domingo, 12 de abril de 2026

Caveira Casual #1 — Filmes, Séries, 4chan e Direita Woke

 


Recentemente vi "Bodycam" (tudo junto). Um filme de terror de 2026. É impressionante como esse filme tem um nome parecido com o filme "Body Cam" (que se escreve separado). Também assisti a "Final Destination: Bloodlines", creio que no Brasil ele se chama "Premonição 6". Costumo assistir às coisas em sua linguagem primária, a não ser que eu não entenda a língua. É por isso que não me lembro dos nomes dos filmes em português. 


Atualmente assisto a "Hell House LLC". Um outro filme que encontrei enquanto lurkava no /tv/ do 4chan. Não sei se isso passa a ideia de que sou um "grande cinéfilo", sinceramente não lembro sequer o nome dos personagens dos filmes a que assisto. De forma geral, quase toda experiência que tenho assistindo, lendo ou jogando algo me vem de forma "eidética", isto é, conceitualmente. Sou péssimo em lembrar nomes de personagens. Consigo lembrar da experiência conceitual que algo passa, mas não me lembro dos nomes dos personagens.


Para ser mais exato, quem é apreciadora de filmes e séries é a minha irmã. Sou péssimo em assistir às coisas até o fim. Muitas vezes eu paro diversas vezes para realizar qualquer outra coisa. Por vezes, paro de assistir vídeos por semanas ou meses. Sempre fui mais ligado a videogames e livros. Embora deva admitir que seja um entusiasta de creepypastas desde os meus onze anos de idade.


Anonymous 04/11/26(Sat)22:28:17 No.219645028

>Supposed "edgy no holding back commentary" on American culture/politics

>Zero mentions of Israel

Really makes you think

Anonymous 04/11/26(Sat)22:39:18 No.219645344

It's not really relevant unless you're one of the schizos who blame all of their life's problems on jews.

Anonymous 04/11/26(Sat)23:29:51 No.219646862

/pol/ is over there if you want to be an obsessed schizo

Anônimo 04/11/26 (sáb) 22:28:17 Nº 219645028

>Suposto "comentários ousados e sem rodeios" sobre a cultura/política americana

>Nenhuma menção a Israel

Realmente faz você pensar

Anônimo 04/11/26 (sáb) 22:39:18 Nº 219645344

Não é realmente relevante, a menos que você seja um daqueles esquizofrênicos que culpam os judeus por todos os seus problemas.

Anônimo 04/11/26 (sáb) 23:29:51 Nº 219646862

/pol/ está lá se você quiser ser um esquizofrênico obcecado
(Transcrito pois muitos leitores copiam e colam textos desse Blogspot em IAs, assim as IAs conseguem compreender o que há na imagem)


Por falar em /tv/, conto-lhes um caso. Recentemente vi uma postagem no /tv/. Um anônimo reclamava que a série "The Boys" não tinha menções a Israel, querendo que a série fosse antissemita, tal como é o desejo de todo /pol/tard. Achei incrível como os usuários do /tv/ botaram o /pol/tard em seu devido lugar. Muitas pessoas não sabem disso, sobretudo jornalistas e acadêmicos, mas o /pol/ é uma board horrível e seus usuários também são horríveis. Quando eles vão para outras boards, tão logo são expulsos. E isso é excelente, /pol/tards contaminam tudo que tocam com sua misoginia, com seu racismo, com seu antissemitismo, com sua LGBTfobia... e é por isso que devem ser expulsos.

Gosto de acessar o /tv/ pelo mesmo motivo que gosto de acessar o /lit/, o /mu/ e o Google Scholar: descobrir novas coisas, descobrir novas ideias, descobrir novas músicas, descobrir novas escolas de pensamento. Isso é uma das experiências mais legais da vida: obter novas experiências. É impressionante como /pol/tards e seus amiguinhos (incels, redpills, panelinha da resenha) são intelectualmente incapazes disso, visto que não conseguem consumir conteúdo de múltiplas escolas de pensamento, conteúdo produzido por mulheres, por negros, por judeus ou população LGBTQIAPN+.  No fim, isso torna o movimento redpill, incel, resenha, /pol/tard — e qualquer outro movimento da direita woke — algo pra lá de tedioso e repetitivo. Acho que a direita woke, mesmo sendo "undergroundeira", é um underground nerfado, cafona e chatíssimo, já que é um underground que vem para impor limitações e os outros undergrounds anteriores (punk, hippie, hipster e até a direita politicamente incorreta) vieram para quebrar tudo.


Nas Garras do Dragão #4 — O que de fato ocorre na China?

