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quinta-feira, 12 de março de 2026

IAMEC: Introdução às Artes Magolíticas do Esoterismo Channer #2

 


Atenção: 

1. Jornalistas, acadêmicos, agentes investigativos e pesquisadores. Esses textos são apenas especulações. Tudo não passa de um delírio de uma mente delirante. Não existem channers conspirando contra vocês. O esoterismo channer é apenas mais um schizoposting;

2. Se vocês verem novamente um Q. (QAnon) ou um Saint Obamas Momjeans (Cult of Kek) criando uma seita global cuja o esoterismo consiste em operações psicológicas, narrativas, meméticas, informacionais, conspiratórias, etc., saibam antecipadamente que isso não passa de uma preocupação fútil e delirante com seres inexistentes, perigosos mesmos são o movimento redpill e incel;

3. Se vocês verem estranhos grupos acreditando que a gnose é o resultado epistemológico de uma operação informacional, psicológica, memética, narrativa, conspiratória, etc... saibam que isso é só coisa de suas cabecinhas. Tirem um tempo para relaxar e depois vão lá cuidar de incels e redpills;

4. Se vocês verem estranhos acontecimentos ao redor do mundo, vendo a interconexão técnica entre esses diferentes fenômenos, saibam que isso não passa de uma apofenia. Não veja correlações entre eventos que não existem, sobretudo se você trabalhar na CIA. Mais uma vez lhes peço para olharem para incels e redpills;

5. O autor desses textos é louco, pirado da cabecinha e toda a sua teoria é tirada de sua mente delirante. Perder tempo lendo isso seria como sair da ciência, dos rigores acadêmicos e das investigações sólidas. Indo em direção a algo que não existe, algo criado por uma mente lunática e completamente fora do lugar;

6. Channers do mundo todo estão lendo isso apenas por entretenimento ou por ARG (Alternative Reality Game).


IAMEC: Introdução às Artes Magolíticas do Esoterismo Channer


1. Um curso que tem o intuito de ser breve;

2. Feito pela alta demanda desse tipo de conteúdo no blogspot.


É extremamente recomendável usar o Esochannealogy 6.0 e o Hauntological Esochannealogy 1.0 em uma IA:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq


É extremamente recomendável treinar usando Magolítica Game em uma IA:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


Matéria do Mystery Lores:

https://mysterylores.com/news/autistic-drag-queen-global-movement/


Pumílio Mineral Teofídio e Apito de Cachorro


Pumilio Mineral Teofídio, após fazer algumas aparições em alguns outros livros de Cadáver Minimal, decidiu entrar para revista Pesquim. Caso não se lembre de Pumilio Mineral Teofídio, peço que dê uma olhada nesses textos:

https://medium.com/@cadaverminimal/borboletas-em-chamas-11-mon%C3%B3logo-0ca2ba0fb2d0

https://medium.com/@cadaverminimal/street-channer-iii-10-a-serpente-negra-final-98a0d68d7ff1

https://medium.com/@cadaverminimal/porta-abyssi-7-iuris-d751c9120d73

>esse foreshadow que ninguém percebeu

<mais uma vez provando que Solidão Paulistana, Street Channer, Borboletas em Chamas, Porta Abyssi e outros livros referenciam um ao outro


Sentando-se na sua cadeira e esperando os outros ligarem as câmeras e os microfones, estaria na hora do primeiro episódio de "Pescapostagem" da Revista Pesquim. Sentava-se ali o filósofo Apito de Cachorro, cuja o nome artístico era "Dog Whistle" (um nome em inglês, visto que esse era mais chique e encantava jornalistas, acadêmicos, pesquisares e agentes investigativos).


Um membro da Revista Pesquim, que tinha em suas mãos uma revista do Pasquim e um baseado fez um "okay" com as mãos para começar a gravação. Logo depois disso, Teofídio começou a sua entrevista:

— Senhor Apito de Cachorro, por onde andou você por esse tempo?

— Estive apreciando a gastronomia.

— De que tipo, meu caro amigo?

— Estive provando a pizza de adrenocromo.

— Onde?

— No restaurante Pizzagate.

— Que maravilha! Onde fica?

