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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Caveira Casual #4 — Em Meio ao Ruído

 


Enquanto eu olhava para meus supostos aliados, pude identificar os mais distintos e irritantes grupos:


- O direitista-histérico-em-perpétua-indignação-moral:

Esse sujeito, que pode atualmente ser de qualquer sexo, aparece dia após dia, em formato de vídeo. Todo dia, ou toda semana, ele ou ela precisa metralhar a sua indignação moral contra algum objeto, sujeito ou acontecimento. Esse modelo é um modelo de sucesso quase que absoluto entre o chamado "direitista influencer". É muito comum em políticos. 


- Liveísta:

A direita liveísta é aquela que aparece todo dia ou toda semana com uma "live" (conteúdo transmitido ao vivo). O objetivo dela é usualmente fazer reação a todo tipo de conteúdo. Esse tipo de conteúdo, diga-se de passagem, é perturbador. Eu não aguento ver. Me parece um misto de falta de imaginação com preguiça. Além disso, esse tipo de formato só é acessível para quem tem tempo livre para ver isso. Algo que muito provavelmente não é a realidade de quem trabalha.


- Vendedor de Cursos:

Essa moda, cada vez mais presente, aparece por todos os cantos. Ao que parece, só a direita americana fornece cursos gratuitos por meio de instituições respeitáveis como a Hillsdale College e a Christendom College. É meio que "se você quer ser de direita, pague para nós". Esse tipo de direitista só existe quando ele é, em si mesmo, uma espécie de celebridade. Porém, sabemos que para ser uma "celebridade de direita" é preciso se tornar um "orgânico de partido" ou um "orgânico de movimento". Se você não consegue sacrificar a sua criticidade, esqueça esse caminho.


- Direita Woke:

Esse aqui é altamente encontrado pela internet. Ele serve para ficar o dia todo enchendo o saco. Ele também possui o estranho costume de ficar o dia todo atacando obras que a esquerda woke fez ou supostamente fez. Ele não percebe que é tão woke quanto a esquerda woke. É o típico direitista que pensa pertencer ao politicamente incorreto, quando na verdade está apenas a exigir que todo mundo siga o seu padrão moral. Outro hábito muito comum na direita woke é passar o dia todo praticando a chamada "LGBTfobia recreativa". A sua compulsão maior é a de acusar tudo o que não gosta de ser LGBT. O mais curioso é quando esse grupo tem que ofender o grupo adversário, na montanha de qualificativos negativos, ele coloca que ser LGBT é um "crime" tão absurdo quanto ser um assassino.


Eu estou aqui, lendo George Grant, anotando todos os principais insights no caderno em inglês e depois passando tudo para o português nesse blogspot. O resto da assim chamada "direita" muito provavelmente nem sabe quem é George Grant. Ou, quem sabe, prefere não dizer para não estragar a "excelente" parceria com a assim chamada "burguesia nacional". É muito feio ler Red Tory. Para piorar, o meu Blogspot também traz vários teóricos de esquerda. Além disso, não tive medo de trazer os Never Trumpers para cá. Ou seja, sou, no mínimo, um dos sujeitos mais suspeitos e questionáveis. Tal como um alienígena estacionando um disco voador na praia em pleno feriadão.


Poderia tentar fazer alguma coisa para ajudar em algo, mas isso seria problemático. Minhas visões particulares cavam um abismo entre mim e o restante da assim chamada direita nacional. Em vez disso, tenho a particular preferência por ficar a ler e a resenhar livros e artigos acadêmicos. Sigo uma política que poderia ser descrita nos seguintes termos: quanto à direita nacional, finjo que ela não existe. O hábito constante de querer


Como quero esquecer a existência da assim chamada direita nacional, volto a escrever sobre filmes. Os escritos anteriores dessa série (Caveira Casual) abordaram filmes; quero voltar a escrever sobre isso. O último filme a que assisti é outro Found Footage. É o Grave Encounters, filme canadense de 2011. Outro filme que encontrei no /tv/ do 4chan. Como podem ver, o homem nasce normie, a misantropia e o 4chan o tornam hipster. Hoje vou fazer algo diferente. Vou explicar o filme colocando-o em paralelo com a assim chamada "direita nacional".


Take 1: Grave Encounters


Grave Encounters, de 2011, é um filme que trabalha com assim chamada "indústria do paranormal". Ele não é apenas um terror de câmera na mão, um hipster found footage, ele é um comentário ácido sobre a encenação da realidade na televisão.


Take 1: Direita Nacional


O paralelo que podíamos ter seria o do típico direitista-histérico-em-perpétua-indignação-moral. O nosso protagonista (ou nossa protagonista) seria o(a) típico(a) charlatão (charlatã) que fica fazendo teatrinho nas redes sociais.


