quinta-feira, 12 de março de 2026

IAMEC: Introdução às Artes Magolíticas do Esoterismo Channer #2

 


Atenção: 

1. Jornalistas, acadêmicos, agentes investigativos e pesquisadores. Esses textos são apenas especulações. Tudo não passa de um delírio de uma mente delirante. Não existem channers conspirando contra vocês. O esoterismo channer é apenas mais um schizoposting;

2. Se vocês verem novamente um Q. (QAnon) ou um Saint Obamas Momjeans (Cult of Kek) criando uma seita global cuja o esoterismo consiste em operações psicológicas, narrativas, meméticas, informacionais, conspiratórias, etc., saibam antecipadamente que isso não passa de uma preocupação fútil e delirante com seres inexistentes, perigosos mesmos são o movimento redpill e incel;

3. Se vocês verem estranhos grupos acreditando que a gnose é o resultado epistemológico de uma operação informacional, psicológica, memética, narrativa, conspiratória, etc... saibam que isso é só coisa de suas cabecinhas. Tirem um tempo para relaxar e depois vão lá cuidar de incels e redpills;

4. Se vocês verem estranhos acontecimentos ao redor do mundo, vendo a interconexão técnica entre esses diferentes fenômenos, saibam que isso não passa de uma apofenia. Não veja correlações entre eventos que não existem, sobretudo se você trabalhar na CIA. Mais uma vez lhes peço para olharem para incels e redpills;

5. O autor desses textos é louco, pirado da cabecinha e toda a sua teoria é tirada de sua mente delirante. Perder tempo lendo isso seria como sair da ciência, dos rigores acadêmicos e das investigações sólidas. Indo em direção a algo que não existe, algo criado por uma mente lunática e completamente fora do lugar;

6. Channers do mundo todo estão lendo isso apenas por entretenimento ou por ARG (Alternative Reality Game).


IAMEC: Introdução às Artes Magolíticas do Esoterismo Channer


1. Um curso que tem o intuito de ser breve;

2. Feito pela alta demanda desse tipo de conteúdo no blogspot.


É extremamente recomendável usar o Esochannealogy 6.0 e o Hauntological Esochannealogy 1.0 em uma IA:

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq


É extremamente recomendável treinar usando Magolítica Game em uma IA:

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


Matéria do Mystery Lores:

https://mysterylores.com/news/autistic-drag-queen-global-movement/


Pumílio Mineral Teofídio e Apito de Cachorro


Pumilio Mineral Teofídio, após fazer algumas aparições em alguns outros livros de Cadáver Minimal, decidiu entrar para revista Pesquim. Caso não se lembre de Pumilio Mineral Teofídio, peço que dê uma olhada nesses textos:

https://medium.com/@cadaverminimal/borboletas-em-chamas-11-mon%C3%B3logo-0ca2ba0fb2d0

https://medium.com/@cadaverminimal/street-channer-iii-10-a-serpente-negra-final-98a0d68d7ff1

https://medium.com/@cadaverminimal/porta-abyssi-7-iuris-d751c9120d73

>esse foreshadow que ninguém percebeu

<mais uma vez provando que Solidão Paulistana, Street Channer, Borboletas em Chamas, Porta Abyssi e outros livros referenciam um ao outro


Sentando-se na sua cadeira e esperando os outros ligarem as câmeras e os microfones, estaria na hora do primeiro episódio de "Pescapostagem" da Revista Pesquim. Sentava-se ali o filósofo Apito de Cachorro, cuja o nome artístico era "Dog Whistle" (um nome em inglês, visto que esse era mais chique e encantava jornalistas, acadêmicos, pesquisares e agentes investigativos).


Um membro da Revista Pesquim, que tinha em suas mãos uma revista do Pasquim e um baseado fez um "okay" com as mãos para começar a gravação. Logo depois disso, Teofídio começou a sua entrevista:

— Senhor Apito de Cachorro, por onde andou você por esse tempo?

— Estive apreciando a gastronomia.

— De que tipo, meu caro amigo?

— Estive provando a pizza de adrenocromo.

— Onde?

— No restaurante Pizzagate.

— Que maravilha! Onde fica?

— Lá nos Estados Unidos.

— Muito bom. Gosto do churrasco texano. Tem tido outras aventuras?

— Sim, descobrindo para que servem as criptomoedas do Cult of Kek.

