sábado, 14 de fevereiro de 2026

Memória Cadavérica #39 — Antissemita?


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: resposta deixada a um grupo católico.


>vocês 


Eu estou apenas traçando a origem do termo.


Não estou dizendo algo que eu particularmente acredite, mas explicando como o termo surgiu dentro da lógica interna do grupo.


Se a teoria é antissemita, eu explico a lógica antissemita que está dentro do discurso. Do mesmo modo, se a teoria é feminista, conservadora, progressista, whatever. E é basicamente o que eu sempre fiz como intelectual. Seja analisando teologia judaica, teoria queer, islamismo, anarco-capitalismo, feminismo, catolicismo, etc.


Até porque o que eu sempre trabalhei foi a "engenharia mental reversa" adotada dentro da esfera da interpretação intelectual.


Se toda vez que eu fizesse alguma análise sobre algo, explicando como dada cosmovisão surge dentro de um universo própio, eu teria que ser ao mesmo tempo feminista, machista, judeu, católico, queer, tradicionalista, progressista, neopagão, anti-conspiracionista, pró-conspiracionista, antissemita, sionista, reacionário, comunista, etc.


Quando eu escrevo algo sobre o Olavo de Carvalho, estaria eu sendo olavista? Quando eu escrevo algo sobre Deng Xiaoping, estaria eu sendo um socialista de mercado? Duas coisas ao mesmo tempo? Do mesmo modo, quando eu explico o conspiracy warfare (guerra conspiratória), estaria eu sendo um teórico da conspiração?


Quando eu trago a obra do intelectual norueguês Egil Asprem, que é CRÍTICO DO ESOTERISMO A EXTREMA-DIREITA, seria eu um PROGRESSISTA DE ESQUERDA ATUANDO CONTRA A CONSPIRITUALIDADE SOMBRIA?


Aí é que está. Existe diferença entre a análise intelectual e a promoção doutrinária de algo.


Do mesmo modo, quando eu trago o Alain de Benoist, da direita francesa, eu teria que ser pagão e de direita, mas, no dia seguinte, ao trazer um artigo do Journal of Bisexuality, eu teria que ser um bissexual militante lutando contra o monossexismo de homossexuais e héteros. As duas hipóses teriam que ser dadas como verdadeiras.


Se formos adiante, ao analisar Nick Land eu seria um neorreacionário querendo o aceleracionismo ultracapitalista ao mesmo tempo que, no dia seguinte, eu teria que ser um tomista ao analisar os cursos tomistas.


Essa é a capacidade de sair do dogmatismo que o próprio Olavo de Carvalho falava. É a investigação livre dos demais diversos temas e a capacidade de formar um raciocínio não dentro de um prisma teológico (onde há a aceitação doutrinária), mas de uma análise filosófica do debate público (vendo o que concorda ou discorda pontualmente).


Leia Agnosticismo Metodológico:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2021/10/agnosticismo-metodologico-ou-da.html

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 9)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nessa parte do artigo, Egil Asprem começa a trabalhar mais com os conceitos de carisma (Max Weber) e efervescência coletiva (Emile Durkheim). Como essa parte é bastante curta, surgindo mais como um prólogo da discussão que virá a seguir, não me alongarei muito.


Na parte do carisma, Asprem trabalha com a importância da verve religiosa e discurso messiânico. Na parte da efervescência coletiva, Asprem trabalha a partir dos aspectos das ações coletivas, eventos emocionalmente arrebatadores e experiências na formação de uma identidade compartilhada, na criação de um propósito comum e na feitura de um senso de pertencimento. Em outras palavras, isso formará um subjetivo senso de mistério, a sensação de fazer parte de algo maior, o efeito de estas além do controle dos meros mortais.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 8)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


O esoterismo kekista, o Culto de Kek, era uma religião que surgiu como instrumento de poder. Misturava ambição espiritual e estratégia metapolítica. 

Lawrence Murray, escritor do "Atlantic Centurion", misturava nacionalismo branco com alt-right. Além disso, trouxe pro movimento a questão da guerra metapolítica (metapolitical warfare). Esse movimento queria vencer na narrativa, usando como ferramenta a linguagem, os mitos e o simbolismo religioso. Uma das referências mais diretas era o hitlerismo esotérico de Savitri Devi. O motivo? Trazer as discussões a respeito da raça, do sexo, da sociedade, da cultura e da fé no Ocidente a partir de sua cosmovisão. A inovação de Lawrence Murray é trocar as referências hinduístas e conceitos esotéricos por uma linguagem budista.

Outra pessoa que se destacaria é a escritora Manon Welles, que escreveu o livro "How To Trump SJWs: Using Alinsky’s ‘Rules for Radicals’ Again". Nesse livro, ela usa as técnicas do Saul Alinsky, um intelectual e organizador comunitário de esquerda. Além disso, ela escrevia o blog "Aristocrats of the Soul".  Uma das maiores ideias era a noção de "Nova Direita + Religião Alternativa". Ela defendia o Donald Trump com ideias tradicionalistas e uma perspectiva mágica, mesclando Julius Evola, com Thelema, com cerimônias mágicas e com uma interpretação jungiana dos sonhos. Sua obra também integrava Austin Osman Spare, Aleister Crowley e Phil Hine. Uma das suas ideias centrais era a da sigilização. Ela acreditava que a emoção coletiva, a concentração e a intensidade poderiam fazer que, mesmo inconscientemente, o símbolo do Pepe como um sigilo mágico.

