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sábado, 29 de agosto de 2026

Memória Cadavérica #60 — O homem apaixonado é como um vira-lata caramelo!

 



Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no Blogspot) para que esses não se perdessem.


Contexto: texto que fiz para compartilhar com meus amigos.


O homem apaixonado é como um vira-lata caramelo. Não existe nada mais febrilmente idiota que o homem apaixonado. E digo mais: não há idiotice mais tenra e feliz que o homem apaixonado.


Olhar para um homem apaixonado é como olhar para uma pessoa a cochilar numa rede num clube com piscina num feriado à tarde. O homem apaixonado é terrivelmente banal; ele passa por uma loja, ouve uma música tocando nela e se sente terrivelmente feliz por ter percebido que a música tocando era uma que ele conhece pela mulher que ama.


Digo que, em absoluto, o homem apaixonado não pode ser explicado por um metafísico da Grécia antiga e nem por um teólogo santo da Idade Média.


Creio que não é possível filosofar a respeito do homem apaixonado, visto que o ato filosófico é um ato de amor à sabedoria. O homem apaixonado está naquilo que chamamos de filocalia, isto é, no amor à beleza. Amar é um ato filocálico.


Você já viu a felicidade de um vira-latinha que foi adotado e agora toma água gelada e sempre tem comida e aconchego? Isso remete ao homem apaixonado em seu estado de febre concreta.


O homem apaixonado sorri totalmente de forma tola sem se importar em ser julgado, visto que o único julgamento que lhe importa é o da mulher amada e não o da tribuna social.


É por isso que eu digo sempre: nada mais simultaneamente idiota e encantador que a figura do homem apaixonado.

sábado, 22 de agosto de 2026

Memória Cadavérica #56 — O Dia que V. amou uma Mulher

 


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no Blogspot) para que esses não se perdessem.


Contexto: texto feito para um exercício de teatro. Resolvi salvar.


O Dia que V. amou uma Mulher


Nota: escondi o nome das pessoas aqui mencionadas pelo fato de se tratar de um dos meus melhores amigos, a ex-namorada dele e pelo fato de eu mencionar uma das minhas ex-namoradas. O texto também faz referência a um texto que escrevi no passado, mas como escrevi ele em referência ao caso de V. e ao meu caso, quis ressuscitar um pouco do seu estilo.


Na faculdade de filosofia, tive um amigo chamado V. Ele era um cara bacana, cabelo médio, um metro e oitenta e cinco, cor da pele branca, olhos marrons. Seu filósofo predileto era Nietzsche; posteriormente, ele se apaixonou pela fenomenologia de Edmund Husserl. Hoje, pelo que me contou, conecta a fenomenologia com a psicanálise.


Naquele tempo, aproximei-me de G. K. Chesterton, embora eu e V. tivéssemos uma paixão inigualável por Erasmo de Roterdão. Tínhamos, todavia, uma frase predileta de Chesterton: o homem sensato é aquele que tem a tragédia no coração e a sanidade na cabeça. Outro ponto que nos ligava era a música “Essa Noite Não” de Lobão: mas não tente se matar, pelo menos essa noite não.


O que mais posso dizer sobre o V.? Ele era conhecido por ficar com várias mulheres. Pouco importava o motivo. Parecia uma espécie de esporte. V. ficava com mulheres pelo mesmo motivo que um alcoólatra bebe. De alcoolismo, eu entendo. De mulheres, V. entendia mais.


A quantidade de vezes que me sentei na mesa do bar da faculdade para beber uma cerveja, um vinho, uma cachaça ou o que quer que seja e V. levou uma mulher diferente foi impressionante, para ser sincero. Outra curiosidade, adorávamos fumar um. A quantidade de vezes que assuntos bizarros poderiam surgir através dessa experiência era impressionante.


Certo dia, V. mudou. Mudou radicalmente. Foi do Império Russo para a União Soviética. Existem certos milagres na vida de um homem que nem Freud explica. É como o raciocínio rodrigueano: existem coisas que um homem não conta nem para um médium depois de morto. O homem é, por sua natureza, incapaz de dizer a razão pela qual ama a mulher que ama. Mesmo que morra e seja inquirido por um médium. O nome daquela mulher era B.


