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quarta-feira, 11 de março de 2026

O Necrológio Cadavérico #8 — Meltdown e Cansaço

 


Se eu morresse hoje...


Lembraria que o mundo é um local complicado, sobretudo em meu último suspiro. Tendo aqui um alívio de que parto para um descanso. 


Estive lendo muita coisa, posso até citar os livros caso os leitores tenham alguma curiosidade:

— "Alt-Right: from 4chan to the White House" - Mike Wendling;

— "Trumpocalypse" - David Frum;

— "China and the West" - The Munk Debates;

— "The Philosopher in the Valley" de Michael Steinberger;

— "National Security Strategy".


Tive que parar por um tempo com as análises devido a um certo cansaço e pelo fato de que tive um meltdown. Meu corpo precisa de um certo repouso. Além disso, precisava sair mais. Fiz isso no sábado, tive aula de teatro em Pinheiros e depois fui para o Centro de São Paulo tomar uma breja com um amigo. Acabei encontrando ali uma amiga de longa data e um rapaz que estava com ela.


As conversas que tenho com meus amigos são um tanto diferenciadas. Lembro-me de ter falado da importância da Sé para a cidade de São Paulo. Além de ter pensando em algum texto falando sobre Sé Paulistana (em referência a Santa Sé), o lema da cidade de São Paulo ("Non Dvcor Dvco", não sou conduzido, conduzo) e até mesmo músicas que falam de São Paulo. Pensei em falar até do regionalismo libertário dos punks dentro desse texto.


Em relação ao que produzi no passado, consegui traçar uma linha para que os leitores pudessem, de algum modo, delinear a passagem técnica entre os mais distintos acontecimentos na comunidade channer. Os leitores mais atentos poderiam ver como:

- As técnicas do Pizzagate foram usadas em QAnon;

- Como eram as técnicas do Saint Obamas Momjeans e do Q. (QAnon);

- Como a criação da "SCP Foundation" criou um modelo de criação que foi reaproveitado pelo Pizzagate e Q. 


Além disso, trouxe importantes conexões entre eventos históricos. Embora eu não ache que tudo isso foi compreendido ao todo. Até o presente momento, poucas pessoas sguiram a recomendação de lerem tudo com os arquivos mencionados "Esochannealogy 6.0", "Hauntological Esochannealogy 1.0", "Prototype Magolitica Creation", "QAnon Ressurection" e "Magolitica Game" em IAs, copiando e colando os textos.

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


Creio que muita gente se interessou, leu um texto ou outro, depois foi embora sem entender muito do que foi escrito. Isso me trouxe uma espécie de desânimo, mas os "insider clubs" publicados aqui e no Medium deram algum fôlego para a obra e seus leitores.


Tenho acompanhado os números de visualizações do blogspot, vejo que pessoas dos Estados Unidos, da Alemanha, do Canadá, da Suécia e da Espanha tornaram-se grandes leitoras desse blogspot nos últimos tempos. Na maioria das vezes superando em muito o número de leitores brasileiros.


Dois dos meus amigos estão se envolvendo bastante com mulheres. De um modo que até lembra meu "eu" em 2024. Eu mesmo não tenho me envolvido muito. Tenho saído pouco e não tenho apps de pegação com exceção do Duolicious (que é mais usado para falar com outros channers do que para pegação). Não sinto vontade de me envolver, sou um cara que gosta muito de ficar lendo e meditando. Ou ler e meditar ao mesmo tempo. Nada mais terapêutico do que colocar um bloqueador de luz azul no celular, respirar mais lentamente, semicerrar os olhos e ler vagarosamente. Também tenho consumido muito ASMR.


Enquanto eu tenho saídas breves, consumos esporádicos de álcool, aulas de teatro e tempos de leitura, o Brasil queima. Entra em pauta a criminalização da redpill e a lei que exige reconhecimento facial e documentos para frequentar redes sociais. Nenhuma dessas leis me afeta ao mínimo:

1- Não pertenço ao movimento redpill e até mesmo sou uma figura atacada por esse movimento;

2- Sou maior de dezoito anos e só entro na Internet para achar livros e artigos, jogar joguinhos, ver documentários e ASMR (um anime bem raramente), ouvir música.


A maioria das pessoas vêm o apocalipse na Terra onde eu só vejo sono e fico bocejar.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Memória Cadavérica #42 — Intervenção dos Estados Unidos no Irã


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: conversa com uma amiga a respeito da intervenção recente dos Estados Unidos no Irã.