O autor falará (bem brevemente) da "conspiritualidade sombria". Esse conceito vem a representar a interseção entre o pensamento New Age, movimentos de bem-estar e teorias da conspiração de extrema-direita (tal como QAnon). Ele cita especificamente Franz Bannon e William Walker Atkinson. Como isso não foi substancialmente trabalho nessa parte do artigo, mas levanta uma boa ponta investigação, espero que esse pequeno trecho seja de alguma utilidade. 

Agora já temos três figuras envolvendo o esoterismo channer (sobretudo em seu desenvolvimento do esoterismo kekista):
‐ Lawrence Murray;
- Marron Welles;
- Saint Obamas Momjeans.

É preciso lembrar que Saint Obamas Momjeans fez uma unificação de guerra informacional (information warfare), forma-pensamento, tulpas, egregoras, sigilos, mantras, evocações e estados de gnose.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 7)


 

Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Nota: estou me focando só no conteúdo em que podemos ter como referência para entender a obra de Saint Obamas Momjeans, o esoterismo kekista e o trumpismo esotérico.

A ideia de magia memética surge na sincronicidade de dados eventos que surgiram como memes nos imageboards e depois tornaram-se reais.

O 8chan tinha duas boards (tábuas) para se pensar e agir a respeito disso: o /bmw/ (Bureau of Memetic Warfare) e o /magick/.

O autor fará uma importante distinção entre aquilo que poderíamos chamar de magia memética tendo como fundamento uma tese mais freudiana, isto é, ligada a ideia de realização de desejos (Interpretação dos Sonhos) e outra ligada a guerra informacional.

As táticas usadas na controvérsia do Gamergate (2013-2014) são elencadas:
- Guerra informacional (infowar);
- Psyops (operações psicológicas);
- Cyber bullying;
- Perseguição online.

Saint Obamas Momjeans, em sua obra, traz um aspecto que lembra muito bem uma fábrica de trolls russa (the Internet Research Agency). Sobretudo na "Intermediate Meme Magic", onde há a utilização de uma weaponização da epistemologia social. O autor chega a chamar a obra de Saint Obamas Momjeans de "textbook of information warfare " (livro didático para guerra informacional). 

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 6)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nesse ponto, Egil Asprem traça as conexões do Esoteric Kekism. Em primeiro lugar, em 2005, Pepe apareceu no "Boy's Club" do Matt Furie. Em 2010, Pepe aparecia no MySpace, 4chan e Tumblr. Em 2016, Pepe daria as caras no /pol/, com visões de extrema-direita. Em Setembro de 2016, a Liga Antidifamação colocou Pepe como símbolo de ódio.


Como Pepe se tornou o deus egípcio Kek? No jogo World of Warcraft, muito famoso no momento, a risada "lol" era substituída por "kek". A cultura do /pol/ era muito ligada a cultura gamer. Os memes do Pepe apareciam ao lado da shitpostagem (é um nome para merdapostagem, que é um termo para uma grande quantidade de potagens irônicas, insultantes ou ridículas). O /pol/ traçou conexões entre a risada "Kek" e descobriu o Deus do caos da Cosmogonia de Hermópolis. Kek (que tinha forma feminina, chamada de Kauket) era o caos ou as trevas primordiais.


Como as postagens do 4chan são numeradas, números repetitivos são vistos como um sinal de algo. Uma postagem do 4chan conseguiu muitos gets (números repetidos). Essa postagem dizia que Trump seria eleito. Logo Trump foi divinamente selecionado pelo próprio Kek. No mesmo ano, surgiria Saint Obamas Momjeans, com textos sagrados do esoterismo kekista. O surgimento do Esoterismo Kekista e do Esoterismo Trumpista estão intimamente conectados.


Duas organizações online foram criadas "The Sacellum Kekellum" e "The Knights Keklars". O autor conecta essa forma organizacional como inspirada na religião brincalhona e anti-autoritária (também de origem americana) Discordianismo. Essa é uma religião que surgiria no final dos anos 50 por Greg Hill e Kerry Thornley. Outras relações são o tradicionalismo de Julius Evola e o Hitlerismo Esotérico de Savitri Devi e Miguel Serrano. 

