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domingo, 12 de abril de 2026

Nas Garras do Dragão #4 — O que de fato ocorre na China?

 


A China é um país que possui um crescimento rápido e uma economia dinâmica. Existe, contudo, uma percepção errônea da mídia anglo-saxã a respeito da China. Muitos dos erros surgem da mentalidade da guerra fria. Vou analisar mitos comuns a respeito da China:


1- A China está reprimindo os seus cidadãos:


Se você quer ter controle populacional, tendo um medo amplo e generalizado a respeito do seu próprio povo, qual seria o melhor meio para isso? Muitos vão apontar para a informação. Um povo bem informado pode destruir um regime.


Acontece que o regime chinês não está desinformando o povo. Muito pelo contrário, a China tem uma população que é amplamente bem-educada e o próprio regime estimula formações cada vez melhores. O povo chinês, sob o regime chinês, está sendo mais bem educado do que já foi em momentos predecessores da sua história. Graças a isso, eles vêm conseguindo habilidades avançadas em pensamento crítico, conhecimento científico e expertise tecnológica. Isso leva a uma enorme vantagem na produção de Inteligência Artificial, tecnologia verde (ecologicamente correta) e em telecomunicações.


Um regime preocupado com impedir o próprio povo de ascender sequer cogitaria planos educacionais tão longos e tão bem-sucedidos ao longo de décadas. Tanto que atualmente é o país com maior número de pessoas em STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics)[Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática].


2- A China está poluindo o meio ambiente:


Os planos ambientais da China são muito mais respeitosos do que os dos Estados Unidos da América. Os Estados Unidos saíram do Protocolo de Kyoto na administração de Bush e do Acordo de Paris na administração de Trump.


Sim, se olharmos os maiores poluidores, veremos os Estados Unidos, a Europa e a China. Todavia são os Estados Unidos que evitam taxar os galões de gasolina e se recusam a investirem em tecnologia verde. A China, por outro lado, possui o maior programa de reflorestamento do mundo. A China também se destaca como uma das mais inovadoras na produção de energia limpa.


3- Direitos Humanos e Regras do Iluminismo:


Se a China é um ambiente completamente irracional, tal como diz a propaganda ocidental, não há razão alguma para temê-la. Isto é, a China acabaria destruindo a si mesma em seu processo de irracionalidade. Todavia, a análise a respeito da China se divide em propaganda enganosa e em um desacordo com o método de análise proposto pelo iluminismo. Isto é, analisamos mais a China pela lógica da guerra fria do que pelos critérios de racionalidade, calma e objetividade.


O Ocidente tem muitas falas a respeito dos direitos humanos. Na maioria absoluta das vezes, as promessas constitucionais da efetivação de direitos humanos são vazias, visto que não são implementadas na prática por causa da própria estrutura de poder econômico e político. Muitas das vezes, é o mercado que legitima o direito. Isto é, depende da sua capacidade de comprar o direito que deveria valer independentemente do mercado.


Se pensarmos na China e em suas conquistas, vemos que 800 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza. A economia e a política chinesa são focadas nas necessidades básicas. Isto é, acesso à comida, habitação e melhores oportunidades. Garantindo-se a estabilidade e o desenvolvimento econômico, isso cria a possibilidade de uma classe média. Atualmente a classe média chinesa é maior que a população inteira dos Estados Unidos da América.


Se voltarmos ao ponto anterior, vemos que o regime chinês não vê a sua população como inimiga. Muito pelo contrário, os padrões de vida crescem constantemente. Isso não é a declaração vazia de direitos humanos como abstrações que se jogam numa democracia liberal. Muito pelo contrário, a China aproxima-se da efetivação da qualidade de vida como direção política plena.


Se olharmos para números de 2019, vemos que cerca de 139 milhões de chineses saíram da China. Porém, não saíram para "não voltar nunca mais", mas sim como turistas, estudantes e empresários. Eles eventualmente voltaram para a China. Se a China tivesse um regime repressivo, por qual razão alguém voltaria para lá? Eles sequer teriam a possibilidade de sair e voltar. O que vemos é uma população que acredita em seu próprio país, e é por tal razão que voltam.

sábado, 8 de abril de 2023

Acabo de ler "Psicologia Aplicada de Jung: Capítulo 6 - A Teoria da Libido e As Personalidades: Extrovertidas e Introvertidas"

 



Jung desenvolveu uma teoria de tipos psicológicos para explicar a estrutura comportamental de sujeitos. Dessa forma, trouxe um importante instrumento classificativo, seja para o autoconhecimento, seja para a própria prática terapêutica. Demonstrando, mais uma vez, a amplitude da psicologia desenvolvida por Jung.


O tipo psicológico de alguém se forma a partir da forma que esse alguém adotou para interagir com o meio em que vive. É evidente que a forma com que esse meio é altera as formas possíveis de agir nele. Com o tempo a estratégia desenvolvida de atuação vai se solidificando num tipo psicológico específico, dispondo a pessoa a agir duma maneira e não de outra.


Os extrovertidos gostam da ação e sentem cansados quando a ação não é tomada. Os introvertidos gostam da reflexão e precisam de tempo para refletir para se sentirem reanimados. Pessoas que analisam o mundo se baseando na razão querem pensar sobre determinado objeto para compreendê-lo. Pessoas que gostam de sentir o mundo, veem os objetos e sujeitos a partir do que sentem em relação a ele.


Existem pessoas que, dominadas mais pela percepção, preferem que as escolhas fiquem em aberto para se sentirem seguras. Já as que são mais ligadas ao julgamento gostam que decisões sejam tomadas para que se tenha segurança quanto ao processo que ocorrerá.


Evidentemente que somos ligados as mais diversas operações e que uma atua junto a outra. Embora as disposições principais sejam de caráter mais permanente. Jung também observou que quando uma disposição é reprimida, ela tenderá a aparecer num momento de crise  e dominará as ações das pessoas de modo imprevisível e por isso é bom que pessoas de determinados tipos psicológicos tomem ações inusuais para si mesmas na tentativa de regular a atividade psíquica.