"Quais seriam seus pontos pro acontecimento do Irã?"


Vou considerar certos pontos:  

1- O documento "National Security Strategy" assinado pelo próprio Donald Trump;  

2- O financiamento de setores extremistas do islamismo para o combate ao marxismo no período soviético;  

3- O sofrimento de mulheres, LGBTs e dissidentes iranianos no regime que está sendo trocado;  

4- A dinâmica da segunda guerra fria (ordem unipolar VS ordem multipolar).


O primeiro ponto é fundamental, visto que ele estabelecendo quais são as verdadeiras intenções ao intervir no Irã.

O segundo ponto apresenta fatos históricos relevantes na conjuntura atual.

O terceiro ponto fala sobre algo que não pode ser ignorado, seja você de esquerda ou de direita.

O quarto ponto correlaciona os eventos na Venezuela, em Cuba e no Irã.


Juntando tudo isso, é possível estabelecer um ponto de vista mais panorâmico e razoável sobre o assunto. Sem entrar na seitização do debate público. Eu vou precisar de tempo para colocar todos os dados a disposição no blogspot.



domingo, 1 de março de 2026

Acabo de ler "National Security Strategy" de Vários Autores (lido em inglês/parte 2)


Nome:

National Security Strategy of the United States of America


Autores:

The White House

Donald J. Trump

National Security Council


Uma pergunta que esse documento se propõe a responder internamente é: o que os Estados Unidos querem acima de tudo?


O primeiro item é a sobrevivência e a segurança de permanecer como um país independente e soberano. Protegendo o país, a população, o território, a economia e o estilo de vida. Posteriormente o documento diz do que:

- Ataque militar e influência estrangeira hostil.

A influência estrangeira hostil encontra múltiplas definições:

- Espionagem;

- Tráfico de drogas e humanos;

- Propaganda destrutiva;

- Operações de influência;

- Subversão cultural;

- E outras formas de ameaças.


O documento também frisa o controle total das fronteiras, do sistema de migração e das redes de transporte. O objetivo é impedir migrações populacionais desestabilizadoras, mas também existe a necessidade de criar uma infraestrutura nacional resiliente que seja capaz de suportar desastres naturais e ameaças exteriores para proteger os cidadãos americanos e a economia dos Estados Unidos da América.


Com relação ao aspecto militar: o documento fala em recrutar, treinar e equipar a mais poderosa, letal e tecnologicamente avançada forças armadas do mundo. A razão seria para proteger os interesses dos Estados Unidos, impedir guerras ou, se chegar a uma guerra, vencê-las rapidamente e com o menor número possível de perdas. As pessoas que adentrarem as forças armadas teriam como condição terem orgulho do país e confiança na missão. Além disso, os Estados Unidos querem o mais robusto, credível e moderno sistema nuclear, somado a um sistema de defesa de nova geração: o Domo de Ouro.


O documento falará várias vezes e repetidamente sobre querer ser o melhor do mundo em várias áreas:

- Economia:

Ter a economia mais forte, mais dinâmica, mais inovadora e mais avançada do mundo. Interconectando isso com a posição global dos Estados Unidos e a robustez das forças armadas americanas.

- Indústria:

Ter a base industrial mais robusta, seja para tempo de paz e de guerra, seja em capacidade de produção industrial, seja em capacidade de produção de defesa. Essa é citada como a maior prioridade de política econômica. 

- Energia:

O mais robusto, o mais produtivo e o mais inovador setor energético. Sendo esse capaz também de exportação.

- Ciência e Tecnologia:

Ser o país mais cientificamente e tecnologicamente avançado do mundo, protegendo também as propriedades intelectuais. Isso está correlacionado com manter a dominação econômica e a superioridade militar.

- Soft power:

O documento cita em manter o soft power que se encontra como irrivalizado. Todavia adiciona a camada de não pedir perdão pelo passado e pelo presente do país. Reforçando que será necessário acreditar no país.

- Espiritualidade e Cultura:

O documento fala em restauração e em revigoramento da sociedade. Celebrando os heróis e a história (o passado) dos Estados Unidos. Além de querer trabalhadores recebendo por seu trabalho. A continuidade geracional e a confiança nesse processo. Há também especial menção a famílias tradicionais, visto que nelas cresceriam crianças saudáveis.


Vocês podem ver que existe uma grande questão cultural interna nesse documento e uma tentativa de resgate aos valores que são considerados como bons. Pode ser que estejamos a ver uma justificação política para interferência em processos culturais, religiosos e familiares também.


