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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

NGL #50 — Ter um Saint Obamas Momjeans e um QAnon é bom ou ruim?

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Bom ou ruim em qual sentido? E mais importante do que isso: para QUEM e para QUAL GRUPO? Creio que temos que separar os diferentes sentidos de "bom" ou "ruim". Visto que Saint Obamas Momjeans e Q. (QAnon, por extensão) foram temporariamente bons aos interesses políticos de setores do Partido Republicano.

Q. apresentou uma visão de mundo que favoreceu a base de Donald Trump e Saint Obamas Momjeans treinou exércitos que misturavam esoterismo com guerra informacional para ajudar Donald Trump em período eleitoral. Se você fosse um democrata, naquele período, certamente você acharia que isso eram eventos ruins, mas imagine isso no ponto de vista de um republicano pró-Trump.

Você talvez não tenha acompanhado ou ligado os pontos, mas recomendo que volte para as seguintes análises:


A análise sobre o artigo de Dr. Kiril Avramov falará sobre como a Rússia usa o "conswar" (conspiracy warfare/guerra conspiratória). Você entenderá que uma teoria da conspiração pode te fortalecer politicamente e geopoliticamente.


A análise do artigo de Egil Asprem trará a questão de Saint Obamas Momjeans como um ativo guerreiro de Donald Trump. Favorecendo-o politicamente.


Por fim, a análise sobre o artigo de Matt Gallagher demostra como a cultura channer em específico ajudou várias pessoas pró-Trump.

Ou seja, a questão não é se algo é "bom" ou "ruim", em um sentido puramente moral desses termos, mas para "QUEM" é bom ou ruim. Se você entender dentro da lógica do poder, você verá quem se beneficia e quem perde com a adoção de certas práticas.

Se você fosse candidato a presidente ou um presidente, você poderia considerar apostar nessas práticas. Elas podem dar muito errado ou podem dar muito certo. Podem ser socialmente perigosas ou juridicamente comprometedoras, todavia elas entram em consideração quando há a questão de ganhar ou perder.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 11 Final)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Indo para o final do artigo, o autor trabalhará com a questão do networking da afetividade e a construção de identidades oposicionais. O que é, basicamente, o que ocorreu no período de Trump (e em outros períodos históricos).

Movimentos oposicionais, sejam esses políticos ou religiosos caracterizam-se por essas duas características:
‐ Efervescência coletiva (Durkheim);
- Carisma (Weber).

Quando o 4chan, o 8chan e até alguns subreddits atuavam para promover o Donald Trump, eles geravam efervescência coletiva. O ato de gostar e compartilhar memes do Pepe eram um ato de criar networks de afeto, de definir e sinalizar o que significava estar dentro do grupo. Além disso, também significava ridicularizar, desconfiar e desgostar daqueles que estavam fora do grupo.

A mobilização mágica cria uma espécie de ritual sincronizado de protesto ou uma forma de compartilhar sigilos de forma a construir um network de afetividade. Isso alimenta e cria a efervescência coletiva. Isso se converte em um capital político na vida real.


Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 10)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


Nota: como o trecho passado era um pouco repetitivo, me concentrei na outra sessão do artigo.

O Culto de Kek tem uma forma ritualizada de guerra informacional. Grande parte do que chamamos de "esoterismo channer" são práticas de guerra psicológica, informacional, memética, metapolítica e até conspiratória colada lado a lado com esoterismo.

O autor volta a falar de Max Weber e Emile Durkheim. Isto é, com o conceito de carisma de Max Weber e o conceito de efervescência coletiva de Durkheim.

Em Weber, temos o carisma como uma forma de dominação legítima. Essa dominação legítima opõe-se a dominação tradicional ou racional-legalista. Ela aparece com o escolhido, a voz de Deus, a vontade do povo. Em Durkheim, vemos a efervescência coletiva como a quebra do mundano, com aquilo que destrói a rotina do dia a dia. 