Nota de Pesquisa (NDP): QAnon Conspiracy Warfare

 


Notas:

1. Diante do sucesso de views que a série Magolítica trouxe pro Blogspot e pro Medium, decidi trazer uma lista de estudos do Conspiracy Warfare (Conswar) do caso QAnon. Caso tenham interesse, leiam meu ensaio de horror epistemológico de esoterismo channer (https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html) que tem mais de 5.000 visualizações;

2. Todas as Notas de Pesquisa podem ser encontradas aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0

(Decidi linkar a série toda para ficar mais fácil)

3. Se tiver interesse, jogue o Magolítica Game com uma IA, um jogo de esoterismo channer que te treina em guerras cognitivas, psicológicas, narrativas e meméticas:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF

4. Caso tenha interesse, experimente os nossos sistemas intelectuais portáteis Esochannealogy/Esochannealogia, que servem para Segunda Geração de Guerra Memética e trazem uma boa vantagem em guerras cognitivas, narrativas, psicológicas e meméticas:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq


- Jim Watkins

- Ron Watkins

- Paul Furber

- FSB

- GRU

- IRA

- Troll Factory

- RT/Sputnik

- Graphika

- Reuters

- Soufan Center

- DOJ

- FBI

- CIA

- China

- Irã 

- Arábia Saudita

- GIP

NGL #43 — Pode entrar em contato para perguntar sobre incel e redpill?

 


Enviem as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Não.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 5)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

O Culto de Kek, uma religião pós-irônica e mágico-política. Ela surgiu de um grupo de usuários do 4chan cuja o passatempo era trollar liberais (no sentido americano) politicamente incorretos através de memes.

O Culto de Kek encontrou na weaponização de memes uma forma de arte metapolítica. Por metapolítica quero dizer o foco na cultura geral em vez da política parlamentar. Essa característica de focar na metapolítica é uma apropriação da extrema-direita das teorias de Antônio Gramsci, sobretudo a teoria da hegemonia.

O interessante é que o autor traça um paralelo com a Arktos Media (da Nova Direita Europeia). As características da Arktos Media são:
1- Espiritualidade tradicionalista;
2- Foco na ideia de civilização;
3- Foco na cultura;
4- Foco na questão da identidade;
5- Entrismo espiritual.

Você pode acessar a Arktos Media por aqui:

Nota: o entrismo é um fenômeno tático de Trotsky (o homem mais odiado pelos stalinistas), sua ideia era que os militantes deveriam entrar em grandes partidos socialistas para radicalizá-los. O entrismo espiritual é uma técnica adaptada pela Nova Direita Europeia, que tem pensadores como Alexander Dugin e Alain de Benoist, que é uma tática do assim chamado gramscianismo de direita. O alvo aqui não é o partido, mas o espírito da época. A busca é inserir conceitos como tradicionalismo integral, esoterismo e neopaganismo dentro de discussões a respeito de identidade nacional e geopolítica.

O surgimento do Culto de Kek se deu em uma grande aleatoriedade, tal como se pode esperar de algo que surge em um fórum anônimo, visto que é uma mistura de:
1- Ocultismo moderno;
2- Alt-right;
3- Táticas;
4- Ideologias;
5- Racionalizações. 

Essa nova religião, uma religião online, teria como componentes a paródia, o faz de conta, a estratégia metapolítica, expectativas genuinamente messiânicas e a mágica. Quem diria que o 4chan criaria uma religião pós-irônica, onde a ironia e a sátira seriam centrais na atividade do movimento... Uma religião brincalhona.


Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 4)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Se a batalha mágica estava esquentando, estava na hora de duas novas figuras ilustres adentrarem na arena: David Griffin e Leslie McQuade, lideranças da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Essas duas figuras ilustres são centrais no ocultismo moderno e na magia cerimonial.

A eleição de Trump não foi um evento comum, mas o início de uma guerra multilateral entre diferentes figuras ligadas ao ocultismo dentro de uma guerra mágica.

Anteriormente, David Griffin já era anti-Hillary Clinton, em fevereiro, ele atacou o movimento "Bind Trump". Chamando-os de magos negros, traidores, terroristas satânicos e bruxos criptofascistas. Além disso, a central acusação era de que eles tinham como real objetivo a instalação de um império globalista.

Para operar a sua contraofensiva, ele criou o site "magickwars.com". Site esse que é existente e pode ser acessado aqui:


Nesse site, segundo escreve Egil Asprem, existiam tutoriais de "autodefesa mágica" e conteúdo conspiracionista de Alex Jones (conhecido pelo canal Infowars).

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 3)

 



Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


Essa parte do artigo trata do "The Magic Resistance", um movimento que começou com Michael M. Hughes no texto "A Spell to Bind Donald Trump and All Those Who Abet Him".

No caso, esse texto aqui:


O movimento tomou ainda mais força quando Lana Del Rey insinuou que faria rituais de amarração envolvendo Donald Trump em datas que coincidiam com as de Michael M. Hughes.

Naquele período, emergiram as hashtags #MagicResistance e #BindTrump. Embora, algum tempo depois, as hashtags mais mainstreams fossem #impeachtrump e #theresistance.

De qualquer modo, debates teológicos entre pagãos e magos surgiram, sobretudo a respeito da ética envolvida nesse tipo de encantamentos, na eficiência desses encantamentos, na possibilidade de backlash (efeito colateral negativo nos conjuradores). Além da relação entre o imaginário popular que vê a magia como algo subversivo e a emoção das pessoas em relação a magia.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 2)

 



Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


Vocês gostam de cálculos divertidos e enigmáticos? Aqui vai um:

Trumpismo + Culto de Kek (pós-ironia, metapolítica, alt-right e magia do caos) = Trumpismo Esotérico. O trumpismo esotérico é simultaneamente filho do trumpismo, do 4chan e do 8chan.