 


A China é um país que possui um crescimento rápido e uma economia dinâmica. Existe, contudo, uma percepção errônea da mídia anglo-saxã a respeito da China. Muitos dos erros surgem da mentalidade da guerra fria. Vou analisar mitos comuns a respeito da China:


1- A China está reprimindo os seus cidadãos:


Se você quer ter controle populacional, tendo um medo amplo e generalizado a respeito do seu próprio povo, qual seria o melhor meio para isso? Muitos vão apontar para a informação. Um povo bem informado pode destruir um regime.


Acontece que o regime chinês não está desinformando o povo. Muito pelo contrário, a China tem uma população que é amplamente bem-educada e o próprio regime estimula formações cada vez melhores. O povo chinês, sob o regime chinês, está sendo mais bem educado do que já foi em momentos predecessores da sua história. Graças a isso, eles vêm conseguindo habilidades avançadas em pensamento crítico, conhecimento científico e expertise tecnológica. Isso leva a uma enorme vantagem na produção de Inteligência Artificial, tecnologia verde (ecologicamente correta) e em telecomunicações.


Um regime preocupado com impedir o próprio povo de ascender sequer cogitaria planos educacionais tão longos e tão bem-sucedidos ao longo de décadas. Tanto que atualmente é o país com maior número de pessoas em STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics)[Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática].


2- A China está poluindo o meio ambiente:


Os planos ambientais da China são muito mais respeitosos do que os dos Estados Unidos da América. Os Estados Unidos saíram do Protocolo de Kyoto na administração de Bush e do Acordo de Paris na administração de Trump.


Sim, se olharmos os maiores poluidores, veremos os Estados Unidos, a Europa e a China. Todavia são os Estados Unidos que evitam taxar os galões de gasolina e se recusam a investirem em tecnologia verde. A China, por outro lado, possui o maior programa de reflorestamento do mundo. A China também se destaca como uma das mais inovadoras na produção de energia limpa.


3- Direitos Humanos e Regras do Iluminismo:


Se a China é um ambiente completamente irracional, tal como diz a propaganda ocidental, não há razão alguma para temê-la. Isto é, a China acabaria destruindo a si mesma em seu processo de irracionalidade. Todavia, a análise a respeito da China se divide em propaganda enganosa e em um desacordo com o método de análise proposto pelo iluminismo. Isto é, analisamos mais a China pela lógica da guerra fria do que pelos critérios de racionalidade, calma e objetividade.


O Ocidente tem muitas falas a respeito dos direitos humanos. Na maioria absoluta das vezes, as promessas constitucionais da efetivação de direitos humanos são vazias, visto que não são implementadas na prática por causa da própria estrutura de poder econômico e político. Muitas das vezes, é o mercado que legitima o direito. Isto é, depende da sua capacidade de comprar o direito que deveria valer independentemente do mercado.


Se pensarmos na China e em suas conquistas, vemos que 800 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza. A economia e a política chinesa são focadas nas necessidades básicas. Isto é, acesso à comida, habitação e melhores oportunidades. Garantindo-se a estabilidade e o desenvolvimento econômico, isso cria a possibilidade de uma classe média. Atualmente a classe média chinesa é maior que a população inteira dos Estados Unidos da América.


Se voltarmos ao ponto anterior, vemos que o regime chinês não vê a sua população como inimiga. Muito pelo contrário, os padrões de vida crescem constantemente. Isso não é a declaração vazia de direitos humanos como abstrações que se jogam numa democracia liberal. Muito pelo contrário, a China aproxima-se da efetivação da qualidade de vida como direção política plena.


Se olharmos para números de 2019, vemos que cerca de 139 milhões de chineses saíram da China. Porém, não saíram para "não voltar nunca mais", mas sim como turistas, estudantes e empresários. Eles eventualmente voltaram para a China. Se a China tivesse um regime repressivo, por qual razão alguém voltaria para lá? Eles sequer teriam a possibilidade de sair e voltar. O que vemos é uma população que acredita em seu próprio país, e é por tal razão que voltam.

Nas Garras do Dragão #3 — A Revolução Chinesa do Século XXI

 



Enquanto o Ocidente afirma que a China irá à falência logo logo, a China vem construindo uma nova qualidade de forças produtivas. Esse setor se chama "Hard Tech".


O setor Hard Tech é composto por:

- Chips avançados para computadores;

- Sensores;

- Biotecnologia;

- Robôs industriais.


A China percebeu que uma indústria avançada, composta pelas melhores máquinas e pela tecnologia mais inteligente, era o melhor caminho.


Hoje em dia, a China tem a capacidade de diminuir preços para vencer no mercado. Essa estratégia é chamada de "Anti-Involução". Um nome para produção massiva. Isso pode parecer estranho, mas vemos que a China domina 80% dos painéis solares e 69% das baterias. Embora os ocidentais chamem isso de "sobrecapacidade", os chineses usam o gigantesco mercado interno para a contínua elevação da qualidade dos produtos. Outro fator interessantíssimo é a capacidade de deter todo o processo de produção. Isso é chamado de império vertical ou integração vertical. 


