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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estudos Lunáticos #6 — A Máquina Eleitoral da Guerra Cultural

 



Nota: esse texto foi feito com base no curso "A Economia da Atenção" do professor João Cezar de Castro Rocha. O curso foi realizado no Instituto Conhecimento Liberta.

A Guerra Cultural é a máquina eleitoral mais poderosa do século XXI. A estratégia empregada por essa máquina é a mobilização permanente. Isto é, a campanha eleitoral como forma permanente de atuação. Algo que lembra muito bem a estratégia de Napoleão Bonaparte.

Enquanto a direita leva a estratégia dos três Ls (Lacre, Like e Lucro), a guerra vai se tornando parte do cotidiano das pessoas e habituando-as a essa realidade.

A guerra cultural é o mais poderoso ecossistema de desinformação já criado. É na atmosfera da guerra cultural que narrativas extremistas se encontram lado a lado com as pautas de costume e a retórica do ódio. Se a arte política é a arte da concessão, a guerra cultural é a arte de coagir o outro a se submeter à sua vontade.

A Lei da Polaridade é fundamental:
- A se opõe a B e somente a B;
- B se opõe a A e somente a A.

É válido lembrar que a eliminação do outro é fundamentalmente antipolítica. Também é preciso compreender que a hegemonia é a luta pela liderança da consciência de uma sociedade, aceitando que sempre existirá oposição dentro dessa luta. Já a guerra cultural requer a eliminação de tudo que não é espelho.

— Etnografia da Guerra Cultural:
- Hipertemporalidade: agoridade constante (aqui e agora);
- Hiperpolitização do cotidiano: tudo é pautado politicamente;
- Negacionismo como método: sobretudo o negacionismo científico e histórico;
- Naturalização do absurdo: atos completamente ridículos ou desproporcionais são tratados como naturais;
- Caos cognitivo: incapacidade de discernir claro e escuro, sim e não, verdadeiro e falso.


A economia da atenção ensina que a racionalidade é limitada, que a economia como reflexão surge por causa da escassez e que a economia da atenção humana é limitada por causa do limite de nossa cognição. Em uma era de informação ilimitada, há a sobrecarga da cognição e beneficia-se quem mais utiliza de estratégias que solapam a racionalidade (o que leva a Teoria Mágica da Política).