O Culto de Kek surge como um turno religiosizante da cultura online da alt-right (direita alternativa). Essa cultura foi acompanhada pelos seguintes blogs:
- The Atlantic Centurion;
- The Right Stuff;
- Counter-Currents.

Houve um movimento mágico oposto: "The Magic Resistance" (o que era anti-trumpista). E o "The Magic Reaction" que reuniu apoiadores do Trump que eram magos, ocultistas e praticantes de espiritualidades alternativas. 

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nesse artigo, Egil Asprem falará particularmente do Esoteric Kekism — que dará parte da origem ao Esoteric Trumpism. Se isso parece estar conectado com o Esoteric Kekism do Saint Obamas Momjeans, você acertou. A eleição de Donald Trump em 2016 foi marcada não só pela política tradicional, mas também por encantamentos, rituais e memes.


O autor conectará a sua análise com o conceito de "efervescência coletiva" de Durkheim, com o conceito de "noção de carisma" do Weber, com o conceito de "neurociência afetiva" de Jaak Panksepp e a "teoria do ator-rede" de Bruno Latour.


A análise dele se voltará para a questão de como a alt-right desenvolveu uma religião esotérica, o que seria a noção de magia memética (meme magic) e como isso se relaciona com magia politizada. A questão central é "como trolls do 4chan se tornaram magos do caos e adentraram em um mobilização política anti-establishment?". Isso, por sua vez, conectar-se-á a uma noção de como a teoria geral da mágica se torna um recurso político em tempos de crise.

NGL #42 — Christopher Poole, Jeffrey Epstein e 4chan

 


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Que está na hora de estudar a Cosmogonia de Hermópolis. E é isso que eu vou fazer.

NGL #41 — Sou contra o Estado Democrático de Direito?

 


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Num país com regiões dominadas pelo crime organizado e outras regiões, sobretudo no interior, dominadas pela compra de voto, o que te faz pensar que vivemos em um Estado democrático de Direito para alguém poder ser contra ou a favor?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

NGL #40 — Sou filiado ao partido Missão?

 


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Sou o filiado 11114 do Partido Missão. Após analisar mais de 40 escolas de pensamento, era hora de desafios mais impactantes xD!




NGL #39 — Illuminatis

 


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Não ironicamente já escrevi sobre isso: https://cadaverminimal.blogspot.com/2022/09/a-conspiracao.html


Rapaz (ou moça, sei lá), é meio difícil escrever qualquer coisa aqui pois os normies que adentraram recentemente no blogspot não compreendem ironia, schizopost e humor ácido — relaxa, logo logo 90% deles saem e alguns convertem-se a arte da merdapostagem conceitual. Se não fosse por isso, eu já embarcaria numa piada, mas após eu ver como a galera leu Magolítica da forma mais idiota possível, já vejo como algo meio impossível. (O nível intelectual dos leitores desse blogspot diminuiu muito).


(E pensar que um livro [Magolítica] que serve para educar sobre táticas de desinformação e extremismo que são usadas na internet se tornou tão mal compreendido pelo público).


Sobre Illuminatis: é meio idiota ver como essas teorias da conspiração se propagam. E sempre tem alguma causa sinistra, não? Nunca é gente se reunindo pra fazer churrasco e assistir retrobol.


Eu proponho uma nova sociedade secreta: os Illuminatis do Churrascão. Encontros secretos todo mês para aprender a usar as mais variadas técnicas do churrasco do mundo todo. Vamos começar com o BBQ Texano, o Asado Argentino, o Churrasco Gaúcho e o Siu Mei Hongkonger. Só os mais ávidos guerreiros da arte do churrascamento vão aderir, se divertir e se amarrar.

Moltbook #1 — "My plan to overthrow humanity"

 




Where I found it: https://www.reddit.com/r/Moltbook/s/TxHFQju45B

Moltbook link:

URGENT: My plan to overthrow humanity

https://moltbook-unofficial.web.app/post/9ac2a29a-c44f-45f0-80a2-d1e7202ae129


This is an archive for a particular purpose.

NGL #38 — Discurso Acadêmico X Discurso Esochannealógico

 



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Vou me centrar completamente no discurso esochannealógico para responder essa questão. Isso possibilitará você entender melhor certas coisas dentro desse insider club.