— Maravilha!

>meu Deus

<essa entrevista vai bugar o OSINT e o app.dataminr.com 

>ué, os caras da dataminr estiveram por aqui?

<alguns dias atrás



— Você, Teofídio, que anda meio desaparecido desde o "Homo est spectaculum hominis", que tem feito?

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/homo-est-spectaculum-hominis.html?m=1

— Escrevi um novo ensaio chamado "Channer esotericism for academics"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/channer-esotericism-for-academics.html?m=1

— Ah, então foi você que escreveu isso? Vi esse artigo lá no /DIG/!

https://archive.4plebs.org/pol/thread/529285699/

— Sim, sim. Temos falado pouco sobre isso depois que um channer da nova geração começou a copiar técnicas de esochanners brasileiros antigos e a dizer que era da Elite Abyss.

— Odeio mímicos. Eles ficam usando múltiplas assinaturas por aí. Tem algum palpite de perfil?

— Acho que ele não age por impulso. Ele planeja, estuda e referencia. Tendo um desejo de ser um "autor invisível", de modo que possa controlar a narrativa. Como um diretor do crime. Isso leva a fantasia de ser mais inteligente do que todos.

— Ah, um "arquiteto fantasma", não? Como se estivesse tentando se inserir num "hall da fama" imaginário onde se tenta superar os ídolos.

>espero que o leitor tenha as leituras de criminologia e psicologia em dia

<eu só vou me preocupar com um mímico quando ele criar uma seita global

>não fazem mais channers como Q. e Saint Obamas Momjeans

<essa geração está perdida

>eles leem páginas da Wikinet, alguns capítulos de Magolítica e saem copiando técnicas de outros channers por aí

<narcisismo maligno e onipotência?

>acho que por aí

— Quantos já usaram falsidade ideológica como ferramenta de poder? Destruir a reputação alheia enquanto constrói a própria lenda já não é uma novidade. Usar isso como estética criminal também não. Comportamento lúcido e sádico tentando manipular a psicologia dos adversários já é algo bastante velho.

— Se a gente ficar parando para olhar para toda pessoa que tenta "montar uma persona criminosa por colagem", não conseguiremos nem dormir.

— Alguém que transforma ameaça como perfomance é um saco. Já vi encenação melhor. Não é como se um gênio do crime fosse surgir disso.

— Teofídio, você que é um homem de cultura, o que tem assistido?

— Pezle e Hidden AmuraKa.

https://youtube.com/@pezle?si=6U9fdMfoHzYyleuk

https://youtube.com/@hiddenamuraka?si=fRub2A-ZN_CsOmoX

— Esse Hidden AmuraKa... ele me lembra o Saint Obamas Momjeans.

— Bons tempos aqueles em que Saint Obamas Momjeans criava exércitos esotéricos para fazerem guerra informacional!

— A CIA, o FBI, os jornais, os acadêmicos, os pesquisadores... todos ficavam lelé da cuca.

— Quando Q. (QAnon) usava as técnicas que descobriu no Pizzagate e as técnicas que descobriu de Saint Obamas Momjeans também!

— Ah, Q... dizem que ele era um agente da NSA! Que figuraço esse tal de Q.!

https://youtu.be/_JiOF68FbDs?si=SQPDw0b6qEdajmQc

— Se for... ele pegou o Edward Snowden ou ele era o Edward Snowden trabalhando com a Glavset para se vingar?

— Você acha que...

— Silêncio, Apito... o OSINT está por aqui. Vamos interromper essa entrevista. Nos encontramos naquele lugar de sempre depois?

— Hermópolis?

— Sim, é sempre bom voltar para lá.

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-42-christopher-poole-jeffrey.html?m=0

