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sábado, 1 de agosto de 2026

O Necrológio Cadavérico #12 — Tempo de Isolamento

 



Se eu morresse hoje...


Essa seria a primeira vez que não me sinto como parte de absolutamente nada. Parece que estou a navegar por um oceano profundo em que a única sensação é a de um buraco negro, uma espécie de vazio devorador. Algo como uma gigantesca bola de sucção anuladora de existências. Eu tento me conectar com grupos, pessoas e coisas, mas parece que a única conexão que consigo de fato ter é com a distração.


Eu passo o dia jogando Palia e lendo livros.  Houve um período em que marcava encontros casuais ocasionais pelo centro de São Paulo para me distrair. Meu ápice foram três pessoas. Uma depois da outra. Não que eu tivesse vontade daquilo ou apetite por esse tipo de experiência. Estava tentando preencher o vazio com o orgasmo. Não funcionou.


Hoje foi a primeira aula do curso profissional de teatro. Tentei dar o meu máximo mesmo com o humor estando depressivo. Continuarei fazendo o curso até o final, mesmo que o meu humor permaneça o mesmo. Também continuarei estudando mandarim. Isso é um compromisso comigo mesmo. É pelo meu futuro. Quero me esforçar e evoluir. Meu estado mental, todavia, é um estado de retração.


Meus colegas me convidaram para beber. Tive que recusar. Beber tem me deixado depressivo e raivoso, com um imaginário detestável. Tal como se a minha sombra assumisse o controle e me controlasse. Eu não quero passar por isso socialmente. Prefiro que uma imagem, mesmo que melancólica, preencha esse espaço. 


Eu não creio que seja hora de romances, nem de sexo e nem de novas socializações. É tempo de recolhimento, estudo e meditação.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Caveira Casual #9 — Grave Encounters 2 e andamento do Blogspot

 


Não sei por quanto tempo, mas vi Grave Encounters 1 por causa de uma recomendação do /tv/. Eu fiquei por um bom tempo enrolando até assistir ao segundo filme. Para ser bem sincero, comecei a ver a nona temporada de Rick e Morty e não estava no meu plano ver Grave Encounters 2 por agora. Acontece que hoje me deu vontade de comprar pipoca e eu queria arrumar algo para assistir enquanto comia.

Ontem, assisti aos três primeiros episódios da nona temporada de Rick e Morty. Vi ao final Grave Encounters 2. Li um pouco de "The Collapse of Communism", livro organizado pelo historiador conservador Lee Edwards. Autor esse que é pouco conhecido no Brasil, mas é aclamado pelo nicho conservador americano.

Tenho tentado postar conteúdo no Blogspot. Para ser franco, recebi uma bolsa para estudar mandarim e acabei percebendo que estaria mais ocupado estudando teatro e mandarim do que prestando atenção em qualquer coisa a mais. O que me afastou de todo e qualquer outro assunto que eu estivesse tratando anteriormente.

Tenho mantido uma vida intelectual regular. Lendo livros e prestando atenção no r/argentina. Um subreddit que me parece bastante agradável para entender o que se passa na Argentina. Minha mãe esteve na Argentina há pouco tempo. E, apesar das polêmicas, que talvez eu comente mais para frente, a Argentina é um dos países que mais amo e presto atenção.

O Blogspot Cadáver Minimal continua sendo um recinto underground. Hoje em dia, o número total de visualizações dos Estados Unidos ultrapassou o número total de visualizações brasileiras. Talvez tenha me tornado nichado demais para o público brasileiro. Ontem mesmo, percebi que o número de visualizações da Alemanha ultrapassou em muito o número de visualizações brasileiras.

Caso queiram dar uma olhada, essas foram as visualizações da última semana:




Atualmente, os Estados Unidos têm 29,6 mil, enquanto isso, o Brasil tem 26 mil. Ou seja, os leitores nativos do Blogspot são menores em comparação ao público americano. Essa nova face do Blospot, extremamente voltada aos assuntos dos Estados Unidos e ao underground internacional, pode estar levando a um deslocamento do público nativo.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Discipulus Mandarinicus #1 — Ideograma

 



Nota:

Estas são apenas notas que escrevi no caderno sobre meus estudos de chinês/mandarim.


Logograma, ideograma, kanji ou caracteres chineses. São todos nomes para a mesma coisa, mas o termo predileto dos estudantes de mandarim é "ideograma". Um ideograma não representa uma letra ou uma palavra, mas sim uma ideia. Em termos mais adequados, um ideograma é um desenho que representa uma ideia. Os ideogramas, além disso, não são traduzíveis, mas necessitam de um contexto para serem entendidos.


Para aprender chinês é necessário aprender como organizar ideogramas. Um ideograma é equivalente a uma sílaba. A estrutura inicial que se aprende é essa:

Sujeito + Verbo + Objeto