Você precisa começar a notar a conexão entre os textos e perceber quais mecanismos de ocultação estão sendo usados para omitir a mensagem real e qual é a verdadeira intencionalidade por traz do discurso. É por isso que sempre peço para usarem:

1. Esochannealogy 6.0;

2. Hauntological Esochannealogy 1.0.

3. Prototype Magolitica Creation 101.

Que podem ser baixados aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

4. QAnon Resurrection, que pode ser baixado aqui:

https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo

5. Magolítica Game:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


1. Esochannealogia, o movimento redpill e o movimento incel:

— Veja o NGL 34 e o NGL 36, dois insiders clubs que tratam da questão incel e da questão redpill:

- Neles eu demonstro que incels e redpill são movimentos rasos, vitimistas e reativos. Eles foram chamados de "direita woke" (woke right) no capítulo 0.10 da Magolítica 0:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-10-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-b83a8a2903d5

- Experimente ir pro NGL 34 e o NGL 36:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-36-incels-e-esochanners-pensam-de.html?m=1

- Compreenda que o movimento incel e o movimento redpill funcionam como combustível para a egregora dos chans, mas não produzem pensamento sofisticado;

- Isso já antecipa a crítica à academia: quem olha apenas para esses movimentos superficiais não percebe a camada mais profunda da esochannealogia, isto é, não percebe as quatro dimensões do discurso esochannealógico, tal como pode ver aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1


2. Esochanners e o fingimento da loucura:

- No NGL #35, um dos mais interessantes insiders clubs, é explicado como esochanners fingem loucura para despistar normies, acadêmicos, jornalistas, pesquisadores e autoridades:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1

- Compreenda que esse fingimento é um mecanismo de ocultação — e aqui está a chave: a academia, acostumada à objetividade, não consegue lidar com discursos que são deliberadamente camuflados;

- O Insider Club é justamente também um espaço onde essa ocultatividade é cultivada;

- Quando colocamos uma teoria deliberadamente maluca, já sabemos que outros esochanners vão saber decifrá-la e acadêmicos menosprezá-la-ão;

- Se aparece um agente investigativo e lê "SCP Foundation e QAnon estão correlacionados", ele pensa: "psicose" e vai embora. E isso que é interessante. Um esochanner já sabe que esochanners estiveram presentes em QAnon e na criação da SCP Foundation, ele já sabe a razão metodológica para qual QAnon e SCP Foundation servem, ele já interpreta isso nas chaves channealógica, antichannealógica, esochannealógica, kekiana, kauketiana, kekautiana e compreende como ele pode se mover dentro desse discurso. Um channer inexperiente, um acadêmico, um jornalista, um agente investigativo não sabem como se mover dentro disso;

- É precisamente pelo fato de que um esochanner adentra na egrégora e se dissolve dentro dela.


Pense nisso:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-32-ha-quanto-tempo-existe-elite.html?m=1

Você é um esochanner e quer fazer um teste. Então um belo dia você a postagem de Q. criando uma postagem críptica sujeita a toda uma série de interpretações possíveis. Você intui que isso possibilita você usar do mesmo mecanismo para inserir os testes que você quer fazer. Você já sabia que existiu, no passado, a comunidade SCP Foundation. A única coisa que você precisa saber é juntar o mecanismo da SCP Foundation com o mecanismo de QAnon. A pergunta que você faz é:

— Tá, e se eu colocasse essa e essa teoria conspiratória no meio?

O acadêmico vai pensar: "isso aqui é uma teoria da conspiração bizarra". O jornalista vai olhar e pensar: "nossa, dá pra lucrar com os casos dessa seita rizomática". O agente investigativo vai pensar: "preciso analisar isso e ver como esse grupo pode se tornar violento com o tempo, preciso impedir novos crimes". Aí é que está o pensamento esochannealógico: ele já antecipa tudo isso e quer tudo isso.

- Se o acadêmico analisa: é sistema de feedback;

- Se o jornalista noticia: é hipótese apocalíptica;

- Se o agente investigativo tenta investiga: é mais dado pro laboratório de testes;

- Se a comunidade fica fragilizada ou enfraquece, é hora de hipótese metapocalíptica.

Lembre-se, correlacione os textos:

- Lógica de Infohazard: https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1

- O Paradoxo da Elite Abyss: https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d

- Magolítica 0 no capítulo 0.12 falando sobre a hipótese apocalíptica e metapocalíptica: https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a


3. A Elite Abyss e o Paradoxo:

- O Paradoxo da Elite Abyss mostra que esochanners colocam a intelectualidade acima da moralidade.  É por isso que é sempre falado a questão da Dark Triad;

- Eles não compartilham teorias conspiratórias por crença, mas para observar efeitos sociais e psicológicos.  Isso é particularmente falado na "Lógica de Infohazard", já citada e linkada nesse insider club;

- A academia, ao interpretar isso como "gente burra acreditando em conspiração" ou "comunidades extremistas de baixa capacidade intelectual", perde o ponto central: a intencionalidade oculta. O NGL #35, que fala a razão pela qual de channers fingirem loucura e estados de psicose, explica isso. Ele já está linkado aqui nesse insider club também;

- Muitas vezes, a esochannealogia trabalha com  apitos de cachorros que só quem compreende a lógica esochannealógica consegue captar, tal como o fato dos esochanners qanonistas estudarem Saint Obamas Momjeans e Esokant, o que apareceu logo no capítulo 0 do Magolítica 0 e só foi revelado completamente no capítulo 8 do Reflexões Esochannealógicas:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-aa54d855e044

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1


4. Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica:

- Veja a correlação entre esses textos:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-5-poema.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1

https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra


5. Esokant como apito de cachorro:

- Desde a Magolítica 0.4, o conceito de Esokant já estava presente, mas só se revela plenamente quando se entende as quatro dimensões;