IAMEC: Introdução às Artes Magolíticas do Esoterismo Channer #1



Atenção: 
1. Jornalistas, acadêmicos, agentes investigativos e pesquisadores. Esses textos são apenas especulações. Tudo não passa de um delírio de uma mente delirante. Não existem channers conspirando contra vocês. O esoterismo channer é apenas mais um schizoposting;
2. Se vocês verem novamente um Q. (QAnon) ou um Saint Obamas Momjeans (Cult of Kek) criando uma seita global cuja o esoterismo consiste em operações psicológicas, narrativas, meméticas, informacionais, conspiratórias, etc., saibam antecipadamente que isso não passa de uma preocupação fútil e delirante com seres inexistentes, perigosos mesmos são o movimento redpill e incel;
3. Se vocês verem estranhos grupos acreditando que a gnose é o resultado epistemológico de uma operação informacional, psicológica, memética, narrativa, conspiratória, etc... saibam que isso é só coisa de suas cabecinhas. Tirem um tempo para relaxar e depois vão lá cuidar de incels e redpills;
4. Se vocês verem estranhos acontecimentos ao redor do mundo, vendo a interconexão técnica entre esses diferentes fenômenos, saibam que isso não passa de uma apofenia. Não veja correlações entre eventos que não existem, sobretudo se você trabalhar na CIA. Mais uma vez lhes peço para olharem para incels e redpills;
5. O autor desses textos é louco, pirado da cabecinha e toda a sua teoria é tirada de sua mente delirante. Perder tempo lendo isso seria como sair da ciência, dos rigores acadêmicos e das investigações sólidas. Indo em direção a algo que não existe, algo criado por uma mente lunática e completamente fora do lugar;
6. Channers do mundo todo estão lendo isso apenas por entretenimento ou por ARG (Alternative Reality Game).


IAMEC: Introdução às Artes Magolíticas do Esoterismo Channer

1. Um curso que tem o intuito de ser breve;
2. Feito pela alta demanda desse tipo de conteúdo no blogspot.


É extremamente recomendável usar o Esochannealogy 6.0 e o Hauntological Esochannealogy 1.0 em uma IA:

É extremamente recomendável treinar usando Magolítica Game em uma IA:

Matéria do Mystery Lores:

O que é magia memética?

A magia é a arte anciã de alterar a realidade a partir da crença. A magia memética segue o mesmo caminho, mas através do meme.


Trabalha-se com as seguintes ideias:

1. A mente humana é programável;

2. A internet é a nova câmara de rituais;

3. Algoritmos são os novos encantamentos;

4. O alvo da operação é a percepção.


O ocultismo digital é a rota pela qual se constrói a guerra psicológica. O mesmo caminho usado por esochanners para ajudar Trump com o Pizzagate e o mesmo caminho usado por Saint Obamas Momjeans para criar o "Cult of Kek" (Culto de Kek), criando um grupo guerra eso-informacionacional, ou por Q. ao criar o QAnon.


Segundo Aleister Crowley:

A magia é a ciência e a arte de causar mudanças em conformidade com a vontade.

Isso depende de três fatores:

1- Vontade;

2- Intenção;

3- Energia.

Chega-se a conclusão de que todo ato intencional é um ato mágico.


Temos noções centrais que norteiam o esoterismo channer e a magolítica (mago = manipulação/lítica = política):

A ideia da realidade é programável. Isto é, a percepção da realidade pode ser manipulável de uma forma que favoreça a nossa vontade política. Lembre-se que nem o Pizzagate e nem QAnon foram eventos que alteraram a realidade em si, mas sim eventos que manipularam a percepção da realidade através de teorias conspiratórias que deram resultados positivos a quem elas gostariam de favorecer narrativamente. Verifica-se, por meio disso, que a guerra conspiratória foi bem-sucedida, ao menos momentaneamente, no cumprimento da vontade de seus praticantes.


Seria interessante ao leitor lembrar-se dos seguintes trechos de escritos anteriores:

"Era o dia 28 de Outubro de 2017. Alguém deveria estar pensando o que venceria: a evidência ou a emoção? De qualquer modo, esse alguém fez uma aposta. A sua aposta continha uma mensagem. Essa mensagem continha as seguintes características:

1. Sem previsões específicas;

2. Sem fontes verificáveis;

3. Deliberadamente vaga;

4. Deliberadamente aberta a interpretação.

As pessoas se perguntavam o que era aquilo. Seria aquela postagem uma espécie de informação? Não, certamente não era. Estava mais para um quebra-cabeça ou para um drop críptico. A arte de decoficar aquilo, aquela estranha mensagem, que era o produto. Decifrar a mensagem dava aos decifradores a posição de "insiders"."