V. sofria com um tipo de amor que eu chamo de “adversativo”. E esse é o pior tipo de amor. Talvez você não saiba ainda o que é um amor adversativo. As chamadas conjunções amorosas adversativas são aquelas que indicam oposição e contraste. Ou seja, elas ligam pessoas de forma coordenativa, em corações que dependem um do outro para fazerem sentido. Isso ocorre de uma forma psicologizada, muitas vezes de forma inconsciente.


V. namorou B. por um tempo, depois disso, separaram-se. Todavia, V. não conseguiu esquecer daquela formosa mulher loira que arrebatou o coração. E é por isso que preciso explicar o que é um amor adversativo. Isso pode ser engraçado, mas um dos melhores textos que escrevi sobre amor, baseou-se na experiência de V. com B. e na minha experiência com uma mulher chamada C.


V. pensava que conseguia gostar de alguém, MAS aquela mulher, a B., lhe aparecia na memória. Em momentos casuais, V. pensava que estava tudo bem e que conseguia imergir em outras tarefas e socializar com outras pessoas, PORÉM a B surgia magicamente em um flashback.


V. tentava experimentar outras bocas, testava outros abraços, CONTUDO buscava em cada boca e em cada abraço a B. que queria esquecer. V. ouvia novas músicas, buscaca novas experiências, TODAVIA toda nova experiência se construía como uma tentativa frustrada de se esquecer da figura de B. que ele ainda amava.


V. enganou cada mulher que ficava, fazendo toda espécie de passos românticos e dizendo as mais belas palavras, ENTRETANTO, V. estava enganando a essa pessoa e sobretudo a si mesmo. No fundo, V. queria criar um amor maior que apaguasse o amor que ainda sentia por outra B.


A cada novo dia V. tentava se reinventar, NO ENTANTO, toda reinvenção era uma mera reforma diante da revolução que foi amar B., aquela que justamente que V. não conseguia esquecer.


V. buscava todo dia uma nova aventura, SENÃO a memória daquele beijo de B. lhe ressoava como um fantasma. NÃO OBSTANTE, todas as mentiras que contava para outras na tentativa de enganar a si mesmo, a verdade irrefutável era a racionalização que se escondia por trás de cada discurso cênico reinventado.


A vida de V. avançava, APESAR DISSO, V. ainda estava descontente com o objeto de afeto que lhe escapava. Novos romances surgiam, AO PASSO QUE aquele amor continuava inapagável. V. já não dizia a verdade, ANTES silenciava a própria voz ou criava para si mesmo uma argumentação falsamente agradável. V. passava a dizer quantas vezes odiava B. e tudo o que B. lhe fez passar, EM TODO CASO contado escondia o amor que era incapaz de negar.


Creio que V. compreendeu, naqueles momentos, aquela honorável descrição chestertoniana: o amor real é aquele que você se ajoelha para se sentir maior. Visto que o amor é um ato de entrega. V. entendia, naquele momento, que amar uma mulher era amar cada traço dela. Seus beijos, suas ofensas. Seus abraços, seus silêncios. Suas ternuras, seus ódios. Seus sorrisos, suas lágrimas. V. compreendia que amar é amar cada ar, cada cena, cada recorte de cinema de um filme de comédia e de tragédia. V. compreendeu, naquele momento, que amor é entrega e que, se não é entrega, não é amor.

sábado, 8 de agosto de 2026

Penumbrário #2 — Quando o Inverno Cinza Passar

 



Desculpa, moça, mas você está completamente enganada! Está errada! Está torta! Sua percepção é cheia de fagulhas ilusórias de um passado de ampulheta de areia contaminada!


