segunda-feira, 20 de abril de 2026

Retrowave #9

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.

Acabo de ler "The Governance of China" de Xi Jinping (Lido em Inglês/Parte 1)

 


Nome:

The Governance of China


Autor:

Xi Jinping


Tentarei me focar nos pontos centrais. Essa fala ocorreu no 18º congresso nacional do Partido Comunista chinês. Nele, Xi Jinping comemora o progresso que o Partido Comunista vem dando à China, mas alerta que o trabalho duro precisa continuar. O objetivo é tornar a China um país crescentemente mais próspero e forte. A China, recorda Xi Jinping, tem cinco mil anos de história e já contribuiu muito para a humanidade. Além disso, recorda que o Partido Comunista chinês foi fundado em 1921. Esse diálogo é do dia 15 de novembro de 2012


A meta central é o rejuvenescimento da China enquanto nação. A China precisa continuar a contribuir para a humanidade.


Xi Jinping avisa quais são as demandas do povo chinês:

- Melhor educação;

- Mais empregos estáveis;

- Mais renda;

- Segurança social confiável;

-  Melhores cuidados médicos e de saúde;

- Melhores condições de habitação;

- Ambientes mais bonitos;

- Filhos crescendo com bons empregos e vidas apreciáveis.


O trabalho do Partido Comunista seria o de dar ao povo uma vida feliz. O partido, alerta Xi, só poderá fazer isso por meio do trabalho duro. É preciso desenvolver as forças produtivas e resolver os problemas do povo, sejam eles no trabalho ou na vida. Isso só é possível quando o partido resolutamente perseguir a prosperidade comum. Xi também alerta do problema da corrupção. Estabelece que o núcleo da liderança é o avanço do socialismo com características chinesas.


Xi termina falando do poder que só é conquistado pela união e que o povo é o verdadeiro criador da história. Fala sobre a China precisar de mais conhecimento do povo e do mundo precisar de mais conhecimento da China.

domingo, 19 de abril de 2026

Nas Garras do Dragão #6 — Contenção Chinesa: um sonho impossível!

 



Durante muitos anos, a China criou uma estratégia de longo prazo. Essa estratégia tornou as fábricas chinesas indispensáveis para o mundo. Atualmente a China é a única superpotência industrial do mundo.

- China: 4,16 trilhões de dólares 
- Índia: 721 bilhões;
- Alemanha: 845 bilhões;
- Estados Unidos: 2,41 trilhões.

Ou seja, enquanto a China representa 4,16 trilhões, os outros três (Índia, Alemanha e Estados Unidos) representam 4,11 trilhões. 

A economia também é diferente. Os Estados Unidos são o banco do mundo. China é o motor. Recentemente, a China também é detentora das três novas indústrias: veículos elétricos, baterias de lítio e painéis solares. Quanto mais o tempo passa, mais a China domina toda a cadeia de suprimento. Além disso, a China detém grande parte da revolução ecológica.


A China é a fonte primária do que há de mais essencial na tecnologia. Os Estados Unidos, por temerem a perda da sua hegemonia, visam paralisá-la ou contê-la. Como? Por meio de sanções. O problema é que as sanções só funcionam se o alvo for isolado. Tentar isolar a China é como tentar isolar o país que é responsável pelos componentes do seu hospital, da sua telecomunicação e do hardware de suas forças armadas. Paralisar ou conter a China pode ser prejudicial aos próprios aliados dos Estados Unidos.


Enquanto os Estados Unidos e parte do mundo ocidental pensam na estratégia de desacoplamento (retirar a China de suas economias), a China vai criando novas alianças. Houve um longo caminho de parceria com a Oceania e o chamado Sul Global. Hoje em dia, a China é a maior parceria comercial de cerca de 140 países. Se os países tiverem que escolher, escolherão o país que constrói as suas pontes, que lhes fornece seu 5G e que lhes providencia veículos elétricos mais baratos.


