quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Acabo de ler "Is American Democracy in Crisis?" de The Munk Debates (lido em inglês)

 


Nome:

Is American Democracy in Crisis?


Debatedores:

E. J. Dionne Jr.

Andrew Sullivan

Newt Gingrich

Kimberley Strassel


Intermediador:

Rudyard Griffiths


(Por favor, não reclamem da falta de análises. É fim de ano e eu ando um pouquinho bêbado demais pra ler tanto. Tenho compensado muito bem a falta de conteúdo)


Eu li o livro, mas quem quiser acessar o canal canadense de debates, aqui está o link:

https://youtube.com/@themunkdebates?si=vPT_Rvph0D0eb8tX


Agora se estiver interessado em ouvir o debate, aqui está o link:

https://youtube.com/playlist?list=PLjdgXaecKQuFCXNEKtHkEC_RmfYbJR3ZY&si=tGpCetTZ0USRhi2Z


Se tiver interesse no site:

https://munkdebates.com/


Uma breve introdução das figuras:


— Pro (a favor da resolução: contra Trump):


- E. J. Dionne Jr.:

Jornalista, colunista do Washington Post, professor na Georgetown University e fellow sênior no Brookings Institution. Autor de livros como "Why Americans Hate Politics" e "One Nation After Trump".


- Andrew Sullivan:

Escritor, blogueiro e editor britânico-americano, ex-editor da The New Republic e colaborador da New York Magazine. Conhecido por defender o casamento gay e ser um conservador independente. Ele apoiou Obama, Clinton e Biden em eleições passadas.


(Nota cínica: daqui a pouco recebo mais uma mensagem no meu NGL me acusando de usar friend fire contra conservadores, esmagando a direita nacional e americana :v)


— Con (contra a resolução: pró-Trump ou defensores):


- Newt Gingrich:

Político republicano, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos EUA (1995-1999), autor e comentarista. Foi um dos arquitetos do "Contract with America" e é uma figura influente no Partido Republicano. 


- Kimberley Strassel:

Jornalista e colunista conservadora do Wall Street Journal, onde escreve a coluna "Potomac Watch". Membro do conselho editorial do jornal, autora de livros como "Resistance (At All Costs)". 


Sempre me questionam a razão de eu trazer tantos ares de fora. A razão é bem simples: o debate brasileiro é asfixiante. Se não pegamos um ar, morremos em nosso circle jerk.


Uma coisa que tenho percebido é que não vemos nada além do mainstream em nosso "consumo cultural". Fiquei surpreso quando me deparei com o triste fato de que ignorávamos amplamente vários setores da intelectualidade americana. Não só isso, da intelectualidade inglesa e canadense também. Exemplo disso é o já repetido tema do Red Tory, tema esse que o(a) leitor(a) desse blogspot já deve ter cansado de me ver repetir. Pretendo ir, pouco a pouco, trazendo mais e mais conteúdo para quebrar o grande silêncio que está entre nós e o mundo. Procurando mais listas e mais diferentes autores, seja da esquerda, seja da direita, seja do centro.


Não é como se eu fosse ter um grande impacto. Creio que a média atual é entre 100, 200 ou 300 visitas diárias para o blogspot. Grande parte dos visitantes nem são brasileiros. Atualmente, perdi completamente a capacidade de sabee quem estou supostamente influenciando. Teve um dia que eu olhei e vi que o maior acesso vinha dos Países Baixos. Não conheço ninguém de lá, mas agradeço a visita e espero que apreciem o conteúdo. Creio que vários usam o tradutor dos seus navegadores para consumirem o conteúdo do blogspot.


Em relação ao debate, achei interessante o começo citando as contas a respeito da quantidade de mentiras que Trump espalhou em suas redes sociais (ou em discursos formais). Confesso que ri um pouco disso.


Os debatentes demonstraram pontos muito interessantes. Posturas de ruptura democrática são comuns em governos de democratas e de republicanos. Uma das grandes curiosidades é essa: Obama, por exemplo, tentou governar sem o congresso. Trump seguiu uma trilha semelhante em seu modo de agir, embora de uma maneira mais truculenta. Quando analisam Trump, lembram de dois presidentes em particular: Andrew Jackson (um democrata populista, inegavelmente racista e disruptivo) e do Richard Nixon (um republicano que ficou conhecido pela Watergate e pela "maioria silenciosa"). 