Take 2: Grave Encounters e a Desconstrução do Reality Show


Lance Preston, o nosso protagonista, representa o arquétipo de apresentador carismático e charlatão.


O horror real começa justamente quando a farsa profissional perde o controle. A ironia reside no fato de que Lance Preston e a sua equipe passaram anos fingindo contato com o além e, quando o contato finalmente ocorre, eles não têm ferramentas, nem emocionais, nem técnicas, para lidar com isso.


Take 2: Direita Nacional e a Desconstrução da Direita Woke


Um belo dia, nosso(a) querido(a) direitista woke seria obrigado, por razões de circunstâncias completamente ficcionais, a ser de direita de verdade. Nosso(a) protagonista logo descobriria que LGBTfobia não é argumento e que ele(a) precisaria produzir coisas maiores do que vídeos falando sobre a "hipocrisia da esquerda".


Talvez fosse obrigado(a) a alguma pauta concreta, como faculdades de artes liberais, articular diferentes escolas do pensamento de direita (como ordoliberalismo, Red Tory, paleoconservadorismo), fundação de institutos para geração de políticas públicas de direita pautadas em dados ou qualquer coisa que um(a) direitista de verdade faria. Coisa que nosso(a) protagonista não conseguiria, visto que é um(a) imbecil.


Take 3: Grave Encounters e o Espaço como Antagonista


Diferente de outros filmes de casas assombradas mais tradicionais, o filme Grave Encounters trabalha com a ideia de hospital psiquiátrico mal-assombrado que se comporta como um organismo vivo. Ele também trabalha com todo aquele imaginário psicológico dos manicômios. O espaço trabalha como adversário da seguinte forma: a arquitetura muda, as janelas desaparecem e os corredores se tornam infinitos.


Take 3: a Direita Woke e a Burrice como Antagonista


A direita woke teria que se lidar com uma das piores coisas que podem ocorrer com a direita nacional: uma população e uma mídia que realmente conhecem as múltiplas tradições do pensamento de direita. Coisa que, convenhamos, nunca virá a ocorrer no Brasil, mas como isso é um cenário absurdo e hipotético, dou-me a essa licença poética.


Em vez de entrevistas idiotas com lambedores de saco, o(a) direitista seria confrontado(a) com questões sobre ele(a) ser mais paleoconservador(a) ou neoconservador(a), se ele(a) seguirá uma agenda política mais Red Tory ou mais Blue Tory, se ele(a) assistiu o último vídeo da American Compass ou o último vídeo da Hoover Institution. Quando ele(a) percebesse, estaria levando uma surra argumentativa por não ser um(a) conservador(a), mas mais um(a) imbecil da direita woke.


Como podemos ver, o maior perigo para charlatãos do sobrenatural é que exista realmente um sobrenatural e que eles tenham que se lidar com isso. Como também podemos ver, o maior perigo para a direita charlatã brasileira não é a existência de uma esquerda, nem a existência de uma esquerda altamente letrada, mas sim de uma população e de uma mídia altamente educadas nas múltiplas tradições do pensamento de direita.

Acabo de ler "Lament for a Nation" de George Grant (lido em Inglês/Parte 4)

 


Nome:
Lament for a Nation: The Defeat of Canadian Nationalism

Autor:
George Grant

John Diefenbaker, décimo terceiro primeiro-ministro do Canadá, é a razão desse livro. Por ele, estavam as pessoas do meio rural e das pequenas cidades. Contra ele, estavam as classes literárias, os jornalistas emancipados, a classe dominante e as classes formadoras de opinião.

As classes do establishment diagnosticavam que John era dominado por sua própria ambição, que era um político astuto que punha o poder pessoal em primeiro lugar. George Grant vai na linha oposta, ele diz que John era o homem que punha a existência de um Canadá soberano em primeiro lugar. Além disso, alerta que a única ameaça ao nacionalismo canadense são os Estados Unidos da América e não o Reino Unido. E, além disso, fala que a identidade canadense é a de construir um governo mais estável e mais ordenado que a experiência liberal dos Estados Unidos. George Grant tenta construir uma identidade que unifique canadenses com raízes mais inglesas e francesas. Atentando-se a uma linha comum.

Nesse capítulo introdutório, George Grant diz que lamentar pelo Canadá é lamentar pela tragédia de Diefenbaker. É compreender que o Partido Liberal é o partido das classes dominantes e que as suas políticas inexoravelmente levam ao desaparecimento do Canadá. A agenda de Diefenbaker era a agenda da sobrevivência do Canadá. A agenda das classes dominantes é a agenda da cultura hegemônica do império americano.


