Mostrando postagens com marcador Kelly Cristina de Souza Prudencio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kelly Cristina de Souza Prudencio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Acabo de ler "Da Avenida Paulista ao Partido Missão" de Pedro de Souza e Kelly Cristina (Parte 2)

 



Nome:

DA AVENIDA PAULISTA AO PARTIDO MISSÃO: uma análise do funil de engajamento e da formação política do MBL 


Autores:

Pedro de Souza Lima Brodbeck

Kelly Cristina de Souza Prudencio


Nota do Cadáver:

Resolvi dar uma lida em artigos acadêmicos sobre o MBL, o Partido Missão e a Revista Valete para analisar como anda o debate público a respeito disso. Esperem uma sequência de análises.


---


O ativismo digital apresenta uma diferença: seus grupos não dependem de organizações formais ou de partidos para as suas mobilizações. Além disso, existe uma capacidade de escala, uma maior velocidade e conectividade.


A lógica é a da ação conectiva. As mídias digitais apresentam a possibilidade de redes descentralizadas e conectadas. Fora isso, a comunicação se torna o principal elo organizacional. O maior problema disso é a superficialidade.


Os autores citam vários movimentos semelhantes ao MBL (partidos digitais) em suas estruturas:

1- Movimento 5 Estrelas (Itália);

2- Podemos (Espanha):

3- Razem (Polônia);

4- Partidos Piratas (Islândia e Alemanha).


O MBL sempre se caracterizou por estratégias eficientes de comunicação. Uma das mais notáveis foi a utilização de memes. Porém os autores notam outras:

1- A entrada em manifestações, passeatas, protestos ou reuniões de rivais políticos para constrangê-los e gravar suas reações;

2- Gravar as próprias manifestações para recordá-las;

3- O universo de criação de conteúdo e formação de comunidade (Revista Valete).


A Valete tem múltiplas utilidades, essas são:

- Documentários;

- Aulas;

- Cursos;

- Fóruns;

- Revista impressa.


Mesmo investindo tanto no próprio crescimento com estratégias ousadas, houve um entrave no crescimento do MBL. Os autores pontuam que no ano de 2019, o MBL decidiu não apoiar o Bolsonaro. Os bolsonaristas começaram a hashtag #DerreteMBL e isso fez o MBL perder metade dos seguidores no YouTube.


Acabo de ler "Da Avenida Paulista ao Partido Missão" de Pedro de Souza e Kelly Cristina (Parte 1)

 



Nome:

DA AVENIDA PAULISTA AO PARTIDO MISSÃO: uma análise do funil de engajamento e da formação política do MBL 


Autores:

Pedro de Souza Lima Brodbeck

Kelly Cristina de Souza Prudencio


Nota do Cadáver:

Resolvi dar uma lida em artigos acadêmicos sobre o MBL, o Partido Missão e a Revista Valete para analisar como anda o debate público a respeito disso. Esperem uma sequência de análises.


---


Os autores começam definindo como é a estrutura do MBL atualmente. Muitas pessoas não sabem, mas aquilo que chamamos de MBL é, na verdade, uma estrutura tripartide:

1- O movimento político: MBL (Movimento Brasil Livre);

2- O núcleo de formação ideológica e produção intelectual: a Revista Valete;

3- O projeto partidário: o Partido Missão.


O objetivo dos autores é traçar um caminho: como o ativismo digital se transformou em institucionalização política. Para tal, começam com as manifestações anti-Dilma Rousseff que foram feitas pelo MBL em 2014 através do Facebook. O diferencial é que eles tinham um posicionamento claro.


Nos momentos iniciais, as redes sociais já contavam com várias figuras e personalidades que tomariam proporções enormes nos anos seguintes:

- Jair Messias Bolsonaro;

- Olavo de Carvalho;

- Rodrigo Constantino;

- Joice Hasselmann;

- Reinaldo Azevedo.


O que aglutinava tantas figuras era:

1- As novas interações possibilitadas pelas redes sociais;

2- As demandas que não eram refletidas nas políticas públicas;

3- Pessoas que se sentiam isoladas do debate público e que passaram a se encontrar.


Em 2015, já existiam três grandes organizadores de protestos:

1- Movimento Brasil Livre (MBL);

2- Revoltados Online;

3- Vem Pra Rua.


Os três tinham pontos centrais:

1- O domínio habilidoso das redes sociais;

2- Métodos eficazes de canalização do sentimento antipetista.


Tudo isso foi essencial para a vitória de Jair Messias Bolsonaro em 2018.