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Eu me considero pragmático, pessimista e cético. Não alguém "ao centro", mas parte de uma tradição conservadora e reformista, não alinhada ao tradicionalismo moral.
Quanto ao suposto "centrismo", sempre fui alguém que gostava de ler muito. Livros de esquerda, de direita, de centro. Também sou alguém que gosta de ler publicações acadêmicas e científicas. Creio que quando você lê de tudo, você aprende a ver os mais diversos meios e as mais diversas pessoas. Isso impede que você cai numa desumanização do outro.
Creio que ter lido os Never Trumpers me marcou profundamente em tempos recentes. De algum modo, eu pude ver a toxicidade de tudo isso. Do mesmo modo, o mesmo pude ver ao estudar grupos radicalizados, guerras mentais e outros tantos assuntos. Também vejo a seitização social, que se enquadra na estrutura da guerra fria civil, como uma das maiores crises civilizacionais do século XXI.
Recomendo que leia essa análise em específico:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/acabo-de-ler-make-russia-great-again-do.html
Acho que as pessoas enxergam "centrismo" onde há aquele conservadorismo lento, construído por pragmatismo, pessimismo e ceticismo. Mas, de algum modo, a minha definição de conservador se parece muito com a definição de um centrista e a definição de conservador do brasileiro médio se parece muito com um tradicionalista ou um reacionário.
Também existem múltiplos outros pontos. Eu percebi o quanto teorias da conspiração, câmaras de eco, seitização, narrativismo em bolhas... eram nocivas para a sociedade. O pacto social se torna cada vez menos possível e as pessoas estão cada vez mais doentes.

