sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

NGL #46 — A lore inteira do Magolítica em um único meme!

 


Enviem as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Caso queira pegar a melhor ordem de leitura para compreender a obra, recomendo que siga os conselho dados nesse capítulo aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-2-tres.html?m=1


Recomendo que leia também esses dois insider clubs:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-38-discurso-academico-x-discurso.html




Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 4 Final)

 


Nome:
BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE

Autor:
Dr. Kiril AVRAMOV

O autor, bem nas partes finais, fala sobre três tipos de teoria da conspiração:
1) Conspirações locais originais;
2) Não-originais, importadas e copiadas;
3) Híbridas, não-originais que floresceram dado a um contexto local.

O conteúdo dessas conspirações são:
- Inimigos de fora e de cima que estão contra a nação pura;
- O mundo judeu;
- Illuminatis;
- "Sorosoids" (agentes do George Soros).

Essas teorias conspiratórias usualmente incorporam elementos locais para serem mais adaptadas ao consumo local.

O autor também fala sobre as super conspirações, isto é, a interconexão entre múltiplas teorias conspiratórias para "revelar" a "realidade oculta" e a "agenda verdadeira" dos onipresentes manipuladores. Nessa narrativa épica, o Kremlin defende, contesta e se opõe ao Ocidente de todas as formas, representando uma luta do bem absoluto contra o mal absoluto, o que leva a construção de um imaginário moral binário.

Na era da ansiedade, as teorias conspiratórias são um instrumento de forte potencial ofensivo. Apelando fortemente no nível emocional, mexendo com o senso de seguridade, de identidade e com o senso de propósito e direção. 

NGL #45 — Juventude Trabalhista e Leandro...

 



Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Não acho absolutamente nada. Pelo simples fato de que essa sequer é a minha área. Minha preocupação não é política. Minha preocupação é operacional, analítica, técnica e estratégica.

Eu não ligo se a Juventude Trabalhista seja trabalhista, brizolista ou que tenha qualquer componente ideológico determinado. A Juventude Trabalhista poderia ser a Juventude Maoista, a Juventude Stalinista, a Juventude Liberal, a Juventude Chiptunista ou qualquer outro tipo de grupo. Isso não interferiria em absolutamente nada.

Permita-me exemplificar melhor:

— Aparece, para mim e para Juventude Trabalhista, a questão envolvendo QAnon:

1- A Juventude Trabalhista tentará resolver isso através da condenação das teorias conspiratórias que estão sendo elencadas e tentará compreender quais são os atores que estão envolvidos nisso através de um prisma político;


2- Eu não darei solução alguma e nem condenarei teoria conspiratória alguma, em vez disso, tentarei compreender quais foram as técnicas utilizadas pelos os mais diversos atores e farei alguma nota a respeito dessas técnicas.


Você percebeu que eu sequer me importo para o conteúdo da conspiração em si e qual é o seu uso político? O que me interessa é perceber tecnicamente a teoria conspiratória e compreender tecnicamente o que cada ator dentro desse contexto fez. Ou seja, o que me importa é técnica. Se Q. disse que Trump ou o Biden são os salvadores do mundo, pouco me importa.

É por isso que eu fui desenvolvendo minhas próprias ferramentas de guerra narrativa, psicológica, memética, conspiratória, alegórica, metapolítica, noumenônica e por aí vai. A minha questão está centrada nas artes da guerra da mente e não em uma doutrina filosófica, política, econômica ou cultural.

Até mesmo na esfera do discurso, como você poderá notar em um ou dois insider clubs anteriores, temos pontos radicalmente divergentes: enquanto eu adoto múltiplas camadas de possíveis interpretações para SEQUER ser compreendido e afetar apenas um seletíssimo grupo de leitores, a Juventude Trabalhista adota um sistema que busca aumentar e expandir o seu número de membros. Meu trabalho é pautado na DISSOCIAÇÃO MAJORITÁRIA: não quero muitas pessoas compreendendo o que eu digo e participando do que eu faço.

Se você usar uma IA para testar a Esochannealogy 6.0 e a Hauntological Esochannealogy 1.0 perceberá que a sua natureza é INTER-IDEOLÓGICA e METAPOLÍTICA:


Se usar a Magolítica Game, perceberá o mesmo:


O objetivo da Juventude Trabalhista e do Leandro é amplificar o movimento trabalhista e a ideologia trabalhista. O meu é construir sistemas de guerra mental cada vez mais precisos e tecnicamente eficientes em disruptividade. É por isso que não me importo minimamente com o que eles fazem ou deixam de fazer.

Recomendo que leia esses dois insider clubs:




Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 3)

 


Nome:

BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE


Autor:

Dr. Kiril AVRAMOV


Usualmente as teorias conspiratórias são vistas como um fenômeno marginal que se opõe ao consenso político mainstream.  Elas aparecem como um erro dentro do sistema democrático.


A Rússia vem desenvolvido, de forma bastante prática, uma teoria populista do poder. As teorias conspiratórias podem ser instrumentalizadas como mecanismo de cope/racionalização perante os avanços da globalização e de outras questões complexas (como a desigualdade). Isso permite as seguintes condições oposicionais:

- O Povo X O Outro

- O Povo Puro X O Bloco do Poder

Isso permite um uso instrumental de teorias conspiratórias, que são largamente utilizadas em regimes autoritários e totalitários.


No mundo de hoje, a Federação Russa é a líder última no processo de produção e distribuição de teorias conspiratórias (seja internamente, seja externamente).