Sabe, ontem, quando você me disse que eu era um sujeito compreensivo. Então, moça, na verdade eu estava tendo insights após insights devido aos efeitos da psilocibina. Em linguagem vulgar, eu não estava sendo compreensivo por causa de um cogumelo mágico. Hoje eu estou em um estado de recuperação neurológica e emocional depois dessa trip e posso ver as coisas com mais clareza. A psicodelia se foi, sobrou a dor do real. Isso também prova, isso também demonstra que sou humano, pateticamente humano.


Não sei como eu pareci pra ti, mas eu via o mundo todo em cores mais vibrantes, em formas geométricas mais distintas; eu via o mundo com cada objeto respirando; eu ouvia as cores e via os sons. Quando eu olhava para ti, também olhava para a distorção do espaço-tempo. Hoje, após a trip, o mundo me parece extremamente frio e cinza.


Atualmente eu só sinto o cansaço mental e físico. A vontade de chorar. A sensação de um grande vazio no meu peito. Além de, é claro, uma crônica dificuldade de concentração.


Desculpa, moça, quando eu te vi, eu já tinha tomado chopp, eu já tinha tomado cachaça com limão, eu já estava no terceiro gin de dez. Eu tinha fumado maconha também. Por algum acaso, encontrei um colega que esteve no ensino médio comigo e a gente comeu cogumelo mágico.


Posso ter passado a impressão errada, mas eu não sou tão compreensivo e mágico quanto você pensa que eu sou. Pra você, eu sou fofo e acolhedor. Isso é mentira. Eu estava doido. Na verdade, eu sou um homem terrivelmente patético e vagabundo. A única coisa que faço na vida é ler livros estranhos que ninguém conhece, ser estudante de teatro, participar de um podcast de saúde mental e jogar videogame. Você não pode amar alguém assim; você precisa amar quem realmente possa te levar pra algum lugar e atualmente o único lugar a que eu posso te levar é a uma ressaca psicodélica de cogumelo.


É sério, eu não estou brincando. Ressaca de cogumelo existe. Essa ressaca não é a dor física do álcool, é a exaustão química, é a sensação de que meus neurônios pediram demissão e foram viajar sem mim. Tudo parece irritantemente cinza demais. Eu não quero que você veja os lados mais negativos e tóxicos da minha personalidade. Se a minha imagem anterior, criada pela ilusão da droga, é infinitamente superior, para que dar o gosto da agonia do dia a dia?


Eu não sei em que ponto, naquele dia, eu era eu. Eu sei que a psilocibina não inventa sentimentos; ela amplifica o que já está no coração. O cogumelo afrouxou as travas do meu ego. Mas, hoje, após tudo, vejo-me tão patético como o Incolor Tsukuru no livro do Haruki Murakami.


Hoje eu sou a valsa de uma química cansada. Cada expressão de exaustão é uma sinfonia de comedown. Cada batida da bateria do meu sistema nervoso é um grito de desespero pedindo por pausa. Espero que você compreenda, espero que você possa esperar até o inverno cinza passar...

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Penumbrário #1 — Eu gosto de um tipo muito específico de mulher e por isso não tenho namorada

 


Eu gosto de um tipo muito específico de mulher e por isso não tenho namorada


Sabe, eu preciso ser cru e corajoso. A vida toda eu tentei namorar outras mulheres, mas eu descobri uma coisa. Eu gosto de mulher que me faz de puta. Quanto mais uma mulher me faz de puta, mais eu amo ela. Isso não é a descrição de um fetiche, isso não é um "eu gosto de um femdom no BDSM", isso é a poética da minha existência. 


Eu não quero me sentir mais homem perante uma mulher, eu não sou um Dom Casmurro de Machado de Assis, eu quero uma mulher que usurpe e destrua toda masculinidade que há em mim. Quando uma mulher me faz isso, me sinto mais mulher e eu gosto de mulheres que me fazem mais mulher. Pois ciúme não é prova de amor, é tédio de si mesmo.


Dom Casmurro era possessivo, Dom Casmurro queria controlar a mulher para se sentir seguro. Ele não percebia que ele mesmo adoecia de ciúmes quando perdia o controle. Eu não quero ser dono, quero ser a posse. Prefiro a entrega total à vigília paranoica. Já que é mais gozoso ser objeto de desejo do que sujeito de desconfiança. Ao trocar a vigília pela entrega, troco a ansiedade pela existência plena.


