Nome:
DA AVENIDA PAULISTA AO PARTIDO MISSÃO: uma análise do funil de engajamento e da formação política do MBL
Autores:
Pedro de Souza Lima Brodbeck
Kelly Cristina de Souza Prudencio
Nota do Cadáver:
Resolvi dar uma lida em artigos acadêmicos sobre o MBL, o Partido Missão e a Revista Valete para analisar como anda o debate público a respeito disso. Esperem uma sequência de análises.
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O ativismo digital apresenta uma diferença: seus grupos não dependem de organizações formais ou de partidos para as suas mobilizações. Além disso, existe uma capacidade de escala, uma maior velocidade e conectividade.
A lógica é a da ação conectiva. As mídias digitais apresentam a possibilidade de redes descentralizadas e conectadas. Fora isso, a comunicação se torna o principal elo organizacional. O maior problema disso é a superficialidade.
Os autores citam vários movimentos semelhantes ao MBL (partidos digitais) em suas estruturas:
1- Movimento 5 Estrelas (Itália);
2- Podemos (Espanha):
3- Razem (Polônia);
4- Partidos Piratas (Islândia e Alemanha).
O MBL sempre se caracterizou por estratégias eficientes de comunicação. Uma das mais notáveis foi a utilização de memes. Porém os autores notam outras:
1- A entrada em manifestações, passeatas, protestos ou reuniões de rivais políticos para constrangê-los e gravar suas reações;
2- Gravar as próprias manifestações para recordá-las;
3- O universo de criação de conteúdo e formação de comunidade (Revista Valete).
A Valete tem múltiplas utilidades, essas são:
- Documentários;
- Aulas;
- Cursos;
- Fóruns;
- Revista impressa.
Mesmo investindo tanto no próprio crescimento com estratégias ousadas, houve um entrave no crescimento do MBL. Os autores pontuam que no ano de 2019, o MBL decidiu não apoiar o Bolsonaro. Os bolsonaristas começaram a hashtag #DerreteMBL e isso fez o MBL perder metade dos seguidores no YouTube.
