sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "By Another Way of Deception" de Dr. Kiril (lido em inglês/Parte 3)

 


Nome:

BY ANOTHER WAY OF DECEPTION: THE USE OF CONSPIRACY THEORIES AS A FOREIGN POLICY TOOL IN THE ARSENAL OF THE HYBRID WARFARE


Autor:

Dr. Kiril AVRAMOV


Usualmente as teorias conspiratórias são vistas como um fenômeno marginal que se opõe ao consenso político mainstream.  Elas aparecem como um erro dentro do sistema democrático.


A Rússia vem desenvolvido, de forma bastante prática, uma teoria populista do poder. As teorias conspiratórias podem ser instrumentalizadas como mecanismo de cope/racionalização perante os avanços da globalização e de outras questões complexas (como a desigualdade). Isso permite as seguintes condições oposicionais:

- O Povo X O Outro

- O Povo Puro X O Bloco do Poder

Isso permite um uso instrumental de teorias conspiratórias, que são largamente utilizadas em regimes autoritários e totalitários.


No mundo de hoje, a Federação Russa é a líder última no processo de produção e distribuição de teorias conspiratórias (seja internamente, seja externamente).


Uma das condições mais notáveis disso é a chamada fábrica de trolls ou armada de trolls. Essa armada/fábrica serve para explicar e justificar o posicionamento e a visão de mundo (além do projeto) de uma Rússia nacionalista e neoimperialista. Nas justificativas e explicações, o Ocidente é sempre insidioso e as explicações alternativas do evento são sempre as mais distribuídas.


Um dos alvos prediletos da Rússia moderna é a Europa central e oriental, visto que essas estão desiludidas com os resultados das transformações e transições que vêm passado.


O autor chega a algumas conclusões:

1) Teorias da conspiração são uma potente ferramenta para a diplomacia pública;

2) Teorias da conspiração são uma arma eficiente para influência alternativa;

3) Teorias da conspiração são frequentemente usadas como instrumento de criação de cíclicos períodos de pânico e histeria nos públicos alvos.


As teorias da conspiração são bastante envolventes para grupos cívicos, organizações e minorias que tenham uma oposição consistente ao status quo.