Enviem as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot
Não.
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Que está na hora de estudar a Cosmogonia de Hermópolis. E é isso que eu vou fazer.
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Num país com regiões dominadas pelo crime organizado e outras regiões, sobretudo no interior, dominadas pela compra de voto, o que te faz pensar que vivemos em um Estado democrático de Direito para alguém poder ser contra ou a favor?
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Não ironicamente já escrevi sobre isso: https://cadaverminimal.blogspot.com/2022/09/a-conspiracao.html
Rapaz (ou moça, sei lá), é meio difícil escrever qualquer coisa aqui pois os normies que adentraram recentemente no blogspot não compreendem ironia, schizopost e humor ácido — relaxa, logo logo 90% deles saem e alguns convertem-se a arte da merdapostagem conceitual. Se não fosse por isso, eu já embarcaria numa piada, mas após eu ver como a galera leu Magolítica da forma mais idiota possível, já vejo como algo meio impossível. (O nível intelectual dos leitores desse blogspot diminuiu muito).
(E pensar que um livro [Magolítica] que serve para educar sobre táticas de desinformação e extremismo que são usadas na internet se tornou tão mal compreendido pelo público).
Sobre Illuminatis: é meio idiota ver como essas teorias da conspiração se propagam. E sempre tem alguma causa sinistra, não? Nunca é gente se reunindo pra fazer churrasco e assistir retrobol.
Eu proponho uma nova sociedade secreta: os Illuminatis do Churrascão. Encontros secretos todo mês para aprender a usar as mais variadas técnicas do churrasco do mundo todo. Vamos começar com o BBQ Texano, o Asado Argentino, o Churrasco Gaúcho e o Siu Mei Hongkonger. Só os mais ávidos guerreiros da arte do churrascamento vão aderir, se divertir e se amarrar.
Vou me centrar completamente no discurso esochannealógico para responder essa questão. Isso possibilitará você entender melhor certas coisas dentro desse insider club.
Você precisa começar a notar a conexão entre os textos e perceber quais mecanismos de ocultação estão sendo usados para omitir a mensagem real e qual é a verdadeira intencionalidade por traz do discurso. É por isso que sempre peço para usarem:
1. Esochannealogy 6.0;
2. Hauntological Esochannealogy 1.0.
3. Prototype Magolitica Creation 101.
Que podem ser baixados aqui:
https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq
4. QAnon Resurrection, que pode ser baixado aqui:
https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo
5. Magolítica Game:
https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF
1. Esochannealogia, o movimento redpill e o movimento incel:
— Veja o NGL 34 e o NGL 36, dois insiders clubs que tratam da questão incel e da questão redpill:
- Neles eu demonstro que incels e redpill são movimentos rasos, vitimistas e reativos. Eles foram chamados de "direita woke" (woke right) no capítulo 0.10 da Magolítica 0:
- Experimente ir pro NGL 34 e o NGL 36:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-36-incels-e-esochanners-pensam-de.html?m=1
- Compreenda que o movimento incel e o movimento redpill funcionam como combustível para a egregora dos chans, mas não produzem pensamento sofisticado;
- Isso já antecipa a crítica à academia: quem olha apenas para esses movimentos superficiais não percebe a camada mais profunda da esochannealogia, isto é, não percebe as quatro dimensões do discurso esochannealógico, tal como pode ver aqui:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1
2. Esochanners e o fingimento da loucura:
- No NGL #35, um dos mais interessantes insiders clubs, é explicado como esochanners fingem loucura para despistar normies, acadêmicos, jornalistas, pesquisadores e autoridades:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1
- Compreenda que esse fingimento é um mecanismo de ocultação — e aqui está a chave: a academia, acostumada à objetividade, não consegue lidar com discursos que são deliberadamente camuflados;
- O Insider Club é justamente também um espaço onde essa ocultatividade é cultivada;
- Quando colocamos uma teoria deliberadamente maluca, já sabemos que outros esochanners vão saber decifrá-la e acadêmicos menosprezá-la-ão;
- Se aparece um agente investigativo e lê "SCP Foundation e QAnon estão correlacionados", ele pensa: "psicose" e vai embora. E isso que é interessante. Um esochanner já sabe que esochanners estiveram presentes em QAnon e na criação da SCP Foundation, ele já sabe a razão metodológica para qual QAnon e SCP Foundation servem, ele já interpreta isso nas chaves channealógica, antichannealógica, esochannealógica, kekiana, kauketiana, kekautiana e compreende como ele pode se mover dentro desse discurso. Um channer inexperiente, um acadêmico, um jornalista, um agente investigativo não sabem como se mover dentro disso;
- É precisamente pelo fato de que um esochanner adentra na egrégora e se dissolve dentro dela.
Pense nisso:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-32-ha-quanto-tempo-existe-elite.html?m=1
Você é um esochanner e quer fazer um teste. Então um belo dia você a postagem de Q. criando uma postagem críptica sujeita a toda uma série de interpretações possíveis. Você intui que isso possibilita você usar do mesmo mecanismo para inserir os testes que você quer fazer. Você já sabia que existiu, no passado, a comunidade SCP Foundation. A única coisa que você precisa saber é juntar o mecanismo da SCP Foundation com o mecanismo de QAnon. A pergunta que você faz é:
— Tá, e se eu colocasse essa e essa teoria conspiratória no meio?