Acabo de ler "Lament for a Nation" de George Grant (lido em Inglês/Parte 3)

 



Nome:
Lament for a Nation: The Defeat of Canadian Nationalism

Autor:
George Grant

Autor dessa introdução:
Peter C. Emberley

O assunto central dessa introdução é a identidade canadense em contraste com as forças continentalistas homogeneizantes. Um dos maiores exemplos dela é o NAFTA (The North American Free Trade Agreement). Esse acordo, em específico, gera uma massiva e continental reestruturação econômica. Além de levantar o questionamento a respeito das poderosas forças da globalização com o recrudescimento da economia local.

Só que, como bem podemos ver em outras partes do livro, isso não é meramente uma questão econômica. A questão do destino também aparece. Qual a interpretação que fazemos a respeito de nós mesmos? Como achamos significado em nossas vidas? Isso precede os nossos esforços individuais? Peter aponta que para George Grant existe algo que é primariamente nosso. Temos mitos fundadores, símbolos políticos e experiências próprias. Nosso senso de localidade e de pertencimento a um local e a uma cultura não é só simples questão de espaço e tempo, mas sim de uma conectividade psicológica entre territorialidade e historicidade. Algo que é sociologicamente construído.

Os autores construirão o significado de um termo, o qual dão o nome de "owingness". Termo esse que se correlaciona a uma dívida social, moral e existencial. Essa dívida gera uma responsabilidade pela comunidade, pela nação e o reconhecimento de adequadas práticas culturais. É o reconhecimento de que existe algo que está além da vontade humana individual.

Estabelece-se um contraste entre os Estados Unidos da América e o Canadá. Os Estados Unidos são formados pela primazia do individual, pela valorização das habilidades técnicas, por uma visão de um calvinismo reformado que defende uma soberania e criatividade da vontade divina na história como paradigma para a iniciativa humana, o que levaria a uma autoiniciativa empresarial. Para Grant, o Canadá é mais ordenado, mais razoável, mais cuidadoso, menos violento e menos entusiasmado com sonhos aventureiros.

Toda questão desse capítulo introdutório levantará o questionamento do ser individual e do ser enquanto eu-plural. Isto é, o ser enquanto figura única e o ser enquanto identidade nacional. A identidade nacional passará por instituições, programas, leis, comportamentos, diversões e autoentendimentos que lhe são característicos. Tudo fundamentalmente ecoa essa lógica. Acontece que o espírito tecnológico da modernidade carrega um espírito que é próprio. É o espírito da dominação sobre a natureza, da política imperial, da burocracia administrativa, do discurso público da eficiência, da sociologia do ajustamento e do equilíbrio. O progresso tecnológico altera o espírito humano, estabelecendo novos mecanismos de controle. Ele é a supressão das diferenças locais, das lealdades particulares e das resistências crediveis. Ele é formado por técnicos e administradores das elites continentalistas dominantes que sustentam discursos oficiais da instrumentalidade e da eficiência. Isso gera, por sua vez, uma tirania universalizadora que só se processa através da homogeneização da eficiência tecnológica.

O que acontece com a pluralidade, com a dignidade e com os propósitos mais altos de cada nação? O Canadá passa radicalmente por essa questão por estar ao lado do grande poder imperial dos Estados Unidos da América. A particularidade local se confronta com o moderno e universal Estado homogêneo. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Acabo de ler "Lament for a Nation" de George Grant (lido em Inglês/Parte 2)

 


Nome:
Lament for a Nation: The Defeat of Canadian Nationalism

Autor:
George Grant


No começo da sua nota introdutória, George Grant fala sobre o estado dos Estados Unidos:
- Conflitos raciais;
- A expansão e decadência das cidades;
- A crescente influência militar na vida constitucional;
- A diferença geracional;
- Os efeitos de um século de espoliação ambiental.

Grant falará de como o Canadá é como um irmão menor que se beneficia do irmão mais velho, sem ser um igual. Ou como o Canadá é como um filho pequeno que se regozija com os bens que o pai traz, mas sem saber de onde vem o dinheiro. De todo modo, alerta para a independência meramente formal e o nacionalismo que surge apenas formalmente. Nenhum desses processos, todavia, carrega a completude de uma verdadeira independência ou de um verdadeiro nacionalismo. Muito pelo contrário, o Canadá ainda era ameaçado pelo processo de homogeneização e universalização que o império americano propunha. Em meio a isso, corporações americanas impunham seus tentáculos por todo o Canadá e a linguagem e o continente compartilhado levavam a um processo de assimilação. 

Havia, contudo, uma diferença: o individualismo do sonho capitalista americano se contrapunha ao forte senso de bem comum e ordem pública canadense. Essa distinção entre bem comum e capitalismo individualista era o ponto de divergência central.

O nacionalismo conservador canadense era baseado na tradição inglesa, num sonho britânico de Canadá. Ele era um romanticismo de um sonho originalmente projetado na Inglaterra. Os Estados Unidos e também a Inglaterra já tinham passado por Locke e Adam Smith, estavam indo para Keynes, Moore e Forster. As elites canadenses, como de costume, queriam o mesmo. O que Grant via nisso era a fisionomia tecnológica de Moloch, seja na guerra, seja na paz. 