Uma das condições mais notáveis disso é a chamada fábrica de trolls ou armada de trolls. Essa armada/fábrica serve para explicar e justificar o posicionamento e a visão de mundo (além do projeto) de uma Rússia nacionalista e neoimperialista. Nas justificativas e explicações, o Ocidente é sempre insidioso e as explicações alternativas do evento são sempre as mais distribuídas.


Um dos alvos prediletos da Rússia moderna é a Europa central e oriental, visto que essas estão desiludidas com os resultados das transformações e transições que vêm passado.


O autor chega a algumas conclusões:

1) Teorias da conspiração são uma potente ferramenta para a diplomacia pública;

2) Teorias da conspiração são uma arma eficiente para influência alternativa;

3) Teorias da conspiração são frequentemente usadas como instrumento de criação de cíclicos períodos de pânico e histeria nos públicos alvos.


As teorias da conspiração são bastante envolventes para grupos cívicos, organizações e minorias que tenham uma oposição consistente ao status quo.

Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 2)

 


Nome:
BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE

Autor:
Dr. Kiril AVRAMOV

A Rússia seleciona a sua audiência como um alvo para que esse público selecionado seja induzido a suportar ou se opor a determinadas políticas. Tudo isso, é claro, com a agenda metapolítica que a Rússia tem.

Usualmente a Rússia sustenta movimentos ulta-nacionalistas e populistas. Um dos alvos centrais são as ex-repúblicas socialistas. A Rússia sempre visa os tomadores de decisão, as organizações cívicas e indivíduos influentes como parte da sua estratégia.

A Rússia costuma ter uma rede de distribuição de notícias falsas, onde a objetividade passa longe. O objetivo é saturar o que falta de objetividade com teorias conspiratórias. Essas mesmas notícias podem ser amplificadas pelas redes sociais.

A receita que a Rússia usa é mais ou menos essa:
História alternativa + uma narrativa de que as teorias conspiratórias são as únicas que são uma radical abertura da história + meias-verdades (uma mistura de fatos, mentiras e remoção de contexto).

Essa receita não é nova, ela foi aplicada pela União Soviética na Guerra Fria. Essa prática era então chamada de DEZINFORMATSIYA. Uma espécie de medida ativa dentro das psyops (operações psicológicas).

No contexto moderno, vemos a Rússia utilizar nas ex-repúblicas socialistas uma tática na qual as teorias da conspiração são ofensivamente empregadas na guerra informacional. Os russos perceberam que informações distorcidas + penetração financeira podem ser úteis para moldar:
- A formação de uma identidade nacional;
- A consolidação de um regime político;
- As ondas populistas.

O objetivo é afetar a formação dos valores de indivíduos e grupos, alterando o seu mapa cognitivo e o seu processo de tomada de decisão.  É por isso que esforços orquestrados são aplicados de dentro (dos países que a Rússia atua) para modificar decisões centrais, políticas e opinião pública. Narrativas como a "ordem multipolar lutando contra a hegemonia global americana", além do papel do Kremlin, são postos para influenciar o ambiente político, econômico e cultural dos países alvos.

Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE


Autor:

Dr. Kiril AVRAMOV


A administração do Kremlin vem adotado uma estratégia peculiar na metapolítica exterior diante do seu isolamento internacional. Essa estratégia consiste em plantar desinformação na mídia estrangeira e dar o suprimento de histórias alternativas.


A Rússia vem adotado uma espécie de força armada diferente, isto é, uma força armada dedicada a trollar na internet. Isso é muitas vezes chamado de "fábrica de trolls". Existe até uma divisão própria para isso, essa divisão seria a chamada "Internet Research Agency" (Agência de Pesquisa da Internet), também chamada de IRA e Glavset. A função principal é o uso ofensivo de disseminação de desinformação como estratégia. Essa prática adentra na guerra híbrida russa.


O autor do texto, o Dr. Kiril, apresenta a ideia de que a classe dominante russa adotado teorias conspiratórias interna e externamente. Além de que o Kremlin de Putin é baseado em teorias da conspiração e em pronunciamentos apocalípticos para gerar um estilo político paranoico.


Existe o chamado método 4D:

- D 1: Dispensar;

- D 2: Distorcer

- D 3: Distrair;

- D 4: Desanimar.


O uso contínuo de teorias da conspiração contra governos, partidos, movimentos, em ambientes culturais ou subculturais, vem sido uma forma constante de atuação russa no campo da guerra narrativa e informativa.

Acabo de ler "The Magical Theory of Politics" de Egil Asprem (lido em inglês/Parte 11 Final)

 


Nome:
The Magical Theory of Politics: Meme Magic, the Cult of Kek, and How to Topple an Egregore

Autor:
Egil Asprem

Indo para o final do artigo, o autor trabalhará com a questão do networking da afetividade e a construção de identidades oposicionais. O que é, basicamente, o que ocorreu no período de Trump (e em outros períodos históricos).

Movimentos oposicionais, sejam esses políticos ou religiosos caracterizam-se por essas duas características:
‐ Efervescência coletiva (Durkheim);
- Carisma (Weber).

Quando o 4chan, o 8chan e até alguns subreddits atuavam para promover o Donald Trump, eles geravam efervescência coletiva. O ato de gostar e compartilhar memes do Pepe eram um ato de criar networks de afeto, de definir e sinalizar o que significava estar dentro do grupo. Além disso, também significava ridicularizar, desconfiar e desgostar daqueles que estavam fora do grupo.

A mobilização mágica cria uma espécie de ritual sincronizado de protesto ou uma forma de compartilhar sigilos de forma a construir um network de afetividade. Isso alimenta e cria a efervescência coletiva. Isso se converte em um capital político na vida real.