O acadêmico vai pensar: "isso aqui é uma teoria da conspiração bizarra". O jornalista vai olhar e pensar: "nossa, dá pra lucrar com os casos dessa seita rizomática". O agente investigativo vai pensar: "preciso analisar isso e ver como esse grupo pode se tornar violento com o tempo, preciso impedir novos crimes". Aí é que está o pensamento esochannealógico: ele já antecipa tudo isso e quer tudo isso.
- Se o acadêmico analisa: é sistema de feedback;
- Se o jornalista noticia: é hipótese apocalíptica;
- Se o agente investigativo tenta investiga: é mais dado pro laboratório de testes;
- Se a comunidade fica fragilizada ou enfraquece, é hora de hipótese metapocalíptica.
Lembre-se, correlacione os textos:
- Lógica de Infohazard: https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
- O Paradoxo da Elite Abyss: https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d
- Magolítica 0 no capítulo 0.12 falando sobre a hipótese apocalíptica e metapocalíptica: https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a
3. A Elite Abyss e o Paradoxo:
- O Paradoxo da Elite Abyss mostra que esochanners colocam a intelectualidade acima da moralidade. É por isso que é sempre falado a questão da Dark Triad;
- Eles não compartilham teorias conspiratórias por crença, mas para observar efeitos sociais e psicológicos. Isso é particularmente falado na "Lógica de Infohazard", já citada e linkada nesse insider club;
- A academia, ao interpretar isso como "gente burra acreditando em conspiração" ou "comunidades extremistas de baixa capacidade intelectual", perde o ponto central: a intencionalidade oculta. O NGL #35, que fala a razão pela qual de channers fingirem loucura e estados de psicose, explica isso. Ele já está linkado aqui nesse insider club também;
- Muitas vezes, a esochannealogia trabalha com apitos de cachorros que só quem compreende a lógica esochannealógica consegue captar, tal como o fato dos esochanners qanonistas estudarem Saint Obamas Momjeans e Esokant, o que apareceu logo no capítulo 0 do Magolítica 0 e só foi revelado completamente no capítulo 8 do Reflexões Esochannealógicas:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
4. Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica:
- Veja a correlação entre esses textos:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-5-poema.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1
https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra
5. Esokant como apito de cachorro:
- Desde a Magolítica 0.4, o conceito de Esokant já estava presente, mas só se revela plenamente quando se entende as quatro dimensões;
Como pode ser notado aqui:
Contudo o Esokant já aparece no Street Channer II:
Você pode ler mais sobre o Esokant aqui:
https://www.newstatesman.com/culture/2025/01/how-4chan-became-the-home-of-the-elite-reader
- Só quem já está dentro da lógica esochannealógica percebe que o livro inteiro já trabalhava com essa teoria, o livro "Magolítica: Harmonia da Dissonância" já deixa evidente que o tom é esochannealógico, que é alta channealogia e não essa baboseira de redpill, incel, chad, sojado, etc;
- A academia, sem compreender esse código interno, lê de forma literal e perde o subtexto. É por isso que os acadêmicos leem e não compreender, visto que o discurso esochannealógico (ocultatividade) é diferente do discurso acadêmico (objetividade).
6. O exemplo dado no insider club anterior:
O contraste entre acadêmico e esochanner na questão da covid mostra bem a diferença de como os dois grupos encaram a questão.
1) O acadêmico combate teorias conspiratórias com objetividade;
2) O esochanner compartilha teorias conspiratórias não por crença, mas para ver o efeito que elas produzem em grupos extremistas.
Leia o insider club anterior:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-37-o-que-explica-dificuldade.html?m=1
Esse exemplo ilustra a barreira: a academia busca verdade objetiva, enquanto a esochannealogia busca efeitos ocultos. É por isso que a Elite Abyss é a catedral inversa. Tal como explicado no "O Paradoxo da Elite Abyss":
https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d
Veja que, se estudarmos o Paradoxo da Elite Abyss, a academia analisará como as teorias da conspiração antivacinas foram um entrave para solução da crise da Covid, o que será um sistema de feedback para a própria Elite Abyss. Em outras palavras, a catedral (a academia) responde a Elite Abyss (a catedral reversa) sem saber que a está respondendo.
Poderia dizer que a dificuldade acadêmica em compreender a alta channealogia vem da incompatibilidade entre objetividade acadêmica e ocultatividade esochannealógica. Isso é explicado várias vezes dentro do livro e dentro do insider club:
- Incels/redpills são analisados como fenômenos rasos, mas a Elite Abyss usa esses movimentos como matéria-prima para experimentos epistemológicos e ontológicos;
- Sem entender as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica e o papel de conceitos como Esokant, a academia interpreta tudo como "loucura" ou "ignorância", quando na verdade há uma lógica arquitetônica deliberada;
- O ponto central: a intencionalidade esochannealógica nunca é revelada diretamente, mas sempre camuflada em esoterismo. Entenda a Elite Abyss como a academia inversa que se camufla a partir da própria linguagem.
