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terça-feira, 3 de março de 2026

Acabo de ler "The Philosopher in the Valley" de Michael Steinberger (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

The Philosopher in the Valley: Alex Karp, Palantir, and the Rise of the Surveillance State


Autor:

Michael Steinberger


Uma empresa especializada em reconhecimento de padrões e análises de dados chama a atenção do mundo, essa é a Palantir. Palantir é um nome que surge do Senhor dos Anéis, obra de J. R. R. Tolkien.


A Palantir surgiria logo após o incidente de 11 de Setembro, sendo em parte financiada pela In-Q-Tel (uma empresa de investimentos da CIA). Hoje ela é aplicada por todos os seis braços militares dos Estados Unidos, pela Mossad, pelo FBI, pelo IRS e pela NIH.


A Palantir apresenta múltiplas funcionalidades. Servindo para analisar:

- Terrorismo;

- Mudança climática;

- Fome;

- Imigração;

- Tráfico humano;

- Fraudes financeiras;

- E o futuro da guerra.


Durante o período da COVID-19, o software da Palantir foi usado nos Estados Unidos e da Inglaterra para distribuição de vacinas. Segundo Alex Karp, a Palantir existe para defender o Ocidente. O que a faz não ter negócios com a Rússia e com a China. A agenda é marcada por ser a espada e o escudo da América e do Ocidente. A Palantir é, para os palantirianos, a linha de frente da batalha para preservar o estilo americano de vida.


Alex Karp veio de uma família progressista, sendo um judeu biracial. Fez filosofia em Haversford. Estudou direito em Stanford (onde conheceu Peter Thiel). Por fim, doutorado em teoria social na Universidade Goethe de Frankfurt. O seu mentor foi Jürgen Habermas, um dos mais aclamados filósofos europeus.


Quando estava fazendo direito, ele entrou em parceria com o então libertário Peter Thiel. Naquele período, suas visões (Alex Karp) eram mais neossocialistas. Isso era inusual, visto que ele trabalharia com a interconexão entre tecnologia e segurança nacional.


Karp é judeu e negro em um mundo que é hostil a judeus e negros. Chegando a dizer que o maior medo dele é o fascismo. Por tal razão, acredita que defender a democracia liberal é o mesmo que defender o Ocidente. Ele tem sido o centro das atenções em alguns eventos, dentre eles o Fórum Econômico Mundial (FEM).


A Palantir tem um software que pode possibilitar vigilância em massa. Esse software é utilizado pelas agências de inteligência e por aqueles que visam aplicar a lei. Os defensores do libertarianismo civil e defensores da privacidade têm tido uma grande luta contra essa empresa por causa disso.


Durante o escândalo da Cambridge Analytica, foi visto que os dados do Facebook foram usados para manipular milhões de americanos para votaram no Donald Trump em 2016. Também foi visto que o ICE (Immigration and Customs Enforcement) usa o software da Palantir no segundo mandato de Donald Trump. Graças a isso, a Palantir é acusada de ser racista e desumana. Além do fato de Peter Thiel tem sido um dos mais proeminentes apoiadores de Donald Trump. O que fez com que a Palantir não fosse mais bem-vinda em algumas universidades. Outra incursão recente é na Ucrânia. 


A Palantir é tida como uma das mais interessantes e perigosas empresas do mundo. Ela é capaz de alterar inteiramente a balança do poder e a relação entre o indivíduo e o Estado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Jeffrey Epstein's 4chan Plan" de Matt Gallagher (lido em inglês/Parte 2)

 



Nome:
Jeffrey Epstein's 4chan Plan

Autor:
Matt Gallagher

Link:

Em 2014, a cultura channer tinha homens jovens incrivelmente mais radicalizados. Ali se começava a cruzada contra o politicamente correto e contra os guerreiros da justiça social (SJW = social justice warrior). Eles viam esses dois componentes como estando na mídia, academia e cultura (o leitor deve se lembrar da ideia de "Catedral" na NRx [neorreacionarismo).


Nesse período, rolava a Gamergate. A Gamergate era uma campanha descentralizada e coordenada de perseguições e ameaças de morte e estupro contra mulheres, feministas e minorias. Muitas pessoas olhavam para o crescente radicalismo dos jovens e sentiam-se desconcertadas, mas nem todas. Onde muitos veriam caos, Steve Bannon, que era executivo da Breitbart e que posteriormente seria estrategista de Donald Trump, viu um potencial fantástico, ele viu o protótipo da sua nova armada populista. Chegando a ver isso como um "poder monstruoso". Nesse período, chamou Milo Yiannopoulos para conectar os fóruns anônimos com as massivas audiências.