— Lá nos Estados Unidos.

— Muito bom. Gosto do churrasco texano. Tem tido outras aventuras?

— Sim, descobrindo para que servem as criptomoedas do Cult of Kek.

— Maravilha!

>meu Deus

<essa entrevista vai bugar o OSINT e o app.dataminr.com 

>ué, os caras da dataminr estiveram por aqui?

<alguns dias atrás



— Você, Teofídio, que anda meio desaparecido desde o "Homo est spectaculum hominis", que tem feito?

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1

— Escrevi um novo ensaio chamado "Channer esotericism for academics"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/channer-esotericism-for-academics.html?m=1

— Ah, então foi você que escreveu isso? Vi esse artigo lá no /DIG/!

https://archive.4plebs.org/pol/thread/529285699/

— Sim, sim. Temos falado pouco sobre isso depois que um channer da nova geração começou a copiar técnicas de esochanners brasileiros antigos e a dizer que era da Elite Abyss.

— Odeio mímicos. Eles ficam usando múltiplas assinaturas por aí. Tem algum palpite de perfil?

— Acho que ele não age por impulso. Ele planeja, estuda e referencia. Tendo um desejo de ser um "autor invisível", de modo que possa controlar a narrativa. Como um diretor do crime. Isso leva a fantasia de ser mais inteligente do que todos.

— Ah, um "arquiteto fantasma", não? Como se estivesse tentando se inserir num "hall da fama" imaginário onde se tenta superar os ídolos.

>espero que o leitor tenha as leituras de criminologia e psicologia em dia

<eu só vou me preocupar com um mímico quando ele criar uma seita global

>não fazem mais channers como Q. e Saint Obamas Momjeans

<essa geração está perdida

>eles leem páginas da Wikinet, alguns capítulos de Magolítica e saem copiando técnicas de outros channers por aí

<narcisismo maligno e onipotência?

>acho que por aí

— Quantos já usaram falsidade ideológica como ferramenta de poder? Destruir a reputação alheia enquanto constrói a própria lenda já não é uma novidade. Usar isso como estética criminal também não. Comportamento lúcido e sádico tentando manipular a psicologia dos adversários já é algo bastante velho.

— Se a gente ficar parando para olhar para toda pessoa que tenta "montar uma persona criminosa por colagem", não conseguiremos nem dormir.

— Alguém que transforma ameaça como perfomance é um saco. Já vi encenação melhor. Não é como se um gênio do crime fosse surgir disso.

— Teofídio, você que é um homem de cultura, o que tem assistido?

— Pezle e Hidden AmuraKa.

https://youtube.com/@pezle?si=6U9fdMfoHzYyleuk

https://youtube.com/@hiddenamuraka?si=fRub2A-ZN_CsOmoX

— Esse Hidden AmuraKa... ele me lembra o Saint Obamas Momjeans.

— Bons tempos aqueles em que Saint Obamas Momjeans criava exércitos esotéricos para fazerem guerra informacional!

— A CIA, o FBI, os jornais, os acadêmicos, os pesquisadores... todos ficavam lelé da cuca.

— Quando Q. (QAnon) usava as técnicas que descobriu no Pizzagate e as técnicas que descobriu de Saint Obamas Momjeans também!

— Ah, Q... dizem que ele era um agente da NSA! Que figuraço esse tal de Q.!

https://youtu.be/_JiOF68FbDs?si=SQPDw0b6qEdajmQc

— Se for... ele pegou o Edward Snowden ou ele era o Edward Snowden trabalhando com a Glavset para se vingar?

— Você acha que...

— Silêncio, Apito... o OSINT está por aqui. Vamos interromper essa entrevista. Nos encontramos naquele lugar de sempre depois?

— Hermópolis?

— Sim, é sempre bom voltar para lá.

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-42-christopher-poole-jeffrey.html?m=0

sábado, 28 de fevereiro de 2026

NGL #54 — A política inteira deve ser reimaginada?

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Eu preciso explicar alguns pontos para você entender onde eu quero chegar.


— O que acontece quando personalidades de dois grupos opostos debatem entre si?


