Vou me centrar completamente no discurso esochannealógico para responder essa questão. Isso possibilitará você entender melhor certas coisas dentro desse insider club.
Você precisa começar a notar a conexão entre os textos e perceber quais mecanismos de ocultação estão sendo usados para omitir a mensagem real e qual é a verdadeira intencionalidade por traz do discurso. É por isso que sempre peço para usarem:
1. Esochannealogy 6.0;
2. Hauntological Esochannealogy 1.0.
3. Prototype Magolitica Creation 101.
Que podem ser baixados aqui:
https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq
4. QAnon Resurrection, que pode ser baixado aqui:
https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo
5. Magolítica Game:
https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF
1. Esochannealogia, o movimento redpill e o movimento incel:
— Veja o NGL 34 e o NGL 36, dois insiders clubs que tratam da questão incel e da questão redpill:
- Neles eu demonstro que incels e redpill são movimentos rasos, vitimistas e reativos. Eles foram chamados de "direita woke" (woke right) no capítulo 0.10 da Magolítica 0:
- Experimente ir pro NGL 34 e o NGL 36:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-36-incels-e-esochanners-pensam-de.html?m=1
- Compreenda que o movimento incel e o movimento redpill funcionam como combustível para a egregora dos chans, mas não produzem pensamento sofisticado;
- Isso já antecipa a crítica à academia: quem olha apenas para esses movimentos superficiais não percebe a camada mais profunda da esochannealogia, isto é, não percebe as quatro dimensões do discurso esochannealógico, tal como pode ver aqui:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1
2. Esochanners e o fingimento da loucura:
- No NGL #35, um dos mais interessantes insiders clubs, é explicado como esochanners fingem loucura para despistar normies, acadêmicos, jornalistas, pesquisadores e autoridades:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1
- Compreenda que esse fingimento é um mecanismo de ocultação — e aqui está a chave: a academia, acostumada à objetividade, não consegue lidar com discursos que são deliberadamente camuflados;
- O Insider Club é justamente também um espaço onde essa ocultatividade é cultivada;
- Quando colocamos uma teoria deliberadamente maluca, já sabemos que outros esochanners vão saber decifrá-la e acadêmicos menosprezá-la-ão;
- Se aparece um agente investigativo e lê "SCP Foundation e QAnon estão correlacionados", ele pensa: "psicose" e vai embora. E isso que é interessante. Um esochanner já sabe que esochanners estiveram presentes em QAnon e na criação da SCP Foundation, ele já sabe a razão metodológica para qual QAnon e SCP Foundation servem, ele já interpreta isso nas chaves channealógica, antichannealógica, esochannealógica, kekiana, kauketiana, kekautiana e compreende como ele pode se mover dentro desse discurso. Um channer inexperiente, um acadêmico, um jornalista, um agente investigativo não sabem como se mover dentro disso;
- É precisamente pelo fato de que um esochanner adentra na egrégora e se dissolve dentro dela.
Pense nisso:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-32-ha-quanto-tempo-existe-elite.html?m=1
Você é um esochanner e quer fazer um teste. Então um belo dia você a postagem de Q. criando uma postagem críptica sujeita a toda uma série de interpretações possíveis. Você intui que isso possibilita você usar do mesmo mecanismo para inserir os testes que você quer fazer. Você já sabia que existiu, no passado, a comunidade SCP Foundation. A única coisa que você precisa saber é juntar o mecanismo da SCP Foundation com o mecanismo de QAnon. A pergunta que você faz é:
— Tá, e se eu colocasse essa e essa teoria conspiratória no meio?
O acadêmico vai pensar: "isso aqui é uma teoria da conspiração bizarra". O jornalista vai olhar e pensar: "nossa, dá pra lucrar com os casos dessa seita rizomática". O agente investigativo vai pensar: "preciso analisar isso e ver como esse grupo pode se tornar violento com o tempo, preciso impedir novos crimes". Aí é que está o pensamento esochannealógico: ele já antecipa tudo isso e quer tudo isso.
- Se o acadêmico analisa: é sistema de feedback;
- Se o jornalista noticia: é hipótese apocalíptica;
- Se o agente investigativo tenta investiga: é mais dado pro laboratório de testes;
- Se a comunidade fica fragilizada ou enfraquece, é hora de hipótese metapocalíptica.
