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sábado, 2 de maio de 2026

Weirdposting #3 — Narrative Warfare

 


>be me

>proud agent

>my job is simple

>I built a task force specialized in narrative warfare

>we generate dozens of AI-powered stories and videos every week

>main narrative: "Canadian identity" is a British imperialist invention designed to convince Canadians they're not actually Americans

>Canada is a failing socialist experiment that's destroying its own economy

>we flood YouTube, TikTok, Instagram, X and Facebook with these videos

>goal is crystal clear: normalize the idea of integration with America and kill any emotional attachment to Canadian identity

>we hit especially hard in Alberta

>it's working

I love my job!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

ATENÇÃO: o termo PANELEIRO não é nada do que VOCÊ ou a POLÍCIA pensam!


Gostaria de ilustrar o quanto termo "paneleiro" para se referir só a grupos de channers que cometem crimes não faz sentido algum. O termo surgiu para designar pessoas que saíam dos imageboards (chans) para se encontrarem em locais como o antigo MSN, Skype, Facebook (como a Panelinha do Bananal) ou até mesmo fóruns (como o Vale Tudo da UOL). 


Existem vários grupos de channers que se reúnem pelos mais diversos propósitos. Eu mesmo estou num grupo de channers que conheci no 4chan que se chama "Chickn Frens", cuja dona é uma americana de 20 anos (ou mais) e só existem conversas casuais. E também em outro grupo chamado "Orgia Guarani", de channers que se vestem de mulher e falam sobre isso.


Para ser mais exato, aquilo que vocês chamam de "paneleiros", na verdade são "padogoleiros" (paneleiro + dogolachan). Eles não são continuadores do legado reptarista (Reptar, criador da Panelinha do Bananal), mas surgiram quando o segundo 55chan deixou servidores do Discord abertos para jogos online em servidores piratas. Ou seja, eles sequer fazem parte da tradição paneleira. Quando surgiram os padogoleiros, a tradição paneleira já havia sido criada há muito tempo e tinha quase total autonomia e cultura própria.


Podem existir os mais variados tipos de "panelinhas" entre os channers. Tal como existem chans de mulheres (magalichan), chans de esquerda (leftypol) ou chans dedicados a assuntos de nicho (como tohou). 


Pedi pro ChatGPT para ilustrar meu ponto. E ele desenhou uma imagem. Nela há um policial falando com uma drag queen. O policial pergunta: "Então você é um paneleiro?". E a drag queen respnde: "Sim". Aí o policial retruca: "Qual atividade seu grupo perigoso faz?" E a drag queen responde: "Somos uma panela especializada em se vestir de mulher." Isso ilustra o quão bobo, confuso e enganoso é ficar chamando "panelinha" de grupo criminoso e "paneleiro" de criminoso.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "QAnon slogans disappearing from mainstream sites" de Elizabeth Culliford (lido em inglês)

 


Nome:

QAnon slogans disappearing from mainstream sites, say researchers


Autora:

Elizabeth Culliford


Link da Reuters:

https://www.reuters.com/technology/qanon-slogans-disappearing-mainstream-sites-say-researchers-2021-05-26/


Essa análise ocorreu depois do incidente violento de 6 de janeiro de 2021. Ela trata do esforço das redes sociais mainstream de reduzir o impacto da teoria conspiratória de QAnon. Essa teoria da conspiração explodiu em popularidade durante a pandemia da COVID-19.


A autora destaca frases que eram bastante utilizadas (quem entende de guerra memética compreenderá a importância dessas frases):

- "We are the storm" (nós somos a tempestade);

- "Great Awakening" (grande despertar);

- "Trust the plan" (confie no plano).


Segundo a autora, as redes sociais mainstream (isto é, as mais utilizadas), além de mecanismos de pesquisa (Google) tiveram um papel central na redução de danos. Google, Facebook e Twitter trabalharam muito nisso.


Outro grupo também fez um grande trabalho, os pesquisadores. Eles analisaram cerca de 40 milhões de dados. Porém a autora ressalta que houve uma grande desilusão de Q. e seus seguidores ao verem Trump sair do cargo sem derrotar a suposta elite cabalista, satanista e pedofílica. 


Durante esse período de cerceamento das atividades desse grupo conspiratório, as grandes redes sociais removeram várias contas vinculadas ao projeto de Q., os seguidores de Q. tentaram usar novas linguagens codificadas.


É interessante observar que o Telegram e o Rumble não foram analisados pela dificuldade de conseguir dados. Ou seja, uma rede alternativa de vídeos (Rumble) e os grupos sociais privados de um importante aplicativo de mensagens (Telegram) ficaram de fora.


Se o leitor puder, recomendo que ele leia a análise anterior:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-what-is-qanon-and-how-are.html


E que dê uma olhada quando a operação global do 4chan, a /DIG/, é mencionada aqui:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-jeffrey-epsteins-4chan_92.html?m=0

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "What is QAnon and how are online platforms taking action on it?" da Reuters (lido em inglês)


Nome:
What is QAnon and how are online platforms taking action on it?

Autor:
Reuters


O artigo começa dizendo quais são as crenças bases e quem é esse indivíduo chamado "Q". Q. é descrito como alguém que clama ter conhecido interno da administração de Trump. E que Trump estava supostamente envolvido numa luta secreta contra o tráfico infantil. Trump, alegava Q., atacava figuras proeminentes do Partido Democrata, de Hollywood e o "Deep State" (Estado Profundo).

Segundo a análise da Reuters, a teoria da conspiração de QAnon apresentava elementos de uma teoria da conspiração anterior: a pizzagate. Além disso, naquele momento já apresentava questionamentos a respeito da segurança das vacinas. Para resolver tudo isso, um grande despertar (Great Awakening) estava vindo.

Em relação ao surgimento da teoria conspiratória de Q., ela começou em 2017 no 4chan. Depois disso, ela migrou para o 8kun (uma versão que substituiu o 8chan). Essa teoria foi amplificada no Twitter, Facebook, Instagram e no YouTube. Nesse período, começava-se a perceber que as redes sociais algoritmicamente trabalhavam para fornecer essa teoria para quem buscava teorias conspiratórias.

Um instituto, chamado de The Institute for Strategic Dialogue (ISD), em 2020, publicou que já existiam grupos da teoria conspiratória do QAnon no Facebook e Twitter. Além disso, grupos discutindo QAnon no Facebook tiveram um crescimento 120% em Março.

O relatório da Reuters também apresenta o fato de que organizações governamentais da Rússia estavam apresentando uma participação pequena, mas cada vez mais decisiva na amplificação das teorias conspiratórias. Em Agosto, o movimento fez protestos reais. 

O relatório da Reuters termina relatando o movimento de várias plataformas para retirar, restringir e banir a movimentação do movimento QAnon.