Pouco a pouco, Steve Bannon e Jeffrey Epstein construíam uma parceria que casava estratégia e finanças. Isto é, construíam conjuntamente a coalizão populista do MAGA (Make America Great Again). Se Steve Bannon olhava para os jovens do Gamergate como um general olha para um potencial exército vitorioso, Jeffrey Epstein realizava outros movimentos. Epstein procurou o youtuber e neurocientista de extrema-direita Jean-François Gariépy (um canadense). Gariépy chegou a declarar em seu perfil no Twitter/X:


E só para deixar claro, não estou brincando. Jeffrey tinha defeitos como todos nós, mas era um bom homem, um homem ambicioso e um visionário em muitos aspectos. Mais pessoas como ele poderiam melhorar o mundo. Ele morreu pelos nossos pecados.


Gariépy não seria o único que chamaria a atenção do Epstein. Epstein tentou recorrentemente entrar em contato com Charles Murray. Charles Murray é o autor do controverso livro "The Bell Curve", um livro que, mesmo que desmascarado, serviu para formação de muitos intelectuais da alt-right (direita alternativa) e da far-right (extrema-direita). Visto que dava justificativas para a hierarquia racial, para a otimização genética e para discursos sobre o extermínio populacional motivados pelo clima. Em resumo, todos os pilares fundamentais da extrema-direita.

Temos um quadro:
2011: intervenção no 4chan (correlacionado ao /pol/)
2012: procura por Peter Thiel (investimentos)
2014-2015: Gamergate
2015: Jean-François Gariépy
2016: mensagem para Peter Thiel
2018: tentativa de se encontrar com Charles Murray

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Jeffrey Epstein's 4chan Plan" de Matt Gallagher (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:
Jeffrey Epstein's 4chan Plan

Autor:
Matt Gallagher

Link:

Jeffrey Epstein teve um interesse muito forte em promover a alt-right (direita alternativa) e a far-right (extrema-direita), sobretudo o seu aspecto memético e conspiratório.

Epstein, que por algum acaso, acumulava diferentes funções sociais como: traficante sexual, ativo de inteligência e chantagista profissional. Outra coisa que Epstein se destacou é o de ser um dos grandes criadores dos movimentos de extrema-direita online dos dias atuais.

Em uma das suas trocas de mensagens, Jeffrey Epstein fala bem do Brexit para o Peter Thiel (fundador da Palantir e pensador pós-liberal) e sauda o começo da corrosão da ordem internacional liberal:



Jeffrey Epstein queria o aumento de alcance do populismo de direita e acreditava que a Internet era uma excelente oportunidade para acelerar tal desenvolvimento. Em outubro de 2011, Jeffrey Epstein encontraria Moot (Christopher Poole), o fundador do 4chan. Esse encontro, essa é uma das hipóteses mais quentes da internet no momento, teria marcado o retorno da board /pol/ (que antes era /new/). A board /pol/ (abreviação de politicamente incorreto) tornou-se extremamente popular entre o público da far-right (extrema direita) e alt-right (direita alternativa). 

Jeffrey Epstein chegaria a trocar mensagens com Boris Nikolic. Ele via que a cultura channer, enquanto mente coletiva (egrégora/legião), tinha um poder único para entender e controlar o tráfico da internet e para criar disrupções em massa. Isso garantia um massivo potencial para manipulação.



Não era, evidentemente, só no 4chan que Epstein tinha interesse. Ele chegou a pedir que o investidor Ian Osborn se encontrasse com Mark Zuckerberg (Meta/Facebook), com Tim Cook (Apple) e com o já mencionado Peter Thiel.

O texto também conta que Epstein pessoalmente navegou até 2017 no 4chan. Além disso, que Epstein gostava do padrão sociológico de usuários. O 4chan era predominantemente acessado por homens brancos e poderia ser um laboratório para influência escalável. Epstein, segundo o autor desse artigo, viu que a cultura anônima de memes e teorias da conspiração poderia ser weaponizada e jogada dentro do mainstream.