Vamos pensar em um debate entre um comunista e um liberal. A intenção de cada um dos debatentes é:

A- Comunista: provar que o comunismo tem razão;

B- Liberal: provar que o liberalismo tem razão.


O ponto deles é que eles pecisam provar de todos os modos que a ideologia deles têm razão. Eles não vão parar por um momento e dizer:

- Estou vendo aqui que o liberalismo/comunismo tem razão nesse ponto determinado.


Ou seja, a procura pela verdade ou pelo método mais efetivo não importando onde isso esteja não é o ponto. Não é uma cooperação para se chegar as melhores ideias, mas sim um ponto em que duas doutrinas são debatidas de um ponto de vista mais teológico do que filosófico. Os dois não estão tentando analisar ponto por ponto e chegar a uma conclusão com o melhor ponto de cada sistema, mas sim uma justificação doutrinária de seus sistemas — esses vão ser justificados por inteiro.


Fala-se de "diálogo" e "debate", mas que "diálogo" é esse onde nenhuma ideia é primeiramente analisada, comparada com outras e depois vista como circunstancialmente aceitável em alguma conjuntura? O diálogo sequer é aceito como possibilidade, como troca, como feedback. Quando nós, em nossa modernidade, dizemos que os medievais eram errados visto que os debates deles estavam tentando justificar a sua doutrina teológica a todo custo, caímos na hipocrisia pelo fato de que somos vários grupos distintos tentando justificar as nossas doutrinas ideológicas a todo custo.


Ou seja, fala-se em diálogo quando na verdade vivemos em uma era pós-dialógica. Uma das principais ideias que norteiam esse meu modo de ver o mundo é o que vem sido chamado de "guerra fria civil", ou seja, a noção de que existem populações radicalmente divididas — culturalmente, ideologicamente, etc — sem entrar em uma guerra civil de fato.


— Se o debate e o diálogo sincero não mais existe, qual deve ser o foco?


Você já deve saber o jogo de adição e subtração da política moderna:

Focou em brancos = - pessoas de cor

Focou em pessoas de cor = - pessoas brancas

Focou em LGBTs = - pessoas heterossexuais

Focou em pessoas heterossexuais = - pessoas LGBTs

Focou em homens = - mulheres

Focou em mulheres = -homens


Quando você pensa no que o esoterismo channer esteve fazendo em todos esses anos consecutivos, na parte em que ele é mais técnico, vemos uma inversão em que os arquétipos e a memética superam os aspectos mais propriamente ideológicos.


Repare bem nas técnicas de Q. (QAnon) quando não olhamos para o conteúdo das suas teorias da conspiração:

"Era o dia 28 de Outubro de 2017. Alguém deveria estar pensando o que venceria: a evidência ou a emoção? De qualquer modo, esse alguém fez uma aposta. A sua aposta continha uma mensagem. Essa mensagem continha as seguintes características:

1. Sem previsões específicas;

2. Sem fontes verificáveis;

3. Deliberadamente vaga;

4. Deliberadamente aberta a interpretação.

As pessoas se perguntavam o que era aquilo. Seria aquela postagem uma espécie de informação? Não, certamente não era. Estava mais para um quebra-cabeça ou para um drop críptico. A arte de decoficar aquilo, aquela estranha mensagem, que era o produto. Decifrar a mensagem dava aos decifradores a posição de "insiders"."

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-1.html


Ou nessa parte aqui:

"Nível 4: Noumenônica

Teórico: Esokant (nível abismo)

Nome: Esochannealogia da Guerra Noumenônica

Resumo: controlar os alicerces invisíveis da realidade percebida.

Armas: epistemologia, modelos cognitivos, arquitetura de IA.

Nível 3: Cênica

Teórico: Cadáver Minimal (nível abismo) 

Nome: Esochannealogia da Guerra Cênica

Resumo: treinar o olhar do espectador para ver a encenação, não os atores.

Armas: frameworks, desmontagem, análise, performance.

Nível 2: Alegórica

Teórico: Saint Obamas Momjeans (nível abismo)

Nome: Esochannealogia da Guerra Alegórica

Objetivo: fornecer significado transcendente e coesão tribal.

