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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

NGL #52 — Minha análise vai de encontro a de Alexandre de Moraes e do STF?

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/perguntanonimablogspot


Não sei por qual meio Alexandre de Moraes e o STF se informam e colocam os seus argumentos. Eu estou fazendo a minha análise a respeito da internet e a sua regulação ou autorregulação a partir do prisma das guerras cognitivas, psicológicas, narrativas, meméticas, conspiratórias, metapolíticas, etc. Me ligando muito mais ao estudo das guerras de quinta geração (5GW). Confesso até mesmo que tenho uma preguiça para com o que ocorre no Brasil e até me alieno do cenário nacional.


Se você olhar a minha última análise a respeito do Reuters, verá que a Rumble e o Telegram foram citados:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-qanon-slogans-disappearing.html


Rumble e Telegram, anteriormente, entraram em uma espécie de confrontação com o Alexandre de Moraes e o STF.

- Rumble:

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-determina-suspensao-da-plataforma-rumble-em-todo-o-pais/

- Telegram:

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/ministro-alexandre-de-moraes-da-prazo-para-telegram-cumprir-integralmente-determinacoes-do-stf/


O que eu vejo é que muitos falam sobre a regulamentação da internet, mas usualmente a questão da guerra de quinta geração é amplamente ignorada. Isto é, um dos principais argumentos para a regulamentação da internet é descartado ou desconsiderado. Isso é um crime contra a consciência pública do país.


Sim, as pessoas deveriam ter o direito de argumentarem os seus pontos de vista, mas essa argumentação deve partir de dados e fatos. Quando teorias da conspiração e métodos de desinformação entram em jogo, vemos o ressurgimento de doenças anteriormente erradicadas, radicalização e seitização de massas populacionais. Esse é, por exemplo, o caso de QAnon.


Todavia ainda acredito que exista uma questão educacional em jogo. A população deve ser mais educada para não cair em narrativas doentes. É preciso criar uma população que tenha o hábito de ler e pesquisar, sobretudo em fontes como o Google Scholar e SciELO.


Outra questão: uma regulação que vise somente sites mainstream ignora uma das mais importantes questões... e os sites não mainstream? Por exemplo, você sabia que a maioria dos imageboards estão na surface web, isto é, são acessados de forma simples? Lembre-se QAnon não surgiu no Twitter, no Facebook ou no YouTube, surgiu no 4chan e depois foi pro 8chan. Migrar para redes sociais mainstream foi um movimento posterior, não imediato. Quando regulamentam apenas certos setores da internet — as redes sociais —, eles abrem brecha para o surgimento de um revivalismo channer em que um usuário cria um chan em nome da "ampla liberdade de expressão". Os chans já se hospedam em servidores de outros países, os administradores usam isso para burlar as leis nacionais e como desculpa para normalizar aberrações nesses sites. Suponha que todas as redes sociais são regulamentadas, disso surge um chan brasileiro prometendo liberdade total e ele acaba se tornando um chan com 10 milhões ou 20 milhões de usuários... O que ocorre depois? O ponto cego de todo esse movimento regulamentatório é óbvio. Além de desconsiderarem as guerras de quinta geração, desconsideram os imageboards como possíveis agentes desestabilizadores e como receptores de todos os usuários que ficarem insatisfeitos com as regulamentações.


Adendo:

O motivo de não termos um chan legião é o fato de que a cultura channer brasileira ser ditada por uma mentalidade de clubinho secreto. No 4chan, a chamada "panelagem" é literalmente legalizada, sobretudo no /soc/. Além disso, o 4chan não bane discursos, não importando qual ele seja (podendo ser de esquerda ou direita). Se moderadores dos chans reduzirem as regras ao máximo, não baniram mulheres e nem esquerdistas, legalizarem a panelagem e a divulgação do chan... Já era, um novo chan legião pode surgir no momento em que ninguém espera.