Tudo isso é essencial para formar de uma maneira compartilhada atos, pensamentos e representações. Tal como se remetesse a uma ideia religiosa de nascimento, criando por sua vez uma identidade compartilhada e uma espécie de poder sagrado. A comunidade carismática escolhe um líder que vê como excepcional.

O autor escolheu, como exemplo, o Papa João Paulo II e a Igreja Católica que, durante a crise na Polônia, adquiriram a posição de totens na luta contra o poder instituído. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Memória Cadavérica #39 — Antissemita?


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: resposta deixada a um grupo católico.


>vocês 


Eu estou apenas traçando a origem do termo.


Não estou dizendo algo que eu particularmente acredite, mas explicando como o termo surgiu dentro da lógica interna do grupo.


Se a teoria é antissemita, eu explico a lógica antissemita que está dentro do discurso. Do mesmo modo, se a teoria é feminista, conservadora, progressista, whatever. E é basicamente o que eu sempre fiz como intelectual. Seja analisando teologia judaica, teoria queer, islamismo, anarco-capitalismo, feminismo, catolicismo, etc.


Até porque o que eu sempre trabalhei foi a "engenharia mental reversa" adotada dentro da esfera da interpretação intelectual.


Se toda vez que eu fizesse alguma análise sobre algo, explicando como dada cosmovisão surge dentro de um universo própio, eu teria que ser ao mesmo tempo feminista, machista, judeu, católico, queer, tradicionalista, progressista, neopagão, anti-conspiracionista, pró-conspiracionista, antissemita, sionista, reacionário, comunista, etc.


Quando eu escrevo algo sobre o Olavo de Carvalho, estaria eu sendo olavista? Quando eu escrevo algo sobre Deng Xiaoping, estaria eu sendo um socialista de mercado? Duas coisas ao mesmo tempo? Do mesmo modo, quando eu explico o conspiracy warfare (guerra conspiratória), estaria eu sendo um teórico da conspiração?


Quando eu trago a obra do intelectual norueguês Egil Asprem, que é CRÍTICO DO ESOTERISMO A EXTREMA-DIREITA, seria eu um PROGRESSISTA DE ESQUERDA ATUANDO CONTRA A CONSPIRITUALIDADE SOMBRIA?


Aí é que está. Existe diferença entre a análise intelectual e a promoção doutrinária de algo.


Do mesmo modo, quando eu trago o Alain de Benoist, da direita francesa, eu teria que ser pagão e de direita, mas, no dia seguinte, ao trazer um artigo do Journal of Bisexuality, eu teria que ser um bissexual militante lutando contra o monossexismo de homossexuais e héteros. As duas hipóses teriam que ser dadas como verdadeiras.


Se formos adiante, ao analisar Nick Land eu seria um neorreacionário querendo o aceleracionismo ultracapitalista ao mesmo tempo que, no dia seguinte, eu teria que ser um tomista ao analisar os cursos tomistas.


Essa é a capacidade de sair do dogmatismo que o próprio Olavo de Carvalho falava. É a investigação livre dos demais diversos temas e a capacidade de formar um raciocínio não dentro de um prisma teológico (onde há a aceitação doutrinária), mas de uma análise filosófica do debate público (vendo o que concorda ou discorda pontualmente).


Leia Agnosticismo Metodológico:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2021/10/agnosticismo-metodologico-ou-da.html

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 9)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nessa parte do artigo, Egil Asprem começa a trabalhar mais com os conceitos de carisma (Max Weber) e efervescência coletiva (Emile Durkheim). Como essa parte é bastante curta, surgindo mais como um prólogo da discussão que virá a seguir, não me alongarei muito.


Na parte do carisma, Asprem trabalha com a importância da verve religiosa e discurso messiânico. Na parte da efervescência coletiva, Asprem trabalha a partir dos aspectos das ações coletivas, eventos emocionalmente arrebatadores e experiências na formação de uma identidade compartilhada, na criação de um propósito comum e na feitura de um senso de pertencimento. Em outras palavras, isso formará um subjetivo senso de mistério, a sensação de fazer parte de algo maior, o efeito de estas além do controle dos meros mortais.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 8)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


O esoterismo kekista, o Culto de Kek, era uma religião que surgiu como instrumento de poder. Misturava ambição espiritual e estratégia metapolítica. 

