quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Acabo de ler "Da Avenida Paulista ao Partido Missão" de Pedro de Souza e Kelly Cristina (Parte 3)

 



Nome:

DA AVENIDA PAULISTA AO PARTIDO MISSÃO: uma análise do funil de engajamento e da formação política do MBL 


Autores:

Pedro de Souza Lima Brodbeck

Kelly Cristina de Souza Prudencio


Nota do Cadáver:

Resolvi dar uma lida em artigos acadêmicos sobre o MBL, o Partido Missão e a Revista Valete para analisar como anda o debate público a respeito disso. Esperem uma sequência de análises.

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Nessa parte do artigo, os autores analisam o "funil do MBL". Esse funil tem três níveis distintos:

1- Instagram: porta-vozes mais populares (Kim Kataguiri, Amanda Vettorazzo e Guto Zacarias) que adotam um discurso semelhante ao dos bolsonaristas;

2- YouTube: lives longas e diárias (aqui aparecem mais Renan Santos e Arthur do Val);

3- Valete: clube exclusivo com amplo aprofundamento teórico.


Esses três níveis têm o objetivo de captar o eleitorado de direita da seguinte forma:

I. No Instagram, o conteúdo é basicamente indistinto e pode ser consumido pela base bolsonarista;

II. No YouTube, a mensagem visa mostrar que o MBL está mais à direita, apresentando críticas tanto à esquerda quanto aos bolsonaristas;

III. Na Valete estão os seguidores mais fiéis que querem entender as mensagens do MBL.


Em 2022, o MBL criou a Academia MBL. Essa academia se foca em lecionar cursos que dão os seguintes fundamentos:

- Organização de manifestações;

- Campanhas online;

- Gravar vídeos provocativos;

- Gerenciar perfis em redes sociais;

- Participar de debates;

- Liderança;

- História;

- Filosofia;

- Economia;

- Gestão pública. 


A Academia MBL, segundo os autores, é a etapa preparatória para o ESL (Escola Superior de Líderes).


Os autores destacam que o MBL vem buscado uma rede mais completa de materiais, além de discutirem mais ideias globais e terem largado o liberalismo puro e simples.