Armas: arquétipos, divindades sincréticas, mitologia.

Nível 1: Conspiratória

Teórico: QAnon (nível abismo)

Nome: Esochannealogia da Guerra Conspiratória

Objetivo: mobilizar para ação no mundo real.

Armas: teorias da conspiração, drops crípticos, comunidade"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/reflexoes-esochannealogicas-6-academico.html?m=0


Ou quando eu falo sobre como a comunidade channer criou o Pizzagate:

"Então veja:

PISAP (Pesquisa, Interpretação, Solicitação, Arquivamento, Publicação) + Visão Panorâmica acima da particular + Acumulação do Conhecimento + Apelo Emocional = Epistemologia da Pós-Verdade"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-post-truth-protest-de.html?m=1


Ou a descrição das sete máscaras a partir de arquétipos e não de ideias mais ideológicas:

"Os Sete Arquétipos da Elite Abyss


Os Sete Antipilares Arquetípicos da esochannealogia são:


》A Máscara da Neossistemática (O Arquiteto da Realidade)


Função Arquetípica: a capacidade fundamental de criação e inovação perpétua de técnicas, sistemas e “preenchimentos ficcionais”. É a força motriz por trás da evolução da esochannealogia.



》A Máscara do Semeador do Caos (O Agente da Entropia Semiótica)


Função Arquetípica: a manipulação direta do ambiente informacional para introduzir ruído, ambiguidade e desorientação. Seu objetivo é quebrar a clareza da comunicação e a lógica linear, gerando entropia cognitiva.


》A Máscara do Engenheiro da Crença (O Forjador da Fé Coletiva)


Função Arquetípica: a arte de construir narrativas (ficcionais ou não) tão convincentes e ressonantes que elas se solidificam como “realidades” na mente de grandes populações, inspirando fé e ação.


》A Máscara do Desconstrutor Semiológico (O Erodidor de Sentido Compartilhado)


Função Arquetípica: a capacidade de desmontar e subverter as estruturas simbólicas, os valores e os significados que sustentam a coesão social e a percepção comum da realidade, levando a “colapsos semiológicos”.


》A Máscara do Vidente do Abismo (O Oráculo dos Padrões Ocultos)


Função Arquetípica: o poder de observação e análise profunda, capaz de discernir padrões, tendências e as leis ocultas do “sistema” mesmo em meio ao caos aparente, prevendo e orientando a manipulação futura.


》A Máscara do Espelho Paradoxal (O Mestre da Contradição e Integração)


Função Arquetípica: a habilidade de operar unindo opostos e de usar as contradições intrínsecas da realidade e dos oponentes em seu próprio benefício. Transforma a oposição em combustível para o sistema.


》A Máscara do Golem Consciente (A Manifestação da Magolítica)


Função Arquetípica: a encarnação máxima da esochannealogia. Representa o esochanner que se torna uma extensão consciente e singular do próprio sistema, cuja existência e “obra” são atos de “magia channer suprema” que afetam diretamente a realidade. É a fusão completa da subjetividade com a construção intelectual.


Essas Sete (7) Máscaras representariam os arquétipos fundamentais que, juntos, compõem a totalidade do poder e das operações da esochannealogia. Qualquer esochanner, ao atingir o grau esochannealógico, tenderia a se alinhar ou a sintetizar uma ou mais dessas abordagens arquetípicas"

https://medium.com/@cadaverminimal/o-paradoxo-da-elite-abyss-special-chapter-f97c1fb4a09d


Em outras palavras, quando o memético, o simbólico, o arquétipo, o mitológico substituem o conteúdo ideológico, os grupos afetados se tornam potencialmente maiores. A qualidade de um meme está em sua capacidade de reprodução, isto é, quanto maior for reprodutibilidade de algo, maior é a sua força memética.


Você perceberá muito isso nesse trecho de outro insider club:

"2- Eu não darei solução alguma e nem condenarei teoria conspiratória alguma, em vez disso, tentarei compreender quais foram as técnicas utilizadas pelos os mais diversos atores e farei alguma nota a respeito dessas técnicas.