Se os Estados Unidos dominam os softwares e a finanças, a China é especialista em produção industrial inteligente. Em 2025, a China exportou cerca 51,1% dos robôs industriais do mundo. Ela produz, ela usa e ela exporta. A China também produz cerca de 60% dos veículos elétricos e aproximadamente 80% dos painéis solares. Com a Rota da Seda, a China leva portos essenciais, trens de alta velocidade e redes de fibra óptica.


A China não precisa vencer uma guerra militar, eles vencerão pela paz. Quando se tem a economia mais eficiente, mais integrada e mais essencial da Terra, a contenção é um sonho impossível. Hoje em dia, a China é a chave da prosperidade para os outros países do mundo. Vivemos numa realidade multipolar.

Retrowave #8

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.


Nota: isso é uma comparação entre o "bem" na visão aristotélica e na visão lockeana.


Retrowave #7

 


Retrowave: uma saga de frases de pessoas ilustres que resolvi colocar em retrowave.


sábado, 18 de abril de 2026

Recordador Anônimo #1 — Filmes recomendados pelo /tv/


Recordador Anônimo: textos simples que servem apenas para lembrar as recomendações que me deram no 4chan.


Vamos às recomendações de filmes que recebi do /tv/ do 4chan:

(Usuário que me recomendou "The Bay")

(Conversa com o usuário que me recomendou "The Bay")

(Recomendações como "Savageland" e "Willow Creek")

("The Beach House", filme mais recomendado)

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Caveira Casual #3 — The Bay

 


Como disse em escritos anteriores, não sou cinéfilo. Não me levem tão a sério. Sou apenas um idiota tentando escrever alguma coisa, tal como em todos os meus outros escritos.


Assisti a "The Bay", filme de 2012. Foi recomendação do /tv/ do 4chan. Tinha pedido uma recomendação, visto que o último filme que assisti (Bodycam) também foi recomendado por lá. E estou maravilhado de como é possível um filme de "terror ecológico". Eu sequer tinha, em meus anos de vida, imaginado tal encantadora hipótese. 


O gênero do filme é "Found Footage". Isto é, um gênero do cinema focado em gravações reais que são feitas pelos próprios personagens, tal como se simulassem uma gravação amadora. O filme consegue simular ao máximo uma documentação científica e jornalística. Em vários momentos, você para apenas para pensar a respeito do realismo do filme.


Usualmente quando pensamos em filmes terror, nos vem a mente uma força mística ou maligna. The Bay traça uma crítica social a partir de como a atividade humana pode gerar um desequilíbrio ecológico que posteriormente pode se tornar um risco para a própria humanidade. O filme é assustadoramente magnífico em sua forma de alertar os perigos da manipulação do meio ambiente. A questão da biopolítica também é excelentemente trabalhada.


Vivemos numa época em que todo mundo fala sobre a esquerda woke (e eu sempre lembro da direita woke, para contrariar o debate público), mas o The Bay traz o debate sem ser Kitsch. Isto é, ele não traz as coisas de uma forma cafona, exagerada ou "palestrinha". O drama é apresentado normalmente, sem parecer forçado para enquadrar um discurso de forma forçosa. A trama é desenvolvida sem parecer que estão me forçando a engoli-la e é isso que a torna digerível.


Enquanto me maravilhava com "The Bay", impressionava-me também sobre como tudo aparecia na tela. Não só o filme é bem filmado, mas ele traz vários conceitos de forma inteligente. Posso listá-los:

- Eco-causalidade: a forma com que a ganância econômica altera a biologia local;

- Realismo parasitário: a forma como um medo biológico real foi colocado dentro da ficção;

- Crítica social: como o feriado do sonho americano foi transformado em uma metáfora de um sonho apodrecendo por dentro.


Tudo isso, dentro de uma estrutura documentária e a própria forma com que o filme é gravado trazem um filme potente, que leva a reflexão sem ser cansativo. "The Bay" não é só uma aula de "como fazer um filme", é uma aula sobre como conduzir o debate público sem ser chato.