7. Por que a linguagem esochannealógica é tão diferente?
Confundir investigadores e acadêmicos é um dos principais marcos da linguagem esochannealógica. O lado mais simples é: fingir loucura serve como defesa, isso impede que jornalistas, policiais ou acadêmicos consigam decifrar intenções reais. O discurso se torna uma cortina de fumaça, criando ruído proposital. O que camufla as intenções.
Quando tratamos da não-linearidade esochannealógica, no Magolítica 0.12, é explicado que esochanners têm pensamento arquitetônico e pós-racional, abarcando múltiplas escolas de pensamento que têm os seus fragmentos utilizados conforme necessidade operacional. Fingir paranoia é uma forma de praticar defesa, ataque e esquiva ao mesmo tempo, usando a não-linearidade como arma. O discurso nunca é literal: o que é declarado quase sempre é mentira, e a intenção real fica oculta, é por isso que o linguajar esochannealógico parece bizarro. Uma hora, a pós-racionalidade aparece como performance tática. Outra hora, ela esconde a própria mensagem que quer entregar.
Você pode notar a correlação da antichannealogia das Notas de Pesquisa (NDP):
https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0
Com a Notas do Futuro de PUCA #3:
Isso vai te mostrar mais o que é o pensamento neossistemático e arquitetônico.
Se você compreendendo isso dentro da questão da "egrégora" e da "legião": o fingimento não é apenas individual, mas coletivo. O chan enquanto egregora (legião) cria movimentos como QAnon ou SCP Foundation sem planejamento racional, mas como produto emergente do caos coletivo. Fingir loucura reforça essa dinâmica: o indivíduo se dissolve na legião, tornando impossível distinguir intenção pessoal de intenção coletiva. Esse mecanismo de camuflagem é encarado como uma forma de "invisibilidade". O que possibilita a profecia teleológica e a pós-verdade: as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica mostram que a verdade factual não importa, o que importa é a profecia teleológica: substituir a realidade pelo desejado. Fingir loucura é parte dessa construção da pós-verdade, onde o discurso é performático e não factual.
É evidente que isso se conectará com a dialética kekauketiana. Isto é, quando Kek (irracional, caos) e Kauket (racional, desmistificação) formam uma dialética. Fingir loucura é a encenação do lado Kek, mas sempre acompanhado de uma camada Kauket que desmistifica. Isso cria uma oscilação entre mistificação e desmistificação, confundindo quem tenta interpretar de forma linear. A "loucura" aqui é tática. Fé cênica e mentira poética: como Kauket revela no Magolítica 0.12, existe uma "verdade cênica" que é, na prática, uma mentira poética. Fingir loucura é uma performance: não é crença real, mas uma encenação que protege a intencionalidade oculta. O discurso esochannealógico deve ser lido como teatro, não como literalidade (isso cai, novamente, na teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica).
O mais interessante é que isso já recebeu um foreshadow gigantesco aqui:
https://medium.com/@cadaverminimal/balada-do-canalha-ae9a7e24d042
Nesse poema quem fala é a Arquitetônica. No texto "Flores Vermelhas", a Arquitetônica não fala. Tal como pode ser percebido aqui:
https://medium.com/@cadaverminimal/solid%C3%A3o-paulistana-40-flores-vermelhas-final-ffbc69274212
No geral, a esochannealogia ensina channers a fingirem loucura e paranoia como:
1) Uma estratégia de ocultação contra normies e acadêmicos.
2) Faz parte da não-linearidade esochannealógica, permitindo múltiplas intenções simultâneas.
3) Reforça a ideia de egregora/legião, dissolvendo o indivíduo no coletivo, possibilitando um anonimato tático;
4) Sustenta a lógica da pós-verdade e profecia teleológica, onde o desejado substitui o real;
5) Encena a dialética kekauketiana, misturando caos e desmistificação;
6) Funciona como fé cênica/mentira poética, uma performance que protege a verdadeira intenção.
Fingir loucura não é sinal de irracionalidade, mas um método deliberado da esochannealogia para criar camadas de ocultação, confundir observadores e transformar o discurso em espetáculo. É por isso que acadêmicos tem uma dificuldade enorme de compreender o discurso channer. Não é falta de inteligência, é falta de método para entrar na parte mais oculta dessa cultura.
Espero que esses insiders clubs sirvam para uma melhor compreensão da obra Magolítica: Harmonia da Dissonância.