Nesse período, as elites eram tecnologicamente progressistas e tinham um senso de autoconfiança. Em meio a essa autoconfiança, a tecnocracia crescia em duas formas: a de destruição planetária e a de tirania planetária. Esse era o paradoxo ou os dois lados da mesma moeda da era da razão das massas. De qualquer modo, Grant alerta de que foi muito pessimista em seu livro.

Acabo de ler "Lament for a Nation" de George Grant (lido em Inglês/Parte 1)

 


Nome:
Lament for a Nation: The Defeat of Canadian Nationalism

Autor:
George Grant

Autor do prefácio:
Andrew Potter

George Grant alertava que as classes dominantes canadenses buscavam livros fora do país, geralmente nos Estados Unidos, como autoridade final na condução da política e da cultura. A elite canadense tem uma orientação continentalista, voltando-se a aquilo que acreditaram ser o império ocidental. Em um tempo, valiam-se do império inglês. Em outro, valiam-se do império americano. Em outras palavras, são uma elite alienada em relação ao próprio país. O leitor, conhecendo as elites brasileiras, pode chegar a uma conclusão razoavelmente semelhante acerca das elites brasileiras.

George Grant era cético para com a modernidade. Ele via a modernidade e a modernização por extensão lógica, como um processo de apagamento. Isto é, havia o modelo universal e homogêneo e as culturas locais que deveriam ser apagadas para que esse modelo fosse implementado. O Canadá, por sua vez, era uma cultura local situada ao lado do coração mais potente da modernidade: os Estados Unidos da América. Os canadenses acreditavam piamente na modernização e que o Canadá necessitava desse processo. A aceitação desse processo poderia levar ao apagamento da identidade canadense. 

O consenso das ciências sociais, nos anos 60 e nos anos 70, era que a tecnologia era uma força universalmente homogenizante. O que levava à conclusão de que todas as culturas particulares não deveriam existir ou deixariam de existir diante desse processo uniformizador. O império americano acreditava que a vontade humana é radicalmente livre para alterar o mundo e o pensamento liberal levava todos os valores para a esfera privada.

Para Grant, uma sociedade conservadora era baseada na hierarquia, deferência, tradição e moralidade pública. O conservadorismo canadense era pré-lockeano. Era um conservadorismo baseado em Richard Hooker (1554-1600). Hooker foi um teólogo, um humanista cristão e estudioso das obras de São Tomás de Aquino. Ele acreditava na conexão íntima entre o Estado e a Igreja. Esse tipo de visão marcou Grant em sua forma de ver o mundo.

O conservadorismo canadense, naquela época, poderia ser descrito como portador das seguintes características:
- Senso de comunidade;
- Ordem pública;
- Autorrestrição;
- Lealdade ao Estado.

O lema era: "paz, ordem e bom governo". Havia a crença de um Estado centralizado para promover o desenvolvimento político e econômico. Adicionando-se que a liberdade individual deveria ser restrita em nome do bem comum. A sociedade era encarada como um organismo em que cada parte era responsável pelo bem-estar do conjunto. A tradição conservadora canadense, naquele ponto, defendia um Estado intervencionista e rejeitava o continentalismo econômico. O continentalismo econômico era a integração com os Estados Unidos da América.

Podemos colocar as seguintes características:
- Comunidade acima do indivíduo;
- Hierarquia;
- Lei e ordem;
- Tradição;
- Mudanças orgânicas.

Se pensarmos bem nessa estrutura, esse conservadorismo é bastante diferente do neoconservadorismo que seria aplicado por Ronald Reagan, Margaret Thatcher e Brian Mulroney. Aqui, é preciso estabelecer ao leitor brasileiro quem é Brian Mulroney. Brian Mulroney foi o décimo oitavo primeiro-ministro do Canadá, durante o período de 1984 a 1993, liderando o Partido Conservador Progressista e aplicou uma agenda econômica neoliberal, algo muito semelhante ao neoconservadorismo de Ronald Reagan nos EUA e de Margaret Thatcher no Reino Unido.

Durante muito tempo, a divisão política no Canadá era mais ou menos essa:
1. Partido Conservador: era mais tradicionalista, era mais nacionalista, tendia a usar mais o poder do Estado para promover o bem coletivo;
2. Partido Liberal: era mais favorável ao livre mercado e tinha uma orientação mais continentalista, isto é, mais alinhada à integração econômica com os Estados Unidos da América.

Atualmente o conservadorismo canadense é mais semelhante ao modelo americano. Os conservadores são religiosos que visam o tradicionalismo moral e são a favor de mais livre mercado.