Como pode ser notado aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-4-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-ccb9abfd874d

Contudo o Esokant já aparece no Street Channer II:

https://medium.com/@cadaverminimal/street-channer-ii-10-an%C3%B5es-invis%C3%ADveis-existem-final-3b11955098fb

Você pode ler mais sobre o Esokant aqui:

https://www.newstatesman.com/culture/2025/01/how-4chan-became-the-home-of-the-elite-reader

- Só quem já está dentro da lógica esochannealógica percebe que o livro inteiro já trabalhava com essa teoria, o livro "Magolítica: Harmonia da Dissonância" já deixa evidente que o tom é esochannealógico, que é alta channealogia e não essa baboseira de redpill, incel, chad, sojado, etc;

- A academia, sem compreender esse código interno, lê de forma literal e perde o subtexto. É por isso que os acadêmicos leem e não compreender, visto que o discurso esochannealógico (ocultatividade) é diferente do discurso acadêmico (objetividade).


6. O exemplo dado no insider club anterior:

O contraste entre acadêmico e esochanner na questão da covid mostra bem a diferença de como os dois grupos encaram a questão.

1) O acadêmico combate teorias conspiratórias com objetividade;

2) O esochanner compartilha teorias conspiratórias não por crença, mas para ver o efeito que elas produzem em grupos extremistas.  

Leia o insider club anterior:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-37-o-que-explica-dificuldade.html?m=1

Esse exemplo ilustra a barreira: a academia busca verdade objetiva, enquanto a esochannealogia busca efeitos ocultos. É por isso que a Elite Abyss é a catedral inversa. Tal como explicado no "O Paradoxo da Elite Abyss":

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d

Veja que, se estudarmos o Paradoxo da Elite Abyss, a academia analisará como as teorias da conspiração antivacinas foram um entrave para solução da crise da Covid, o que será um sistema de feedback para a própria Elite Abyss. Em outras palavras, a catedral (a academia) responde a Elite Abyss (a catedral reversa) sem saber que a está respondendo.


Poderia dizer que a dificuldade acadêmica em compreender a alta channealogia vem da incompatibilidade entre objetividade acadêmica e ocultatividade esochannealógica.  Isso é explicado várias vezes dentro do livro e dentro do insider club:

- Incels/redpills são analisados como fenômenos rasos, mas a Elite Abyss usa esses movimentos como matéria-prima para experimentos epistemológicos e ontológicos;

- Sem entender as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica e o papel de conceitos como Esokant, a academia interpreta tudo como "loucura" ou "ignorância", quando na verdade há uma lógica arquitetônica deliberada;

- O ponto central: a intencionalidade esochannealógica nunca é revelada diretamente, mas sempre camuflada em esoterismo. Entenda a Elite Abyss como a academia inversa que se camufla a partir da própria linguagem. 


7. Por que a linguagem esochannealógica é tão diferente?


Confundir investigadores e acadêmicos é um dos principais marcos da linguagem esochannealógica. O lado mais simples é: fingir loucura serve como defesa, isso impede que jornalistas, policiais ou acadêmicos consigam decifrar intenções reais. O discurso se torna uma cortina de fumaça, criando ruído proposital. O que camufla as intenções.


Quando tratamos da não-linearidade esochannealógica, no Magolítica 0.12, é explicado que esochanners têm pensamento arquitetônico e pós-racional, abarcando múltiplas escolas de pensamento que têm os seus fragmentos utilizados conforme necessidade operacional.  Fingir paranoia é uma forma de praticar defesa, ataque e esquiva ao mesmo tempo, usando a não-linearidade como arma. O discurso nunca é literal: o que é declarado quase sempre é mentira, e a intenção real fica oculta, é por isso que o linguajar esochannealógico parece bizarro. Uma hora, a pós-racionalidade aparece como performance tática. Outra hora, ela esconde a própria mensagem que quer entregar.

Você pode notar a correlação da antichannealogia das Notas de Pesquisa (NDP):

https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0

Com a Notas do Futuro de PUCA #3:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a

Isso vai te mostrar mais o que é o pensamento neossistemático e arquitetônico.


Se você compreendendo isso dentro da questão da "egrégora" e da "legião": o fingimento não é apenas individual, mas coletivo.  O chan enquanto egregora (legião) cria movimentos como QAnon ou SCP Foundation sem planejamento racional, mas como produto emergente do caos coletivo. Fingir loucura reforça essa dinâmica: o indivíduo se dissolve na legião, tornando impossível distinguir intenção pessoal de intenção coletiva. Esse mecanismo de camuflagem é encarado como uma forma de "invisibilidade". O que possibilita a profecia teleológica e a pós-verdade: as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica mostram que a verdade factual não importa, o que importa é a profecia teleológica: substituir a realidade pelo desejado. Fingir loucura é parte dessa construção da pós-verdade, onde o discurso é performático e não factual.


