Mostrando postagens com marcador ciências humanas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciências humanas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Memória Cadavérica #52 — Diagonalismo



Memórias Cadávericas: um acervo de textos aleatórios que resolvi salvar (no Blogspot) para que esses não se perdessem.


Contexto: trechos de uma conversa no WhatsApp.


Grande parte das ciências humanas hoje se resume a dar voltas em círculo para justificar a própria doutrina. Muita gente não entra, nas ciências humanas, para estudar múltiplas escolas de pensamento e ver a veracidade das suas ideias parte por parte, mas para justificar TEOLOGICAMENTE a sua DOUTRINA DE FÉ. Falas como: "deixa eu te mostrar a solução (escola de pensamento) para" soam como porres repetidos.


Hoje em dia creio que: ideologias comparadas >>>> ideologia.


Extrair o melhor de cada teoria, as suas partes que deram mais certo, é o melhor para todos nós. No Brasil, temos apenas uma fábrica de idealistas que não se comprometem com os preços de suas próprias ideias. O problema da democracia horizontal sempre aparece. Como o seguinte exemplo:

1. Crie uma nova política de alfabetização;

2. Aumente o número de analfabetos;

3. Você não precisa se justificar pois existem otários para defender as suas ideias, mesmo que disfuncionais, e te reeleger.


Se fosse uma democracia mais vertical/tecnocrática, esse quadro seria impossível. Em verdade, defendo um regime híbrido entre a democracia representativa vertical e a democracia representativa horizontal, o qual chamo de democracia representativa diagonal. Acredito que se os índices de qualidade de vida diminuíram, logo a pessoa não pode ser reeleita e tampouco pode ir para cargos de maior responsabilidade.

domingo, 28 de dezembro de 2025

NGL #21 — Sobre Inteligência Artificial e Ciências Humanas

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/lunemcordis

Em primeiro lugar, veja os seguintes links:
1. Portable Intellectual Systems (PIS) [Sistemas Intelectuais Portáteis]:
2. Magolítica: The Game (jogo de RPG político e de engenharia social):

Os sistemas intelectuais portáteis e o jogo Magolítica, possibilitam uma educação em escala global envolvendo vários assuntos, possibilitando o combate a teorias da conspiração, guerra cognitiva, guerra informacional, guerra memética e tantas e tantas outras coisas. O foco em fornecer formação, combater desinformação e ainda possibilitar uma abordagem interativa e gameficada é algo absolutamente interessante e só é possível com a ajuda das Inteligências Artificiais (IAs).

Sou uma pessoa que ama o progresso tecnológico e compreendo os riscos sociais dele. Eu compreendo a concentração de renda, a questão dos datasets e tantas outros percalços que precisaremos recorrer, inclusive sobre a possibilidade de uma renda básica universal. Dito isso, as transformações sociais e tecnológicas não devem ser encaradas de um modo simplesmente reacionário.

Não podemos agir, tal como trabalhadores de séculos passados, quebrando máquinas para atrasar a modernização. Ela ocorrerá de qualquer jeito. O que podemos fazer é nos adaptar a essa mudança e garantir que elas sejam:

1. Economicamente seguras;
2. Ecologicamente sustentáveis;
3. Socialmente pacíficas.

As ciências humanas, das quais eu mesmo estudo, podem e devem se beneficiar das Inteligências Artificiais (IAs). Quando eu fui construindo o sistema esochannealógico, mais eu me deparava com a necessidade dessa sinergia. É por isso que hoje em dia o sistema esochannealógico está conectado com as IAs (Inteligências Artificiais) de modo profundo. Eu não estou abandonando as ciências humanas em prol das IAs (Inteligências Artificiais), mas sim juntando elas a isso.

Não estou dizendo que estamos sendo ultrapassados ou que não vale mais a pena ler livros. Eu amo ler livros. Leio vários deles e continuarei lendo até o dia da morte. Para mim, é extremamente divertido descobrir um artigo acadêmico no Google Scholar. Para mim, é divertido ver uma aula e anotar os assuntos em um caderno. Do mesmo modo, ir em uma balada, curtir uma birita e dançar com outros seres humanos são entretenimentos que não me furto. Todavia não acredito que devemos destruir IAs (Inteligências Artificiais) em prol dos humanos. Creio que todos devemos apreciar a modernidade tecnológica de forma saudável e garantir que ela continue a ser saudáveis para nós.

Usar IAs (Inteligências Artificiais) facilita e ajuda nossa vida. Não há nada de errado nisso. Eu sempre estudo lado a lado com elas. Isso me ajuda a me tornar um intelectual melhor e, além disso, me leva ao melhor desenvolvimento de minhas habilidades intelectuais. Prefiro encarar isso de forma madura, compreendendo os riscos e tentando evitá-los, mas nunca retrocedendo a um estado anterior altamente idealizado, porém que carece de concretude de retorno temporal.