Uma das maiores críticas de George Grant ao liberalismo é o fato de ele ter trocado o bem aristotélico pelo bem lockeano. O bem aristotélico era baseado numa hierarquia, isto é, com subordinação e superordinação. O bem lockeano é criado pela escolha subjetiva dos agentes. Ou seja, o bem liberal é algo que perseguimos de acordo com os nossos valores privados. É a liberdade de escolher o que quiser.

Grant faz uma leitura política de Nietzsche, no sentido de ver no liberalismo uma espécie de niilismo. O contratualismo surge como algumas leis e instituições coercitivas que servem para preservar as liberdades das múltiplas partes. O projeto liberal inteiro pode ser descrito a partir de seu subjetivismo niilista que não adentra um projeto maior. O projeto liberal tem como fundamento a maximização da liberdade humana como bem central. Os valores últimos são criados pela conveniência do momento ou uma noção vaga sobre o que consiste a qualidade da vida. Tudo se torna instrumental e o indivíduo calcula por si mesmo qual valor escolherá no momento. Todavia, nunca é questionado o que é substancialmente verdade.

A sanha liberal pela liberação humana será completada pela tecnologia. Se a tecnologia serve para a liberação humana, ela cumpre a sua função dentro de uma sociedade liberal. Isso criará o liberalismo tecnocrata.

George Grant trabalhará em suas obras a interconexão entre liberalismo, tecnologia e império. A base da interpretação dessa interconexão será bastante semelhante à ideia marxista de superestrutura. Na análise marxista, é a base econômica que determina as condições da superestrutura. Para quem não está acostumado à análise marxista, a superestrutura é o conjunto de instituições do Estado, do direito, de ideologias, de crenças, cultura e de práticas sociais que emergem e se sustentam sobre a infraestrutura econômica. E dentro da análise marxista, a infraestrutura é quem dita como será a superestrutura. A infraestrutura corresponde a um dado nível de desenvolvimento das forças produtivas e a relações de produção específicas.

Andrew Potter termina a sua introdução alertando que George Grant não conseguiu estabelecer uma resposta positiva para criar uma conexão entre a tecnologia do século XX e a justiça do século XX. Isto é, seria necessário um programa positivo que integrasse de forma justa diagnóstico e solução. Grant focou mais no diagnóstico. Além disso, os canadenses não conseguem estruturar uma identidade nacional. O Canadá é visto como yin e os Estados Unidos como yang. Torna-se uma espécie de antinação, um país marcado pela impermanência, mutabilidade, plasticidade e fragilidade. Fala-se de nacionalismo pós-moderno, mas chega-se à conclusão de que o Canadá se tornou algo. Tal como se fosse um Estado comunicacional em que as pessoas continuassem se comunicando sem chegar a alguma conclusão. O Canadá é atualmente um "Estado em progresso" sem identidade estável. Enquanto os americanos se tornam uma sociedade hobbesiana, marcada pela paranoia e pelo isolamento, a sociedade canadense experimenta valores cosmopolitas.

Vale lembrar que, hoje em dia, muitos dos aspectos hobbesianos vêm sido transferidos para a sociedade canadense. Já surgem grupos ao estilo MAGA no Canadá.

domingo, 19 de abril de 2026

Retrowave #8

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.


Nota: isso é uma comparação entre o "bem" na visão aristotélica e na visão lockeana.


Retrowave #7

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O Necrológio Cadavérico #5 — Filhos sem Pais


Se eu morresse hoje...

Saberia que é muito raro crescer intelectualmente no Brasil. O cerne institucionalista é algo extremamente grave e a direita é majoritariamente anti-institucional e pós-institucional.


Nos últimos tempos, li muito mais do debate americano. Ali pude ver um movimento intelectual real. Com múltiplas e verdadeiras faces singulares. Coisa que quase não encontro aqui. A academia brasileira me parece um show de clichês dos quais não quero fazer parte. Além disso, meus posicionamentos são extremamente escassos. Sinto um sofrimento enorme por estar aqui.


Ao ver pessoas queimando e cortando chinelos, por causa do marketing, além de todo o debate envolvendo o espectro ideológico de chinelos, comecei a pensar que tudo isso era o cúmulo. Esse foi o momento que percebi que esse país não tem salvação e não adianta se importar com absolutamente com o que ocorre aqui. Visto que dar importância para o que ocorre aqui pode terminar em emburrecimento ou em enraivecimento.


Agora, se a natureza política é entediante e emburrecedora, a natureza midiática também o é.  A mídia de direita serve para provar que a esquerda está errada. A mídia de esquerda serve para provar que a direita está errada. Não há qualidade alguma nisso, além do velho fato enfadonho de que existem para tornar fatos e narrativas em máquinas de propaganda. Um esquerdista que ler jornais de esquerda verá o quanto é bom, inteligente e sabido, ao mesmo tempo verá o quanto seus inimigos são maus, burros e tolos. Do mesmo modo, um direitista que ler jornais de direita verá o quanto é bom, inteligente e sabido, ao mesmo tempo que verá o quanto os seus inimigos são maus, burros e tolos. Assim caminhará a guerra fria civil.