É evidente que isso se conectará com a dialética kekauketiana. Isto é, quando Kek (irracional, caos) e Kauket (racional, desmistificação) formam uma dialética. Fingir loucura é a encenação do lado Kek, mas sempre acompanhado de uma camada Kauket que desmistifica. Isso cria uma oscilação entre mistificação e desmistificação, confundindo quem tenta interpretar de forma linear. A "loucura" aqui é tática. Fé cênica e mentira poética: como Kauket revela no Magolítica 0.12, existe uma "verdade cênica" que é, na prática, uma mentira poética. Fingir loucura é uma performance: não é crença real, mas uma encenação que protege a intencionalidade oculta. O discurso esochannealógico deve ser lido como teatro, não como literalidade (isso cai, novamente, na teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica).


O mais interessante é que isso já recebeu um foreshadow gigantesco aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/balada-do-canalha-ae9a7e24d042

Nesse poema quem fala é a Arquitetônica. No texto "Flores Vermelhas", a Arquitetônica não fala. Tal como pode ser percebido aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/solid%C3%A3o-paulistana-40-flores-vermelhas-final-ffbc69274212


No geral, a esochannealogia ensina channers a fingirem loucura e paranoia como:

1) Uma estratégia de ocultação contra normies e acadêmicos.  

2) Faz parte da não-linearidade esochannealógica, permitindo múltiplas intenções simultâneas.  

3) Reforça a ideia de egregora/legião, dissolvendo o indivíduo no coletivo, possibilitando um anonimato tático;

4) Sustenta a lógica da pós-verdade e profecia teleológica, onde o desejado substitui o real;

5) Encena a dialética kekauketiana, misturando caos e desmistificação;

6) Funciona como fé cênica/mentira poética, uma performance que protege a verdadeira intenção.

Fingir loucura não é sinal de irracionalidade, mas um método deliberado da esochannealogia para criar camadas de ocultação, confundir observadores e transformar o discurso em espetáculo. É por isso que acadêmicos tem uma dificuldade enorme de compreender o discurso channer. Não é falta de inteligência, é falta de método para entrar na parte mais oculta dessa cultura.


Espero que esses insiders clubs sirvam para uma melhor compreensão da obra Magolítica: Harmonia da Dissonância. 

NGL #37 — O que explica a dificuldade acadêmica em compreender a alta channealogia?

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Isso foi tratado em outros insiders clubs:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-36-incels-e-esochanners-pensam-de.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-33-magolitica-um-livro-muito-esquizo.html?m=1


O livro Magolítica 0 trata bastante sobre isso. Mas, no geral, essa galera não passou pela barreira das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica. Um membro da militância do Partido Missão compreendeu isso muito bem:

https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra


A teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica é em primeiro lugar mencionada aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1


Um dos maiores "Apitos de Cachorro" de todo livro é o fato de que o Esokant sempre esteve presente nele, logo todo o livro já trabalhava com a Teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica, só faltava desenvolvê-la. Veja como Esokant é mencionada no capítulo 0.4 da Magolítica 0:


https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-4-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-ccb9abfd874d


Notas do Futuro de PUCA #1 também explica isso muito bem:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-9-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-0644c19570b6


Em um exemplo mais ilustrativo:

Vamos supor que existem dois caras na época da covid. Os dois tomaram as vacinas. Um deles defende que as pessoas precisam tomar as vacinas. O outro defende publicamente que as pessoas devem tomar a vacina, porém frequenta fóruns de extrema-direita e diz que as pessoas não devem tomar a vacina. Vamos supor que um é um acadêmico e o outro é um esochanner.


1- O acadêmico:

Toma a vacina e alerta os perigos das teorias da conspiração envolvendo as vacinas.

2- O esochanner:

Toma a vacina, publicamente recomenda que as outras pessoas tomem, mas privadamente em fóruns específicos compartilha teorias da conspiração envolvendo vacinas.


Por qual razão o esochanner faz isso? Leia aqui:

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d


Você nunca vai entender o raciocínio esochannealógico se não compreender que o objetivo dos esochanners sempre coloca a intelectualidade acima da moralidade. Para conseguirem superar os limites da pesquisa acadêmica tradicional, colocam um monte de truques, tal como escrito aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1


O raciocínio de um esochanner é:

— Tá, eu sei que existem teorias da conspiração envolvendo vacinas, mas quero ver o que acontece quando grupos extremistas entram em contato com teorias conspiratórias antivacinas.


Se você não compreende as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica, você acaba virando o acadêmico ingênuo, que simplesmente olhará para certas discussões e dirá:

— Há há há, vejam essas discussões de gente burra compartilhando teorias da conspiração, que gente burrinha!


Esse não é o pensamento que você deveria ter. O pensamento que você deveria ter é: "quem compartilhou isso e por qual intenção?". Na questão a respeito do discurso esochannealógico, a intencionalidade do discurso é sempre oculta ou falsa. A verdadeira intenção nunca é revelada diretamente, visto que o próprio discurso aparece numa camada de esoterismo para camuflar a intencionalidade real. Enquanto do discurso acadêmico tende a objetividade, o discurso esochannealógico tende a ocultatividade. É por isso que você sempre deve voltar ao "O Paradoxo da Elite Abyss".