Quando eu terminar de ler e analisar esse documento, vou tentar trazer alguns intelectuais e especialistas que comentaram esse documento para que leitores do blogspot consigam ter acesso a múltiplas perspectivas e fontes. Esse documento vem chamado a atenção de muita gente, sobretudo no exterior e na própria mídia americana, e é interessante que nós brasileiros — como parte do Hemisfério Ocidental e alvo potencial dessas políticas — tenhamos atenção nisso. Também sei que esse documento também é de interesse as pessoas dos mais diversos países que leem esse blogspot.


Como todo mundo queria muito esse texto, sobretudo essa parte específica, vou trazer a imagem e a tradução na íntegra. Essa parte falará o que os Estados Unidos querem do mundo.



- Queremos garantir que o Hemisfério Ocidental permaneça razoavelmente estável e bem governado o suficiente para prevenir e desencorajar migração em massa para os Estados Unidos; queremos um Hemisfério cujos governos cooperem conosco contra narcoterroristas, cartéis e outras organizações criminosas transnacionais; queremos um Hemisfério que permaneça livre de incursões ou propriedade hostil por parte de potências estrangeiras sobre ativos-chave, e que apoie cadeias de suprimentos críticas; e queremos garantir nosso acesso contínuo a locais estratégicos importantes. Em outras palavras, afirmaremos e faremos cumprir uma “Corolário Trump” à Doutrina Monroe;

- Queremos interromper e reverter os danos contínuos que atores estrangeiros causam à economia americana, enquanto mantemos o Indo-Pacífico livre e aberto, preservando a liberdade de navegação em todas as rotas marítimas cruciais, e mantendo cadeias de suprimentos seguras e confiáveis, além de acesso a materiais críticos;

- Queremos apoiar nossos aliados na preservação da liberdade e segurança da Europa, ao mesmo tempo em que restauramos a autoconfiança civilizacional e a identidade ocidental da Europa;

- Queremos impedir que uma potência adversária domine o Oriente Médio, seus suprimentos de petróleo e gás, e os pontos de estrangulamento pelos quais eles passam — evitando ao mesmo tempo as “guerras eternas” que nos atolaram nessa região a grande custo; e

- Queremos garantir que a tecnologia e os padrões dos EUA — especialmente em inteligência artificial, biotecnologia e computação quântica — impulsionem o mundo adiante.

Acabo de ler "National Security Strategy" de Vários Autores (lido em inglês/parte 1)

 



Nome:

National Security Strategy of the United States of America


Autores:

The White House

Donald J. Trump

National Security Council


O documento pela sobre a necessidade de conexão entre meios e fins. E faz dois questionamentos:

1- O que é desejado?

2- Quais são os mecanismos disponíveis, ou que podem ser realisticamente criados, para chegar aos resultados desejados?

A razão dessas perguntas é muito simples: o propósito da política exterior é a proteção dos interesses nacionais vitais.


Os autores vão falar do período da guerra fria e como os Estados Unidos se posicionaram razoavelmente bem nesse período. Todavia, após o fim da guerra fria, as elites da política exterior convenceram a si mesmas do domínio americano permanente do mundo inteiro pelo melhor interesse do próprio país. Só que havia, nesse plano, duas coisas que não poderiam ser sustentadas simultaneamente:

1- Um massivo Estado de bem-estar social, massivamente administrado e massivamente regulamentado;

2- Um massivo complexo militar, diplomático, de inteligência e de ajuda ao exterior.


Para complicar, graças ao processo de globalização, essas mesmas elites aderiram uma mentalidade que eles determinam como globalista. Esse globalismo se encontraria com uma ideia de livre comércio. Só que essa união entre globalismo e livre comércio destruiu a base da classe média e a base militar dos Estados Unidos. Em razão disso, a economia americana e base militar de decaíram por dependerem da existência da classe média e da base industrial.


Fora isso, houve, segundo esse relatório, aliados e parceiros que foram até mesmo estimulados a deixarem o custo de sua defesa ao povo americano. Além disso, os Estados Unidos tiveram que se intrometer nas questões internas dos seus aliados e parceiros. Essas questões lhe eram periféricas.


A mesma elite defenderia que os Estados Unidos adentrasse em um network de instituições que eram dominadas por um anti-americanismo e transnacionalismo. Essa fusão levava a um dissolvimento do Estado soberano individual.


O texto recoloca a questão estratégica para preservar o poder e a riqueza dos Estados Unidos da América.