Eu não posso mudar a realidade política do meu país. Além disso, a mídia alternativa está cada vez pior. A democracia envolve os votos da maioria. E eu faço parte da minoria da minoria. Não tenho o controle sobre absolutamente nada. Meu voto não influenciaria em nada. A ausência dele não mudaria em nada. Um esquerdista que fala em mutualismo, morrerá na corrente majoritárias da esquerda.  Um direitista que fala em Red Tory, morrerá nas correntes majoritárias da direita.


Se meu voto não vale de nada, mas sim o voto da maioria das pessoas que sequer leem um livro por ano e que não sabem mais do que três linhas de pensamento, o que posso fazer? Nada, absolutamente nada. Caminho como um filho bastardo. Creio que deve ser a mesma situação de vários bastardos desse underground.


Escrever pacientemente em meu campo é melhor do que nada. É até terapêutico.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Acabo de ler "Red Tory" de Phillip Blond (lido em inglês/Parte 3)

 



— Livro:

Red Tory: how left and right have broken Britain and how we can fix it


— Author:

Phillip Blond


Phillip Blond anteriormente citou a tradição Tory Anglicana. Nesse ponto do livro, ele traz uma ligação com o pensamento distributista de Hilaire Belloc e G. K. Chesterton.  Adicionando uma camada a mais: o pensamento de Samuel Brittan e Noel Skelton.


Chesterton e Belloc tinham chegada a conclusões semelhante, e até mesmo complementares, à tradição Anglican Tory. Eles viam que o capitalismo levava a concentração de terra, propriedade e capital nas mãos dos capitalistas. Ao mesmo tempo, o socialismo privava a todos de terem propriedades em nome da propriedade geral e o monopólio comunal. Em outras palavras, capitalismo e socialismo levariam a concentração das propriedades. A solução que eles colocaram seria uma distribuição de propriedade e recursos para todos (distributismo).


A adição que Phillip Blond fará será a junção disso com:

1. Noel Skelton: a ideia conservadora de uma democracia de propriedade;

2. Samuel Brittain: uma renda básica em conjunção a distribuição de recursos.


Se juntarmos tudo isso temos:

1. Distribuição de propriedades para todos;

2. Distribuição de recursos para todos;

3. Uma renda básica ao lado e em conjunção da distribuição de recursos;

4. Uma ideia de uma sociedade democrática onde todos têm propriedade, recursos e renda básica.

Socialismo? Não, conservadorismo vermelho.


A ideia central de um Red Tory é a ideia de um conservadorismo que cumpra os seguintes requisitos:

1. Preserve e extenda a estabilidade humana;

2. Crie condições para o florescimento humano.

Isso é uma real economia política para o pobre.

Retrowave #5

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Acabo de ler "Red Tory" de Phillip Blond (lido em inglês/Parte 2)

 


— Livro:

Red Tory: how left and right have broken Britain and how we can fix it


— Author:

Phillip Blond


Estou analisando esse livro devagar. Leio de trecho a trecho, anoto tudo em inglês e depois traduzo as minhas anotações. Tento lançar as notas no mesmo dia, assim não me perco. Costumava lançar as notas depois, mas isso me deixava perdido e usualmente outras notas entravam no espaço das outras.


Nessa parte do livro (ainda estou na introdução), o autor (Phillip Blond) faz as suas críticas a Thatcher e a Blair. As críticas a Margaret Thatcher e a Tony Blair são diferentes, não vou me centrar muito nelas. Convém lembrar ao leitor ou a leitora que Margaret Thatcher faz parte do movimento neoconservador e o Tony Blair faz parte do movimento novo trabalhismo. Ambos foram primeiro-ministros. Talvez também seja bom recordar que embora Phillip Blond seja conservador, ele é um Red Tory (conservador vermelho), logo ele é opositor do neoconservadorismo — como no Brasil o termo "Red Tory" é praticamente desconhecido, decidi colocar esse comentário adicional.