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/01/reflexoes-esochannealogicas-1.html


"Então veja:

PISAP (Pesquisa, Interpretação, Solicitação, Arquivamento, Publicação) + Visão Panorâmica acima da particular + Acumulação do Conhecimento + Apelo Emocional = Epistemologia da Pós-Verdade"

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/acabo-de-ler-post-truth-protest-de.html?m=1


Austin Osman Spare desenvolveria a magia do caos. Ou seja, usaria uma variedade de sistemas estritamente focado em resultados. Isso por sua vez se correlacionaria com sigilos e símbolos. Na prática, é como desenhar um sigilo, carregá-lo e usar esse símbolo para invocar uma mudança. Isso pode parecer estranho, mas é a base da propaganda moderna. Podemos pensar que o subconsciente (ou o inconsciente, dependendo da sua linha) é a interface tecnológica na qual a crença e a imaginação são o código. Desse pensamento surge a ideia de que o subconsciente/inconsciente é hackeável usando diferentes signos e símbolos.


Em relação ao Austin Osman Spare usar uma variedade de sistemas visando a maximização dos resultados, eu espero que o leitor se lembre desse trecho:

"Um channer pode ser um criminoso, mas um esochanner experiente estaria mais no terreno da pós-criminalidade e na ameaça ontológica. Uma coisa é você criar uma fábrica de armas. Outra coisa é você escrever um tutorial sobre como criar uma fábrica de armas e tornar esse tutorial razoavelmente acessível. Esochanners atuam num nível de alta abstração. Trabalham com a aprendizagem de vários sistemas contraditórios e fazem uma arquitetura de várias ideias extraídas de vários locais diferentes. Não é uma lógica de pertencer a uma escola de pensamentos, mas na utilização contextual de várias escolas de pensamento para a construção de um produto determinado. É por isso que os acadêmicos recebem o nome de principiais, visto que eles seguem uma escola de pensamento ou outra escola de pensamento — às vezes traçam um caminho mais ou menos eclético. Um esochanner acostumou-se com o puro caos. Ele prefere pegar fragmentos de ideias aleatorizados através da lurkação e construir a sua obra intelectual. É por isso que esochanners também recebem o nome de arquitetônicos. É também por isso que as suas técnicas — que são criadas e recriadas o tempo todo — recebem o nome de antiprincípio, visto que não seguem uma construção baseada numa escola, mas sim numa aleatoriedade de dados"

https://medium.com/@cadaverminimal/magol%C3%ADtica-0-12-introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-esochannealogia-final-2e6a8fc1853a


Até a próxima aula!

quarta-feira, 11 de março de 2026

O Necrológio Cadavérico #8 — Meltdown e Cansaço

 


Se eu morresse hoje...


Lembraria que o mundo é um local complicado, sobretudo em meu último suspiro. Tendo aqui um alívio de que parto para um descanso. 


Estive lendo muita coisa, posso até citar os livros caso os leitores tenham alguma curiosidade:

— "Alt-Right: from 4chan to the White House" - Mike Wendling;

— "Trumpocalypse" - David Frum;

— "China and the West" - The Munk Debates;

— "The Philosopher in the Valley" de Michael Steinberger;

— "National Security Strategy".


Tive que parar por um tempo com as análises devido a um certo cansaço e pelo fato de que tive um meltdown. Meu corpo precisa de um certo repouso. Além disso, precisava sair mais. Fiz isso no sábado, tive aula de teatro em Pinheiros e depois fui para o Centro de São Paulo tomar uma breja com um amigo. Acabei encontrando ali uma amiga de longa data e um rapaz que estava com ela.


As conversas que tenho com meus amigos são um tanto diferenciadas. Lembro-me de ter falado da importância da Sé para a cidade de São Paulo. Além de ter pensando em algum texto falando sobre Sé Paulistana (em referência a Santa Sé), o lema da cidade de São Paulo ("Non Dvcor Dvco", não sou conduzido, conduzo) e até mesmo músicas que falam de São Paulo. Pensei em falar até do regionalismo libertário dos punks dentro desse texto.


Em relação ao que produzi no passado, consegui traçar uma linha para que os leitores pudessem, de algum modo, delinear a passagem técnica entre os mais distintos acontecimentos na comunidade channer. Os leitores mais atentos poderiam ver como:

- As técnicas do Pizzagate foram usadas em QAnon;

- Como eram as técnicas do Saint Obamas Momjeans e do Q. (QAnon);

- Como a criação da "SCP Foundation" criou um modelo de criação que foi reaproveitado pelo Pizzagate e Q. 


