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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Acabo de ler "Supreme Courtship" de Christopher Buckley (lido em inglês)

 



Nome:

Supreme Courtship


Autor:

Christopher Buckley


Nos últimos tempos, tenho estudado com fervor. Reduzi a quantidade de postagens no Blogspot por causa dos estudos contínuos. Venho criando uma rotina que envolve acompanhar cursos no Instituto Conhecimento Liberta, fazer cursos de informática, tomar aulas de teatro. O que me deixou muito atarefado, todavia, creio que o desenvolvimento em múltiplas frentes é mais importante do que o desenvolvimento unilateral.


Ler livros e textos em inglês continua a ser parte fundamental do meu treinamento e refinamento intelectual. Christopher Buckley é um dos meus autores prediletos; creio que ele revela muito da realidade política dos Estados Unidos. O mais interessante: Christopher faz isso de uma maneira que não é tediosa. Gosto do Buckley pois é divertido aprender com ele. Ele é o sinal de que no mundo dos estereótipos obrigatórios e rasos, ainda é possível encontrar inteligências singulares e substanciais.


Creio que vivemos tempos de redução da personalidade e redução do horizonte de consciência. Esses dois movimentos de redução aparecem como internos a uma lógica seitizadora. As pessoas "precisam" de identificações mais literais e adesões mais radicais; isso leva a uma série de autolimitações aos aderentes dos movimentos políticos. Construir substancialidade e personalidade envolve tomar posições particulares e próprias que muitas vezes vão contra a lógica fechada de dados movimentos.


Atualmente ando lendo e estudando mais. A razão dessa aproximação da vida intelectual  vem sendo diversa do que o gosto pela vida intelectual em si. Tenho me afastado ainda mais das redes sociais e dos aplicativos de mensagem. Eles vêm me aparecendo, dia após dia, como emburrecedores. O que pode parecer engraçado: as redes sociais e os aplicativos de mensagens foram criados para aproximar as pessoas umas das outras e quem sabe humanizá-las a partir desse novo contato. Acontece que o que mais vejo nas redes sociais e aplicativos de mensagens são pessoas odiando umas às outras. Esse ódio começa a se tornar, para quem frequenta esse tipo de ambiente, infeccioso. É graças a isso que ler livros e fazer cursos não são só mecanismos de formação, são mecanismos garantidores de saúde mental.

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Acabo de ler "DICTADURAS MILITARES Y LAS VISIONES DE FUTURO" de Gabriela Gomes (lido em espanhol/Parte 4 Final)

 


Um Estado é uma visão de um projeto e a realização de um espírito. A ausência de um projeto dificilmente levará a unidade nacional. Logo se faz necessário que a nação tenha um identificação coletiva baseada no cumprimento duma missão civilizada.


Quando os militares assumiram o poder do Chile, quiseram refundar a sociedade e até mesmo a sua mentalidade. A sociedade chilena era vista pelos militares como extremamente estatista, o que a deixa suscetível a mentalidade socialista. Os militares trataram logo de implementar medidas de descentralização, diminuição do gasto público e diminuição do Estado, deixando a iniciativa privada ser o principal motor econômico. Na Argentina, o projeto refundacional deixaria a cargo da iniciativa privada tudo que não ferisse a assim chamada segurança nacional.


Essas iniciativas demonstram o desprezo dos tecnocratas ante ao povo. Isto é, eles creem que o povo não pode governar por si mesmo. Antes disso, o povo deve se elevar a tal ponto que chegue ao desenvolvimento cultural compatível com o nível de um tecnocrata. Essa inferiorização separa o restante da sociedade dos tecnocratas, supostamente portadores de uma visão superior e responsáveis pelos rumos do país. O que não é outra coisa que escravidão política.


Na futurologia argentina, se planejou um desenvolvimento agroindustrial, em que haveria uma implementação de uma modernização industrial. Assim acreditavam que teriam um valor agregado. Além disso, acreditavam que só com o desenvolvimento de uma mentalidade científica-tecnológica seria possível que a Argentina se tornasse uma nação moderna. Graças a isso, investiram também na cibernética, seja no campo da educação (preparando as pessoas para o ano 2000), seja na própria indústria. Computação e informática também foram preocupações do regime chileno, visto que elas se tornariam os motores do desenvolvimento em tempos posteriores.


Olhando hoje, não vemos nem o Chile e nem a Argentina como nações desenvolvidas e capazes de fazer frente aos EUA e Europa – além de, é claro, a China. Apesar de várias boas intenções dos tecnocratas, creio que não foram completamente exitosos em suas intenções. Será que o custo política, social e cultural foi adequado? Promoveu-se a escravização política de sociedades inteiras na promessa de um "futuro melhor" em que essas duas nações seriam equiparáveis a Europa e Estados Unidos, mas se entregou duas nações dependentes e que não tiveram suas prometidas elevações.