Nome:
DA AVENIDA PAULISTA AO PARTIDO MISSÃO: uma análise do funil de engajamento e da formação política do MBL
Autores:
Pedro de Souza Lima Brodbeck
Kelly Cristina de Souza Prudencio
Nota do Cadáver:
Resolvi dar uma lida em artigos acadêmicos sobre o MBL, o Partido Missão e a Revista Valete para analisar como anda o debate público a respeito disso. Esperem uma sequência de análises.
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Os autores começam definindo como é a estrutura do MBL atualmente. Muitas pessoas não sabem, mas aquilo que chamamos de MBL é, na verdade, uma estrutura tripartide:
1- O movimento político: MBL (Movimento Brasil Livre);
2- O núcleo de formação ideológica e produção intelectual: a Revista Valete;
3- O projeto partidário: o Partido Missão.
O objetivo dos autores é traçar um caminho: como o ativismo digital se transformou em institucionalização política. Para tal, começam com as manifestações anti-Dilma Rousseff que foram feitas pelo MBL em 2014 através do Facebook. O diferencial é que eles tinham um posicionamento claro.
Nos momentos iniciais, as redes sociais já contavam com várias figuras e personalidades que tomariam proporções enormes nos anos seguintes:
- Jair Messias Bolsonaro;
- Olavo de Carvalho;
- Rodrigo Constantino;
- Joice Hasselmann;
- Reinaldo Azevedo.
O que aglutinava tantas figuras era:
1- As novas interações possibilitadas pelas redes sociais;
2- As demandas que não eram refletidas nas políticas públicas;
3- Pessoas que se sentiam isoladas do debate público e que passaram a se encontrar.
Em 2015, já existiam três grandes organizadores de protestos:
1- Movimento Brasil Livre (MBL);
2- Revoltados Online;
3- Vem Pra Rua.
Os três tinham pontos centrais:
1- O domínio habilidoso das redes sociais;
2- Métodos eficazes de canalização do sentimento antipetista.
Tudo isso foi essencial para a vitória de Jair Messias Bolsonaro em 2018.