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Isso foi tratado em outros insiders clubs:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-36-incels-e-esochanners-pensam-de.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-34-o-que-eu-acho-do-movimento.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-33-magolitica-um-livro-muito-esquizo.html?m=1
O livro Magolítica 0 trata bastante sobre isso. Mas, no geral, essa galera não passou pela barreira das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica. Um membro da militância do Partido Missão compreendeu isso muito bem:
https://missaoapoio.com.br/noticia/nova-teoria-esochannealogica-revoluciona-conceito-de-guerra
A teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica é em primeiro lugar mencionada aqui:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1
Um dos maiores "Apitos de Cachorro" de todo livro é o fato de que o Esokant sempre esteve presente nele, logo todo o livro já trabalhava com a Teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica, só faltava desenvolvê-la. Veja como Esokant é mencionada no capítulo 0.4 da Magolítica 0:
Notas do Futuro de PUCA #1 também explica isso muito bem:
Em um exemplo mais ilustrativo:
Vamos supor que existem dois caras na época da covid. Os dois tomaram as vacinas. Um deles defende que as pessoas precisam tomar as vacinas. O outro defende publicamente que as pessoas devem tomar a vacina, porém frequenta fóruns de extrema-direita e diz que as pessoas não devem tomar a vacina. Vamos supor que um é um acadêmico e o outro é um esochanner.
1- O acadêmico:
Toma a vacina e alerta os perigos das teorias da conspiração envolvendo as vacinas.
2- O esochanner:
Toma a vacina, publicamente recomenda que as outras pessoas tomem, mas privadamente em fóruns específicos compartilha teorias da conspiração envolvendo vacinas.
Por qual razão o esochanner faz isso? Leia aqui:
https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d
Você nunca vai entender o raciocínio esochannealógico se não compreender que o objetivo dos esochanners sempre coloca a intelectualidade acima da moralidade. Para conseguirem superar os limites da pesquisa acadêmica tradicional, colocam um monte de truques, tal como escrito aqui:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1
O raciocínio de um esochanner é:
— Tá, eu sei que existem teorias da conspiração envolvendo vacinas, mas quero ver o que acontece quando grupos extremistas entram em contato com teorias conspiratórias antivacinas.
Se você não compreende as Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica, você acaba virando o acadêmico ingênuo, que simplesmente olhará para certas discussões e dirá:
— Há há há, vejam essas discussões de gente burra compartilhando teorias da conspiração, que gente burrinha!
Esse não é o pensamento que você deveria ter. O pensamento que você deveria ter é: "quem compartilhou isso e por qual intenção?". Na questão a respeito do discurso esochannealógico, a intencionalidade do discurso é sempre oculta ou falsa. A verdadeira intenção nunca é revelada diretamente, visto que o próprio discurso aparece numa camada de esoterismo para camuflar a intencionalidade real. Enquanto do discurso acadêmico tende a objetividade, o discurso esochannealógico tende a ocultatividade. É por isso que você sempre deve voltar ao "O Paradoxo da Elite Abyss".
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Exemplo básico:
Incel: fica bravo, arruma uma arma, mata um monte de pessoas e depois mata a si mesmo.
Esochanner: tem uma curiosidade intelectual que não poderia ser satisfeita em ambientes normais, destrói algumas vidas (ou milhões de vidas) por seus "laboratórios" e liga o foda-se pois se satisfez intelectualmente.
Há um abismo de diferença entre um incel e um esochanner. A obra trata bastante disso, sobretudo quando trata diretamente da Elite Abyss ou formas de como alguém da Elite Abyss pensaria. Esses textos te ajudam a entender melhor:
https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d
https://medium.com/@cadaverminimal/kenjaku-e-nick-land-em-busca-da-singularidade-07da8760672d
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1
A discussão do Cadáver Minimal (escrevendo em terceira pessoa de novo, que maravilha) com Incelito de Souza é particularmente reveladora nesse aspecto também. O capítulo 0.8 trata especificamente da distinção intelectual e vivencial de um incel (Incelito de Souza) para um esochanner (Cadáver Minimal), mas também trata de um channer que estava aprendendo a antichannealogia (Batatasperger Chan Soseki) para desenvolver a esochannealogia:
Um exemplo que como esses experimentos se dão é o capítulo 2 do "Para Além da Máquina de Ódio":
Agora, faça uma conexão entre o capítulo 0.7 e esse Insider Club:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1
A Elite Abyss (compreendida como esochanners de alto nível) é vista como vários intelectuais "deliberadamente imorais" motivados por curiosidade acima da moralidade, enquanto incels são mais reativos e vitimistas. A Elite Abyss busca, dentro dos chans, testar aquilo que não poderia ser testado legalmente, e os incels servem tão apenas para alimentar a egregora (legião). A maior frase da Elite Abyss é "Homo est spectaculum hominis" (o homem é o espetáculo do homem).
— A motivação dos incels:
- Frustração sexual/romântica involuntária + percepção de rejeição sistêmica por mulheres/sociedade;
- Sentimento de vítima: "blackpill" (determinismo genético/físico, hierarquia de atratividade inescapável, mulheres como "gatekeepers" cruéis);
- Ressentimento direcionado: misoginia (ódio a mulheres como causa principal), externalização de culpa (feminismo, "chads", sociedade "roubando" oportunidades);
- Emoções dominantes: raiva, inveja, depressão, ansiedade, ruminação vingativa, aggrieved entitlement (direito violado a sexo/relacionamento);
- Comportamento típico: reclamação coletiva em fóruns, memes de coping (Pepe triste, blackpill posts), radicalização para violência ocasional (copycat via manifestos), busca por pertencimento em comunidades que validam a vitimização;
- Channers de nível baixo: channers rasos presos na channealogia inicial, sem ascender para antichannealogia ou esochannealogia. São "fracos", próprios das boards /b/ ou /pol/, reativos e emocionais, não arquitetônicos.
