Nome:
DA AVENIDA PAULISTA AO PARTIDO MISSÃO: uma análise do funil de engajamento e da formação política do MBL
Autores:
Pedro de Souza Lima Brodbeck
Kelly Cristina de Souza Prudencio
Nota do Cadáver:
Resolvi dar uma lida em artigos acadêmicos sobre o MBL, o Partido Missão e a Revista Valete para analisar como anda o debate público a respeito disso. Esperem uma sequência de análises.
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Nessa parte do artigo, os autores analisam o "funil do MBL". Esse funil tem três níveis distintos:
1- Instagram: porta-vozes mais populares (Kim Kataguiri, Amanda Vettorazzo e Guto Zacarias) que adotam um discurso semelhante ao dos bolsonaristas;
2- YouTube: lives longas e diárias (aqui aparecem mais Renan Santos e Arthur do Val);
3- Valete: clube exclusivo com amplo aprofundamento teórico.
Esses três níveis têm o objetivo de captar o eleitorado de direita da seguinte forma:
I. No Instagram, o conteúdo é basicamente indistinto e pode ser consumido pela base bolsonarista;
II. No YouTube, a mensagem visa mostrar que o MBL está mais à direita, apresentando críticas tanto à esquerda quanto aos bolsonaristas;
III. Na Valete estão os seguidores mais fiéis que querem entender as mensagens do MBL.
Em 2022, o MBL criou a Academia MBL. Essa academia se foca em lecionar cursos que dão os seguintes fundamentos:
- Organização de manifestações;
- Campanhas online;
- Gravar vídeos provocativos;
- Gerenciar perfis em redes sociais;
- Participar de debates;
- Liderança;
- História;
- Filosofia;
- Economia;
- Gestão pública.
A Academia MBL, segundo os autores, é a etapa preparatória para o ESL (Escola Superior de Líderes).
Os autores destacam que o MBL vem buscado uma rede mais completa de materiais, além de discutirem mais ideias globais e terem largado o liberalismo puro e simples.