Quero uma mulher que deconstrua a minha masculinidade para me libertar do peso dela. Já que a masculinidade cansa, quero ser receptáculo e não performar como ativo. Quero parar de performar e passivamente experiencer. Eu troco o fardo da performance pelo prazer da passividade ativa. Quero o ócio do ser, deixar de agir para permitir-se ser agido.


Mulher boa é aquela que me faz sentir mais mulher. Não falo no sentido identitário, falo no sentido da mulher me pôr no polo simbólico da posição de receptor de desejo. Mulher boa é aquela que me atravessa, que me invade, que me faz moldado pela força do desejo dela. Quero que ela me faça admirar tanto o seu feminino que o feminino dela transborde e o oculpe todo espaço do meu ser em uma forma de adoração pagã. Quero mulher como força telúrica, quero dar pra uma mulher pra ela me pôr cada epifania feminina dela.


Eu quero me desmontar inteiro perante uma mulher que saiba femininamente cuidar de cada pedaço afeminado meu. Quero desenterrar o não-homem que a cultura me ensinou a enterrar. Quero que ela organize minhas partes num formato efeminado que mais confortavelmente me cabe.







terça-feira, 2 de junho de 2026

Memória Cadavérica #50 — Intensidade


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que esses não se perdessem.


Contexto: uma conversa sobre amor com uma mulher.


Eu sempre quero sentir. Sou intenso. Gosto de me afogar em cada abismo que aprisiona meus olhos. Você tem medo de amar. Então se vai por experiências rápidas e passageiras. Eu só gosto de experiências que marquem minha alma para sempre. Mesmo que essas experiências ocorram por um milésimo. Quero poder dizer que vivi uma vida sem arrependimentos, mesmo que cheias de cicatrizes. É melhor amar profundamente e sofrer a maior decepção da vida do que nunca ter amado.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

NGL #22 — Assistir conteúdo produzido por mulher?

 


Envie sua pergunta aqui: https://ngl.link/perguntanonimablogspot

Era pra essa pergunta fazer algum sentido? Por que ver ou assistir conteúdo produzido por mulher me causaria irritação? Isso não faz sentido algum e nem deveria fazer sentido. Se você acha que é normal não ver conteúdo produzido por alguém baseado em gênero, você deveria procurar tratamento médico.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O Necrológio Cadavérico #3 — Burrice e Tédio


Se eu morresse hoje...

Lembraria que estou sempre lendo alguma coisa. Os leitores desse blogspot sabem disso. Atualmente tenho lido o livro "Never Trump" ("Never Trump: The Revolt of the Conservative Elites"), um livro escrito por Robert P. Saldin e Steven M. Teles. Pode não parecer, mas eu não me acho uma pessoa inteligente. Sei que tenho um interesse elevado por abstrações e por livros, mas sei que muitas pessoas são atraídas pela mais pura inércia.

É estranho, estou sempre vendo algum vídeo mais intelectualizado. Porém creio que isso tem a ver com o gosto. O que realmente me surpreende é o fato de que as pessoas veem muito conteúdo que, na maioria dos casos, poderia ser considerado extremamente duvidoso.

Por exemplo, acho teorias da conspiração extremamente duvidosas. A história da vacina, naquela época, tinha uma falha que considerava central: a hipótese de que as elites queriam uma redução populacional sendo que até hoje em dia os países lutam contra as suas baixas taxas de natalidade. O que me levava a pensar: "e se o plano do mal não seja, tão somente, o lucro com a boa e velha propriedade intelectual que gera uma escassez de um produto, dessa vez essencial, para o mundo?". Creio que isso seria algo muito mais simples.

De qualquer modo, tive uma preguiça extrema de ver conteúdo anti-vacina e também tive uma preguiça extrema de ver conteúdo pró-vacina. Apenas tomei as vacinas e segui o jogo.