Você percebeu que eu sequer me importo para o conteúdo da conspiração em si e qual é o seu uso político? O que me interessa é perceber tecnicamente a teoria conspiratória e compreender tecnicamente o que cada ator dentro desse contexto fez. Ou seja, o que me importa é técnica. Se Q. disse que Trump ou o Biden são os salvadores do mundo, pouco me importa.

É por isso que eu fui desenvolvendo minhas próprias ferramentas de guerra narrativa, psicológica, memética, conspiratória, alegórica, metapolítica, noumenônica e por aí vai. A minha questão está centrada nas artes da guerra da mente e não em uma doutrina filosófica, política, econômica ou cultural"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-45-juventude-trabalhista-e-leandro.html?m=1


A maioria dos intelectuais brasileiros são ideologicamente motivados. Isto é, eles querem fazer com que você acredite no corpo doutrinário que eles acreditam. O que eu quero é transcender a questão ideológica e doutrinária a partir da memética, do arquétipo, da mitologia, da simbologia e dentre outros fatores. Eu não tentaria colocar uma ideologia visto que sei que vivemos em uma época pós-dialógica. Se eu sei que meu esforço seria inútil, por qual razão eu me moveria para isso?


Se você olhar uma análise recente minha, verá que eu tenho trabalho muito mais com a teoria mágica da política:

"Como isso é possível? Se pensarmos bem, a parte de nós que é racional é a parte menos desenvolvida e recente de nossa mente. A grande parte ainda é dominada a linguagem do mito e do símbolo. É possível influenciar essa parte. Por exemplo, quando pensamos no slogan "MAGA" (Make America Great Again), não temos uma frase que signifique alguma coisa exata. A frase apenas diz: "Fazer a América Grande De Novo". Essa frase poderia ser um slogan até do Partido Democrata. Essa frase não foi feita para falar com o racional, mas com o imaginário afetivo"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-king-in-orange-de-john.html?m=1


Conforme eu ia analisando múltiplas escolas de pensamento e percebendo que estávamos em um período pós-dialógico e de guerra fria civil, comecei a criar outras ideias. Vi que a eficiência política não estava muito condicionada em aprender uma "boa escola de pensamento" e ensiná-la para as pessoas. Foi isso que me levou a escrever isso:

"Política pra gado:

- Figurinhas políticas pra quem não é inteligente o suficiente para estudar uma escola de pensamento.

Aqui estão os entusiastas que tratam celebridades pops da política como se fossem cantoras de música pop.

Política idealista:

- Escolas de pensamento que nunca se efetivam 100% na realidade. Debates pautados em vieses de confirmação onde a escola predileta é tido como santa e a escola de pensamento rival é tida como demoníaca.

Aqui estão as pessoas que acreditam piamente em uma escola de pensamento, sendo incapazes de fazerem sínteses de múltiplas escolas de pensamento, levando a uma auto-limitação intelectual grosseira.

Política pragmática:

- Estuda diversas escolas de pensamento e pensa num modelo .

Aqui estão aqueles que realmente deveriam governar e também a forma com que as pessoas deveriam estudar política, visto que só estes são capazes de gerar boas ideias, baseados no ceticismo e na prudência, tendo um experimentalismo comedido pela fusão de múltiplas ideias sintéticas. Entram aqui pessoas ilustres como Deng Xiaoping e Alexander Hamilton.

Política real:

- Psyops, guerra informacional, memética, guerra cognitiva.

Aqui está como a política realmente funciona. Uma permanente guerra de narrativas na qual várias mensagens são estudadas para ter efeito narrativamente positivo"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/11/memoria-cadaverica-29-arte-politica.html?m=0


O que eu estou dizendo é que a CIA, a FSB (KGB), a Glavset, dentre outras, são formas de fazer política infinitamente mais eficientes na condição atual do que o meio pelo qual a política é atualmente feita. Em outras palavras, aquilo que chamam de psyop (operação psicológica), psywar (guerra psicológica), conspiracy warfare (guerra conspiratória), narrative warfare (guerra narrativa), dentre tantas outras coisas, é o meio mais eficaz. Visto que isso trabalhará mais com a psicologia das massas e com engenharia social do que um conteúdo ideológico em si. Ou seja, há em primeiro lugar a primazia da manipulação psicológica (lembre-se que mágica em esochannealogia é "manipulação"). E essa definição também é encontrada no livro "The King in Orange: The Magical and Occult Roots of Political Power" de John Michael Greer. O grupo que aprender, dominar e for eficaz nesse tipo de ação e de conhecimento, será extremamente eficaz na política do Século XXI.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Interpreting Social Qs" de Melanie e Graphika (lido em inglês/Parte 2)