As críticas mais notáveis que achei contra a Thatcher foram:

1. Seu governo levou a um capitalismo capturado pela concentração de capital;

2. Um mercado monopolizado por interesses próprios dos monopolistas e o domínio das pessoas que já são ricas;

3. A população progressivamente descapitalizada (creio que poderíamos colocar como desenriquecida);

4. A ideia nada conservadora de que o mercado é o último árbitro dos valores e a medida de todas as coisas.


As críticas mais notáveis que achei contra Blair foram:

1. Juntou o pior da esquerda com o pior da direita;

2. Colocou um centralização de padrões em todos os serviços públicos em vez de deixar uma adaptação local;

3. Graças a onda de Estado de exceção (lembre-se do 11 de setembro em Nova Iorque e o 7 de julho em Londres), promoveu uma cultura de suspeita, o habeas corpus foi relativizado em prol da "suspeita de intenção terrorista", encarceramentos se tornaram maiores, o número de tortura aumentou e a polícia extra-judicial entrou em ação;

4. Fora isso, cidadãos do Reino Unido poderiam ser alvos de outros países, com regimes legais duvidosos.


O autor faz algumas colocações interessantes sobre o socialismo, o republicanismo, a crítica ética ao capitalismo irrestrito e a esquerda:


- Socialismo:

Há o elogio a busca pela igualdade, pela bondade e pela justiça. Pela recusa do racismo, por ter conquistado o direito de votos a mulheres e pelo direito de voto aos que não têm propriedade. Além disso, a busca pela justiça social é importante.


- Republicanismo:

O reconhecimento que boas pessoas podem estar em todas as classes e culturas, sem isso ter a ver com o sangue.


- Crítica ética ao capitalismo irrestrito:

Valores não criados pelo estímulo do desejo (não confundir desejo com vontade) e pela avaricia humana.


- Esquerda:

1. Uma boa vida é baseada em necessidades reais e autênticos desejos humanos;

2. Uma responsabilidade social e comunal pela Terra e todos que vivem nela é algo necessário.


O problema que Phillip Blond encontrará na esquerda — e o motivo dele não ser de esquerda — são vários. Creio que esses podem ser mais vinculados à nova esquerda. Citarei alguns aqui:

1. Escolhas ilimitadas e irrestrita liberdade pessoal;

2. O relativismo cultural;

3. Auto-validação do desejo e do prazer;

4. Pornografia, infidelidade e uso de drogas não sendo mais encarados como problemas sociais intrínsecos, mas como atos que dentro de condições estéticas certas adquirem formas válidas de autoexpressão.


Phillip Blond contará que o que fez ele tornar Red Tory foi conhecer uma tradição chamada "Anglican Tory". Uma tradição que buscava prosperidade e educação para os pobres, além do entusiasmo religioso contra a extravagância dos aristocratas whigs.


Ele também cita alguns importantes pensadores para a sua formação:

- William Cobbett;

- Thomas Carlyle;

- John Ruskin.


Esses intelectuais fizeram críticas ao republicanismo autoritário e estatista, ao capitalismo interesseiro e a criação em massa de despojados de terra que foram forçados a trabalhar a níveis absurdos em fábricas para o benefícios de outros. Ao mesmo tempo, esses intelectuais fizeram a ligação entre a pauperização do trabalho e o despojamento de suas terras. 


Esses intelectuais conectaram a pauperização das condições de trabalho com o despojamento de terras que foi feito anteriormente. Para corrigir isso, eles defenderam os direitos de propriedade dos sem terra como mecanismo de correção. Não só isso, a distribuição de terra/propriedade deveria ser acompanhada com a distribuição de capital para todos aqueles que estavam em condições de indigência em seus trabalhos.


Creio que essa análise pode dar uma noção de um conservadorismo autêntico e realmente preocupado com as necessidades sociais. Muito diferente do que atualmente temos no Brasil.

Retrowave #4

 



Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.

Acabo de ler "Red Tory" de Phillip Blond (lido em inglês/Parte 1)

 



— Livro:

Red Tory: how left and right have broken Britain and how we can fix it


— Author:

Phillip Blond


A sociedade civil vem sido esmagada pelo Estado e pelo Mercado.


Vários locais de exercimento de poder para pessoas simples foram deturpados e subvertidos. Tais como:

1. Governos locais;

2. Igrejas;

3. Organizações de comércio;

4. Sociedades cooperativas;

5. Instituições educacionais públicas;

6. Organizações cívicas;

7. Grupos localmente organizados.


Tudo que seja um poder autônomo independente é destruído. Todo corpo intermediário é completamente sabotado. O Estado e o Mercado excluem cidadãos da participação econômica e democrática. Criando um esquema que poderia ser resumido em dois processos:

1. Exclusão da participação política e econômica para a maioria;

2. Enriquecimento massivo e monopolizado para poucos.


Essa fórmula é chamada de "Estado Mercado", onde há uma simbiose entre grandes organizações do mercado (oligopolistas e monopolistas [alta burguesia]) junto com a alta burocracia e políticos do Estado.


É importante observar aqui que se trata do "grande mercado". O "grande mercado" junto ao Estado trabalham para destruir os pequenos comércios ("pequeno mercado" e "mercado médio") e também os interesses dos grupos sociais mais desfavorecidos (dentro os quais os trabalhadores do campo e da cidade). Nessa empreitada, a saudável pluralidade do poder político é deixada de lado em prol da centralização do poder político e econômico nas mãos de poucos.