— Motivação dos esochanners / Elite Abyss:
- Curiosidade intelectual imoral + experimentação em larga escala;
- Testar hipóteses proibidas: usar chans desregulados como laboratório para "teorias ilegais" (ex: tutoriais de fake news, engenharia de crença, horcruxes meméticas);
- Pós-criminalidade: não cometem crimes diretamente, mas facilitam epistemicamente (fornecem frameworks, vazamentos controlados por lulz, infohazards) para ver "o que ocorre psicologicamente e sociologicamente";
- Terrorismo epistemológico refinado: fragmentar conhecimento acadêmico (Kant esotérico, Jung/Freud, Bezmenov, Fisher), recombinar e disponibilizar para radicais testarem — não por ódio pessoal, mas por desejo de observar o espetáculo humano ("Homo est spectaculum hominis");
- Emoções dominantes: cinismo, ironia, indiferença ética, prazer no caos controlado (lulz + observação científica). Não vitimistas, eles se veem como espectadores/engenheiros acima da moral normie;
Sim, lurk moar:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/11/memoria-cadaverica-28-normies-e.html?m=1
- Comportamento típico: lurkar profundo em /x/ ou /abyss/, criar sínteses (V6.0 tokenizado, Magolítica manuals), vazar antiprincípios (metapocalíptica: vazamentos intencionais para disseminação), manipular discurso não-linear (montar/desmontar ideologias em tempo real);
Magolítica 0.12:
- Esochanners são o nível avançado motivados por afirmação ontológica (criar horcrux única que só eles poderiam fazer), não por frustração sexual. Muitos ficam controláveis, mas os radicais testam limites.
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A resposta tem o seu lado simples: deixa investigadores, jornalistas e acadêmicos confusos. Geralmente channers aprendem isso cedo e vão se aperfeiçoando nisso com o passar dos anos. Isso é uma boa forma de fazer com que ninguém que você conheça seja capaz de entender o que você está dizendo e quais são as suas verdadeiras intenções.
Agora o lado não simples dessa resposta é um pouco mais longo e não caberia aqui, então vou dar uma breve pincelada nesse assunto.
Isso remete a não-linearidade que é característica do pensamento esochannealógico, o que permite defesa, ataque e esquiva ao mesmo tempo. Lembre-se do capítulo 0.12 em que se fala que esochanners (antes da separação terminológica [esochanners, magolósofos e sophroschanners]) têm um pensamento arquitetônico e do capítulo 40 do Solidão Paulistana que fala para a Arquitetônica (tal como um diálogo para com a própria anima):
https://medium.com/@cadaverminimal/solid%C3%A3o-paulistana-40-flores-vermelhas-final-ffbc69274212
Quando você compreende que o discurso esochannealógico é, em dada medida, pós-racional, você compreende uma das razões pelas quais você deve ler a Harmonia da Dissonância com IAs. Há uma liquidez que deve ser compreendida como estando presente em todo texto. O discurso esochannealógico deve ser lido a partir das suas várias camadas de intenções e não a partir do que é objetivamente declarado, visto que quase sempre o que é declarado é mentira.
Quando você vai pro final do livro, isto é, quando chegamos na parte do "Insider Club", na parte do "SCP Foundation antecedeu QAnon", você não tem uma "verdade factual", você tem uma "crença metodológica" que guia um caminho de estudos. Além disso, vê-se novamente a questão da egrégora e da legião nesse apontamento. Lembre-se que a questão da egrégora é tratada por Saint Obamas Momjeans, mas aparece no Magolítica: Harmonia da Dissonância várias vezes. Entenda que a criação da SCP Foundation e do QAnon foram feitos pela egrégora channer, o que não é um produto racionalmente deliberado. Volte a questão da egrégora no capítulo 0.12 e você verá que a questão do chan como egrégora é tratado na figura bíblica de "legião". Se você visitar a fala de Batatasperger Chan Soseki e Agente Peixoto, você verá como a figura da "egrégora" (legião) é pensada esochannealogicamente:
"Veja o caso de Jesus Cristo e Legião"
Batatasperger Chan Soseki
"E a legião de sociopatas desmiolados simplesmente comemorou"
Agente Peixoto
Quando você vai pro "Insider Club" você vê que existe o chan enquanto egrégora (legião) e o chan enquanto atores individuais. O chan enquanto egrégora (legião) criou o QAnon e a SCP Foundation. Esse tema "a egrégora" é tratado na esochannealogia de Saint Obamas Momjeans.
A esochannealogia trata de múltiplas crenças metodológicas. Essas crenças metodológicas podem ser enquadradas dentro do contexto de uma fé cênica ou na Teoria das Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica.