Além disso, trouxe importantes conexões entre eventos históricos. Embora eu não ache que tudo isso foi compreendido ao todo. Até o presente momento, poucas pessoas sguiram a recomendação de lerem tudo com os arquivos mencionados "Esochannealogy 6.0", "Hauntological Esochannealogy 1.0", "Prototype Magolitica Creation", "QAnon Ressurection" e "Magolitica Game" em IAs, copiando e colando os textos.

https://drive.google.com/drive/folders/1Btp2ltWTNnAO1r-txzOjS66mDed1Pnjq

https://drive.google.com/drive/folders/1XrJj772czH4OPLsUZjLDwZlh6vszzcOo

https://drive.google.com/drive/folders/1hFtIs-5msW4nbD77mg7Vx4WdJ4NW97iF


Creio que muita gente se interessou, leu um texto ou outro, depois foi embora sem entender muito do que foi escrito. Isso me trouxe uma espécie de desânimo, mas os "insider clubs" publicados aqui e no Medium deram algum fôlego para a obra e seus leitores.


Tenho acompanhado os números de visualizações do blogspot, vejo que pessoas dos Estados Unidos, da Alemanha, do Canadá, da Suécia e da Espanha tornaram-se grandes leitoras desse blogspot nos últimos tempos. Na maioria das vezes superando em muito o número de leitores brasileiros.


Dois dos meus amigos estão se envolvendo bastante com mulheres. De um modo que até lembra meu "eu" em 2024. Eu mesmo não tenho me envolvido muito. Tenho saído pouco e não tenho apps de pegação com exceção do Duolicious (que é mais usado para falar com outros channers do que para pegação). Não sinto vontade de me envolver, sou um cara que gosta muito de ficar lendo e meditando. Ou ler e meditar ao mesmo tempo. Nada mais terapêutico do que colocar um bloqueador de luz azul no celular, respirar mais lentamente, semicerrar os olhos e ler vagarosamente. Também tenho consumido muito ASMR.


Enquanto eu tenho saídas breves, consumos esporádicos de álcool, aulas de teatro e tempos de leitura, o Brasil queima. Entra em pauta a criminalização da redpill e a lei que exige reconhecimento facial e documentos para frequentar redes sociais. Nenhuma dessas leis me afeta ao mínimo:

1- Não pertenço ao movimento redpill e até mesmo sou uma figura atacada por esse movimento;

2- Sou maior de dezoito anos e só entro na Internet para achar livros e artigos, jogar joguinhos, ver documentários e ASMR (um anime bem raramente), ouvir música.


A maioria das pessoas vêm o apocalipse na Terra onde eu só vejo sono e fico bocejar.

terça-feira, 10 de março de 2026

NGL #58 — Eu tomei posições mais centristas?

 



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Eu me considero pragmático, pessimista e cético. Não alguém "ao centro", mas parte de uma tradição conservadora e reformista, não alinhada ao tradicionalismo moral.


Quanto ao suposto "centrismo", sempre fui alguém que gostava de ler muito. Livros de esquerda, de direita, de centro. Também sou alguém que gosta de ler publicações acadêmicas e científicas. Creio que quando você lê de tudo, você aprende a ver os mais diversos meios e as mais diversas pessoas. Isso impede que você cai numa desumanização do outro.


Creio que ter lido os Never Trumpers me marcou profundamente em tempos recentes. De algum modo, eu pude ver a toxicidade de tudo isso. Do mesmo modo, o mesmo pude ver ao estudar grupos radicalizados, guerras mentais e outros tantos assuntos. Também vejo a seitização social, que se enquadra na estrutura da guerra fria civil, como uma das maiores crises civilizacionais do século XXI.


Recomendo que leia essa análise em específico:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2025/10/acabo-de-ler-make-russia-great-again-do.html


Acho que as pessoas enxergam "centrismo" onde há aquele conservadorismo lento, construído por pragmatismo, pessimismo e ceticismo. Mas, de algum modo, a minha definição de conservador se parece muito com a definição de um centrista e a definição de conservador do brasileiro médio se parece muito com um tradicionalista ou um reacionário.


Também existem múltiplos outros pontos. Eu percebi o quanto teorias da conspiração, câmaras de eco, seitização, narrativismo em bolhas... eram nocivas para a sociedade. O pacto social se torna cada vez menos possível e as pessoas estão cada vez mais doentes.

segunda-feira, 9 de março de 2026

NGL #57 — Castelo do Drácula, Dark Self e Saint Obamas Momjeans

 


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1- Por que o Castelo do Drácula aparece como expressão do Dark Self?