Lembre-se, correlacione os textos:
- Lógica de Infohazard: https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
- O Paradoxo da Elite Abyss: https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d
- Magolítica 0 no capítulo 0.12 falando sobre a hipótese apocalíptica e metapocalíptica: https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a
3. A Elite Abyss e o Paradoxo:
- O Paradoxo da Elite Abyss mostra que esochanners colocam a intelectualidade acima da moralidade. É por isso que é sempre falado a questão da Dark Triad;
- Eles não compartilham teorias conspiratórias por crença, mas para observar efeitos sociais e psicológicos. Isso é particularmente falado na "Lógica de Infohazard", já citada e linkada nesse insider club;
- A academia, ao interpretar isso como "gente burra acreditando em conspiração" ou "comunidades extremistas de baixa capacidade intelectual", perde o ponto central: a intencionalidade oculta. O NGL #35, que fala a razão pela qual de channers fingirem loucura e estados de psicose, explica isso. Ele já está linkado aqui nesse insider club também;
- Muitas vezes, a esochannealogia trabalha com apitos de cachorros que só quem compreende a lógica esochannealógica consegue captar, tal como o fato dos esochanners qanonistas estudarem Saint Obamas Momjeans e Esokant, o que apareceu logo no capítulo 0 do Magolítica 0 e só foi revelado completamente no capítulo 8 do Reflexões Esochannealógicas:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
4. Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica:
- Veja a correlação entre esses textos:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-5-poema.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1
https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra
5. Esokant como apito de cachorro:
- Desde a Magolítica 0.4, o conceito de Esokant já estava presente, mas só se revela plenamente quando se entende as quatro dimensões;
Como pode ser notado aqui:
Contudo o Esokant já aparece no Street Channer II:
Você pode ler mais sobre o Esokant aqui:
https://www.newstatesman.com/culture/2025/01/how-4chan-became-the-home-of-the-elite-reader
- Só quem já está dentro da lógica esochannealógica percebe que o livro inteiro já trabalhava com essa teoria, o livro "Magolítica: Harmonia da Dissonância" já deixa evidente que o tom é esochannealógico, que é alta channealogia e não essa baboseira de redpill, incel, chad, sojado, etc;
- A academia, sem compreender esse código interno, lê de forma literal e perde o subtexto. É por isso que os acadêmicos leem e não compreender, visto que o discurso esochannealógico (ocultatividade) é diferente do discurso acadêmico (objetividade).
6. O exemplo dado no insider club anterior:
O contraste entre acadêmico e esochanner na questão da covid mostra bem a diferença de como os dois grupos encaram a questão.
1) O acadêmico combate teorias conspiratórias com objetividade;
2) O esochanner compartilha teorias conspiratórias não por crença, mas para ver o efeito que elas produzem em grupos extremistas.
Leia o insider club anterior:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-37-o-que-explica-dificuldade.html?m=1
Esse exemplo ilustra a barreira: a academia busca verdade objetiva, enquanto a esochannealogia busca efeitos ocultos. É por isso que a Elite Abyss é a catedral inversa. Tal como explicado no "O Paradoxo da Elite Abyss":
https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d
Veja que, se estudarmos o Paradoxo da Elite Abyss, a academia analisará como as teorias da conspiração antivacinas foram um entrave para solução da crise da Covid, o que será um sistema de feedback para a própria Elite Abyss. Em outras palavras, a catedral (a academia) responde a Elite Abyss (a catedral reversa) sem saber que a está respondendo.
Poderia dizer que a dificuldade acadêmica em compreender a alta channealogia vem da incompatibilidade entre objetividade acadêmica e ocultatividade esochannealógica. Isso é explicado várias vezes dentro do livro e dentro do insider club:
- Incels/redpills são analisados como fenômenos rasos, mas a Elite Abyss usa esses movimentos como matéria-prima para experimentos epistemológicos e ontológicos;
- Sem entender as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica e o papel de conceitos como Esokant, a academia interpreta tudo como "loucura" ou "ignorância", quando na verdade há uma lógica arquitetônica deliberada;
- O ponto central: a intencionalidade esochannealógica nunca é revelada diretamente, mas sempre camuflada em esoterismo. Entenda a Elite Abyss como a academia inversa que se camufla a partir da própria linguagem.
