Mostrando postagens com marcador Hillary Clinton. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hillary Clinton. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Acabo de ler "How the hell did this happen?" de P. J. O'Rourke (lido em inglês)

 


Nome:

How the hell did this happen? - The US Election of 2016


Autor:

P. J. O'Rourke


Com o mundo virado de ponta-cabeça e com uma intervenção eleitoral estrangeira em curso, tal como aponta o relatório da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência): https://www.brasil247.com/brasil/abin-alerta-lula-e-tse-para-risco-critico-de-interferencia-dos-eua-nas-eleicoes/

...

Eu ainda tenho tempo para ler humor. Embora seja um humor bastante político.


Tenho aparecido pouco, bem pouco. Tenho feito um movimento em prol da minha saúde mental: passo mais tempo estudando, lendo livros, fazendo cursos e jogando videogames (preferencialmente single-player) do que nas redes sociais. É muito mais gratificante ter uma aula no ICL (Instituto Conhecimento Liberta) do que ver gente xingando gente na internet. Isso me torna bem menos ativo e muito mais feliz.


É difícil descrever o que sinto. Tenho evitado escrever mais do que escrevo no meu caderno. Voltar a escrever no Blogspot é desafiador. O momento político do país parece inoportuno.


É engraçado que acabo de ver um pré-candidato à presidência, no Brasil, negar a existência das mudanças climáticas. Eu que, por alguma tolice, acreditava em eleições menos pautadas por discursos negacionistas dessa vez. Pelo que me lembro, toda loucura negacionista e revisionista cresceu lado a lado com a primeira eleição de Donald Trump. Quando Rourke escrevia esse livro, Donald Trump se candidatava pela primeira vez. Tão logo ele se elegeria. É impressionante a quantidade de conservadores e libertários que se opõem a Donald Trump. Embora hoje eles sejam menos midiaticamente visíveis.


Donald Trump não só se elegeu uma vez, mas também duas vezes. Em 2016 e em 2024. O seu populismo, conspiracionismo e obscurantismo permearam o mundo. Escrever, para mim, vem sido extremamente difícil. Tenho me afastado de todas as redes sociais. É simplesmente sofrível ver o conteúdo que há nelas. Retirar-me e ficar a estudar é uma forma de resistência psicológica em um mundo dominado pela violência. Ler, por sua vez, um livro tão bem escrito é uma forma de ter um ar de humor em um mundo doente.


Queria escrever mais, mas minha cabeça divaga demais em um pessimismo que não deixa espaço. Ao ver um presidenciável negar a cientificidade das mudanças climáticas, lembrei-me do pesadelo genocida que foi a COVID-19 no Brasil graças ao negacionismo científico. Sinto medo do que possa acontecer caso uma pessoa assim seja eleita. É triste ter que escrever em tal estado mental e mais triste ainda ter que pensar que existe possibilidade de que isso ocorra. Ainda mais com outro país intervindo no nosso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Jeffrey Epstein's 4chan Plan" de Matt Gallagher (lido em inglês/Parte 3)


Nome:
Jeffrey Epstein's 4chan Plan

Autor:
Matt Gallagher

Link:


No ano de 2016, a WikiLeaks acabou liberando 20 mil páginas de e-mails do gerente de campanha da Hillary Clinton (John Podesta). Quando as revelações vieram à público, os anônimos do 4chan começaram a correlacionar os seguintes termos "pizza", "pasta" e "hot dogs". Nisso, começaram a associar ao abuso de menores e a pizzaria Comet Ping Pong. O que levaria ao Pizzagate.


Não era só o 4chan que estava analisando isso. Os subreddits r/TheDonald e r/pizzagate também analisavam os arquivos. Essa correlação de forças logo sairia do 4chan e do Reddit, adentrando ao Facebook, YouTube e Twitter (atualmente X).


O que chamará a atenção é o fato de que o próprio Jeffrey Epstein enviou e-mails (mesmo que sem contexto) para Peter Thiel e para o ex-conselheiro do Donald Trump (Tom Barrack). Epstein também se encontrou com James Damore e Kevin Cernekee, dois influenciadores de direita. Esses dois estariam supostamente envolvidos na promoção da narrativa da teoria conspiratória do Pizzagate.


De: [Nome redigido]  
Enviado: Quarta-feira, 21 de agosto de 2019, 14h58  
Para: [Nome redigido]  
Assunto: relatório-em-andamento

Fui solicitado a escrever isso para o Oversight na semana passada, e continuo esquecendo de repassar para você.

Tenho certeza de que vocês sabem mais sobre a maior parte disso do que eu, mas se a hipótese que proponho estiver correta, caso surja alguma discussão sobre Corais/Simbiodinium/Algas/Dinoflagelados ligada à criptografia de dados ou à Arábia Saudita, posso ser capaz de preencher algumas lacunas — datas e outros indivíduos que poderiam ter estado envolvidos em impedir que financiamento fosse fornecido àqueles cujo interesse na simbiose era baseado exclusivamente no mérito científico.

Também inclui uma rota potencial pela qual Epstein poderia ter encontrado James Damore e Kevin Cernekee, agentes provocadores que infiltraram-se no Google e foram considerados envolvidos na promoção da narrativa “Pizzagate” e nas ameaças e assédio feitos contra [nome redigido].

EFTA00151849



Quando o Pizzagate se tornou mainstream, os usuários do /pol/ já se preocupavam com outras questões. Todavia um homem da Carolina do Norte abriu fogo na Comet Ping Pong com um rifle de assalto.

No ano seguinte, apareceria uma nova teoria da conspiração. Ela tinha uma doutrina bíblica, uma postura de seita, absorvia toda e qualquer teoria conspiratória previamente existente. Essa teoria da conspiração alucinava uma guerra santa entre uma cabala pedofílica e canibal contra Donald Trump (o messias que salvaria os Estados Unidos da América). Sim, senhoras e senhores, QAnon!

QAnon surgia com os chamados Qdrops, isto é, pequenas postagens crípticas que codificavam informações para seus aderentes decifrarem e extrapolarem. Q. era um indivíduo ou um grupo que trabalhava dentro do "deep state" (Estado Profundo) para derrubá-lo. O inimigo era novamente o Partido Democrata, todavia existiam alguns republicanos moderados. Os heróis dessa estranha guerra eram Donald Trump (o messias) e o MAGA (logo, os seguidores do Donald Trump).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 4)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Se a batalha mágica estava esquentando, estava na hora de duas novas figuras ilustres adentrarem na arena: David Griffin e Leslie McQuade, lideranças da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Essas duas figuras ilustres são centrais no ocultismo moderno e na magia cerimonial.

A eleição de Trump não foi um evento comum, mas o início de uma guerra multilateral entre diferentes figuras ligadas ao ocultismo dentro de uma guerra mágica.

Anteriormente, David Griffin já era anti-Hillary Clinton, em fevereiro, ele atacou o movimento "Bind Trump". Chamando-os de magos negros, traidores, terroristas satânicos e bruxos criptofascistas. Além disso, a central acusação era de que eles tinham como real objetivo a instalação de um império globalista.

Para operar a sua contraofensiva, ele criou o site "magickwars.com". Site esse que é existente e pode ser acessado aqui:


Nesse site, segundo escreve Egil Asprem, existiam tutoriais de "autodefesa mágica" e conteúdo conspiracionista de Alex Jones (conhecido pelo canal Infowars).