Você pode notar nisso nas Quatro Dimensões da Guerra Esochannealógica. Essa teoria é propriamente tratada aqui:
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-7-osintt.html?m=1
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-8-logica-de.html?m=1
Você verá que a construção intelectual da guerra esochannealógica não se pauta em fatos concretos, mas sim em construções de um edifício da pós-verdade. Se a verdade em si não importa, o que importa é a profecia teleológica na qual o desejado deve substituir a realidade (isso ecoa no capítulo 0.12, onde é tratado a profecia teleológica).
Já se você quiser compreender a respeito da "fé cênica", "verdade cênica" e "mentira poética", isto é, dentro da esfera esochannealógica, você pode ver isso aqui (Magolítica 0.12):
Nessa parte, quem fala é a Kauket, e isso tem um significado esochannealogicamente profundo, pois na esochannealogia é a Kauket que representa a antichannealogia e o desmistificante:
"<você sabia de tudo"
"<da loucura de cada ato"
"<da linha torta de cada personagem"
"<e mesmo assim enfrentou a morte"
"<mentiu o tempo todo"
"<fez da verdade cênica a única mentira poética"
Nessa parte do texto, a Kauket revela que existe uma forma que os channers experientes fazem para se esconder: fingem loucura e se especializam em fingir loucura.
Repare que, dentro do corpo esochannealógico, Kek (o lado masculino) representa o irracional e Kauket (o lado feminino) representa o racional. O "lulz" (caos) não vem só pelo aspecto da mistificação, mas também pela desmistificação. Lembre-se que o livro trabalha com a dialética kekauketiana, isto é, trabalha com a dialética da mistificação e desmistificação. Isso pode ser encontrado no Special Chapter do "Para Além da Máquina de Ódio":
"O fato desses livros apresentarem padrões mitologizantes e desmitologizantes levam o debate público a ter um olhar público que se afasta muito da compreensão e se aproxima muito da polêmica"
"Creio que o autor tentava um modelo que era não-acadêmico e acadêmico ao mesmo tempo. Uma tentativa que podia ser encarada como absurda. Visto que era ruptora dos padrões que eram tidos como rigor intelectual"
"A verdadeira cultura channer é antignóstica e o seu principal símbolo é um sapo do caos que, por sua vez, representa a própria quebra de um conhecimento absoluto, visto que o conhecimento absoluto nada mais é do que uma ilusão de conhecimento a ser desconstruída.A verdadeira cultura channer é antignóstica e o seu principal símbolo é um sapo do caos que, por sua vez, representa a própria quebra de um conhecimento absoluto, visto que o conhecimento absoluto nada mais é do que uma ilusão de conhecimento a ser desconstruída"
CMV = Christopher Marx Voegelin (Christopher Lasch, Karl Marx e Eric Voegelin, o nome do personagem em si traz um aspecto mistificante-desmistificante).
O diálogo de Cadáver Minimal (sim, estou escrevendo em terceira pessoa, que maravilha) com Incelito de Souza, no capítulo 0.8, também traz alguns insights sobre isso:
"A não-aceitação junto com a aceitação levam paradoxalmente a unidade sintética do caos que contrapõe a tese e a antítese para formar a síntese (dialática neossistemática esochannealógica)"
Vou parar por aqui. A resposta poderia ser muito, muito, muito extensa. Tem muitos, muitos motivos para um channer fingir um monte de coisa. Às vezes é difícil falar esse assunto e explicar como a esochannealogia funciona. Mas é muito doido ver como as coisas vão se encaixando.
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Isso já foi respondido várias vezes e em vários momentos diferentes da minha obra. Como eu sei que ela é profundamente extensa, vou colocar os links:
https://medium.com/@cadaverminimal/funk-buda-4-a-red-piu-piu-909c8d095119
https://cadaverminimal.blogspot.com/2023/04/redpill-e-meu-ovo.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/11/memoria-cadaverica-25-fiscal-de.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/o-necrologio-cadaverico-3-burrice-e.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/o-necrologio-cadaverico-7-o-onanismo.html
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/cc-1-o-movimento-redpill-deve-ser.html
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O gênero literário da Magolítica é humor ácido, horror epistemológico, ficção especulativa, crítica social (foda), wiki satírica, LARP, AGR, teoria da conspiração troll, meta teoria da conspiração, AI prompt, sistemas intelectuais portáteis (Portable Intellectual Systems), virologia social, filosofia, psicologia, sociologia, antropologia, dramaturgia, etc.
É foda dizer isso: eu queria que as pessoas sentissem a cultura channer em toda sua intensidade energética, paranoica, engraçada, gamificada, tudo nos piores e nos melhores lados dela. Queria que elas sentissem o que eu senti. E descobrirem a razão de eu ter estado nela em todos esses momentos.
Trabalhei em muitos momentos atuando. Seja na propaganda, seja na vida real — eu ficava andando pelo quarto e imaginando várias das cenas do livro —, seja na própria construção do livro. Dividi em várias postagens temáticas, PDFs, escritos diversos. Até mesmo canais no YouTube e TikTok. Agi conforme uma fé cênica na construção de todo o livro. Eu queria que as pessoas olhassem e falassem: "mas que porra é essa?". Essa lógica de te fazer pensar mais e mais, pesquisar mais e mais, aprender a lurkar, a investigar, a satirizar os pontos e a demonstrar que a autocontraditoriedade é fantástica.