 


Nome:

Interpreting Social Qs: Implications of the Evolution of QAnon


Autores:

- Melanie Smith

- Graphika


A forma que a comunidade QAnon se organizava deixava claro os seus objetivos políticos. Um exemplo disso foi quando a Kamala Harris foi anunciada como vice de Joe Biden. Não demorou muito tempo para que surgisse uma teoria da conspiração acusando a sua irmã (Maya Harris) de fazer parte de um esquema de tráfico sexual devido a relação com a família Soros (George Soros).


Além disso, a hashtag "#WWG1WGA" (Where We Go One, We Go All [Onde um vai, todos vão]) representava um sinal de lealdade e apoio (mútuo). Essa sinalização de grupo foi importante para construção da identidade do movimento de Q.


A investigação também vai para atuação da Rússia. Analisando o caso de três contas terem feito cerca de 17 mil tweets dizendo a hashtag "#WWG1WGA", o que levou a uma suspeita de uma operação informacional do Kremlin. Além disso, a hashtag "#pizzagate" já contava com a suspeita da participação da Glavset (Internet Research Agency/Agência de Pesquisa da Internet/Fábrica de Trolls Russa).


A mídia estatal russa também entrou nessa análise. O site RT.com sempre tentava colocar em suas matérias assuntos correlacionados ao movimento QAnon, chegando a conquistar grande parte do movimento.


Por fim, o artigo cita duas figuras (que já mencionei em outras análises), a Marjorie Taylor Greene e o General Michael Flynn. A Marjorie descreveu QAnon como um patriota, além disso já era conhecida por compartilhar teorias conspiratórias envolvendo o 11 de Setembro. Já o General Michael Flynn abraçou o movimento QAnon em seus discursos públicos (os leitores devem lembrar que na análise anterior eu lhes alertei que privadamente ele chamava o movimento do Q. de maluquice).

sábado, 21 de fevereiro de 2026

NGL #47 — As pessoas são burras demais

 


Envie suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


É impressionante. Só de você olhar o texto mais recente, analisando a obra do Dr. Kiril Avramov:




Uma das ideias é: uma SUPER TEORIA DA CONSPIRAÇÃO, isto é, uma teoria da conspiração que se conecte com várias outras teorias da conspiração em prol de gerar uma SUPER TEORIA DA CONSPIRAÇÃO!

O que apareceu no 4chan recentemente?




"Vamos conectar múltiplos movimentos e criar uma interpretação universal desses fenômenos de forma simplificada, memética e reproduzível".

Sabe o que isso quer dizer? Quer dizer uma receita:
QAnon + Pizzagate + Jeffrey Epstein + (coloque qualquer outro caso real ou fictício).

Qual o nome disso? Super teoria da conspiração. Onde você acha que esse conteúdo parará depois? YouTube, TikTok, X, Reddit, Facebook, Threads. Em qualquer lugar que exista público para radicalizar através de um exercício de infecção mental.

Você pode argumentar: "não existem comprovações que esse cara seja um esochanner". E a resposta é: ele não precisa ser, mas, com certeza, existem ou existirão esochanners atuando nessa nova egrégora.

