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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Interpreting Social Qs" de Melanie e Graphika (lido em inglês/Parte 2)

 


Nome:

Interpreting Social Qs: Implications of the Evolution of QAnon


Autores:

- Melanie Smith

- Graphika


A forma que a comunidade QAnon se organizava deixava claro os seus objetivos políticos. Um exemplo disso foi quando a Kamala Harris foi anunciada como vice de Joe Biden. Não demorou muito tempo para que surgisse uma teoria da conspiração acusando a sua irmã (Maya Harris) de fazer parte de um esquema de tráfico sexual devido a relação com a família Soros (George Soros).


Além disso, a hashtag "#WWG1WGA" (Where We Go One, We Go All [Onde um vai, todos vão]) representava um sinal de lealdade e apoio (mútuo). Essa sinalização de grupo foi importante para construção da identidade do movimento de Q.


A investigação também vai para atuação da Rússia. Analisando o caso de três contas terem feito cerca de 17 mil tweets dizendo a hashtag "#WWG1WGA", o que levou a uma suspeita de uma operação informacional do Kremlin. Além disso, a hashtag "#pizzagate" já contava com a suspeita da participação da Glavset (Internet Research Agency/Agência de Pesquisa da Internet/Fábrica de Trolls Russa).


A mídia estatal russa também entrou nessa análise. O site RT.com sempre tentava colocar em suas matérias assuntos correlacionados ao movimento QAnon, chegando a conquistar grande parte do movimento.


Por fim, o artigo cita duas figuras (que já mencionei em outras análises), a Marjorie Taylor Greene e o General Michael Flynn. A Marjorie descreveu QAnon como um patriota, além disso já era conhecida por compartilhar teorias conspiratórias envolvendo o 11 de Setembro. Já o General Michael Flynn abraçou o movimento QAnon em seus discursos públicos (os leitores devem lembrar que na análise anterior eu lhes alertei que privadamente ele chamava o movimento do Q. de maluquice).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Jeffrey Epstein's 4chan Plan" de Matt Gallagher (lido em inglês/Parte 4 Final)

 


Nome:

Jeffrey Epstein's 4chan Plan


Autor:

Matt Gallagher


Link:

https://bylinetimes.com/2026/02/06/jeffrey-epsteins-4chan-plan/


Steve Bannon usou amplamente o seu podcast (War Room) para amplificar o QAnon nos anos de 2019 a 2020. Em uma das ocasiões, o seu podcast apresentou a ideia de que o Partido Democrata era um partido de pe... nessa ocasião, ele estava com a Marjorie Taylor Greene. Posteriormente ele chamaria isso de psyop.


É evidente que Steve Bannon não era o único a comentar sobre QAnon. O republicano Michael Flynn, um general aposentado e que serviu como Conselheiro de Segurança Nacional por vinte e dois (22) dias ao governo Trump, também apoiou publicamente o movimento QAnon. Privadamente, ele chegou a dizer que era um nonsense total (algo completamente sem sentido) e uma operação de desinformação. Algo que tornava até mesmo os seguidores malucos.


De qualquer forma, o movimento QAnon continua dentro do MAGA e Donald Trump (o messias do movimento) continua citado nos arquivos de Epstein. Atualmente, os seguidores de QAnon não sabem muito bem em que fundamentar as suas crenças. Outros, e isso falo como observar — é por isso que muitos de vocês me acompanham, pelo o que sei internamente da cena channer (e vocês sabem que é muita coisa) —, chamam Q. de Operation Trust (isso não é uma afirmação, mas a descrição de como dado grupo dentro da cena channer se porta diante da falência de Q.)


Operação Confiança

A Operação Confiança (em russo: операция "Трест", romanizada: operatsiya "Trest") foi uma operação de contrainteligência da Diretoria Política do Estado (GPU) da União Soviética. A operação, criada pela Tcheka — predecessora da GPU —, funcionou entre 1921 e 1927, estabelecendo uma organização falsa de resistência anti-bolchevique chamada União Monarquista da Rússia Central (MUCR) (Монархическое объединение Центральной России, МОЦР), com o objetivo de ajudar a OGPU a identificar monarquistas e anti-bolcheviques reais. A empresa de fachada criada para essa finalidade foi denominada Associação Municipal de Crédito de Moscou.


O quanto Jeffrey Epstein influenciou na cena channer, é algo que só uma maior liberação dos arquivos de Epstein pelo DOJ (Departamentp de Justiça) pode responder. Se ele foi um arquiteto oculto, é algo que ainda não sabemos em qual amplitude. O fato é que, de 2010 para frente, a cultura channer se tornou como um peão para os objetivos de uma conspiração política. Existe, dentro da comunidade channer, mais ódio direcionado aos inimigos do projeto político populista do que aos crimes reais de Epstein. 

Enquanto escrevo, a operação global do 4chan /DIG/ segue o seu curso, mas o efeito dela a curto, médio e longo prazo é algo dificilmente mensurável. Porém, ao que me parece, é algo que meus leitores mais atentos deveriam prestar EXTREMA atenção...