O objetivo era simples: a construção de um livro que toda hora te para e te faz questionar tudo. Que demonstre a genialidade e a miséria da cultura channer ao todo. Creio que a Magolítica: Harmonia da Dissonância é um livro bastante vivo nesse sentido. Você pode pegar wikis do 4chan, wikis satíricas como a Wikinet e Encyclopedia Dramatica, jogar o RPG político esotérico chamado Magolítica, usar os sistemas intelectuais portáteis. O livro te ensina a atuar como um channer, a respirar a cultura channer, a pensar como um channer, a satirizar como um channer, a ver como um channer vê a academia, a compreender o melhor lado e o pior lado da cultura.
Tem muitos momentos em que o livro te dá um puxão de orelha e te ensina como as coisas são weaponizadas. Em outros momentos, existe aquela tensão do horror epistemológico em que fatos e ficção se misturam — essa tensão aparece na obra o tempo inteiro. Depois entram momentos de filosofia channer, ficção especulativa, ficção futurista, história channer, humor ácido etc.
A grande coisa do livro foi ele estar mergulhado em vários outros livros/postagens para o leitor não saber o que era e o que não é real. Por exemplo, Notas de Pesquisa (NDP) fazem parte do livro Magolítica. Logo é enquadrado no cânon, sobretudo na parte de antichannealogia. Os livros "Street Channer" (I, II e III) também fazem parte. Alguns escritos tiveram canonizações parciais ou mescladas.
— Nota de Pesquisa:
https://cadaverminimal.blogspot.com/search/label/Nota%20de%20Pesquisa%20%28NDP%29?m=0
— Street Channer I:
https://medium.com/@cadaverminimal/list/1eb851b9d26f
— Street Channer II:
https://medium.com/@cadaverminimal/list/a66cdc96b69e
— Street Channer III:
https://medium.com/@cadaverminimal/list/81f5241a41ce
Além disso, os sistemas intelectuais portáteis são 100% canônicos. O game também. A experiência com IA, para desvendar os mistérios da cultura channer, é obrigatória. Visto que permite que você saia do aspecto não-linear do livro e consiga pensar tal como um channer de alto calibre pensaria. Ler com IAs é obrigatório e já é exaustivo dizer isso. Tive que RPGzar o livro para deixá-lo mais dinâmico e interativo. Você perde 90% da experiência se não usar IAs em nada disso — o que me dá pena, o Grok, o DeepSeek, a Gemini, o ChatGPT, o Qwen3-Max, o MiniMax já devem estar cansados dos meus leitores. Chegará um tempo em que todas IAs do mundo responderão: PELO AMOR DE DEUS, EU NÃO VOU LER ESSE RABBIT HOLE FODIDO!
Um dos pontos que mais gostei de executar foi a interpretação e reinterpretação constante da obra. Fora isso, Hauntological Esochannealogy 1.0, Esochannealogy 6.0 e Magolítica Creation 101 foram invenções fodonas para demonstrar que channers sabem pensar e filosofar sim. Além de serem PDFs altamente sofisticados, baseados na mais pura filosofia channer, demonstram que é possível pensar a cultura channer de modos absolutamente fantásticos. Magolítica Creation 101 literalmente te dá a interpretação psicológica do livro, é como se fosse uma espécie de decodificador da alma channer e também uma espécie de criador de magolíticas, o que te permite explorar toda a virologia social e aspectos avançados da psicologia e sociologia channer.
O conteúdo do livro também foi entregue para pessoas de vários países do mundo para entenderem e se defenderem de atos manipulatórios, o que foi um esforço pedagógico central da série Magolítica: Harmonia da Dissonância.
— Veja mais por aqui:
https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo
https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq
https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF
O marketing do livro também foi muito bom, sobretudo trabalhando muito com o marketing do absurdo:
- Tem algo muito estranho acontecendo;
- Channers planejam conspirações globais;
- A CIA está lendo esse livro;
- O Mossad está lendo esse livro;
- Uma conspiração enorme vai ocorrer a qualquer momento;
- A ABIN foi informada de tudo;
- Tem algo de muito errado aqui;
- Estamos trabalhando agora mesmo com a Palantir;
- A FSB nos investiga;
- Fatos inexplicáveis começam ocorrer a partir desse momento;
- Estamos indo pro próximo nível.
O livro, e a propaganda dele, brincam com essa ideia de schizoposting. Não ironicamente, eu queria que as pessoas sentissem a visão artística do livro ao ponto de conseguirem respirá-lo, pensá-lo, senti-lo a cada instante.
Tal como eu escrevi aqui:
Perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot
Você primeiro precisa compreender que "Elite Abyss" é um estado, não uma organização literal. Esse alerta é sempre essencial. Dito isso, recomendo que você assista o trailer do livro e conecte os pontos.
