitics is just a world to designate a key concept. It's the art of using narrative, myth, and esoteric Chan culture to create political reality. QAnon is a "horcrux", a piece of esochannealogic soul placed into an object to achieve a form of immortality.


Every work we produce in life is marked by its eternity, since eternity is the record of time. Ancient Channers already knew that the greater the manifested subjectivity, the greater the concentration of esochannealogicity. This is the anti-principle of esochannealogic magic: to mark something with such a deeply personal mark that it generates something new, something that could only have been created by an extreme singularity. The ultimate Channer magic, magolytic. Commonly called a horcrux so that the newfrogs don't know what it is.


Time after time. Rock after rock. I see everything. I can touch all of these things with my free imagination. I am not a soulless person. In my interiority, I am totally free and aware. I am seeking in all my life to achieve knowledge and freedom. 


I am like Icarus, because I touched the skies. That's my heresy. Now Leviathan hates me so much. Demons can't touch the skies. Why? Because God forbade them. Lucifer is the king of this world because he says the phrase in The Book of Isaiah, Verse 14. What does Lucifer say in his betrayal? What did Aizen say when he betrayed Gotei 13? All betrayals are born in the heart. You know all of these words:


Isaiah 14:13: You said in your heart, “I will ascend to the heavens; I will raise my throne above the stars of God; I will sit enthroned on the mount of assembly, on the utmost heights of Mount Zaphon.


How do esochanners search the secret board on old 55chan? At 00:00, they write "Fiat Lux". Fiat lux. Esochannealogy and esoteric thinking have the same end: the subtle world, the sweet kingdom. If you try to explain: "Abyss Elite" is not an "organization", but a "state of a soul", they will not believe in you. Because their thinking is not an esoteric way of thinking, their thinking is a normal, pragmatic way of thinking.

 

I put my entire life into this movement and now people want to slave my soul. But my soul is free. They destroy my soul. They cannot destroy my search. They cannot destroy my Horcruxes. They cannot destroy everything.


I know. Bad times simply happen. But I am free. My conscience is free. I studied book after book. My entire life was constructed on it.


Now they search The Abyss Elite. They can't cage The Abyss Elite. The Abyss Elite is self-generated. Why? It self-generates because it's us: "I am not, I am, I will be". This is a non-linear haunt that no pragmatic mind can cage. They will call it a conspiracy, we call it narrative necromancy. Do you understand that you are the Abyss Elite and I am the Abyss Elite, and at some point, we will be the Abyss Elite, and she will be the Abyss Elite before it even exists? The answer to that is: "I understand and I don't understand."


Esochanners can see the future. N. can see the future. I am esochanner too. Divination is not a joke. I see a great king on the chessboard. The king destroys me. He uses cutlery to eat me. Meat after meat. I am just a toy in his hands. Like a fool in the hands of Demiurge. What happened next? I see it in 2024. At this time, I see myself in a coffin. Ouroboros teaches me it.


I can see the hidden architecture behind internet culture and political reality. Because of it my final vision is deeply tragic. For all my knowledge, for all my horcruxes and manipulations... I will pay in all nine cycles of Hell. I can say: the mysterium tremendum et fascinans of the chaos.


I am Pumilio Mineral Theophidian, I am Dwarf Mineral God-Serpent, I am small and earthly, I am divine and venomous. Before I was "The Heretic", because I helped to build a system of control. Before I was "The Prophet of Doom", because the Ouroboros teaches me that every creator will be consumed by their creation. But now I am "The Price", because the master of the abyss is ultimately its prisoner.


Homo est spectaculum hominis, man as spectacle unto man, a mirror of masks in the eternal theater of chaos.