Lawrence Murray, escritor do "Atlantic Centurion", misturava nacionalismo branco com alt-right. Além disso, trouxe pro movimento a questão da guerra metapolítica (metapolitical warfare). Esse movimento queria vencer na narrativa, usando como ferramenta a linguagem, os mitos e o simbolismo religioso. Uma das referências mais diretas era o hitlerismo esotérico de Savitri Devi. O motivo? Trazer as discussões a respeito da raça, do sexo, da sociedade, da cultura e da fé no Ocidente a partir de sua cosmovisão. A inovação de Lawrence Murray é trocar as referências hinduístas e conceitos esotéricos por uma linguagem budista.

Outra pessoa que se destacaria é a escritora Manon Welles, que escreveu o livro "How To Trump SJWs: Using Alinsky’s ‘Rules for Radicals’ Again". Nesse livro, ela usa as técnicas do Saul Alinsky, um intelectual e organizador comunitário de esquerda. Além disso, ela escrevia o blog "Aristocrats of the Soul".  Uma das maiores ideias era a noção de "Nova Direita + Religião Alternativa". Ela defendia o Donald Trump com ideias tradicionalistas e uma perspectiva mágica, mesclando Julius Evola, com Thelema, com cerimônias mágicas e com uma interpretação jungiana dos sonhos. Sua obra também integrava Austin Osman Spare, Aleister Crowley e Phil Hine. Uma das suas ideias centrais era a da sigilização. Ela acreditava que a emoção coletiva, a concentração e a intensidade poderiam fazer que, mesmo inconscientemente, o símbolo do Pepe como um sigilo mágico.

O autor falará (bem brevemente) da "conspiritualidade sombria". Esse conceito vem a representar a interseção entre o pensamento New Age, movimentos de bem-estar e teorias da conspiração de extrema-direita (tal como QAnon). Ele cita especificamente Franz Bannon e William Walker Atkinson. Como isso não foi substancialmente trabalho nessa parte do artigo, mas levanta uma boa ponta investigação, espero que esse pequeno trecho seja de alguma utilidade. 

Agora já temos três figuras envolvendo o esoterismo channer (sobretudo em seu desenvolvimento do esoterismo kekista):
‐ Lawrence Murray;
- Manon Welles;
- Saint Obamas Momjeans.

É preciso lembrar que Saint Obamas Momjeans fez uma unificação de guerra informacional (information warfare), forma-pensamento, tulpas, egregoras, sigilos, mantras, evocações e estados de gnose.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 7)


 

Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Nota: estou me focando só no conteúdo em que podemos ter como referência para entender a obra de Saint Obamas Momjeans, o esoterismo kekista e o trumpismo esotérico.

A ideia de magia memética surge na sincronicidade de dados eventos que surgiram como memes nos imageboards e depois tornaram-se reais.

O 8chan tinha duas boards (tábuas) para se pensar e agir a respeito disso: o /bmw/ (Bureau of Memetic Warfare) e o /magick/.

O autor fará uma importante distinção entre aquilo que poderíamos chamar de magia memética tendo como fundamento uma tese mais freudiana, isto é, ligada a ideia de realização de desejos (Interpretação dos Sonhos) e outra ligada a guerra informacional.

As táticas usadas na controvérsia do Gamergate (2013-2014) são elencadas:
- Guerra informacional (infowar);
- Psyops (operações psicológicas);
- Cyber bullying;
- Perseguição online.

Saint Obamas Momjeans, em sua obra, traz um aspecto que lembra muito bem uma fábrica de trolls russa (the Internet Research Agency). Sobretudo na "Intermediate Meme Magic", onde há a utilização de uma weaponização da epistemologia social. O autor chega a chamar a obra de Saint Obamas Momjeans de "textbook of information warfare " (livro didático para guerra informacional). 