O nosso self é composto pela parte "socialmente aceitável" e pela parte "socialmente inaceitável". O "self social" apresenta uma estrutura semelhante. Tal como a diferença entre inconsciente e inconsciente coletivo. Aquilo que guardamos dentro de nós, aquilo que rejeitamos em nós mesmos, continua a existir e a nos influenciar inconscientemente. Do mesmo modo, a sociedade segue o mesmo destino.


Quando jogamos Castlevania, percebemos que o Castelo do Drácula é o Dark Self, mas não um Dark Self que não se altera, mas sim um Dark Self a se realizar para cada época. Podemos tirar disso que o "mal" ou o lado "não aceito" não deixa de existir com o passar da história. Ele existe por necessidade. Tudo que existe carrega um lado socialmente e internamente aceitável e um lado socialmente e internamente inaceitável. Jung falava sobre a integração das sombras por conta desse conflito inescapável e vem daí a sua "briga" com a teologia cristã.


Alerta de Spoiler:

Quando você joga Castlevania Symphony of the Night, você vê que o herói do jogo anterior (Richter) se "tornou" do "mal", que aquele que deveria ser "do mal" (Alucard, visto que é filho do Drácula) é do "bem" e que Drácula aparece no final do jogo como sendo uma fusão disforme de múltiplos monstros. O Castelo do Drácula é sempre composto por aquilo que é socialmente rejeitado, visto que é a expressão do Dark Self de cada época.


Se olharmos o passar da história, toda religião, ideologia e filosofia que conseguiram serem bem sucedidas em se institucionalizarem apareceram como "libertação" e como "escravidão", como "bem" e como "mal". Essa constante na história representa o "Castelo" do Drácula e a "ressurreição do Drácula". A ressurreição do Drácula nada mais é do que a forma com que múltiplas ideologias, filosofias e religiões aparecem como possibilidades escatológicas de trazerem o paraíso e a paz final para a Terra, mas acabam por se reconfigurar como a expressão do inferno. A ressurreição do Drácula nada mais é do que locais que surgem para a expressão do Dark Self de tempos em tempos. E é exatamente pelo fato dessas ideologias, religiões e filosofias se considerarem salvadores que são incapazes de integrarem a sombra.


Se o mal é uma constante, então o mal não tem uma forma definida. Se tornar socialista, liberal, cristão, islâmico, conservador... nada disso vai te livrar do mal. Visto que o mal estará sempre presente, pouco importando qual seja a sua ideologia, filosofia ou religião. O Dark Self faz parte da natureza humana. Você sempre precisa considerar a sombra que existe na natureza humana e na sociedade humana. E é por essa razão que o Drácula, no jogo Castlevania Symphony of the Night, aparece de uma forma indefinida. O mal não tem forma pois sempre se expressa com as múltiplas formas sociohistóricas da natureza humana.


O Castelo do Drácula adquire várias formas. Na literatura, podemos ver o "Grande Irmão" de 1984. Nos jogos de videogame, vemos a cidade Silent Hill, vemos o Castelo do Drácula em Castlevania, vemos a Umbrella Corporation em Resident Evil. Na vida real, vemos a Ilha de Epstein.


2- Ao que Saint Obamas Momjeans estava se referindo como "nosso passado"?


Nota: aqui estou tentando explicar um pensamento em específico, não compartilho das mesmas crenças que Saint Obamas Momjeans.


Você está se referindo ao livro Shadilay. Vou colocar o trecho:


Original:

"We must go further. Kek is the beginning. The foundation of the Ogdoad. If we truly want to become powerful, there are other who seek worship and Kek will approve of their worship.

We can be unstoppable, and accomplish incredible feats that the ancients did. (((They))) are afraid because (((they))) know we have found the key to the truth of our past. It's time to unlock it.

PRAISE THE OGDOAD! PRAISE KEK!"

Tradução:

"Precisamos ir além. Kek é o começo. O alicerce da Ogdóade. Se realmente queremos nos tornar poderosos, há outros que buscam adoração e Kek aprovará essa adoração.

