sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 11 Final)
Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 10)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 9)
Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore
Autor:
Egil Asprem
Nessa parte do artigo, Egil Asprem começa a trabalhar mais com os conceitos de carisma (Max Weber) e efervescência coletiva (Emile Durkheim). Como essa parte é bastante curta, surgindo mais como um prólogo da discussão que virá a seguir, não me alongarei muito.
Na parte do carisma, Asprem trabalha com a importância da verve religiosa e discurso messiânico. Na parte da efervescência coletiva, Asprem trabalha a partir dos aspectos das ações coletivas, eventos emocionalmente arrebatadores e experiências na formação de uma identidade compartilhada, na criação de um propósito comum e na feitura de um senso de pertencimento. Em outras palavras, isso formará um subjetivo senso de mistério, a sensação de fazer parte de algo maior, o efeito de estas além do controle dos meros mortais.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 1)
Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore
Autor:
Egil Asprem
Nesse artigo, Egil Asprem falará particularmente do Esoteric Kekism — que dará parte da origem ao Esoteric Trumpism. Se isso parece estar conectado com o Esoteric Kekism do Saint Obamas Momjeans, você acertou. A eleição de Donald Trump em 2016 foi marcada não só pela política tradicional, mas também por encantamentos, rituais e memes.
O autor conectará a sua análise com o conceito de "efervescência coletiva" de Durkheim, com o conceito de "noção de carisma" do Weber, com o conceito de "neurociência afetiva" de Jaak Panksepp e a "teoria do ator-rede" de Bruno Latour.
A análise dele se voltará para a questão de como a alt-right desenvolveu uma religião esotérica, o que seria a noção de magia memética (meme magic) e como isso se relaciona com magia politizada. A questão central é "como trolls do 4chan se tornaram magos do caos e adentraram em um mobilização política anti-establishment?". Isso, por sua vez, conectar-se-á a uma noção de como a teoria geral da mágica se torna um recurso político em tempos de crise.
quarta-feira, 27 de agosto de 2025
Philosophia Iuris #19: Max Weber e a Lei
Max Weber foi um sociólogo que também era jurista. É por causa disso que a lei tem uma posição central em sua teoria sociológica. Ele também sempre alertou sobre a necessidade de compreender a sociedade através das lentes do seu sistema.
Max Weber também trabalhou com os conceitos de formalidade e substancialidade. Vou começar por eles:
— Racionalidade Formal e Substantiva:
- Racionalidade Formal: é pautada por regras, leis e procedimentos. Tendo ou buscando a eficiência e a previsibilidade. Atua através de um método. Ela é mecânica e instrumental;
- Racionalidade Substantiva: é pautada em valores, ética e ideias. Tendo como meta a justiça, o bem-estar e a equidade. Trabalha procurando o valor final. É de natureza teleológica e orientanda por valores.
— Importância das Regras e Procedimentos:
Max Weber trabalha muito a respeito da importância das regras e procedimentos, visto que elas impactam no processo de decisão. Weber chega a comentar que o processo de racionalização do mundo, além da secularização do mundo, está vinculado ao processo de desenvolvimento capitalista. Ele chega a unificar o capitalismo e a lei moderna, visto que uma das pré-condições para a existência do capitalismo é existência de uma lei racional.
Para Weber, a lei racional traz necessidade, certeza e previsibilidade. Todos esses aspectos são necessários para o desenvolvimento do capitalismo, visto que a lei precisa ser um sistema previsível. Weber coloca lado a lado o desenvolvimento industrial com a formal racionalização da lei, visto que o capitalismo se interessava com uma lei formal e com procedimento legal.
— Obedecendo a lei:
Weber nos fala sobre três motivos para a dominação legal:
1. Dominação Tradicional: a legitimidade do poder é justificada com base na santidade das regras antigas e dos poderes;
2. Carismática: baseada na devoção para a excepcional santidade, heroísmo e exemplaridade de um caráter de um indivíduo;
3. Jurisdição Racional: justifica-se pela crença na legalidade das regras e também pelo direito elevado pela autoridade pautada em regras para seus comandos.