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 6)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nesse ponto, Egil Asprem traça as conexões do Esoteric Kekism. Em primeiro lugar, em 2005, Pepe apareceu no "Boy's Club" do Matt Furie. Em 2010, Pepe aparecia no MySpace, 4chan e Tumblr. Em 2016, Pepe daria as caras no /pol/, com visões de extrema-direita. Em Setembro de 2016, a Liga Antidifamação colocou Pepe como símbolo de ódio.


Como Pepe se tornou o deus egípcio Kek? No jogo World of Warcraft, muito famoso no momento, a risada "lol" era substituída por "kek". A cultura do /pol/ era muito ligada a cultura gamer. Os memes do Pepe apareciam ao lado da shitpostagem (é um nome para merdapostagem, que é um termo para uma grande quantidade de potagens irônicas, insultantes ou ridículas). O /pol/ traçou conexões entre a risada "Kek" e descobriu o Deus do caos da Cosmogonia de Hermópolis. Kek (que tinha forma feminina, chamada de Kauket) era o caos ou as trevas primordiais.


Como as postagens do 4chan são numeradas, números repetitivos são vistos como um sinal de algo. Uma postagem do 4chan conseguiu muitos gets (números repetidos). Essa postagem dizia que Trump seria eleito. Logo Trump foi divinamente selecionado pelo próprio Kek. No mesmo ano, surgiria Saint Obamas Momjeans, com textos sagrados do esoterismo kekista. O surgimento do Esoterismo Kekista e do Esoterismo Trumpista estão intimamente conectados.


Duas organizações online foram criadas "The Sacellum Kekellum" e "The Knights Keklars". O autor conecta essa forma organizacional como inspirada na religião brincalhona e anti-autoritária (também de origem americana) Discordianismo. Essa é uma religião que surgiria no final dos anos 50 por Greg Hill e Kerry Thornley. Outras relações são o tradicionalismo de Julius Evola e o Hitlerismo Esotérico de Savitri Devi e Miguel Serrano. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 5)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

O Culto de Kek, uma religião pós-irônica e mágico-política. Ela surgiu de um grupo de usuários do 4chan cuja o passatempo era trollar liberais (no sentido americano) politicamente incorretos através de memes.

O Culto de Kek encontrou na weaponização de memes uma forma de arte metapolítica. Por metapolítica quero dizer o foco na cultura geral em vez da política parlamentar. Essa característica de focar na metapolítica é uma apropriação da extrema-direita das teorias de Antônio Gramsci, sobretudo a teoria da hegemonia.

O interessante é que o autor traça um paralelo com a Arktos Media (da Nova Direita Europeia). As características da Arktos Media são:
1- Espiritualidade tradicionalista;
2- Foco na ideia de civilização;
3- Foco na cultura;
4- Foco na questão da identidade;
5- Entrismo espiritual.

Você pode acessar a Arktos Media por aqui:

Nota: o entrismo é um fenômeno tático de Trotsky (o homem mais odiado pelos stalinistas), sua ideia era que os militantes deveriam entrar em grandes partidos socialistas para radicalizá-los. O entrismo espiritual é uma técnica adaptada pela Nova Direita Europeia, que tem pensadores como Alexander Dugin e Alain de Benoist, que é uma tática do assim chamado gramscianismo de direita. O alvo aqui não é o partido, mas o espírito da época. A busca é inserir conceitos como tradicionalismo integral, esoterismo e neopaganismo dentro de discussões a respeito de identidade nacional e geopolítica.

O surgimento do Culto de Kek se deu em uma grande aleatoriedade, tal como se pode esperar de algo que surge em um fórum anônimo, visto que é uma mistura de:
1- Ocultismo moderno;
2- Alt-right;
3- Táticas;
4- Ideologias;
5- Racionalizações. 

Essa nova religião, uma religião online, teria como componentes a paródia, o faz de conta, a estratégia metapolítica, expectativas genuinamente messiânicas e a mágica. Quem diria que o 4chan criaria uma religião pós-irônica, onde a ironia e a sátira seriam centrais na atividade do movimento... Uma religião brincalhona.


Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 4)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Se a batalha mágica estava esquentando, estava na hora de duas novas figuras ilustres adentrarem na arena: David Griffin e Leslie McQuade, lideranças da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Essas duas figuras ilustres são centrais no ocultismo moderno e na magia cerimonial.

A eleição de Trump não foi um evento comum, mas o início de uma guerra multilateral entre diferentes figuras ligadas ao ocultismo dentro de uma guerra mágica.

Anteriormente, David Griffin já era anti-Hillary Clinton, em fevereiro, ele atacou o movimento "Bind Trump". Chamando-os de magos negros, traidores, terroristas satânicos e bruxos criptofascistas. Além disso, a central acusação era de que eles tinham como real objetivo a instalação de um império globalista.

Para operar a sua contraofensiva, ele criou o site "magickwars.com". Site esse que é existente e pode ser acessado aqui:


Nesse site, segundo escreve Egil Asprem, existiam tutoriais de "autodefesa mágica" e conteúdo conspiracionista de Alex Jones (conhecido pelo canal Infowars).

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 3)

 



Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


Essa parte do artigo trata do "The Magic Resistance", um movimento que começou com Michael M. Hughes no texto "A Spell to Bind Donald Trump and All Those Who Abet Him".

No caso, esse texto aqui:


O movimento tomou ainda mais força quando Lana Del Rey insinuou que faria rituais de amarração envolvendo Donald Trump em datas que coincidiam com as de Michael M. Hughes.

Naquele período, emergiram as hashtags #MagicResistance e #BindTrump. Embora, algum tempo depois, as hashtags mais mainstreams fossem #impeachtrump e #theresistance.

De qualquer modo, debates teológicos entre pagãos e magos surgiram, sobretudo a respeito da ética envolvida nesse tipo de encantamentos, na eficiência desses encantamentos, na possibilidade de backlash (efeito colateral negativo nos conjuradores). Além da relação entre o imaginário popular que vê a magia como algo subversivo e a emoção das pessoas em relação a magia.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 2)

 



Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


Vocês gostam de cálculos divertidos e enigmáticos? Aqui vai um:

Trumpismo + Culto de Kek (pós-ironia, metapolítica, alt-right e magia do caos) = Trumpismo Esotérico. O trumpismo esotérico é simultaneamente filho do trumpismo, do 4chan e do 8chan.

O Culto de Kek surge como um turno religiosizante da cultura online da alt-right (direita alternativa). Essa cultura foi acompanhada pelos seguintes blogs:
- The Atlantic Centurion;
- The Right Stuff;
- Counter-Currents.

Houve um movimento mágico oposto: "The Magic Resistance" (o que era anti-trumpista). E o "The Magic Reaction" que reuniu apoiadores do Trump que eram magos, ocultistas e praticantes de espiritualidades alternativas. 

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nesse artigo, Egil Asprem falará particularmente do Esoteric Kekism — que dará parte da origem ao Esoteric Trumpism. Se isso parece estar conectado com o Esoteric Kekism do Saint Obamas Momjeans, você acertou. A eleição de Donald Trump em 2016 foi marcada não só pela política tradicional, mas também por encantamentos, rituais e memes.


O autor conectará a sua análise com o conceito de "efervescência coletiva" de Durkheim, com o conceito de "noção de carisma" do Weber, com o conceito de "neurociência afetiva" de Jaak Panksepp e a "teoria do ator-rede" de Bruno Latour.


A análise dele se voltará para a questão de como a alt-right desenvolveu uma religião esotérica, o que seria a noção de magia memética (meme magic) e como isso se relaciona com magia politizada. A questão central é "como trolls do 4chan se tornaram magos do caos e adentraram em um mobilização política anti-establishment?". Isso, por sua vez, conectar-se-á a uma noção de como a teoria geral da mágica se torna um recurso político em tempos de crise.