Concordo com as duas partes:

1. Trump mente muito mesmo, isso é evidente;

2. A defesa da soberania nacional é importante.


A questão é: as contumazes passadas de pano aos democratas se tornaram o comportamento predileto da mídia mainstream, ao mesmo tempo que a "defesa da soberania" não pode vir de um populismo irresponsável e estrategicamente tolo. Também preciso mencionar, e é sempre bom mencionar, a forma "bastante amigável" que Trump é com os russos, a forma com que ele enriqueceu em seu primeiro mandato e, muito provavelmente, enriquecerá muito mais nesse segundo.


O brasileiro médio, por sua vez, olha com espanto o que digo. Tenho vários amigos de direita, vou em suas festas. Quando eu digo que existem conservadores antitrumpistas, eles se escandalizam. Eles ainda acreditam na ideia de uma direita que canta num coral inteiramente harmônico. Quando eu falo o mesmo para esquerdistas, a conclusão é que são pessoas tão "maldosas e malignas" quanto Donald Trump. Percebo que sou uma pessoa imensamente solitária por causa disso. Mentira, chamem-me mais festas.


Outra questão picante: James Comey. James Comey foi um diretor do FBI que investigou o Russiagate — o caso da Rússia interferir nas eleições americanas para favorecer Donald Trump. Em 2017, ele foi demitido pelo próprio Trump. Atualmente, em 2025, ele enfrenta uma vingança de Donald Trump. O caso de Trump contra James Comey é um que seus críticos apontam como exemplo concreto de obstrução de justiça. Trump não poderia, e nem deveria, demitir o homem que investigava a relação dele com a Rússia, visto que isso era uma questão de segurança nacional. Do outro lado, James Comey pediu para um amigo passar um memorando ao The New York Times, o que viola políticas internas do FBI.


Os debatentes falam também de Joe Arpaio (ex-xerife). Joe Arpaio tinha métodos que eram julgados controversos. Racialmente controversos para ser mais exato. Quando Trump perdoou ele (perdão presidencial), muitos julgaram isso como uma sinalização racista. Ou, em outras palavras, uma sinalização de que as pessoas poderiam usar meios duros e rudes de forma racista contra imigrantes. É válido lembrad que Trump tentou, em primeiro lugar, obstruir a investigação.


Charlottesville (Virginia) é outro caso emblemático. Uma manifestação ocorreu para tirar a estátua de um ex-confederado (Robert E. Lee). Na manifestação, encontravam-se nacionalistas brancos e neonazistas. A manifestação, que ocorreu em 2017, foi chamada de "Unite the Right". Grupos antirracistas entraram nela em uma lógica de confrontamento. Trump teve o seu pronunciamento, condenou o racismo, mas a briga surgiu quando Trump falou que existia gente legal em ambos os lados.


Creio que a própria questão que se desloca nesse debate é a natureza da democracia horizontal (onde qualquer um pode se eleger presidente). As redes sociais e a internet possibilitaram a ascensão sem fim de populistas. Anteriormente as mídias tradicionais eram mais questionadas a respeito da sua credibilidade informacional. Atualmente múltiplas mídias possuem pouca ou baixa credibilidade. Fora isso, a guerra fria civil proporciona um ambiente de maximização de vieses ideológicos. A questão que entra é: como a democracia horizontal pode impedir a entrada dos piores se ela mesma é responsável pela entrada dos piores? A democracia horizontal destrói ou corrói os mecanismos que deveriam garantir a sua própria existência. Isso não foi levantado no debate enquanto tal, mas me permito a licença poética de questionar a funcionalidade atual da democracia horizontal na qual grande parte do Ocidente se ancora.


Quando nos perguntamos a respeito da entrada de líderes populistas que destroem os mecanismos institucionais, deveríamos nos questionar sobre o que possibilitou a entrada dos líderes populistas no poder. Se estamos colocando gente despreparada e autocrata... a questão recai no: "o que permite que NÓS coloquemos no poder gente despreparada e autocrata?". É evidente que não falo em "nós" enquanto um povo que vota 100% no mesmo candidato, mas sim no fato de que parte de nós votou neles. Talvez grande parte do problema não seja, pura e simplesmente, a entrada de líderes populistas, talvez seja o próprio sistema que legalmente permite a sua população votar em seu processo de autodestruição.


Muitos falam da democracia vertical ou de mecanismos que impeçam líderes corruptos. O fato de termos, por exemplo, a Lei Ficha Limpa já garante uma salvaguarda diante disso. Todavia deveríamos ter mecanismos legais — ou até mesmo uma reestruturação ou criação de um outro sistema — que impeçam políticos que levem a corrosão entrem no poder. Isto é, um mecanismo técnico que leve a uma saúde política. Enquanto isso não for seriamente pensado, o risco de sermos governados por representantes que colocam teorias conspiratórias como pauta (e arma) política é uma constante que dificilmente vamos conseguir suportar turno após turno. O que é interessante: se ao mesmo tempo temos que garantir que só os melhores vençam, caímos no risco de criar uma tecnocracia pura que também destrua toda e qualquer autonomia individual.