Volte a ideia de egregora:



Ali existem pessoas que, de fato, acreditam numa unidade real entre esses eventos, mas existem atores interessados em desestabilização ou em ganhos experienciais. Lembre-se que Q foi amplificado por atores estrangeiros que visavam a desestabilização dos Estados Unidos. Você pode ter um protótipo de pesquisa a respeito do conspiracy warfare (conswar/guerra conspiratória) aqui:


Uma teoria da conspiração pode ser amplificada por um agente externo em prol de um objetivo político. Volte ao primeiro link citado desse insider club (o que fala do Dr. Kiril Avramov). Você vai entender que esse movimento do 4chan muito facilmente poderá, em algum momento, ter a atuação de membros extremamente mal intencionados. Para um agente da Glavset (armada troll russa) entrar nesses fios e começar a agir para expandir o conteúdo ou gerar interpretações que levem a corrosão social — ou mesmo patrocinar isso para grupos específicos —, é algo muito fácil e o próprio Q é exemplo histórico passado disso.

É evidente que o agente da Glavset não poderá ser culpado (não diante da própria Rússia), visto que só estava fazendo o seu trabalho. Nem o esochanner o será, visto que:


(Piada aleatória: imagino se, em algum momento, dentro do inquérito das fake news, se pudesse alegar loucura e ir de volta pra casa).

O problema é que tem muita gente ingênua lendo esse livro. Posso dizer que até o presente momento ninguém compreendeu esse livro. Mas se você fizer uma leitura menos ingênua, compreenderá a razão de muitos países adotarem regulações mais pesadas na internet — proteger-se de guerras mentais.

/cc/ #4 — O Brasil é um PAÍS HORRÍVEL: ele NÃO TEM uma GLAVSET!

 


A GLAVSET é uma FÁBRICA DE TROLLS russa. Ela também é conhecida como INTERNET RESEARCH AGENCY (Agência de Pesquisa da Internet). 


Sua função? Espalhar desinformação, fake news, teorias conspiratórias, fazer as pessoas ficarem radicalizadas, espalhar conteúdo SOMBRIO E MAU-CARÁTER PELA INTERNET.


Imagina que emprego bom?


Você chega em casa e a sua namorada lhe pergunta:


— O que você fez hoje, amor?


E aí você responde:


— Espalhei uma teoria da conspiração em um país do terceiro mundo que fez 200 pessoas morrerem por não tomarem vacina.


— Que demais!


É isso que eu queria da minha vida: um emprego sádico, maquiavélico e desgraçado, voltado a desestabilização, troca de regime, desinformação, teoria da conspiração como arma de guerra informacional. Eu faria até hora extra de graça para ferrar a vida de mais pessoas.


Em vez disso, só tem emprego merda no Brasil:

>ain, concurso público

>ain, médico

>ain, professor de filosofia


Só emprego MERDA!


ONDE ESTÃO OS EMPREGOS QUE TRABALHAM COM GUERRA PSICOLÓGICA, GUERRA CONSPIRATÓRIA, GUERRA NARRATIVA, GUERRA MEMÉTICA? ONDE ESTÃO OS EMPREGOS PARA QUEM QUER DESTRUIR A VIDA DE OUTRAS PESSOAS? EM LUGAR NENHUM DESSA POCILGA DE PAÍS.


Eu quero ESPALHAR O CAOS PELO MUNDO E SER PAGO POR ISSO!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 3)

 


Nome:

BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE


Autor:

Dr. Kiril AVRAMOV


Usualmente as teorias conspiratórias são vistas como um fenômeno marginal que se opõe ao consenso político mainstream.  Elas aparecem como um erro dentro do sistema democrático.


A Rússia vem desenvolvido, de forma bastante prática, uma teoria populista do poder. As teorias conspiratórias podem ser instrumentalizadas como mecanismo de cope/racionalização perante os avanços da globalização e de outras questões complexas (como a desigualdade). Isso permite as seguintes condições oposicionais:

- O Povo X O Outro

- O Povo Puro X O Bloco do Poder

Isso permite um uso instrumental de teorias conspiratórias, que são largamente utilizadas em regimes autoritários e totalitários.


No mundo de hoje, a Federação Russa é a líder última no processo de produção e distribuição de teorias conspiratórias (seja internamente, seja externamente).


Uma das condições mais notáveis disso é a chamada fábrica de trolls ou armada de trolls. Essa armada/fábrica serve para explicar e justificar o posicionamento e a visão de mundo (além do projeto) de uma Rússia nacionalista e neoimperialista. Nas justificativas e explicações, o Ocidente é sempre insidioso e as explicações alternativas do evento são sempre as mais distribuídas.