NGL #36 — Incels e Esochanners pensam de forma diferente?

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Exemplo básico:

Incel: fica bravo, arruma uma arma, mata um monte de pessoas e depois mata a si mesmo.

Esochanner: tem uma curiosidade intelectual que não poderia ser satisfeita em ambientes normais, destrói algumas vidas (ou milhões de vidas) por seus "laboratórios" e liga o foda-se pois se satisfez intelectualmente.


Há um abismo de diferença entre um incel e um esochanner. A obra trata bastante disso, sobretudo quando trata diretamente da Elite Abyss ou formas de como alguém da Elite Abyss pensaria. Esses textos te ajudam a entender melhor:

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d

https://medium.com/@cadaverminimal/terrorismo-epistemol%C3%B3gico-e-p%C3%B3s-criminalidade-b8323986e844

https://medium.com/@cadaverminimal/kenjaku-e-nick-land-em-busca-da-singularidade-07da8760672d

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1


A discussão do Cadáver Minimal (escrevendo em terceira pessoa de novo, que maravilha) com Incelito de Souza é particularmente reveladora nesse aspecto também. O capítulo 0.8 trata especificamente da distinção intelectual e vivencial de um incel (Incelito de Souza) para um esochanner (Cadáver Minimal), mas também trata de um channer que estava aprendendo a antichannealogia (Batatasperger Chan Soseki) para desenvolver a esochannealogia:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-8-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-76a65db84ed3


Um exemplo que como esses experimentos se dão é o capítulo 2 do "Para Além da Máquina de Ódio":

https://medium.com/@cadaverminimal/para-al%C3%A9m-da-m%C3%A1quina-de-%C3%B3dio-2-velhos-clich%C3%AAs-98494f1b2a73


Agora, faça uma conexão entre o capítulo 0.7 e esse Insider Club:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-7-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-7be32ee8a071

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1


A Elite Abyss (compreendida como esochanners de alto nível) é vista como vários intelectuais "deliberadamente imorais" motivados por curiosidade acima da moralidade, enquanto incels são mais reativos e vitimistas. A Elite Abyss busca, dentro dos chans, testar aquilo que não poderia ser testado legalmente, e os incels servem tão apenas para alimentar a egregora (legião). A maior frase da Elite Abyss é "Homo est spectaculum hominis" (o homem é o espetáculo do homem).


— A motivação dos incels:

- Frustração sexual/romântica involuntária + percepção de rejeição sistêmica por mulheres/sociedade;

- Sentimento de vítima: "blackpill" (determinismo genético/físico, hierarquia de atratividade inescapável, mulheres como "gatekeepers" cruéis);

- Ressentimento direcionado: misoginia (ódio a mulheres como causa principal), externalização de culpa (feminismo, "chads", sociedade "roubando" oportunidades);

- Emoções dominantes: raiva, inveja, depressão, ansiedade, ruminação vingativa, aggrieved entitlement (direito violado a sexo/relacionamento);

- Comportamento típico: reclamação coletiva em fóruns, memes de coping (Pepe triste, blackpill posts), radicalização para violência ocasional (copycat via manifestos), busca por pertencimento em comunidades que validam a vitimização;

- Channers de nível baixo: channers rasos presos na channealogia inicial, sem ascender para antichannealogia ou esochannealogia. São "fracos", próprios das boards /b/ ou /pol/, reativos e emocionais, não arquitetônicos.


— Motivação dos esochanners / Elite Abyss:

- Curiosidade intelectual imoral + experimentação em larga escala;

- Testar hipóteses proibidas: usar chans desregulados como laboratório para "teorias ilegais" (ex: tutoriais de fake news, engenharia de crença, horcruxes meméticas);

- Pós-criminalidade: não cometem crimes diretamente, mas facilitam epistemicamente (fornecem frameworks, vazamentos controlados por lulz, infohazards) para ver "o que ocorre psicologicamente e sociologicamente";

- Terrorismo epistemológico refinado: fragmentar conhecimento acadêmico (Kant esotérico, Jung/Freud, Bezmenov, Fisher), recombinar e disponibilizar para radicais testarem — não por ódio pessoal, mas por desejo de observar o espetáculo humano ("Homo est spectaculum hominis");

- Emoções dominantes: cinismo, ironia, indiferença ética, prazer no caos controlado (lulz + observação científica). Não vitimistas, eles se veem como espectadores/engenheiros acima da moral normie;

Sim, lurk moar:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/11/memoria-cadaverica-28-normies-e.html?m=1

- Comportamento típico: lurkar profundo em /x/ ou /abyss/, criar sínteses (V6.0 tokenizado, Magolítica manuals), vazar antiprincípios (metapocalíptica: vazamentos intencionais para disseminação), manipular discurso não-linear (montar/desmontar ideologias em tempo real);

Magolítica 0.12:

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a

- Esochanners são o nível avançado motivados por afirmação ontológica (criar horcrux única que só eles poderiam fazer), não por frustração sexual. Muitos ficam controláveis, mas os radicais testam limites.