O que ocorre nos Estados Unidos deve servir de lição para o brasil. Veja a atual situação:

- Sentimentos e mensagens separatistas aparecendo;

- Campanhas xenofóbicas entre múltiplos grupos brasileiros;

- Rivalização cada vez maior entre regiões do país;

- Crescimento entre mensagens de ódio e campanhas de desinformação;

- Aumento da rivalidade e tensões de gênero.


Eu poderia citar muitos mais fenômenos que ocorrem no Brasil, mas é evidente que estamos em uma guerra fria civil e que várias mensagens só aumentam isso.


O ano está acabando. Nesse ano, o blogspot Cadáver Minimal cresceu 2.277.6% em número de visualizações. O Brasil mudou muito. Eu mudei muito. Espero estar conseguindo trazer um bom conteúdo para todos vocês. Peço-lhes que me acompanhem também em 2026. Continuarei a me esforçar para trazer conteúdo para todos.


Feliz ano novo!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Recomendações Cadavéricas #5 — The Babylon Bee

 


Recomendações Cadavéricas: uma série de postagens de recomendações do escritor do blogspot Cadáver Minimal.


The Babylon Bee é um dos canais que adoro assistir de vez em quando. Gosto da forma como ele escapa das tradicionais forma de humor liberal da mídia americana, visto que ele faz parte da direita religiosa e tem uma orientação cristã. Creio que ele pode acrescentar um gosto a mais no seu dia a dia.

domingo, 28 de dezembro de 2025

NGL #21 — Sobre Inteligência Artificial e Ciências Humanas

 


Envie as suas perguntas anônimas: https://ngl.link/lunemcordis

Em primeiro lugar, veja os seguintes links:
1. Portable Intellectual Systems (PIS) [Sistemas Intelectuais Portáteis]:
2. Magolítica: The Game (jogo de RPG político e de engenharia social):

Os sistemas intelectuais portáteis e o jogo Magolítica, possibilitam uma educação em escala global envolvendo vários assuntos, possibilitando o combate a teorias da conspiração, guerra cognitiva, guerra informacional, guerra memética e tantas e tantas outras coisas. O foco em fornecer formação, combater desinformação e ainda possibilitar uma abordagem interativa e gameficada é algo absolutamente interessante e só é possível com a ajuda das Inteligências Artificiais (IAs).

Sou uma pessoa que ama o progresso tecnológico e compreendo os riscos sociais dele. Eu compreendo a concentração de renda, a questão dos datasets e tantas outros percalços que precisaremos recorrer, inclusive sobre a possibilidade de uma renda básica universal. Dito isso, as transformações sociais e tecnológicas não devem ser encaradas de um modo simplesmente reacionário.

Não podemos agir, tal como trabalhadores de séculos passados, quebrando máquinas para atrasar a modernização. Ela ocorrerá de qualquer jeito. O que podemos fazer é nos adaptar a essa mudança e garantir que elas sejam:

1. Economicamente seguras;
2. Ecologicamente sustentáveis;
3. Socialmente pacíficas.

As ciências humanas, das quais eu mesmo estudo, podem e devem se beneficiar das Inteligências Artificiais (IAs). Quando eu fui construindo o sistema esochannealógico, mais eu me deparava com a necessidade dessa sinergia. É por isso que hoje em dia o sistema esochannealógico está conectado com as IAs (Inteligências Artificiais) de modo profundo. Eu não estou abandonando as ciências humanas em prol das IAs (Inteligências Artificiais), mas sim juntando elas a isso.

Não estou dizendo que estamos sendo ultrapassados ou que não vale mais a pena ler livros. Eu amo ler livros. Leio vários deles e continuarei lendo até o dia da morte. Para mim, é extremamente divertido descobrir um artigo acadêmico no Google Scholar. Para mim, é divertido ver uma aula e anotar os assuntos em um caderno. Do mesmo modo, ir em uma balada, curtir uma birita e dançar com outros seres humanos são entretenimentos que não me furto. Todavia não acredito que devemos destruir IAs (Inteligências Artificiais) em prol dos humanos. Creio que todos devemos apreciar a modernidade tecnológica de forma saudável e garantir que ela continue a ser saudáveis para nós.