Outra coisa que marcou os debates intelectuais recentes foi a questão dos incels e da redpill. Na minha época, recebendo conteúdo redpill traduzido direto da fonte, isto é, do /pol/ do 4chan, posso dizer que a redpill poderia ser tudo e qualquer bobagem. De qualquer modo, esse movimento foi completamente interpretado como sendo um movimento sobre mulheres. Em outras palavras, um movimento que era sobre supremacismo branco, apologia à pedofilia, nazismo, fascismo, ódio contra judeus, ódio contra islâmicos etc, etc, etc... virou um movimento que só prega ódio contra mulheres. Olhando pro lado bom, se eu fosse redpill, eu agradeceria a burrice da esquerda e das feministas por me descontarem tantos e tantos crimes. Chegaria até a ser um alívio ter 99,9% dos erros perdoados.

Lembro-me de que cheguei a larpar de ser incel. O que foi momentaneamente engraçado. Uma hora, eu estava lendo um livro qualquer, indo em uma festa, fumando um baseado, pegando alguém ou até ouvindo música. Em outra, estava lá eu trollando muito com a cultura incel.

Nunca quis me aprofundar no incelismo e na redpill. Achava que aquilo tudo tinha muitas afirmações e poucas fontes. Como sou um rato de biblioteca, sempre li de tudo. Logo criei um ceticismo natural para com tudo. Toda aquela onda de afirmações não me causavam nada além de tédio. Fora isso, eu nunca perderia meu tempo vendo vídeos e mais vídeos sobre o assunto, de modo que simplesmente ignorei 99,9% do conteúdo redpill e anti-redpill, incel e anti-incel.

Se alguém me chegasse e me dissesse:

— A partir de hoje você passará todos os dias falando mal de mulher e discutindo teorias que falam mal de mulher.

Eu responderia:

— Apenas não.

Eu ignoro qualquer monotonia. Sempre ignorei fios e teorias sobre mulheres até mesmo dentro de chans. Grande parte dos usuários de chans apenas dão sage e vão discutir algo mais interessante do que um amontoado de teorias conspiratórias envolvendo o gênero feminino, tal como Sega Saturn e Digimon.

Se também não me atrai por nada disso, tampouco me atrai por teorias da conspiração. Como estou acostumado a ler de tudo, vi que toda teoria intelectual apresentava pontos fracos e fortes. Se teorias intelectualmente sofisticadas apresentam pontos fracos e fortes, é muito difícil imaginar que teorias conspiratórias não soem completamente malucas para pessoas como eu que vivem empilhando livros para ler.

Existem grandes teorias que rechearam minha mente por pouquíssimo tempo. Um exemplo disso a teoria da evolução, o qual tenho por verdadeira. Não porque eu estudei realmente sobre assunto, mas simplesmente porque eu pensei: "pode ser, pra mim tanto faz". Não é como se eu fosse estudar sobre tudo acentuadamente até chegar a uma conclusão factível. Eu apenas vi alguns livros, vi alguns vídeos, vi que era grande parte do consenso moderno e simplesmente lidei com a minha insignificância perante ao assunto.

Considero fascinante, a nivel psicológico e sociológico, a forma com que teorias conspiratórias radicalizam o mundo e prendem pessoas em cubículos, mas, sendo sincero, sinto mais como se eu estivesse olhando para ratos em ratoeiras do que sentindo um dever ético forte perante a isso. De qualquer modo, esses animais, digo, essas pessoas devem ser domesticadas, digo, tratadas... para não saírem fazendo merda por aí e gerando inconveniência e transtorno por onde passam. Todavia isso é um problema da saúde pública e da segurança pública, não um problema meu.

Acho que essa é a reflexão que eu tenho. O fato de eu ser uma pessoa que se sente facilmente entediado me livrou de crer em teorias da conspiração. Às vezes a semelhança com Belphegor não é um erro, mas uma salvaguarda contra a idiotice.

domingo, 9 de novembro de 2025

NGL #1 — A Arte de Pegar Mulher

 


Mas o segredo pra pegar mulher é se vestir de mulher.

Confie em mim :v


Perguntas anônimas:

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