7. Por que a linguagem esochannealógica é tão diferente?
Confundir investigadores e acadêmicos é um dos principais marcos da linguagem esochannealógica. O lado mais simples é: fingir loucura serve como defesa, isso impede que jornalistas, policiais ou acadêmicos consigam decifrar intenções reais. O discurso se torna uma cortina de fumaça, criando ruído proposital. O que camufla as intenções.
Quando tratamos da não-linearidade esochannealógica, no Magolítica 0.12, é explicado que esochanners têm pensamento arquitetônico e pós-racional, abarcando múltiplas escolas de pensamento que têm os seus fragmentos utilizados conforme necessidade operacional. Fingir paranoia é uma forma de praticar defesa, ataque e esquiva ao mesmo tempo, usando a não-linearidade como arma. O discurso nunca é literal: o que é declarado quase sempre é mentira, e a intenção real fica oculta, é por isso que o linguajar esochannealógico parece bizarro. Uma hora, a pós-racionalidade aparece como performance tática. Outra hora, ela esconde a própria mensagem que quer entregar.
Você pode notar a correlação da antichannealogia das Notas de Pesquisa (NDP):
https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0
Com a Notas do Futuro de PUCA #3:
Isso vai te mostrar mais o que é o pensamento neossistemático e arquitetônico.
Se você compreendendo isso dentro da questão da "egrégora" e da "legião": o fingimento não é apenas individual, mas coletivo. O chan enquanto egregora (legião) cria movimentos como QAnon ou SCP Foundation sem planejamento racional, mas como produto emergente do caos coletivo. Fingir loucura reforça essa dinâmica: o indivíduo se dissolve na legião, tornando impossível distinguir intenção pessoal de intenção coletiva. Esse mecanismo de camuflagem é encarado como uma forma de "invisibilidade". O que possibilita a profecia teleológica e a pós-verdade: as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica mostram que a verdade factual não importa, o que importa é a profecia teleológica: substituir a realidade pelo desejado. Fingir loucura é parte dessa construção da pós-verdade, onde o discurso é performático e não factual.
É evidente que isso se conectará com a dialética kekauketiana. Isto é, quando Kek (irracional, caos) e Kauket (racional, desmistificação) formam uma dialética. Fingir loucura é a encenação do lado Kek, mas sempre acompanhado de uma camada Kauket que desmistifica. Isso cria uma oscilação entre mistificação e desmistificação, confundindo quem tenta interpretar de forma linear. A "loucura" aqui é tática. Fé cênica e mentira poética: como Kauket revela no Magolítica 0.12, existe uma "verdade cênica" que é, na prática, uma mentira poética. Fingir loucura é uma performance: não é crença real, mas uma encenação que protege a intencionalidade oculta. O discurso esochannealógico deve ser lido como teatro, não como literalidade (isso cai, novamente, na teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica).
O mais interessante é que isso já recebeu um foreshadow gigantesco aqui:
https://medium.com/@cadaverminimal/balada-do-canalha-ae9a7e24d042
Nesse poema quem fala é a Arquitetônica. No texto "Flores Vermelhas", a Arquitetônica não fala. Tal como pode ser percebido aqui:
https://medium.com/@cadaverminimal/solid%C3%A3o-paulistana-40-flores-vermelhas-final-ffbc69274212
No geral, a esochannealogia ensina channers a fingirem loucura e paranoia como:
1) Uma estratégia de ocultação contra normies e acadêmicos.
2) Faz parte da não-linearidade esochannealógica, permitindo múltiplas intenções simultâneas.
3) Reforça a ideia de egregora/legião, dissolvendo o indivíduo no coletivo, possibilitando um anonimato tático;
4) Sustenta a lógica da pós-verdade e profecia teleológica, onde o desejado substitui o real;
5) Encena a dialética kekauketiana, misturando caos e desmistificação;
6) Funciona como fé cênica/mentira poética, uma performance que protege a verdadeira intenção.
Fingir loucura não é sinal de irracionalidade, mas um método deliberado da esochannealogia para criar camadas de ocultação, confundir observadores e transformar o discurso em espetáculo. É por isso que acadêmicos tem uma dificuldade enorme de compreender o discurso channer. Não é falta de inteligência, é falta de método para entrar na parte mais oculta dessa cultura.
Espero que esses insiders clubs sirvam para uma melhor compreensão da obra Magolítica: Harmonia da Dissonância.