Usar IAs (Inteligências Artificiais) facilita e ajuda nossa vida. Não há nada de errado nisso. Eu sempre estudo lado a lado com elas. Isso me ajuda a me tornar um intelectual melhor e, além disso, me leva ao melhor desenvolvimento de minhas habilidades intelectuais. Prefiro encarar isso de forma madura, compreendendo os riscos e tentando evitá-los, mas nunca retrocedendo a um estado anterior altamente idealizado, porém que carece de concretude de retorno temporal.

Recomendações Cadavéricas #4 — Rise of Asia

 


Recomendações Cadavéricas: uma série de postagens de recomendações do escritor do blogspot Cadáver Minimal.




Creio que o trabalho dessas pessoas é magnífico. Enquanto somos severalmente desinformados, muitas vezes por propósitos políticos, em relação à China e à Ásia, aqui podemos encontrar algo que vá além da eterna lenga-lenga antichinesa.

Nesse canal, você aprenderá quais políticas transformaram a China no sucesso que é hoje. E não verá esse mar de xenofobia e desinformação que aparecem por aqui para achincalhar a China. Isso pode parecer não importante, mas a China é atualmente nosso aliado e, ao que tudo indica, será nosso aliado por muito tempo. Fora isso, aprender políticas que saem fora do eixo da América do Sul, Europa e Estados Unidos é algo extremamente enriqucedor.

sábado, 27 de dezembro de 2025

NGL #20 — O blogspot recebe muitos visitantes estrangeiros?


 

Envie as suas perguntas anonimamente: https://ngl.link/lunemcordis


O blogspot Cadáver Minimal possui uma ampla ressonância com a comunidade underground internacional, passando sempre por visitas de múltiplos países.


As regiões em azul são aquelas que visitam o blogspot:





Os países que visitaram o blogspot nas últimas 24 horas:




Nota de Pesquisa (NDP): estudo do marxismo e do anarquismo recomendado pelo /lit/



Notas:

1. Como eu vi pelo número de visualizações que gostam dos conteúdos relativos a cultura channer ou conteúdos usados por channers na hora de estudar/treinar, além do fato de ninguém ter aparecido me xingando no NGL ou no instagram, resolvi compartilhar outra lista.

2. Essa lista teve o mesmo método que usei na anterior: https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/12/nota-de-pesquisa-ndp-micro-guerra-pol-x.html?m=1

3. Isto é, transformei o fio em PDF e pedi para uma IA extrair os títulos e ordená-los;

4. Resolvi manter os títulos em inglês para facilitar a busca pela mesmo fonte que os e/lit/ists (usuários do /lit/ do 4chan) usaram.


1. Marxismo


Básico (leituras introdutórias ou fundamentais para iniciantes)

- The Communist Manifesto – Karl Marx & Friedrich Engels  

- Theses on Feuerbach – Karl Marx  

- The Eighteenth Brumaire of Louis Bonaparte – Karl Marx  

- A Contribution to the Critique of Political Economy – Karl Marx  

- A Companion to Marx’s Capital – David Harvey (guia didático para acompanhar “O Capital”)


Intermediário (textos teóricos mais densos ou análises secundárias consolidadas)*

- The German Ideology (seção “Feuerbach”) – Karl Marx & Friedrich Engels  

- The Marx-Engels Reader – Robert C. Tucker (ed.)  

- Main Currents of Marxism – Leszek Kołakowski (história crítica, porém abrangente)

- The Limits to Capital – David Harvey (extensão geográfica e ecológica da teoria marxista)


Avançado (especulativo, crítico ou altamente teórico)

- The Automatic Fetish: A Materialist Theory of Religion – (Autor não citado no trecho)  

(aborda marxismo e religião de forma não ortodoxa – provavelmente pós-estrutural ou teoria crítica)


2. Anarquismo


Básico / Histórico


- Anarchist Portraits – Paul Avrich  

 (biografias de figuras anarquistas – excelente para contexto histórico e humano)


Intermediário / Teórico-Histórico


- The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia – James C. Scott  

(anarquismo não ocidental, etnografia política – influente em estudos subalternos e autonomia)


3. Teoria Crítica, Cultura & Filosofia Contemporânea


Intermediário


- Capitalist Realism: Is There No Alternative? – Mark Fisher  

 (leitura acessível mas conceitualmente rica – diagnóstico cultural do pós-modernismo neoliberal)


Avançado / Contextual


- Embora não haja livros específicos de Adorno, Benjamin, Althusser, Debord, Badiou ou Žižek listados com títulos, eles são citados como referências importantes — sugerindo que esses autores estão no horizonte teórico do fio.