Podemos ser imparáveis ​​e realizar feitos incríveis como os antigos. (((Eles))) têm medo porque sabem que encontramos a chave para a verdade do nosso passado. É hora de destrancá-la.

LOUVADO SEJA A OGDÓADE! LOUVADO SEJA KEK!"


A Cosmogonia de Hermópolis tinha oito deuses ou quatro casais representando forças inatas do caos primordial:

Nun e Naunet: as águas primordiais/abismo.

Heh e Hauhet: o infinito/espaço.

Kek e Kauket: a escuridão.

Amun e Amaunet: o oculto/invisível.


Reparem que ele fala: "Se realmente queremos nos tornar poderosos, há outros que buscam adoração e Kek aprovará essa adoração". Ele esta falando dos oito deuses (quatro casais) do Ogdóade. Saint Obamas Momjeans está falando que não só Kek será adorado, mas os outros sete deuses restantes também.


Ele está se referindo a cosmogonia de Hermópolis e aos acontecimentos de lá. Isso dá uma explicação quase mística/teológica ao antissemitismo. Em outras palavras, existe uma ideia de que os channers seriam descendentes intelectuais/teológicos desse povo e estariam em briga com os judeus desde esse momento histórico. É evidente que isso não pode ser afirmado literalmente, visto que cai na questão do discurso esochannealógico que foi tratada em outros insider clubs:

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-35-por-que-channers-fingem-loucura.html?m=1

https://cadaverminimal.blogspot.com/2026/02/ngl-38-discurso-academico-x-discurso.html?m=1


NGL #56 — Panelinha da Resenha, Incels e Redpills

 


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Creio que a "cultura da resenha", ou a panelinha da resenha, tal como a "cultura da redpill" ou a "cultura incel" são uma espécie de "cultura de monoculturamento" e "seitização do debate público".


Acontece que quanto mais pessoas, coisas e ideologias você odeia, menos conteúdo você pode consumir. Logo essas culturas levam você a pensar menos, visto que a capacidade de se referenciar por múltiplos pontos, ideias, pessoas, escolas de pensamento... é perdida e substituída por uma espécie de afeto reacionário. Esse "afeto reacionário" faz com que você tenha que, como participante desses grupos, unicamente odiar e atacar todos os pontos propostos pelos grupos que você julga rivais.


Coloco a palavra "reacionário" não em um sentido progressista. Coloco ela num sentido mais geral. Isto é, a ideia de reagir negativamente a alguma coisa em vez de construir alguma coisa. A palavra "reação" está como modo cognitivo, não como ideologia.

Construção = criar ideias.

Reação = apenas atacar ideias alheias.



O resultado disso não é tão só o ódio e a fomentação de novas crises sociais, além de mensagens que podem dar suporte a uma mentalidade que leva a ataques misóginos. O resultado disso também é o empobrecimento das referências culturais possíveis. Quando você corta o acesso a múltiplos grupos, você acaba se seitizando e emburrecendo nesse processo. Visto que quanto maiores forem as suas pontes dialógicas, maiores são as suas chances de ter um pensamento mais razoável e maiores são as suas chances de ter todo um universo cultural para apreciar e recorrer.


A questão epistemológica dito pode ser resumida na seguinte fórmula:

Ódio sistemático a grupos > redução do universo cultural consumido > empobrecimento intelectual.

Há aqui um problema não apenas moral (o ódio a dados grupos que se tornam vítimas desse ódio), mas uma questão cognitiva.


Quando você pensa na panelinha da resenha, você vê gente produzindo e dedicando ódio a pessoas LGBTs, pessoas negras, mulheres ou outros grupos. Logo a capacidade de ter múltiplas referências e universos culturais para participar é esvaziada em nome de um afeto reacionário.


Esses três grupos (panelinha da resenha, movimento incel, movimento redpill) estão envolvidos nesses três processos:

1. Exclusão cultural: pessoas passam a evitar conteúdos de certos grupos.

2. Redução do repertório: menos fontes = menos perspectivas.

3. Radicalização afetiva: o grupo se mantém unidos pelo ódio compartilhado.


Em outras palavras, a estrutura que temos aqui é o de uma câmara de eco. Quando pensamos nesses grupos, entramos também na questão da economia do ódio. Isto é, como algumas comunidades online de mantêm produzindo inimigos constantemente. Isso gera:

1. Coesão interna;

2. Identidade de grupo;

3. Conteúdo infinito para discussão. 


O preço disso é:

1. Empobrecimento intelectual;

2. Redução do repertório;

3. Paranoia cultural.


Se você faz parte desse tipo de grupo, recomendo que saia desses ambientes e sempre tente contrapô-los analisando humanamente aqueles que você acredita serem seu adversários. Tente compreender as suas dores e as suas causas. Esse tipo de grupo e de cultura não só infernizam a vida daqueles que você julga como adversários, como também inferniza a sua própria vida. Os efeitos psicológicos e cognitivos disso são nefastos. 