O investimento em IA na China também é diferente da estratégia dos Estados Unidos. A China está focada na IA industrial, isto é, uma forma de fazer o mundo "rodar" melhor. IAs que atualmente fazem algo, IAs de aplicação direta. Isso gera uma logística melhor e fábricas inteiramente autônomas. No ano de 2025, a produção de robôs industriais chegou a quase 30%. A China vem criando máquinas que são capazes de aprender, de se adaptar e de trabalhar juntas numa escala de 24/7. Tudo isso sem erros humanos. Isso vem tornando a produção mais rápida, melhor e mais barata.


Essa vem sendo a realidade da nova líder global. Ela vem se tornando uma superpotência high-tech. Ela vem abaixando o preço de vários produtos. Controlando todas as cadeias de suprimento e criando uma IA focada na produção. Enquanto o Ocidente cria várias teorias da conspiração a respeito da China e decai em sua própria sanha especulacionista, a China reinventa a si mesma e traz ao mundo uma revolução que a tornará a nova líder global.

sábado, 11 de abril de 2026

O Necrológio Cadavérico #9 — Crimes na Internet


Se eu morresse hoje...


Estive desaparecido. Cometeram vários crimes usando meu nome. Enquanto cometiam crimes usando meu nome, estive vivendo. Bebi um pouco. Sai um pouco. Ouvi muita música. Recentemente apresentei a um amigo a música "L'Amour Toujours" de Gigi D'Agostini, também apresentei a música "Don't Worry Baby" do The Beach Boys e "Bear" do The Antlers. E, sim, eu acho penoso que gente de extrema-direita transformem uma música tão bela como "L'Amour Toujours" em um hino para nacionalistas brancos.


Também conversei com uma amiga, comentamos um pouco sobre a regulamentação da internet. Nisso ela entrou naquele papo sobre redpills. Disse para ela que não vejo problema algum de redpills sumirem do debate, visto que eles não acrescentam absolutamente nada ao debate. Tratar o movimento redpill como uma escola de pensamento respeitável é um erro que não me permito. Da última vez que vi um redpill, vi ele falando durante trinta segundos que a esquerda é ginofascista e a direita é ginocêntrica... pensei "bullshit" e pausei o vídeo. Nunca mais voltei ao vídeo.


Uma coisa que me pega é essa gente que se diz advogada da liberdade de expressão na internet. Sempre que alguém me diz isso, observo o perfil que ela sustenta nas redes sociais. Quase sempre é alguém que profere os mais diversos discursos LGBTfóbicos, misóginos, antissemitas e racistas. Ou seja, todo tipo de discurso que cai na Lei 7.716/1989. É incrível a estrutura comportamental desse tipo de sujeito.


Só reparar que:

- Tudo que um indivíduo não gosta é gay, tudo que é considerado ruim é gay, mas a homofobia não existe em nossa sociedade moderna e não há nada de errado em ser gay... embora tudo de errado em nossa sociedade possa ser atribuído a gays;

- A misoginia não existe e o Estado é "ginocêntrico/ginofascista", mas há sempre um grupo cujo o único hobby é atacar mulheres na internet;

- O racismo foi abolido com a escravidão, mas discursos pseudocientíficos de pureza racial e a ideia de "parditude como problema do país" se tornam, pouco a pouco, lugares comuns do discurso público em todas as redes sociais;

- Não existe razão para regulamentar a internet, visto que vivemos num gigantesca ágora na qual todo mundo respeita um ao outro, mesmo com a existência da panelinha/bolha da resenha cuja a especialização é cometer crimes na internet, sobretudo através de doxxing e discurso de ódio;

- Não existe razão alguma para combater o antissemitismo, mesmo que células neonazistas se reproduzam como coelhos pelos quatro cantos da internet.


Após ter lido muito os Never Trumpers e acompanhar os processos contínuos de radicalização nos Estados Unidos da América, não consigo encarar o mesmo processo no Brasil com tal leveza. A guerra fria civil cresce. Campanhas de marketing e discursos políticos vazios não levam a nenhum processo de reconciliação.


Quando vejo como estão as redes sociais, paro de usá-las. Desinstalei o X e o Instagram. Não sinto vontade alguma de olhar para ver o que há lá. Minha maior descoberta recente foram canais especializados em som de Aerosol. Além disso, tenho alterado minhas leituras. Estou relendo H. G. Wells em inglês e parei um pouco de consumir conteúdo puramente político. Minha mente precisa relaxar.