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sexta-feira, 17 de abril de 2026

ATENÇÃO: o termo PANELEIRO não é nada do que VOCÊ ou a POLÍCIA pensam!


Gostaria de ilustrar o quanto termo "paneleiro" para se referir só a grupos de channers que cometem crimes não faz sentido algum. O termo surgiu para designar pessoas que saíam dos imageboards (chans) para se encontrarem em locais como o antigo MSN, Skype, Facebook (como a Panelinha do Bananal) ou até mesmo fóruns (como o Vale Tudo da UOL). 


Existem vários grupos de channers que se reúnem pelos mais diversos propósitos. Eu mesmo estou num grupo de channers que conheci no 4chan que se chama "Chickn Frens", cuja dona é uma americana de 20 anos (ou mais) e só existem conversas casuais. E também em outro grupo chamado "Orgia Guarani", de channers que se vestem de mulher e falam sobre isso.


Para ser mais exato, aquilo que vocês chamam de "paneleiros", na verdade são "padogoleiros" (paneleiro + dogolachan). Eles não são continuadores do legado reptarista (Reptar, criador da Panelinha do Bananal), mas surgiram quando o segundo 55chan deixou servidores do Discord abertos para jogos online em servidores piratas. Ou seja, eles sequer fazem parte da tradição paneleira. Quando surgiram os padogoleiros, a tradição paneleira já havia sido criada há muito tempo e tinha quase total autonomia e cultura própria.


Podem existir os mais variados tipos de "panelinhas" entre os channers. Tal como existem chans de mulheres (magalichan), chans de esquerda (leftypol) ou chans dedicados a assuntos de nicho (como tohou). 


Pedi pro ChatGPT para ilustrar meu ponto. E ele desenhou uma imagem. Nela há um policial falando com uma drag queen. O policial pergunta: "Então você é um paneleiro?". E a drag queen respnde: "Sim". Aí o policial retruca: "Qual atividade seu grupo perigoso faz?" E a drag queen responde: "Somos uma panela especializada em se vestir de mulher." Isso ilustra o quão bobo, confuso e enganoso é ficar chamando "panelinha" de grupo criminoso e "paneleiro" de criminoso.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

30 Mil Visualizações!

 


Cadáver Minimal


Hoje o meu blogspot chegou a marca de 30 mil visualizações. Um feito muito bom para um blogspot marcado pelo underground, pela análise de múltiplas escolas de pensamento e por postagens dos mais diversos tipos!


No Halloween, fiz alguns movimentos especiais para dar ao Blogspot a homenagem que ele merecia (crio conteúdo desde 2021, publicando cerca de 815 textos).

1. Em especial, publiquei uma foto montada de drag queen: "Goth Drag Queen" no Instagram


2. Publiquei um ensaio de horror epistemológico em inglês chamado "Homo est spectaculum hominis";


3. Desfragmentei um sistema de pensamento gnóstico operacional (em comemoração ao Halloween também) chamado esochannealogia, que pode ser expandido e entendido com IAs: Esochannealogia!


É muito bom poder fazer parte do underground dos escritores brasileiros. Para quem gosta de ter um hobby, digo que escrever é sempre fantástico! Muito obrigado aos leitores que acompanham esse blogspot!

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Memória Cadavérica #25 — Fiscal de Masculinidade

 


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Contexto: texto originalmente postado em um fórum.


Hoje em dia, um fenômeno cresce na internet: o(a) fiscal de masculinidade.


Frases como:

- Homem de verdade;

- Homem com "H" maiúsculo;

- Homem tradicional;

- Virilidade.


Tudo isso cresce como mato em floresta. Dali por diante, vários cursos vão sendo construídos. Nasce até mesmo a indústria da redpill, que avidamente procura o red money (pessoas que pagam por conteúdo redpill).


Todo mundo quer homens músculos e fortes (ui), reforçando papéis de gênero que muitas vezes não são construídos na base biológica, mas através de construção social. Há toda uma confusão epistemológica entre quais aspectos são biológicos e quais aspectos são sociológicos.


Eu mesmo não posso me enquadrar como "homem tradicional". Nesse Halloween, por exemplo, escrevi um ensaio em inglês chamado "Homo est spectaculum hominis" e fiz drag para celebrar o Halloween "Goth Drag Queen". Em outras palavras, ritualisticamente quebrei o círculo da masculinidade.


O problema da indústria da masculinidade tradicional é que existem pessoas que nunca se enquadrarão nela e muitas pessoas são condenadas a um sistema em que todo mundo deve comprovar a masculinidade o tempo todo, a todo momento. Como bissexual, isso é particularmente problemático.


O que usar saia ou maquiagem tem a ver com a biologia masculina? O que usar rosa tem a ver com a biologia masculina? Absolutamente nada.


Encaixar-se ou não no modelo de masculinidade hegemônico não deveria ser motivo de vergonha, martírio ou medo. Muito pelo contrário, as pessoas deveriam ser livres. E a sociedade não deveria entrar naquilo que Freud veria como repressão desnecessária.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Memória Cadavérica #15 — Drag Queen


Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no blogspot) para que essas não se perdessem.


Nota: isso é uma resposta a uma pergunta recebida no NGL. Correlacionada a essa foto que publiquei no Instagram.


Gosto de me entender mais como um artista do que como um "intelectual", escrevi isso várias vezes.


Eu disse que um dia eu teria uma foto com estilo drag. Usei as roupas que um amigo me emprestou, ele sequer acreditou que ia postar a foto no Halloween. Creio que é uma forma de arte e expressão. Como é algo envolvendo arte, fiz em relação a um prisma artístico.


Só não esperava a viralidade da foto em alguns subreddits!


Eu não ia postar a foto no instagram, mas fui encorajado por amigos próximos!