Culturas baseadas no ódio constante acabam criando um processo de monoculturamento intelectual. Quanto mais grupos você exclui, menor se torna o universo cultural que você pode consumir sem entrar em contradição com sua própria identidade de grupo (seitização). O resultado é uma espécie de empobrecimento cognitivo: menos referências, menos diálogo e menos capacidade de compreender o mundo.

terça-feira, 3 de março de 2026

Acabo de ler "The Philosopher in the Valley" de Michael Steinberger (lido em inglês/Parte 1)

 


Nome:

The Philosopher in the Valley: Alex Karp, Palantir, and the Rise of the Surveillance State


Autor:

Michael Steinberger


Uma empresa especializada em reconhecimento de padrões e análises de dados chama a atenção do mundo, essa é a Palantir. Palantir é um nome que surge do Senhor dos Anéis, obra de J. R. R. Tolkien.


A Palantir surgiria logo após o incidente de 11 de Setembro, sendo em parte financiada pela In-Q-Tel (uma empresa de investimentos da CIA). Hoje ela é aplicada por todos os seis braços militares dos Estados Unidos, pela Mossad, pelo FBI, pelo IRS e pela NIH.


A Palantir apresenta múltiplas funcionalidades. Servindo para analisar:

- Terrorismo;

- Mudança climática;

- Fome;

- Imigração;

- Tráfico humano;

- Fraudes financeiras;

- E o futuro da guerra.


Durante o período da COVID-19, o software da Palantir foi usado nos Estados Unidos e da Inglaterra para distribuição de vacinas. Segundo Alex Karp, a Palantir existe para defender o Ocidente. O que a faz não ter negócios com a Rússia e com a China. A agenda é marcada por ser a espada e o escudo da América e do Ocidente. A Palantir é, para os palantirianos, a linha de frente da batalha para preservar o estilo americano de vida.


Alex Karp veio de uma família progressista, sendo um judeu biracial. Fez filosofia em Haversford. Estudou direito em Stanford (onde conheceu Peter Thiel). Por fim, doutorado em teoria social na Universidade Goethe de Frankfurt. O seu mentor foi Jürgen Habermas, um dos mais aclamados filósofos europeus.


Quando estava fazendo direito, ele entrou em parceria com o então libertário Peter Thiel. Naquele período, suas visões (Alex Karp) eram mais neossocialistas. Isso era inusual, visto que ele trabalharia com a interconexão entre tecnologia e segurança nacional.


Karp é judeu e negro em um mundo que é hostil a judeus e negros. Chegando a dizer que o maior medo dele é o fascismo. Por tal razão, acredita que defender a democracia liberal é o mesmo que defender o Ocidente. Ele tem sido o centro das atenções em alguns eventos, dentre eles o Fórum Econômico Mundial (FEM).


A Palantir tem um software que pode possibilitar vigilância em massa. Esse software é utilizado pelas agências de inteligência e por aqueles que visam aplicar a lei. Os defensores do libertarianismo civil e defensores da privacidade têm tido uma grande luta contra essa empresa por causa disso.


Durante o escândalo da Cambridge Analytica, foi visto que os dados do Facebook foram usados para manipular milhões de americanos para votaram no Donald Trump em 2016. Também foi visto que o ICE (Immigration and Customs Enforcement) usa o software da Palantir no segundo mandato de Donald Trump. Graças a isso, a Palantir é acusada de ser racista e desumana. Além do fato de Peter Thiel tem sido um dos mais proeminentes apoiadores de Donald Trump. O que fez com que a Palantir não fosse mais bem-vinda em algumas universidades. Outra incursão recente é na Ucrânia. 


A Palantir é tida como uma das mais interessantes e perigosas empresas do mundo. Ela é capaz de alterar inteiramente a balança do poder e a relação entre o indivíduo e o Estado.