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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 11 Final)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Indo para o final do artigo, o autor trabalhará com a questão do networking da afetividade e a construção de identidades oposicionais. O que é, basicamente, o que ocorreu no período de Trump (e em outros períodos históricos).

Movimentos oposicionais, sejam esses políticos ou religiosos caracterizam-se por essas duas características:
‐ Efervescência coletiva (Durkheim);
- Carisma (Weber).

Quando o 4chan, o 8chan e até alguns subreddits atuavam para promover o Donald Trump, eles geravam efervescência coletiva. O ato de gostar e compartilhar memes do Pepe eram um ato de criar networks de afeto, de definir e sinalizar o que significava estar dentro do grupo. Além disso, também significava ridicularizar, desconfiar e desgostar daqueles que estavam fora do grupo.

A mobilização mágica cria uma espécie de ritual sincronizado de protesto ou uma forma de compartilhar sigilos de forma a construir um network de afetividade. Isso alimenta e cria a efervescência coletiva. Isso se converte em um capital político na vida real.


Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 10)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem


Nota: como o trecho passado era um pouco repetitivo, me concentrei na outra sessão do artigo.

O Culto de Kek tem uma forma ritualizada de guerra informacional. Grande parte do que chamamos de "esoterismo channer" são práticas de guerra psicológica, informacional, memética, metapolítica e até conspiratória colada lado a lado com esoterismo.

O autor volta a falar de Max Weber e Emile Durkheim. Isto é, com o conceito de carisma de Max Weber e o conceito de efervescência coletiva de Durkheim.

Em Weber, temos o carisma como uma forma de dominação legítima. Essa dominação legítima opõe-se a dominação tradicional ou racional-legalista. Ela aparece com o escolhido, a voz de Deus, a vontade do povo. Em Durkheim, vemos a efervescência coletiva como a quebra do mundano, com aquilo que destrói a rotina do dia a dia. 

Tudo isso é essencial para formar de uma maneira compartilhada atos, pensamentos e representações. Tal como se remetesse a uma ideia religiosa de nascimento, criando por sua vez uma identidade compartilhada e uma espécie de poder sagrado. A comunidade carismática escolhe um líder que vê como excepcional.

O autor escolheu, como exemplo, o Papa João Paulo II e a Igreja Católica que, durante a crise na Polônia, adquiriram a posição de totens na luta contra o poder instituído. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 9)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nessa parte do artigo, Egil Asprem começa a trabalhar mais com os conceitos de carisma (Max Weber) e efervescência coletiva (Emile Durkheim). Como essa parte é bastante curta, surgindo mais como um prólogo da discussão que virá a seguir, não me alongarei muito.


Na parte do carisma, Asprem trabalha com a importância da verve religiosa e discurso messiânico. Na parte da efervescência coletiva, Asprem trabalha a partir dos aspectos das ações coletivas, eventos emocionalmente arrebatadores e experiências na formação de uma identidade compartilhada, na criação de um propósito comum e na feitura de um senso de pertencimento. Em outras palavras, isso formará um subjetivo senso de mistério, a sensação de fazer parte de algo maior, o efeito de estas além do controle dos meros mortais.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore


Autor:

Egil Asprem


Nesse artigo, Egil Asprem falará particularmente do Esoteric Kekism — que dará parte da origem ao Esoteric Trumpism. Se isso parece estar conectado com o Esoteric Kekism do Saint Obamas Momjeans, você acertou. A eleição de Donald Trump em 2016 foi marcada não só pela política tradicional, mas também por encantamentos, rituais e memes.


O autor conectará a sua análise com o conceito de "efervescência coletiva" de Durkheim, com o conceito de "noção de carisma" do Weber, com o conceito de "neurociência afetiva" de Jaak Panksepp e a "teoria do ator-rede" de Bruno Latour.


A análise dele se voltará para a questão de como a alt-right desenvolveu uma religião esotérica, o que seria a noção de magia memética (meme magic) e como isso se relaciona com magia politizada. A questão central é "como trolls do 4chan se tornaram magos do caos e adentraram em um mobilização política anti-establishment?". Isso, por sua vez, conectar-se-á a uma noção de como a teoria geral da mágica se torna um recurso político em tempos de crise.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Philosophia Iuris #19: Max Weber e a Lei


 

Max Weber foi um sociólogo que também era jurista. É por causa disso que a lei tem uma posição central em sua teoria sociológica. Ele também sempre alertou sobre a necessidade de compreender a sociedade através das lentes do seu sistema.


Max Weber também trabalhou com os conceitos de formalidade e substancialidade. Vou começar por eles:


— Racionalidade Formal e Substantiva:


- Racionalidade Formal: é pautada por regras, leis e procedimentos. Tendo ou buscando a eficiência e a previsibilidade. Atua através de um método. Ela é mecânica e instrumental;

- Racionalidade Substantiva: é pautada em valores, ética e ideias. Tendo como meta a justiça, o bem-estar e a equidade. Trabalha procurando o valor final. É de natureza teleológica e orientanda por valores.


— Importância das Regras e Procedimentos:


Max Weber trabalha muito a respeito da importância das regras e procedimentos, visto que elas impactam no processo de decisão. Weber chega a comentar que o processo de racionalização do mundo, além da secularização do mundo, está vinculado ao processo de desenvolvimento capitalista. Ele chega a unificar o capitalismo e a lei moderna, visto que uma das pré-condições para a existência do capitalismo é existência de uma lei racional.


Para Weber, a lei racional traz necessidade, certeza e previsibilidade. Todos esses aspectos são necessários para o desenvolvimento do capitalismo, visto que a lei precisa ser um sistema previsível. Weber coloca lado a lado o desenvolvimento industrial com a formal racionalização da lei, visto que o capitalismo se interessava com uma lei formal e com procedimento legal.


— Obedecendo a lei:


Weber nos fala sobre três motivos para a dominação legal:

1. Dominação Tradicional: a legitimidade do poder é justificada com base na santidade das regras antigas e dos poderes;

2. Carismática: baseada na devoção para a excepcional santidade, heroísmo e exemplaridade de um caráter de um indivíduo;

3. Jurisdição Racional: justifica-se pela crença na legalidade das regras e também pelo direito elevado pela autoridade pautada em regras para seus comandos.