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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Interpreting Social Qs" de Melanie e Graphika (lido em inglês/Parte 3 Final)

 


Nome:

Interpreting Social Qs: Implications of the Evolution of QAnon


Autores:

- Melanie Smith

- Graphika


Nessa parte final, a Graphika relata a internacionalização do movimento. Citando países como Japão, Brasil, Inglaterra, França, Alemanha, Filipinas, Finlândia, Chile e Nova Zelândia.


Um detalhe especialmente relatado é a comunidade de QAnon no Japão. Nessa comunidade uma autonomia bastante alta se estabeleceu. Além disso, os tradutores ganhavam destaque social. Uma hashtag subia nas redes #QArmyJapanFlynn, que era uma alusão a ideia de ser uma armada de Q. e a conexão com Michael Flynn. Quando aprovaram novas cidades dirigidas por inteligência artificial, a comunidade japonesa de Q. acreditou que isso seria mais controle do "deep state" (Estado Profundo) na população.  Além disso, houve o questionamento dos supostos riscos de saúde do 5G.


Em relação a comunidade de QAnon no Brasil, essa estava muito ligada aos apoiadores de Jair Messias Bolsonaro. Foram localizadas 735 falando sobre a COVID-19. Além disso, a relação próxima de Trump e Bolsonaro era sempre ressaltada e tida como marca do grupo. Quando houve a saída de Sergio Moro, a comunidade se moveu para conectar a esposa do Sergio Moro as Nações Unidas e a suposta elite global que conspirava contra Bolsonaro. Isso ressalta, mais uma vez, que QAnon era uma arma política.


QAnon também esteve no Reino Unido, onde se relacionou com entusiastas do BREXIT (saída do Reino Unido da União Europeia). Além disso, defendia um novo rei legítimo: Rei João III. Essa ideia surgiu pela teoria de que a Rainha tinha envolvimento com a cabala global que criou o COVID-19. (Nota: é muito difícil escrever esse tipo de análise pois você acaba rindo das ideias estapafúrdias).


Na França, na Austrália, na Coreia do Sul e na Alemanha, os assuntos mais constantes eram o controle governamental. Pouco importando o local, onde o grupo QAnon passasse, existiria desinformação e deterioração da confiança pública nas instituições. O que foi excepcionalmente danoso no período da COVID-19.




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Acabo de ler "Interpreting Social Qs" de Melanie e Graphika (lido em inglês/Parte 2)

 


Nome:

Interpreting Social Qs: Implications of the Evolution of QAnon


Autores:

- Melanie Smith

- Graphika


A forma que a comunidade QAnon se organizava deixava claro os seus objetivos políticos. Um exemplo disso foi quando a Kamala Harris foi anunciada como vice de Joe Biden. Não demorou muito tempo para que surgisse uma teoria da conspiração acusando a sua irmã (Maya Harris) de fazer parte de um esquema de tráfico sexual devido a relação com a família Soros (George Soros).


Além disso, a hashtag "#WWG1WGA" (Where We Go One, We Go All [Onde um vai, todos vão]) representava um sinal de lealdade e apoio (mútuo). Essa sinalização de grupo foi importante para construção da identidade do movimento de Q.


A investigação também vai para atuação da Rússia. Analisando o caso de três contas terem feito cerca de 17 mil tweets dizendo a hashtag "#WWG1WGA", o que levou a uma suspeita de uma operação informacional do Kremlin. Além disso, a hashtag "#pizzagate" já contava com a suspeita da participação da Glavset (Internet Research Agency/Agência de Pesquisa da Internet/Fábrica de Trolls Russa).


A mídia estatal russa também entrou nessa análise. O site RT.com sempre tentava colocar em suas matérias assuntos correlacionados ao movimento QAnon, chegando a conquistar grande parte do movimento.


Por fim, o artigo cita duas figuras (que já mencionei em outras análises), a Marjorie Taylor Greene e o General Michael Flynn. A Marjorie descreveu QAnon como um patriota, além disso já era conhecida por compartilhar teorias conspiratórias envolvendo o 11 de Setembro. Já o General Michael Flynn abraçou o movimento QAnon em seus discursos públicos (os leitores devem lembrar que na análise anterior eu lhes alertei que privadamente ele chamava o movimento do Q. de maluquice).