Está dentro do trailer que a Elite Abyss existe desde 2006/2007. Também está implícito que: SCP Foundation foi essencial para construção de QAnon.
— Padrão temporal: 2006-2007, 2016-2017, 2026-2027 (???)
‐ 2006: Primeira grande ameaça vinculada ao 4chan (Jake J. Brahm, bombas em estádios). Também é o ano de formação inicial da cultura chan como força desestabilizadora. Aqui também entra a hipótese apocalíptica.
- 2007: /x/ (abismo) cria a SCP Foundation. Existe também a aplicação da hipótese metapocalíptica.
- 2016: "The Great Meme War", eleição de Trump e Pizzagate. Aqui temos a explosão da capacidade esochannealógica operando em escala massiva.
- 2017: QAnon e Saint Obamas Momjeans.
- 2026: consolidação do Trono do Abismo, o ponto onde o sistema esochannealógico atinge maturidade operacional.
O livro "Magolítica: Harmonia da Dissonância" te ensina a não ser um leitor ingênuo. Isso é particularmente revelado no penúltimo capítulo: havia, na board /qresearch/, um fio dedicado ao estudo e a prática das teorias de Saint Obamas Momjeans e Esokant. Logo as três channers de alto escalão estavam sendo estudados por lá: Esokant, QAnon e Saint Obamas Momjeans. A imagem já demonstrava o sistema inteiro logo no primeiro capítulo.
— SCP Foundation como "test drive" de QAnon:
— SCP Foundation (2007):
- Surgiu no /x/ (paranormal) do 4chan.
- Estrutura: documentação fictícia de anomalias, com formato burocrático, sigiloso, autoritativo.
- Criou uma mitologia colaborativa que funcionava como um jogo de criação de realidade.
- Funcionou como um laboratório:
- Como criar um universo ficcional compartilhado?
- Como fazer pessoas colaborarem num mito coletivo?
- Como usar a estética de "documentação secreta" para criar verossimilhança?
— QAnon (2017):
- Surgiu no /pol/ (política) do 4chan, depois 8kun.
- Estrutura: "vazamentos" de um insider (Q), com pistas cripticas, "pesquisa" colaborativa.
- Criou uma narrativa conspiratória massiva com ramificações reais (Pizzagate, invasão do Capitólio).
- Usou as mesmas técnicas testadas no SCP:
- Estética de documento secreto.
- Comunidade colaborativa decifrando "drops".
- Mitologia expandida pelos próprios participantes.
Em outras palavras, os criadores da cultura chan estavam conscientemente desenvolvendo tecnologias narrativas e depois aplicando-as em contextos políticos:
Fase 1 (SCP): desenvolver a mecânica de criação de mitos colaborativos em escala.
Fase 2 (QAnon): aplicar a mecânica a um contexto político real, com objetivos de influência.
Essa sofisticação estratégica não foi acidental, foi engenharia social iterativa.
— Magolítica e Horcrux:
"QAnon is a great esocchannealogic invention. The best esochannealogic horcrux"
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1
- Magolítica: um artefato psico-digital que carrega fragmentos da psique do criador.
- Horcrux (na metáfora): um objeto que contém um fragmento da alma, concedendo imortalidade.
— QAnon é uma magolítica em escala civilizacional:
- Contém fragmentos da psique dos criadores (Elite do Abismo);
- Autoperpetua-se através da comunidade;
- É imortal enquanto houver pessoas decifrando "drops".
— Hipótese Apocalíptica e Metapocalíptica:
Aqui temos o ponto de vista da engenharia de crescimento de comunidade:
- Hipótese Apocalíptica: quando a mídia ataca os chans como "perigosos", isso atrai justamente as pessoas que buscam práticas transgresivas. A crítica vira publicidade negativa eficaz.
- Hipótese Metapocalíptica: quando um channer vaza intencionalmente uma tática, outros adotam por "lulz" (diversão). Isso cria disseminação orgânica de técnicas através do vazamento controlado.
Em outras palavras, é warfare psicológico aplicado ao recrutamento e treinamento.
— A natureza paradoxal da Elite do Abismo:
"The paradoxical nature of the Abyss Elite is my own paradoxical nature. This is a metaphysical non-linear way of being"
https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1
Isso explica por que os criadores podem:
- Criar SCP (ficção colaborativa inócua) e QAnon (movimento político real).
- Jogar com meme magic e epistemologia kantiana ao mesmo tempo.
- Operar de forma não-linear: o teste (SCP) vem ANTES da aplicação (QAnon), mas a compreensão só vem DEPOIS.
— O trailer demonstra que:
1. A cultura chan foi um laboratório vivo de guerra cognitiva por pelo menos 20 anos;
2. SCP Foundation foi de fato um protótipo — um sandbox para desenvolver as ferramentas que depois seriam usadas no QAnon;
3. Os ciclos de 10 anos (2006, 2016, 2026) sugerem desenvolvimento intencional rumo a um ponto de inflexão;
4. Os criadores estão conscientes das dinâmicas de crescimento da comunidade e as manipulam através da hipótese (meta)apocalíptica.
Dois textos que podem te ajudar a entender melhor:
https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d