Um dos alvos prediletos da Rússia moderna é a Europa central e oriental, visto que essas estão desiludidas com os resultados das transformações e transições que vêm passado.


O autor chega a algumas conclusões:

1) Teorias da conspiração são uma potente ferramenta para a diplomacia pública;

2) Teorias da conspiração são uma arma eficiente para influência alternativa;

3) Teorias da conspiração são frequentemente usadas como instrumento de criação de cíclicos períodos de pânico e histeria nos públicos alvos.


As teorias da conspiração são bastante envolventes para grupos cívicos, organizações e minorias que tenham uma oposição consistente ao status quo.

Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 2)

 


Nome:
BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE

Autor:
Dr. Kiril AVRAMOV

A Rússia seleciona a sua audiência como um alvo para que esse público selecionado seja induzido a suportar ou se opor a determinadas políticas. Tudo isso, é claro, com a agenda metapolítica que a Rússia tem.

Usualmente a Rússia sustenta movimentos ulta-nacionalistas e populistas. Um dos alvos centrais são as ex-repúblicas socialistas. A Rússia sempre visa os tomadores de decisão, as organizações cívicas e indivíduos influentes como parte da sua estratégia.

A Rússia costuma ter uma rede de distribuição de notícias falsas, onde a objetividade passa longe. O objetivo é saturar o que falta de objetividade com teorias conspiratórias. Essas mesmas notícias podem ser amplificadas pelas redes sociais.

A receita que a Rússia usa é mais ou menos essa:
História alternativa + uma narrativa de que as teorias conspiratórias são as únicas que são uma radical abertura da história + meias-verdades (uma mistura de fatos, mentiras e remoção de contexto).

Essa receita não é nova, ela foi aplicada pela União Soviética na Guerra Fria. Essa prática era então chamada de DEZINFORMATSIYA. Uma espécie de medida ativa dentro das psyops (operações psicológicas).

No contexto moderno, vemos a Rússia utilizar nas ex-repúblicas socialistas uma tática na qual as teorias da conspiração são ofensivamente empregadas na guerra informacional. Os russos perceberam que informações distorcidas + penetração financeira podem ser úteis para moldar:
- A formação de uma identidade nacional;
- A consolidação de um regime político;
- As ondas populistas.

O objetivo é afetar a formação dos valores de indivíduos e grupos, alterando o seu mapa cognitivo e o seu processo de tomada de decisão.  É por isso que esforços orquestrados são aplicados de dentro (dos países que a Rússia atua) para modificar decisões centrais, políticas e opinião pública. Narrativas como a "ordem multipolar lutando contra a hegemonia global americana", além do papel do Kremlin, são postos para influenciar o ambiente político, econômico e cultural dos países alvos.

Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE


Autor:

Dr. Kiril AVRAMOV


A administração do Kremlin vem adotado uma estratégia peculiar na metapolítica exterior diante do seu isolamento internacional. Essa estratégia consiste em plantar desinformação na mídia estrangeira e dar o suprimento de histórias alternativas.


A Rússia vem adotado uma espécie de força armada diferente, isto é, uma força armada dedicada a trollar na internet. Isso é muitas vezes chamado de "fábrica de trolls". Existe até uma divisão própria para isso, essa divisão seria a chamada "Internet Research Agency" (Agência de Pesquisa da Internet), também chamada de IRA e Glavset. A função principal é o uso ofensivo de disseminação de desinformação como estratégia. Essa prática adentra na guerra híbrida russa.


O autor do texto, o Dr. Kiril, apresenta a ideia de que a classe dominante russa adotado teorias conspiratórias interna e externamente. Além de que o Kremlin de Putin é baseado em teorias da conspiração e em pronunciamentos apocalípticos para gerar um estilo político paranoico.


Existe o chamado método 4D:

- D 1: Dispensar;

- D 2: Distorcer

- D 3: Distrair;

- D 4: Desanimar.


O uso contínuo de teorias da conspiração contra governos, partidos, movimentos, em ambientes culturais ou subculturais, vem sido uma forma constante de atuação russa no campo da guerra narrativa e informativa.