Na corrida centralizatória, pequenas unidades da participação política democrática são progressivamente abolidas pela centralização do Estado. Do mesmo modo, a alta burguesia vai centralizando e abolindo pequenas unidades de participação econômica.


Se, por um lado, o mercado vai sendo centralizado, destruindo qualquer possibilidade de concorrência e participação plural de múltiplas empresas de tamanho menor. Por outro lado, temos o apagamento da cultura cívica para adentrarmos cada vez mais em uma sociedade pós-democrática de consumismo passivo e aquiescência política.


Tudo isso é tratado como normal, visto que "o mercado premia os mais capacitados" e "só as elites possuem cultura o suficiente para melhorar o país". É evidente que tais frases ignoram que o presente estado político foi uma construção política e econômica deliberada que favoreceu a concentração de poder político e econômico, nada tendo a ver com "meritocracia" ou "ser o melhor na concorrência", visto que a centralização política e a centralização de mercado foram construídos e impostos por oligarquias que se julgam ilustradas.


O próprio Estado de bem-estar social moderno não prioriza a organização descentralizada e dos trabalhadores em suas pautas. Muito pelo contrário, os trabalhadores se tornaram recipientes passivos dos benefícios centralmente planejados. 

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Memória Cadavérica #26 — Inadequação ao Debate Público Brasileiro



Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: resposta a um amigo no Discord.


Creio que um grande problema que tenho com o ambiente brasileiro é a minha inadequação. Eu nunca me adapto ao ambiente e tampouco acho interessante o que produzem por aqui. Anteriormente eu tinha um interesse, mesmo que vago, na mídia e no desenrolar das condições políticas e econômicas que se construíam.

Com o passar do tempo, percebi que grande parte do que via era uma reprodução de qualidade duvidosa. Após aprender a ler em inglês, espanhol e francês, vi grande parte de um debate que anteriormente não tinha conhecimento. Percebi que estávamos atrasadíssimos e que grande parte das novidades não adquiria a substância que deveria.

Exemplos:

- A tradição Red Tory (Conservadorismo Vermelho) nunca chegou oficialmente ao Brasil;

- O neohamiltonianismo, o conservadorismo nacionalista, sobretudo a sua produção na American Compass, nunca adentrou no debate nacional;

- O socialismo de mercado, na China, no Vietnã e em Laos, é pouco estudado e o debate é tratado aos barros por trotskistas e stalinistas que lutam para o retorno de um "marxismo puro" ou seja lá o que isso for;

- Até hoje, poucos são os que pesquisaram o termo "woke right" (direita woke) e descobriram que a direita também é woke e que o wokeísmo é uma estrutura comportacional;

- Muitos poucos estudaram Kevin Carson, um defensor moderno do mutualismo e da linha de Proudhon, defensor do anticapitalismo de livre-mercado;

- A regulamentação da internet se reduz a pura e simplesmente a regulamentação das redes sociais, nunca adentrando em sites que não são redes sociais e nunca adentrando em assuntos essenciais como guerras cognitivas, guerras informacionais, operações psicológicas, intervenções eleitorais provindas de países estrangeiros;

- Debates como ecologia, antiwork (anti-trabalho) e pirataria não tomaram a proporção que deveriam;

- Ausência de compreendedores de múltiplas escolas de pensamento, não em nível de só compreender escolas de esquerda, centro ou direita, mas de compreender múltiplos lados de vários espectros políticos.

Com um debate nacional desses, o Brasil não precisa de inimigos. Será sempre o mesmo gerador de esterilidade contínua. Sem inovações reais devido a necessidade crônica de agradar os bandos ideológicos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Memória Cadavérica #2 — Direita Brasileira e Mainstream

 


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Se a direita brasileira fosse:

Red Tory = em políticas sociais e programas de bem-estar social;

Libertária = em posicionamentos culturais;

Hamiltoniana = em economia;

Rurbanista = seguindo a ideia de Gilberto Freyre para diminuir a desigualdade regional;

Distributista = para melhorar a distribuição de propriedade;

Pró-BRICS = para sustentar um desenvolvimento econômico soberano.

Ela seria INFINITAMENTE MAIS MAINSTREAM.

Nota de Pesquisa (NDP): Red Tory/Conservadorismo Vermelho

 


A Nota de Pesquisa (NDE) são apenas pessoas, conceitos e posições para eu pesquisar depois, porém que creio que sejam úteis também para suscitar o interesse das pessoas que leem o blogspot como auxílio de pesquisa.


Red Tories (Conservadorismo Vermelho):

- Phillip Blond;

- George Grant;

- Charles Taylor;

- Eugene Forsey;

- C. S. Lewis.