Nome:
Supreme Courtship
Autor:
Christopher Buckley
Nos últimos tempos, tenho estudado com fervor. Reduzi a quantidade de postagens no Blogspot por causa dos estudos contínuos. Venho criando uma rotina que envolve acompanhar cursos no Instituto Conhecimento Liberta, fazer cursos de informática, tomar aulas de teatro. O que me deixou muito atarefado, todavia, creio que o desenvolvimento em múltiplas frentes é mais importante do que o desenvolvimento unilateral.
Ler livros e textos em inglês continua a ser parte fundamental do meu treinamento e refinamento intelectual. Christopher Buckley é um dos meus autores prediletos; creio que ele revela muito da realidade política dos Estados Unidos. O mais interessante: Christopher faz isso de uma maneira que não é tediosa. Gosto do Buckley pois é divertido aprender com ele. Ele é o sinal de que no mundo dos estereótipos obrigatórios e rasos, ainda é possível encontrar inteligências singulares e substanciais.
Creio que vivemos tempos de redução da personalidade e redução do horizonte de consciência. Esses dois movimentos de redução aparecem como internos a uma lógica seitizadora. As pessoas "precisam" de identificações mais literais e adesões mais radicais; isso leva a uma série de autolimitações aos aderentes dos movimentos políticos. Construir substancialidade e personalidade envolve tomar posições particulares e próprias que muitas vezes vão contra a lógica fechada de dados movimentos.
Atualmente ando lendo e estudando mais. A razão dessa aproximação da vida intelectual vem sendo diversa do que o gosto pela vida intelectual em si. Tenho me afastado ainda mais das redes sociais e dos aplicativos de mensagem. Eles vêm me aparecendo, dia após dia, como emburrecedores. O que pode parecer engraçado: as redes sociais e os aplicativos de mensagens foram criados para aproximar as pessoas umas das outras e quem sabe humanizá-las a partir desse novo contato. Acontece que o que mais vejo nas redes sociais e aplicativos de mensagens são pessoas odiando umas às outras. Esse ódio começa a se tornar, para quem frequenta esse tipo de ambiente, infeccioso. É graças a isso que ler livros e fazer cursos não são só mecanismos de formação, são mecanismos garantidores de saúde mental.