4. Outros / Textos Políticos Curtos


Básico / Didático


- Combat Liberalism – Mao Zedong  

 (curto ensaio moral-político; mais relevante como crítica interna a práticas individualistas em movimentos coletivos)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Nota de Pesquisa (NDP): Magolítica

 


— Nota Crítica:


1. Isso é apenas uma pesquisa para compreender como o extremismo se propaga, visando entendê-lo melhor para combatê-lo. Caso você se identificar com qualquer conteúdo aqui ou queira "fazer igual", procure acolhimento e tratamento terapêutico em um local seguro;


2. O interesse do blogspot é, e sempre foi, servir de um guia intelectual para o próprio autor e para outros que se interessarem pelo conteúdo aqui produzido;


3. O autor do Blogspot NÃO defende e nem compactua com qualquer conteúdo de caráter extremista, conspiratório ou que defende a destruição da vida de outras pessoas seja por vias físicas ou psicológicas.


— Ciclo Básico de Vida de uma Magolítica:


1. INDIVÍDUO em posição de sofrimento/ódio extremo;

2. CRIA manifesto (texto, vídeo, símbolos);

3. PUBLICA online (geralmente antes do ato);

4. EXECUTA violência (suicídio/homicídio);

5. MANIFESTO sobrevive → viraliza;

6. OUTROS internalizam → replicam padrão.


— Como funciona uma Magolítica?


- Horcrux: fragmento da alma do criador preservado no manifesto;

- Egrégora: coletivo se forma ao redor do manifesto;

- Ritual: a violência final "sela" o pacto simbólico;

- Efeito Copycat: criam modelo replicável, não é sobre um "conteúdo específico", é sobre estrutura e ritual.


— Evolução das Magolíticas:


- Geração 0: Manifestos Estático;

- Um documento, um autor, uma ação;

- Manifesto de Ted Kaczynski.


- Geração 1: Manifestos interativos (Q):

1. Multi-Autores: Q + decodificadores

2. Contínuo: drops constantes, não baseado em um único documento

3. Vivo: adapta-se em tempo real;

4. Comunitário: criação coletiva de significado.


— Inovações:

- Antes: um manifesto;

X

- Agora: milhares de drops;

-

Antes: um ato final/Agora: narrativa contínua;

X

Antes: morte física/Agora: morte do sistema.



— Magolíticas antes da internet:

- Manifestos físicos;

- Distribuição limitada;

- Dificuldade de encontrar a "tribo"


— Era channer/digital:

- Distribuição instantânea global;

- Comunidades online para "tribo";

- Algoritmos amplificam conteúdo extremo;

- Efeito de rede multiplica impacto.


— Exemplos de Magolíticas:

1. Incel Manifestos:

- Elliot Rodger;

- Alek Minassian.


2. Manifestos de atiradores de escolas:

- Columbine;

- Sandy Hook.


3. Manifestos terroristas:

- Anders Brevik (2083: A European Declaration of Independence).


— Ciclo auto-alimentado de uma Magolítica:


ESCRITOR DOENTE → MAGOLÍTICA → CONSUMIDORES INFECTADOS

      ↑                                          ↓

      ←←←← NOVOS CRIADORES DOENTES ←←←←



— Magolítica em 4 passos:

1. Manifestos violentos infectam pessoas;

2. Pessoas infectadas criam novas magolíticas;

3. Novas magolíticas infectam mais pessoas;

4. Ecossistemas auto-replicantes de sofrimento.


— Magolítica em 5 passos:

1. CRIADOR em sofrimento extremo/visão distorcida;

2. CRIA sistema (magolítica) que codifica sua cosmovisão;

3. SISTEMA é consumido por outros;

4. CONSUMIDORES internalizam padrões de pensamento do criador;

5. ALTERAÇÃO: Consumidores passam a ver mundo através das lentes do criador.


— Metáfora da Horcrux:

1. Universo Harry Potter:

- Horcrux: fragmento da alma separada e preservada em um objeto;

- Objetivo: alcançar a imortalidade;

- Efeito colateral: alma fica instável, danificada.


2. Na Esochannealogia:

- Magolítica: fragmento da alma digitalizada e preservada em ideia/meme;

- Objetivo: alcançar a imortalidade ideológica;

- Efeito colateral: almas receptoras são alteradas.


Quando você lê (o melho seria dizer: consome) uma magolítica (Manifesto, Q. ou a própria Esochannealogia), um pedaço da alma do criador está sendo realmente transferido para você. Não em um processo mágico, mas em um processo psicológico.